Como a terapia da dança pode ser fundamental no ensino especial

Quando incluímos a dançaterapia no dia a dia de crianças e jovens com necessidades educativas especiais, estamos a permitir uma liberdade corporal e espacial, promovendo a sua inclusão na sociedade.

A sua intervenção terapêutica auxilia nos comportamentos psicomotor, na motricidade global e criatividade. Estudos revelam que a união da música e da dança melhora as vias sensoriais, a função motora, o equilíbrio e até a criatividade.

Os movimentos são simples, respeitando a saúde física/mental da pessoa, onde o importante é ser acolhido, através do movimento.

9 benefícios da dançaterapia na educação especial:
1. Diminuição da rigidez muscular
2. Melhoria da coordenação motora
3. Melhoria da frequência respiratória
4. Elasticidade
5. Aceitação e integração social
6. Valorização das diferenças
7. Desenvolvimento das capacidades cognitivas
8. Desenvolvimento da motivação
9. Autoestima

Inicialmente podem parecer pequenos passos, que à posteriori se tornam grandes feitos!
A dança é vivacidade, é emoção e é inclusão!

Aproveite para rever o nosso artigo sobre terapia da dança aqui.

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Ana Macedo – Psicóloga Clínica

Pode ser esta a causa para os seus problemas de rins

Os rins são por excelência o órgão do equilíbrio e a morada da nossa energia essencial. A sua principal função é a filtragem das substâncias absorvidas pelo organismo, identificando quais as substâncias benéficas e que podem ser utilizadas e quais as substâncias tóxicas que precisam ser eliminadas.

 

Sabia que os problemas renais podem estar relacionados com a incapacidade de filtrar, desprender e eliminar factos desagradáveis do passado, como sentimentos e comportamentos?

Estas são as 5 emoções mais frequentemente ligadas aos problemas renais:

1 – Habitualmente a emoção que desequilibra os rins é o medo. Quem se sente inseguro e com medo em relação ao futuro, anda desassossegado com várias preocupações e tende a apresentar dores nos rins.

2 – O sistema renal é composto por um par de rins, estando dependente da parceria e cumplicidade entre o par para uma correta atividade. Assim, o bom funcionamento dos rins também pode ser posto em causa no decurso de conflitos relacionais.

3 – O saudável funcionamento renal também é afetado pelo foco excessivo nas dificuldades;

4 – Pela falta de direção pessoal;

5 – E por problemas psicológicos herdados.

 

Se quiser esclarecer dúvidas em relação a este assunto ou se pretender saber mais sobre as causas psicológicas que podem estar na origem dos seus problemas renais, entre em contacto connosco.

Se ficou com curiosidade sobre a ligação entre a saúde emocional e física, reveja o nosso artigo O stress adoece o corpo?

 

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Jatir Schmitt- Psicóloga Clínica

O que é, realmente, um trauma?

Numa altura em que as notícias acerca dos incêndios e das suas consequências são tão frequentes, é importante esclarecer, afinal o que é um trauma?

 

Quando vivenciamos uma situação assustadora, que nos coloque em perigo a nós ou a outros, o nosso organismo assume um estado de alerta e o medo é a emoção principal. É como se o nosso corpo tentasse procurar uma saída rápida da situação de perigo. O trauma ocorre quando o organismo continua hiperativado, depois do fim da exposição a essa situação perigosa. Desenvolve-se assim o stress pós-traumático, o perigo já passou mas o estado de alerta continua ativado, levando a alterações no dia-a-dia da pessoa.

 

É comum vivenciar:

  • Insónia
  • Alterações no apetite
  • Pesadelos constantes
  • Flashbacks repetidos e involuntários do acontecimento traumático
  • Ansiedade ou ataques de pânico
  • Crises de choro
  • Flutuações do humor
  • Raiva, culpa e vergonha
  • Desligamento da realidade

 

Além dos incêndios, os acontecimentos traumáticos podem ser variados: assaltos, violações, abusos, situações de guerra, acidentes, inundações e terramotos.

 

A intervenção no imediato é de extrema importância podendo prevenir consequências futuras mais graves. Se conhece alguém que esteja a sofrer com alguma destas situações, esteja presente, ajude na resolução de questões práticas e encoraje a procurar ajuda psicológica.

Saiba mais sobre como podemos ajudar em www.psic.com.pt/trauma

 

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Carla Santos – Psicóloga Clínica

Porque deve parar de reprimir as suas emoções… imediatamente!

Emoções de elevada intensidade quando não são expressas podem causar danos no nosso corpo e manifestarem-se sob a forma de várias doenças. Ao reprimir frequentemente as suas emoções leva a que estas fiquem gravadas no seu corpo conduzindo a um desconforto corporal, tensão ou, em casos extremos, a doenças graves de saúde.

 

Estas são as principais doenças físicas associadas a cada emoção reprimida.

Doenças
Emoção
 Fígado
Raiva; Ira
Pulmões
Tristeza; Pesar
Estômago
Angústia; Preocupação
Coração
Euforia
Rins
Medo

 

Apesar de culturalmente termos sido incentivados a ignorar as nossas emoções (“NÃO chores”, “NÃO fiques assim…”, “NÃO te preocupes”, “NÃO te enerves” “NÃO tenhas medo”…), devemos expressá-las livremente, porque o nosso corpo não se esquece daquilo que nós muitas vezes queremos ignorar.

 

Se quiser saber mais sobre esta temática consulte o artigo Como os problemas emocionais se transformam em doença ou entre em contacto connosco.

Em breve iremos abordar cada uma das doenças e emoções associadas. Esteja atento.

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta

Todas as emoções são boas?

Na realidade, sim! Não podemos afirmar que existem emoções más e boas. É verdade que existem algumas emoções com as quais temos mais dificuldade em lidar, no entanto, todas desempenham um papel fundamental na nossa vida, até mesmo as mais difíceis. É o excesso das emoções que as tornam prejudiciais ao sistema. Quais são então as mais-valias de cada emoção?

 

MEDO
É um alerta para o perigo. Motiva-nos a agir (lutar/fugir), para evitarmos consequências negativas. É protetor.

RAIVA
Possibilita a libertação de algo que nos incomoda, que achamos injusto ou que nos está a fazer mal. Leva-nos a lutar contra erros e/ou injustiças, de modo a estabelecermos limites que consideramos justos/adequados.

TRISTEZA
Permite o reconhecimento de uma perda, a tomada de consciência de que perdemos ou sentimos falta de algo. Ajuda-nos a pedir ajuda e a aproximarmo-nos dos outros.

ALEGRIA
Estimula a abertura ao exterior, a aproximação a outras pessoas e a criação de vínculos.

CURIOSIDADE
Motiva-nos a explorar o meio e a querer aprender mais.
SURPRESA
Leva-nos a dirigir a atenção para algo inesperado.

NOJO
Expele e mantém a distância em relação àquilo que é tóxico, que nos faz mal e que é indesejável

 

Veja também o que acontece “Quando as emoções adoecem o corpo

 

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Jatir Schmitt – Hipnoterapeuta e Psicóloga Clínica

Tinha medo de andar de avião, mas hoje entra no avião serena

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Elsa tem uma atividade profissional onde necessita de viajar frequentemente de avião. A cada viagem sentia um grande medo, ansiedade e angústia que começavam logo após a marcação da viagem. A Elsa antecipava várias vezes os cenários que temia: turbulência, avarias, quedas. Nos dias anteriores sentia-se muito ansiosa, não conseguia dormir, perdia o apetite e chegou a ter de cancelar algumas viagens devido à sua fobia de andar de avião.

Após algum tempo a viver com este medo de voar, que prejudicava a sua vida profissional, Elsa procurou ajuda. Depois de completar um programa de intervenção por hipnose e abordagem psicossensorial direcionado para a fobia específica, a Elsa relata que “entro no avião serena e não sinto o medo que até à data sentia”. Além disso, a ansiedade antecipatória desapareceu e durante as viagens chega mesmo a adormecer, devido ao relaxamento que sente. Elsa conta ainda que em algumas viagens de avião já houve turbulência e que conseguiu lidar com a situação, mantendo-se mais calma.

Apesar de o medo ser uma emoção natural e protetora, quando em excesso pode tornar-se incapacitante. Vê a sua vida restringida por algum medo excessivo? Saiba que, tal como a Elsa, é possível ultrapassá-lo.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

Tristeza ou depressão?

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Habitualmente usadas como sinónimo, tristeza e depressão, são confundidas como um todo igual. Mas afinal qual é a diferença?

  • A tristeza é uma das emoções básicas. É momentânea e adaptativa e pode surgir no decurso de situações difíceis relacionadas com a perda, fracasso, desamparo ou rejeição. Promove o recolhimento para integração destas situações dolorosas. À medida que retomamos o nosso dia-a-dia, a tristeza vai-se atenuando.

 

  • A depressão é mais do que uma profunda tristeza. É uma doença que resulta da interação entre fatores genéticos, neuroquímicos, psicológicos e ambientais. Persiste durante, pelo menos, duas semanas (habitualmente durante muito mais tempo) e durante esse período pode apresentar os seguintes sintomas:

(1) humor deprimido,

(2) perda do interesse ou prazer,

(3) alterações no apetite e sono,

(4) agitação ou lentificação,

(5) fadiga ou perda de energia,

(6) sentimento de inutilidade ou culpa excessiva,

(7) dificuldades no raciocínio, concentração e tomada de decisão, e

(8) pensamentos acerca da morte.

Aceite a tristeza como uma emoção saudável e não desvalorize a depressão!

 

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Carla Santos – Psicóloga Clínica

Filmes terapêuticos

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Os bons filmes (e os maus às vezes) podem ser terapêuticos. Promovem a eliminação de pensamentos negativos, a produção de hormonas de bem-estar, reduzem o stresse e aliviam a tristeza. Não causam dependência contrariamente aos ansiolíticos, sedativos, hipnóticos e antidepressivos. Inspirada no autor Pedro Marta Santos, sugiro algumas prescrições para:

  • INSÓNIA – O Grande Silêncio, Philip Groning, 2005

– Contra indicações: dificuldade respiratória devido a tédio instantâneo; se interromper o filme corre o risco de passar a noite acordado

– Efeitos secundários: resposta lenta; raiva repentina

– Dose recomendada: todos os dias ao deitar durante 21 dias. Interromper o tratamento quando obter o efeito desejado

  • DEPRESSÃO – Férias Frustradas, John Francis Daley, 2015

– Contra indicações: corre o risco de entrar em euforia

– Efeitos secundários: dor no maxilar e na barriga; chorar de tanto rir

– Dose recomendada: 1 vez por dia durante 6 meses. Em caso de overdose substituir a receita por outros genéricos

  • ANSIEDADE – Comer Orar Amar, Ryan Murphy 2010

– Contra indicações: Dependência extrema de hobbies

– Efeitos secundários: vontade de dar uma volta de 180° à sua vida; ficar viciado nas coisas belas que o mundo oferece

– Dose recomendada: 3 vezes por semana durante uma quarentena

  • QUANDO NÃO SABE O QUE TEM – Divertida Mente, Pete Docter, 2015

– Contra indicações: confusão mental por excesso de informação; risco de identificação com apenas uma emoção

– Efeitos secundários: perder o medo da mudança; ataque de nostalgia; chorar de tanto rir

– Dose recomendada: 1 vez por mês em regime vitalício

Este folheto terapêutico não assegura a cura dos seus problemas. Em caso de necessidade, visite um psicólogo qualificado.

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

Abordagem Psicossensorial – a terapia do amor

Abordagem Psicossensorial

Nos últimos anos temos vindo a assistir ao desenvolvimento na área das Neurociências associado aos conhecimentos da Física Quântica e Epigenética que mudaram o modo como vemos o cérebro e o comportamento humano.

Estes fundamentos constituem a base científica que explicam o funcionamento das terapias que recorrem à estimulação psicossensorial através do toque ou o tapping. Possibilitam a potencialização da informação no cérebro, fazendo com que a intervenção psicoterapêutica seja mais rápida e eficaz. O princípio básico desta abordagem está na organização neurológica e elétrica do sistema. Ativam estruturas cerebrais que ajudam na produção de neuro hormonas e neurotransmissores, restabelecem a comunicação energética e regula as respostas emocionais. São exemplos destas terapias TFT – Terapia do Campo do Pensamento, EFT – Técnica de Liberdade Emocional, PRI – Processamento Rápido de Informações, TAT -Técnica Acupressão de Tapas, Fleming, entre outras.

Estas intervenções atuam ao nível dos dois grandes tipos de memória: a declarativa (acontecimentos históricos – cortical) e a procedimental (da emoção, do medo e do amor – subcortical). As memórias de longa duração formam-se essencialmente através de duas emoções: do medo ou do amor.

Quando pensamos num acontecimento negativo, aumentamos o potencial da sensação negativa associada. O foco no negativo aumenta a produção de cortisol e noradrenalina, responsável por memórias de longa duração negativas, aumentando os pensamentos e comportamentos negativos, bem como o medo. Deste modo, treinamos o circuito negativo.

Ao contrário do que acontece muitas vezes com as terapias convencionais, a utilização das terapias psicossensoriais na prática clínica não aumenta os níveis de cortisol e noradrenalina, que perpetuam o problema. Estas intervenções promovem a produção de ocitocina, beta endorfina e usam comportamentos positivos para mudar os comportamentos e pensamentos negativos de modo natural, sem sofrimento. Mudar o comportamento pelo positivo leva a uma mudança mais rápida, pois altera o modo como nos relacionamos com os pensamentos negativos, sem julgamento, sem o diálogo interno negativo, apenas observando e não agindo sobre eles. É acionado o potencial de auto-cura emocional que permite entrar numa sintonia maior com os pensamentos positivos alcançando o bem-estar interior.

Para haver mudança não é necessário haver sofrimento.

A neuroplasticidade é a capacidade de transformação das células nervosas. Através do treino do cérebro para o bem, para o positivo, ocorrem mudanças de modo não doloroso, mais rápidas, eficientes e de modo permanente. Formam-se memórias de longa duração positivas, de amor e de afeto, com a produção de ocitocina e endorfina. A estimulação da produção destas neuro hormonas combate de modo natural o cortisol e a noradrenalina, levando à mudança de comportamento e à ressignificação das experiências negativas, sem dor.

É possível mudar pelo amor.

Experimente.

Quando as emoções adoecem o corpo – Parte 1

post_doenca1Cada emoção que sentimos prepara o nosso corpo para uma reação específica. O fato de experienciarmos emoções desagradáveis não significa ausência de saúde mental ou que algo de errado se passa connosco. Nunca é demais reforçar que não há emoções positivas ou negativas, todas têm um papel fundamental na nossa adaptação. O que prejudica o nosso funcionamento é o excesso emocional. As emoções têm uma manifestação corporal intensa, a energia da emoção espalha-se pelo corpo e produz diversos movimentos. Estas sensações físicas e sinais corporais são coerentes com o que estamos a sentir e é através deles que podemos identificar qual a emoção que sentimos.

Quando sentimos raiva, a força corporal aumenta para criar movimentos de ataque ou defesa. Manifesta-se essencialmente na parte superior do corpo, na cabeça, braços, mãos e peito. A temperatura corporal aumenta, cerramos os punhos e os dentes e encolhemos os ombros como se fôssemos dar um soco a alguém. O nosso corpo diz-nos que está pronto para atacar perante uma situação que interpretamos como injusta, pois a função da raiva é mesmo gerar energia para superar obstáculos.

O medo é a emoção que sinaliza a existência de perigo. O coração começa a bater mais depressa, a respiração acelera, os músculos contraem, as mãos e pernas tremem, esbugalhamos os olhos para olhar para todos os lados, numa postura vigilante. Corporalmente, o medo prepara-nos para fugir ou lutar em situações de perigo.

Na tristeza, há como que uma sensação de frio que nos invade. Este “arrefecimento” implica uma falta de mobilização que se traduz na perda de interesse nas atividades quando estamos tristes, para nos recolhermos. Adotamos uma postura cabisbaixa, fechamos o peito, olhamos para baixo. Precisamos desse tempo para recuperar energia e avaliar as consequências de uma perda, para depois nos redirecionarmos para outras emoções e ações.

A inveja é uma emoção instintiva e natural. Surge da comparação com o outro, quando o indivíduo se sente inferiorizado nessa comparação. A função da inveja, quando encarada de forma saudável, é levar-nos a tentar sempre mais até sermos bem-sucedidos, como se fosse um impulso para melhorar. O sentido crítico e a admiração por algo que ainda não temos pode constituir uma oportunidade para avançar. Corporalmente, esta emoção manifesta-se através de olhar demorado, de lado.

É no nosso corpo que residem as emoções e ele é o nosso maior aliado, quando prestamos atenção aos seus sinais.