Alguém próximo de mim sofre com POC – perturbação obsessivo-compulsiva. E agora?

Apesar do secretismo que envolve a perturbação obsessivo-compulsiva, trata-se de uma perturbação psicológica tão frequente como a asma ou a diabetes, no plano médico.

Saiba mais sobre esta doença aqui 

Por todas as limitações diárias que provoca, esta doença também pode ser difícil para quem convive com uma pessoa com esta perturbação. Os familiares e amigos podem e devem ser envolvidos na intervenção para melhores resultados.

 

6 dicas práticas para ajudar alguém que sofre de transtorno obsessivo-compulsivo:

  1. Fale sobre o assunto – sempre que necessário, mostre-se disponível para conversar, com empatia e compreensão, sem criticar ou rejeitar;
  2. Esteja atento a situações de maior stresse e/ou mudança – os sintomas pioram nestes casos;
  3. Chame a atenção da pessoa quando esta realiza o comportamento compulsivo – muitas vezes, devido ao hábito, a pessoa não se apercebe de que está a realizar um ritual;
  4. Não participe nos rituais compulsivos e nos rituais obsessivos nem os realize pela pessoa;
  5. Aprecie todos os esforços realizados e valorize todos os sucessos conseguidos;
  6. Planeie momentos de descanso e distração, incluindo atividades agradáveis e prazerosas.

Os sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo não tendem a melhorar com a passagem do tempo. Incentive a procura de ajuda profissional que permite uma melhoria elevada dos sintomas e a recuperação da qualidade de vida. Saiba mais sobre as intervenções para esta perturbação aqui

 

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Carla Santos – Psicóloga Clínica

Doença obsessivo-compulsiva e o secretismo que a silencia

«A perturbação obsessivo-compulsiva é tão frequente como a asma ou a diabetes, sendo mesmo mais prevalente que a esquizofrenia, mas a autocrítica dos doentes faz com que haja um secretismo que a silencia» – de acordo com os dados divulgados pela TVI24 num artigo recente.

Apesar de frequente, quem sofre com esta doença tem dificuldade em falar sobre os seus problemas e em solicitar ajuda, em parte porque eles próprios têm vergonha dos seus sintomas, acham-nos desapropriados e temem que os outros os considerem loucos.

Esta doença pode manifestar-se através de pensamentos intrusivos, recorrentes e indesejados (obsessões) e/ou rituais repetitivos desenvolvidos com o intuito de aliviar a ansiedade e prevenir que algo de mal aconteça (compulsões). É uma doença muito invalidante, que interfere significativamente no dia-a-dia destas pessoas e de quem as rodeia.

Se conhece alguém que sofre com esta doença, incentive o diálogo e a procura de ajuda. O silêncio é um caminho que não consegue dar a saída para esta dor.

 

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Equipa PSIC

Obsessivo-compulsiva

Comentário ao artigo “UMinho encontra novos marcadores para a doença obsessivo-compulsiva”

A perturbação obsessivo-compulsiva é a 4ª perturbação do foro psicológico com maior prevalência.

Carateriza-se pela ocorrência de obsessões e compulsões, que consomem tempo e causam sofrimento. As obsessões são ideias, pensamentos ou imagens persistentes, experimentados como intrusivos, persistentes e inadequados, provocando elevados níveis de ansiedade. Os temas mais comuns são: contaminação, dúvidas, necessidade de organização segundo uma determinada ordem, impulsos agressivos, imagens sexuais ou religiosas. De modo a neutralizar ou suprimir estes pensamentos intrusivos, costumam desenvolver-se comportamentos repetitivos (por ex., lavar as mãos, ordenar, verificar) ou atos mentais (por ex., contar, rezar, repetir determinadas palavras mentalmente). Constituem uma tentativa de controlo da ansiedade e do sofrimento ou de prevenir a ocorrência de alguma situação ou evento temido.

O stress a que estamos sujeitos diariamente pode tornar-nos mais vulneráveis, sendo um fator decisivo para o desenvolvimento de qualquer doença, inclusive a perturbação obsessivo-compulsiva. Os avanços das neurociências, em particular estudos efectuados em Portugal, têm permitido descobrir novos caminhos que contribuem para a efectividade dos tratamentos psicológicos e para a melhoria da saúde mental. Leia mais em:

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=60009&op=all