Como exercer uma parentalidade positiva?

O foco da parentalidade está no cuidar, existindo uma interação constante entre pais e filho(s), que implica direitos e deveres. Exercer a parentalidade pode ser muito exigente, mas não tem que ser desgastante, nem desafiador.

Seguem algumas dicas, para a prática de uma parentalidade positiva:

  • Respeite os sentimentos do seu filho(a)
  • Promova segurança e autoestima
  • Estimule as suas capacidades
  • Valorize as suas emoções
  • Dê incentivos
  • Encoraje-o(a)
  • Brinque com ele(a)
  • Elogie
  • Oriente para a resolução de problemas
  • Estabeleça limites claros e eficazes
  • Seja firme e consistente
  • Seja específico quando comunica com ele(a)
  • Comunique de forma positiva
  • Dê Amor

A parentalidade positiva não é ser permissivo, mas sim estabelecer regras e limites, direcionados à sua criança e consoante as suas necessidades. Respeite-a como ela é, um ser único e independente.

Acima de tudo esteja consciente das suas emoções! Pais felizes e em equilíbrio têm crianças felizes.

 

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Ana Macedo – Psicóloga Clínica

Os meus filhos nasceram com o smartphone na mão! E agora?

A era digital em que vivemos torna o acesso às tecnologias não só fácil como quase obrigatório. Para as crianças, a utilização de tablets, smartphones e até computadores parece não encerrar nenhum mistério.
E, se por vezes, os pais se preocupam com esta utilização, outras vezes para que os filhos parem com birras ou lhes dêem um pouco de tempo livre são eles próprios que lhes dão o smartphone com aqueles vídeos que tanto gostam.
Esta utilização maciça faz parte do nosso dia-a-dia e é cada vez mais difícil resistir-lhe. Mesmo quando os pais restringem este uso, nos outros ambientes em que a criança interage, irá ter o mesmo acesso. Por estes motivos, a utilização das tecnologias pelas crianças, é muitas vezes um assunto que causa algumas dúvidas e conflitos nos pais. A resposta pode estar no equilíbrio. Para saber mais acerca deste assunto e obter algumas dicas úteis para gerir esta utilização, leia o seguinte artigo de opinião de Cátia Sacadura e Rosário Carmona e Costa. https://www.publico.pt/2017/11/05/culto/noticia/4-ideias-inquietantes-sobre-a-utilizacao-das-tecnologias-1791150

Descubra mais artigos sobre parentalidade no nosso blog

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Carla Santos – Psicóloga Clínica

7 dicas para ser uma super mãe, sem esquecer de si própria

Estes 7 conselhos são dedicados a todas as mães que esqueceram a mulher que havia nelas em prol dos seus filhos:

  1. Dê aos seus filhos, educação, valores e orientação para que tenham as próprias experiências de forma responsável. Lembre-se que a superproteção os torna pessoas dependentes.
  2. Comprar coisas para os seus filhos, de modo a compensar o tempo que não consegue passar com eles, não é solução. É importante assumir que é mulher, mãe, esposa, trabalha e tem os seus hobbies – tudo isso faz parte da sua vida e como tal por vezes o tempo é curto para estar com os seus filhos. Lembre-se que é mãe em “part-time” e o que importa é a qualidade, logo esses pequenos momentos são para eles e com eles, não deixe que nada interfira.
  3. Tire proveito dos encontros em família: descontraia, brinque, eduque, partilhe afetos, desfrutando apenas desse momento.
  4. Peça para que todos respeitem o seu tempo, assim conseguirá realizar melhor todas as suas tarefas e sentir-se bem consigo própria. O amor e afeto que dedica aos outros está diretamente relacionado com o amor que dedica a si própria.
  5. Alimente a sua relação conjugal – invista na cooperação, cumplicidade e romantismo.
  6. Reserve algum do seu tempo para as suas amizades.
  7. Valorize-se! O seu valor não se mede apenas enquanto mãe, mas sim enquanto a pessoa que é!

Saiba que os seus filhos serão mais felizes se virem a sua mãe plenamente feliz, e ser mãe é apenas uma parte da pessoa que há em si. Seja feliz por inteiro.

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Jatir Schmitt- Psicóloga Clínica

Qual deve ser o papel dos avós na educação de uma criança?

A contribuição dos avós na vida dos netos é importante para o seu desenvolvimento emocional. Não importa se a família é pequena ou extensa, usufruir dos cuidados de um avô ou avó é um dado importante na autoestima de uma criança.

 

Tornar-se avô ou avó é uma passagem de evolução e crescimento pessoal, a experiência amplia-se, a tomada de responsabilidade é outra. É um novo mundo, de descobertas, ideias e melhoramentos. Dá um novo sentido à vida, uma nova alegria, uma sensação de valorização social e pessoal.

 

Na nossa cultura, os avós assumem uma participação ativa nos cuidados dos netos, auxiliando os pais no seu dia-a-dia. Participam nas brincadeiras, dão carinho, amor, alegria, transmitem valores, costumes, regras e são companheiros. Partilham as suas histórias e da família e transportam palavras sábias para toda a vida.

 

Se quer saber mais sobre o tema da parentalidade, leia aqui o artigo Como exercer uma parentalidade positiva?

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Ana Macedo – Psicóloga Clínica

Como relaxar com os seus filhos (e ensiná-los a relaxar)?

Se teve um dia agitado e cansativo, aproveite para acalmar o seu próprio ritmo e nível de stress. Se por outro lado, teve um dia tranquilo, brinque com os seus filhos, dance, faça uma guerra de almofadas e aos poucos vá acalmando o ambiente. Se cansar os seus filhos, mais depressa vão conseguir relaxar. O relaxamento pode ser realizado antes de dormir ou em outros momentos do seu dia-a-dia.

 

Algumas dicas sobre como relaxar com os seus filhos:

  1. Escolha um horário adequado para todos e crie um ambiente bom para relaxar. Sem barulhos incomodativos e reduza as distrações.
  2. Coloque uma música calma, por exemplo, com sons da natureza ou instrumentais como piano, flauta, viola.
  3. A posição ideal é deitada, confortavelmente, de barriga para cima.
  4. Fechem os olhos. Inspirem pelo nariz e expirem pela boca, lenta e profundamente. Repitam esta respiração, pelos menos, três vezes.
  5. Agora, conte uma história simples, uma história alegre, real ou imaginária. Pode optar por contar uma história de um livro, uma memória feliz da sua vida ou até algo que tenham feito em conjunto – seja criativo!
  6. Antes de terminar, permaneçam com os olhos fechados, por mais alguns minutos. Sintam o amor incondicional que vos une. Para finalizar, diga o quanto ama os seus filhos e que vão sentir-se muito bem quando acordarem, felizes e tranquilos.
  7. Para despertar podem começar por movimentar o corpo suavemente, mexendo os braços, as pernas, os pés… e vão abrindo os olhos lentamente.
  8. Para finalizar, façam uma última respiração – inspirando pelo nariz e expirando pela boca, lenta e profundamente.

 

É natural que as crianças, inicialmente, demonstrem alguma resistência. No entanto, à medida que for repetindo estes exercícios, acabarão por se tornar rotineiros e pouco a pouco os seus filhos vão aprender a relaxar. Não desista!

 

Este relaxamento pode ser adaptado. Você melhor que ninguém conhece os seus filhos! Seja criativo e dê asas à imaginação. Não tenha medo, faça-o de coração, faça-o com amor.

 

Se quiser partilhar a sua experiência ou tirar dúvidas e receber orientações, entre em contacto connosco.

 

Se quiser saber mais sobre educação e parentalidade leia também o artigo Como exercer uma parentalidade positiva?

 

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Ana Macedo – Psicóloga Clínica

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O jogo da Baleia Azul – 10 sinais a que deve estar atento nos seus filhos

O jogo virtual chamado de “Baleia azul” tem sido notícia no nosso País devido aos crescentes casos que têm surgido de adolescentes que tentam o suicídio. Lembramo-nos por exemplo do caso de uma jovem de 18 anos que saltou de um viaduto e foi encontrada com múltiplos ferimentos.

Com aparência de brincadeira, o jogo tem início na rede social Facebook, e tem continuidade no WhatsApp dos jogadores. Estes recebem mensagens às 4.20 da manhã, com tarefas que envolvem o desafio a regras, automutilação, e numa última fase o suicídio.

O assunto tem provocado uma crescente preocupação nos Pais, pois sentem-se impotentes para lidar com tamanha vulnerabilidade destes jovens.

A prevenção pode ser clara: os Pais devem conversar com os filhos desde os primeiros anos de vida. O diálogo cria um vínculo que se mantém na adolescência, e evita que casos extremos como a participação no presente jogo tenha efeitos nefastos sobre os jovens.

No entanto, para além de todos os parâmetros observados em torno deste jogo, tanto a nível social como criminal, é importante entender que por trás do comportamento que leva estes jovens a “quererem” ou “precisarem” entrar neste tipo de jogos, existe um sintoma, e esse sintoma remete-nos para um problema, como a solidão sentida por esses jovens.

A solidão e a angústia dos jovens, propiciam a identificação com a dor e com a morte, fazendo com que mais facilmente adiram a este tipo de jogos. É essencial vermos além do jogo e percebermos a saúde emocional dos nossos filhos.

 

Como Pai, esteja atento a estes sinais:

  1. Isolamento, silêncio, introspeção e fuga de diálogo;
  2. Afastamento da família e dos amigos (perda de interesse nas pessoas);
  3. Perda de interesse nas atividades que costumava fazer;
  4. Mudanças nos hábitos de sono (insónias ou dormir mais do que o habitual);
  5. Mudanças nos hábitos alimentares e adoecer frequentemente;
  6. Mudanças bruscas no comportamento (irritabilidade, crises de raiva);
  7. Comportamentos autodestrutivos, como a automutilação e exposição a situações de risco (ferimentos repentinos);
  8. Recusa em ir para a escola (bullying);
  9. Publicação de imagens de baixa-autoestima nas redes sociais;
  10. Interesse anormal por filmes de terror e preocupação com a temática da morte e violência.

 

É importante que os Pais procurem ajuda e orientação adequada para lidar com a vulnerabilidade psicológica dos filhos, pois a ausência e falta de proximidade parental pode abrir espaço para este tipo de acontecimentos.

 

Aproveite para ler sobre “Como exercer uma parentalidade positiva?

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Patrícia Pereira – Psicóloga Clínica

Enquanto a cegonha não vem…

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A parentalidade é uma etapa de vida esperada e desejada por muitos casais. Porém, a expetativa e o desejo exagerado conduzem a elevados níveis de ansiedade e preocupação que podem interferir com a concretização e sucesso da gravidez. Por isso, enquanto a cegonha não chega, liberte-se das tensões e pressões:

  • Aproveite esta época festiva
  • Plante uma árvore
  • Escreva um livro
  • Viaje
  • Divirta-se com o seu companheiro
  • Ou então não faça nada!
  • Relaxe e tire um tempo para cuidar de si.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

Reprodução medicamente assistida – o papel do psicólogo

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O equilíbrio emocional é um fator decisivo para o sucesso dos tratamentos. O papel do psicólogo antes, durante e depois deste processo é fundamental:

  • Auxília no processo de aceitação e tomada de decisão sobre alternativas;
  • Explora todas as implicações médicas e psicossociais;
  • Oferece um espaço de escuta e apoio – facilita a expressão de emoções e abre uma alternativa para o casal tratar os conflitos inerentes à infertilidade;
  • Trabalha na resolução da perda e luto da capacidade física de reprodução natural;
  • Minimiza o impacto do stresse e ansiedade – através de relaxamentos e meditação;
  • Ajuda a gerir as dificuldades de comunicação com o meio envolvente e reintegração com a família, amigos e relações de trabalho;
  • Medeia a comunicação com a equipa médica: um casal angustiado e ansioso tem maior dificuldade em assimilar as informações que lhe são transmitidas;
  • Orienta e trabalha a relação do casal – promoção da comunicação e investimento no afeto e na vida sexual;
  • Auxilia a preparação do organismo para a conceção – resolução de traumas prévios, fobias ou medos;
  • Ajuda na recuperação da autoestima e autoconfiança;
  • Trabalha o ajustamento à parentalidade.

 

A reprodução medicamente assistida é um processo, muitas vezes, doloroso mas de esperança. O “fim” pode ser um novo começo.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

Quando a infertilidade é psicológica

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Cerca de 10% dos casos de infertilidade são inexplicáveis do ponto de vista médico. Algumas das possíveis causas psicológicas podem estar associadas a:

  • Elevado grau de stresse e ansiedade que pode bloquear a fertilidade – o hipotálamo é responsável pela resposta de stresse e sexual, podendo levar à irregularidade ou suspensão do ciclo menstrual, à redução da quantidade de esperma e volume do sémen, bem como, à falta de líbido e ereção.
  • Sentimentos ambivalentes – quando há conflitos internos ou externos em relação à parentalidade.
  • Medo / fobia – do parto, de não se sentir preparado, de não saber cuidar de uma criança, estabelece uma barreira (infertilidade) que procura proteger o corpo de um perigo.
  • Conflito no relacionamento – como dúvidas sobre o futuro da relação, se é a pessoa certa e a existência de um clima relacional tenso, criam impedimentos inconscientes à parentalidade.

Mesmo nos casos com causas orgânicas estabelecidas é difícil separar o estado psicológico do casal da dificuldade em engravidar. Curiosamente, alguns casais inférteis após realizarem tratamentos médicos ineficazes, ao desistirem, recebem a visita da cegonha.

 

O bem-estar mental é um direito que deve estar ao alcance financeiro de todos. Saiba como em psic.com.pt/prosocial.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica