Dançar para viver feliz

“A Dança é, na minha opinião, muito mais do que um exercício, um divertimento, um ornamento, um passatempo social; na verdade, é uma coisa até séria e, sob certo aspecto, mesmo, uma coisa sagrada. Cada era que compreendeu a importância do corpo humano, ou que, pelo menos, teve a noção sensorial da sua estrutura, dos seus requisitos, das suas limitações e da combinação de genialidade que lhe são inerentes, cultivou, venerou a Dança.” Paul Valéry

A dança não tem idade, é um exercício simples sem limitações físicas, sendo muito flexível na sua prática. É uma das artes mais antigas, que se iniciou com movimentos rítmicos direcionados ao agradecimento à natureza e busca de alimentos.
Através do movimento corporal o ser humano desenvolve aspetos motores, emocionais e cognitivos. Novos estudos da neurociência indicam que ao dançar há uma promoção na aprendizagem a nível motor, coordenação, perceção cinestésica, cognição e memória. Gere um reforço nos circuitos neuronais, criando novas sinapses.
A pessoa aprende e prevê relações entre os eventos motores que a dança transpõe e ao mesmo tempo é estimulada a se movimentar e sentir sensações dos próprios movimentos.
O ritmo é algo natural e quase automático, geralmente é algo inconsciente, marcar o ritmo com os pés, balançamos o corpo quando ouvimos uma música a nosso gosto.
A dança é infinita nos movimentos, evoluiu em conjunto com a música e ambas representam uma linguagem rítmica. Dançar é uma forma de se libertar e viver feliz.

“A dança é a linguagem escondida da alma” (Martha Graham)

A terapia através da dança pode ser realizada por qualquer pessoa, de qualquer idade, independentemente das suas limitações. Se pretende receber mais informações sobre dançaterapia, leia no nosso artigo A Dança como terapia contacte-nos.

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Ana Macedo- Psicóloga Clínica

Como melhorar a sua saúde de uma vez por todas

Quando o assunto é saúde, todos dedicamos algum do nosso tempo a procurar informação sobre o tema, os melhores profissionais e comportamentos mais saudáveis – mantendo uma alimentação equilibrada, praticando exercício físico ou fazendo exames de rotina.

Mas quando falamos de saúde mental, o nosso comportamento é outro: “Hoje não tenho tempo”, “Amanhã estou melhor”, “Isto é uma fase e não é preocupante”, “Não posso dar-me ao luxo de ir ao psicólogo”. São inúmeras as desculpas para deixarmos a saúde mental para segundo plano, esquecendo-nos de um facto muito importante – saúde mental e física estão intimamente ligadas, influenciando-se mutuamente!

Nos últimos meses, temos vindo a falar da forma como as emoções podem adoecer o nosso corpo – como por exemplo os rins ou o fígado.

Quando a nossa saúde emocional está fragilizada isso tem um impacto direto em vários órgãos do nosso corpo e na produção de neurotransmissores que influenciam o nosso humor, motivação e a forma como nos relacionamos com os outros.

Dê importância à sua saúde como um todo. Tire um tempo para olhar para dentro de si e pergunte-se: como me tenho sentido? O que me tem impedido de funcionar plenamente?

Pelo seu bem e dos seus, cuide da sua saúde mental, emocional e física.

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

Como ajudar uma criança que faz xixi na cama (e não só)?

A enurese é a falta de controlo regular da urina – a criança faz xixi involuntariamente, durante o dia ou durante a noite, após uma idade em que era esperado que esse controlo existisse, por volta dos 5 anos.

 

A enurese é muitas das vezes expressão de:

  • Dificuldades relacionais, emocionais ou comportamentais em diversas áreas, por exemplo mudanças significativas (na escola, nascimento de um irmão, falecimento de alguém significativo, divórcio dos pais, entre outras);
  • Regressão no desenvolvimento (no caso de ter ocorrido continência durante pelo menos 6 meses) causada por fatores ambientais e emocionais;
  • Algum problema orgânico.

 

A criança não tem culpa e por isso não pode ser punida e castigada porque isso irá aumentar a ansiedade, instabilidade emocional e problemas de socialização, sendo que ela própria é a primeira a não querer isso aconteça e a sentir-se envergonhada por tal.

 

Cabe aos pais ajudar a criança a ultrapassar a situação e não transformar estes episódios numa experiência traumatizante. Deixamos-lhe algumas dicas para ultrapassar esta situação:

  1. Apoiar e explicar à criança que não é a única e que há muitas crianças da idade dela que também passam pelo mesmo problema e que conseguem ultrapassá-lo.
  2. Não voltar a colocar a fralda.
  3. Não ralhar nem castigar quando a criança faz xixi.
  4. Incentivar a criança a ir à casa de banho, perguntar-lhe várias vezes e se necessário levá-la.
  5. Reforçar positivamente cada vez que a criança pede ou vai à casa de banho.
  6. Deitar a criança sempre à mesma hora e estabelecer uma rotina que inclua a ida à casa de banho antes de se deitar.
  7. Procurar ajuda – a criança pode não conseguir ultrapassar esta fase sem ajuda profissional. Se este for o caso, contacte-nos. [link para https://goo.gl/QneK3n]

 

A enurese pode trazer consequências psicológicas e fisiológicas graves. Os pais, educadores e professores devem estar atentos e informados e procurar ajuda na presença de sinais de alerta. É importante que conversem com a criança com tranquilidade, compreensão, segurança e com todo o carinho que a criança merece e necessita.

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Patrícia Pereira – Psicóloga Clínica