Depressão pós-parto – um assunto sério

O nascimento de um bebé é um momento de muita felicidade para toda a família. Os pais têm neste momento uma série de tarefas e ajustamentos a realizar para incluir o novo elemento na família.

 

No caso específico da mãe, é um momento também particularmente difícil, com a recuperação do parto, carregado de emoções fortes o que, naturalmente, a faz sentir mais fragilizada. Depois do parto, a mãe desenvolve um vínculo afetivo especial com o bebé que lhe vai permitir colocar-se no lugar dele e imaginar as suas necessidades, para poder dar-lhes resposta. A exigência de todas estas mudanças pode traduzir-se em crises de choro, tristeza, falta de confiança ou sensação de incapacidade para cuidar do bebé. Estas reações são naturais nos primeiros dias após o parto e designam-se por baby blues.

 

Todavia, se estes sintomas persistirem ao longo do tempo e se se tornarem mais intensos, podemos estar perante um quadro de depressão pós-parto. É necessário prestar atenção a alguns sinais:

  • Tristeza constante
  • Crises de choro frequentes
  • Culpa
  • Irritabilidade, falta de paciência ou raiva
  • Cansaço permanente
  • Afastamento do companheiro, família e amigos
  • Pensamentos negativos em relação a si própria e ao bebé
  • Ansiedade e preocupações intensas em relação ao bebé
  • Medo intenso de não ser boa mãe
  • Sensação de incapacidade para cuidar do filho
  • Sensação de que o bebé é um estranho e não o seu filho
  • Pensamentos recorrentes acerca de prejudicar-se a si ou ao bebé
  • Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio
  • Vontade de fugir ou desaparecer

Sentir-se desta forma não é sinónimo de fraqueza ou incompetência no papel de mãe. A depressão pós-parto é um assunto sério ao qual se deve prestar atenção, exigindo compreensão e um apoio próximo da família. Se se identifica com alguns destes sintomas não hesite em procurar ajuda profissional para que possa desfrutar em pleno desta fase tão especial da sua vida.

 

Aproveite para ler aqui o testemunho sobre maternidade da nossa psicóloga clínica Ana Macedo em “Ser mãe é ser única

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Carla Santos – Psicóloga Clínica

Porque é que as emoções podem estar a desgastar o seu fígado

O fígado tem múltiplas funções, estando associado, entre outras, ao armazenamento e produção de energia, à desintoxicação das toxinas no nosso organismo. Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, o fígado é responsável por garantir o livre fluxo de energia no nosso corpo. Assim, quando a energia do fígado está bloqueada, todos os outros órgãos serão afetados por este desequilíbrio.

 

Este órgão é particularmente vulnerável à raiva, ira, irritação, indignação, frustração e ressentimento. Habitualmente, a repressão das emoções sobretudo da raiva, provoca o bloqueio da energia do fígado, conduzindo à quebra do fluxo natural de energia e à acumulação de toxinas e, consequentemente, origina a doença. O fígado desempenha, portanto, um papel fundamental no correto funcionamento dos outros órgãos e na regulação das nossas emoções, uma vez que a oscilação no fluxo de energia também provoca oscilações de humor.

 

Se quer prevenir problemas de fígado não reprima as suas emoções. Estas emoções reprimidas desgastam, descontrolam, destroem e impedem que o seu organismo funcione em pleno.

 

E se as emoções reprimidas podem prejudicar o seu fígado, descubra o que podem estar a fazer aos seus rins no nosso artigo Pode ser esta a causa para os seus problemas de rins.

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Jatir Schmitt- Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta

9 razões para o seu filho brincar (ainda) mais

Brincar é um ato natural do ser humano, é a forma que a criança tem de conhecer o mundo. É essencial para o seu desenvolvimento cognitivo e emocional, estimula a concentração e atenção. A criança comunica consigo mesmo e com a sociedade que a rodeia, explorando através do lúdico.

É importante que os adultos estimulem os jogos e brincadeiras, seja em casa ou no meio escolar. A brincadeira leva à criatividade, à fantasia e imaginação, moldando assim a forma de percecionar da criança, preparando-a para a vida adulta, dependente do meio que vive.

O que acontece quando o brincar faz parte da rotina da criança:

  1. A criança é mais otimista e cooperativa
  2. Melhora a autoestima
  3. Tem respeito pelos outros
  4. É mais resiliente
  5. Detém uma consciência corporal
  6. Expressa mais facilmente as suas emoções
  7. Compreende e respeita regras e limites
  8. É mais ativa e faz exercício físico
  9. É mais feliz

Quando a criança brinca desenvolve a sua própria identidade – o seu próprio EU.

PS: E porque depois da brincadeira, é importante relaxar, leia também o nosso artigo Como relaxar com os seus filhos (e ensiná-los a relaxar)?

 

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Ana Macedo – Psicóloga Clínica