É possível aprender a estar deprimido?

Ao longo da vida vão surgindo momentos que nos fazem sentir raiva, culpa, frustração, mágoa e revolta. No entanto, muitas vezes escondemos estas emoções. Este facto vai-nos entristecendo pouco a pouco, desapegamo-nos da nossa essência, e vamo-nos recolhendo no nosso mundo até que toda esta repressão de emoções se transforma em sintomas. Este padrão de comportamento gera em nós uma aprendizagem de um estado depressivo, que se vai consolidando até ao momento em que deixamos de suportar a dor e o nosso sistema sucumbe.

 

É neste momento que um psicólogo clínico devidamente qualificado consegue ajudar. Com o apoio profissional, nomeadamente, através da hipnoterapia, é possível extinguir esta aprendizagem a um ritmo que seja apropriado para si.

 

A seguir apresento-vos o testemunho da Cristina que, através de um acompanhamento psicológico intensivo e de hipnose na nossa Clínica, conseguiu extinguir esta aprendizagem há tanto tempo enraizada.

 

A Cristina foi uma criança e uma jovem alegre, feliz, livre e espontânea, voltada para as artes e para a criatividade. Mas à medida que convivia com pessoas tristes e fechadas, a Cristina abriu mão da sua essência e trocou a sua alegria de viver pela tristeza presente no seu ambiente.

 

Era uma vida cheia de tarefas, obrigações, responsabilidades e tudo em função do “outro”… mal tinha tempo para dormir ou comer! Quando me deparo com uma mudança extrema, fico desempregada, o “outro” já não existe e apenas tenho que cuidar de mim, já não sei como fazer. De uma vida de caos é agora uma vida vazia. A depressão aparece mais forte e instala-se nesse vazio. O meu nome é Cristina e tenho 37 anos. A terapia foi essencial para sair da sombra e aparecer para a vida! Foi uma terapia adequada ao meu problema e ajustada aos meus progressos. Tenho agora um caminho e tenho a energia necessária para o percorrer. Agradeço todo o carinho e em especial ao empenho da Doutora Jatir em me ajudar. Bem haja!”.

 

Se gostaria de saber mais sobre o tema da Hipnose, clique aqui.

O bem-estar mental é um direito que deve estar ao alcance financeiro de todos. Se é estudante, está desempregado ou numa situação económica fragilizada, saiba como usufruir de preços ajustados à sua realidade em psic.com.pt/prosocial

Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta

 

Como gerir a ansiedade antes dos exames escolares

A Mariana tem 16 anos, frequenta o 10º ano e sentia-se triste por não estar a ser capaz de atingir os resultados e objetivos na escola, devido à sua ansiedade no dia e nas vésperas dos exames.

 

“Na noite anterior aos testes não consigo adormecer e quando entro na sala para o teste sinto um aperto no peito, sinto medo, preocupação, começo a ficar muito nervosa e bloqueio, sinto-me triste, frustrada, pois estudo e não consigo tirar boas notas”.

 

A Mãe da Mariana, procurou a Psic, pois já não aguentava ver a filha a sofrer, devido à ansiedade extrema que sentia nos momentos em que tinha que ser avaliada na escola. Referiu que “a filha foi muito abaixo por causa das notas e esteve quase para reprovar”.

 

Após o acompanhamento, com base nas terapias cognitivo-comportamentais e práticas e métodos de estudo, a Mariana aprendeu estratégias para controlar a ansiedade e relaxar, aprendeu também a estudar e conta que:

 

 “Com esta experiência mudei a minha forma de ser e pensar, a minha forma de agir perante as dificuldades. Aprendi estratégias para lidar melhor com os meus problemas. Mudei a minha maneira de estudar, e todo este esforço foi relevante nas notas que tive nos testes. É uma experiência que quero e vou levar para a vida, independentemente de tudo, tornei-me mais segura, e agora sou muito mais feliz do que era porque sei que sou capaz, basta simplesmente lutar pelo que realmente quero e confiar em mim”.

 

A história da Mariana é um alerta para uma situação muito comum entre os jovens e mostra como os sintomas de ansiedade associados ao desempenho podem ser altamente limitativos. A boa notícia é que, com a devida ajuda, estes sintomas podem ser contornáveis e ultrapassáveis. Se sofre deste tipo de ansiedade ou conhece alguém nesta situação, consulte-nos para mais informações.

Leia também Como Lidar com a Ansiedade

O bem-estar mental é um direito que deve estar ao alcance financeiro de todos. Se é estudante, está desempregado ou numa situação económica fragilizada, saiba como usufruir de preços ajustados à sua realidade em psic.com.pt/prosocial

Patrícia Pereira – Psicóloga Clínica

É preciso falar do suicídio! 8 sinais de alerta de comportamentos suicidas

O suicídio ainda é um assunto tabu na nossa sociedade, embora seja um problema de saúde pública e esteja entre as 10 principais causas de morte em Portugal e em todo o mundo. Confira os 8 sinais de alerta de um comportamento suicida:

  1. Mudanças de comportamento inesperadas: deixar de praticar algum hobbie de que gostava muito; deixar de cuidar da sua aparência, se antes era uma pessoa que se preocupava com isso
  2. Mudanças de humor drásticas: tristeza intensa, sensação de vazio, acessos de raiva ou irritabilidade, sentimentos fortes de culpa ou vergonha
  3. Isolamento
  4. Expressões como: “A minha vida não tem sentido”, “Estariam melhor se eu desaparecesse”, “Não aguento mais viver assim”, “Não vejo nenhuma saída/luz ao fundo do túnel”, “Ninguém me entende” ou “Quero morrer”
  5. Melhorias ou períodos de calma súbitos: a pessoa aceitou a decisão de cometer suicídio e pode simular uma melhoria para levar a cabo o seu plano
  6. Tentativa de resolver assuntos pendentes: pode indicar igualmente a existência de um plano para cometer suicídio
  7. Ameaças: a maior parte das pessoas que pensa cometer suicídio avisa alguém próximo. Este aviso não deve ser ignorado ou encarado apenas como uma forma de chamar a atenção
  8. Tentativas anteriores: muitas vezes, os suicídios são precedidos por tentativas anteriores

As intenções ou pensamentos suicidas devem ser sempre levados a sério. É importante manter-se próximo, conversar sobre o assunto numa postura de escuta ativa, informar outras pessoas próximas e estar atento. Procure também acompanhar a pessoa numa ida a um profissional de saúde mental.

O bem-estar mental é um direito que deve estar ao alcance financeiro de todos. Se é estudante, está desempregado ou numa situação económica fragilizada, saiba como usufruir de preços ajustados à sua realidade em psic.com.pt/prosocial

Carla Santos – Psicóloga Clínica