Os medos mais comuns das crianças – e como lidar com eles

Na infância é normal as crianças sentirem medos. Na sua caminhada e descoberta do mundo, existem milhares de coisas novas para aprenderem. O cérebro vai desenvolvendo e as perceções que as crianças têm da realidade que os rodeia, vão sendo diferentes em função do seu nível de desenvolvimento.

 

Habitualmente, cada medo está associado a uma fase do desenvolvimento e à medida que a criança cresce forma perceções mais realistas sobre o mundo que a rodeia. É normal que desde cedo surjam medos que com o tempo acabam por desaparecer.

 

Quais são os medos mais comuns na infância?

 

6 Meses a 1 ano

  • Ansiedade de separação
  • Medo de estranhos
  • Ruídos fortes
  • Medo de dormir

 

2 – 4 Anos

  • Escuro
  • Dormir sozinho
  • Barulhos fortes
  • Perder-se
  • Monstros
  • Animais
  • Situações novas

 

5 – 7 Anos

  • Abandono
  • Perda/Morte
  • Performance escolar
  • Rejeição
  • Escuro
  • Fracassar/errar

 

Não valorize excessivamente estes medos, contudo esteja atento. Se os medos persistirem por longos períodos de tempo e interferirem nas rotinas do dia-a-dia, procure ajuda de um profissional. Ajude a sua criança a superar os medos que a impedem de explorar o mundo, para que possa usufruir da sua infância livremente e feliz.

 

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Ana Macedo – Psicóloga Clínica

 

 

 

 

 

 

Hipnose reduz consequências da diabetes tipo 1

Através da hipnose, é possível aceder à raiz emocional que acompanha muitas doenças, nomeadamente, a diabetes. Independentemente da predisposição genética, a diabetes também pode estar relacionada com:

  • Problemas familiares – divórcio, separação, perda, luto
  • Frustrações afetivas – desgosto amoroso, rejeição
  • Dificuldade em expressar e receber afeto
  • Problemas profissionais
  • Stress

 

Ao longo da minha prática clínica tenho constatado que ao potenciar os recursos naturais do organismo para a saúde, bem como ao limpar a carga emocional decorrente da diabetes (e.g., tristeza, melancolia, baixa autoestima, depressão) é possível a estabilização emocional e a aceitação da doença.

 

Além disso, a investigação científica recente da Universidade de Aveiro tem demostrado que a hipnose pode ajudar a reduzir os níveis de glicose no sangue e a diminuir a dose diária de insulina que estes doentes necessitam de administrar. Se quiser saber mais consulte o artigo da SIC Notícias Estudo científico conclui que hipnose reduz consequências da diabetes tipo 1

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta

 

E se o seu filho for vítima de Bullying ou Cyberbullying?

O bullying é uma forma de violência contínua que acontece entre colegas da mesma turma, da mesma escola ou entre pessoas que tenham alguma característica em comum (uma idade aproximada, estudarem e/ou fazerem atividades no mesmo sítio) e cada vez, há mais crianças a sofrerem desses atos violentos, repetidos e intencionais.

 

E como se já não bastassem os atos de bullying, que ocorrem presencialmente, a tecnologia deu uma nova cara ao problema – o agressor sente-se protegido por não precisar de se expor fisicamente. O cyberbullying diferencia-se do bullying pelo método e pelo seu impacto, pois, atinge um número muito maior de pessoas num tempo muito pequeno. O caso pode tornar-se mais grave, pois, enquanto o bullying na escola pode acabar quando a criança vai para casa, o cyberbullying pode acompanhar a criança em qualquer sitio, a qualquer hora, sete dias por semana. O caso mais mediático de cyberbullying é o Jogo da Baleia Azul.

Na maioria dos casos, as crianças ou adolescentes sofrem em silêncio, pois têm medo de contar em casa que estão a ser vítimas de bullying. É muito comum que as vítimas deixem de querer ir à escola, o desempenho académico baixa, perdem vontade em fazer atividades que lhes eram prazerosas e tendem em isolar-se.

 

Como é que os pais devem lidar com o Bullying e o Cyberbulllying?

  1. Os pais devem estar sempre atentos a todos os sinais e conversarem muito com os seus filhos. É de crucial importância que estes percebam que estão apoiados, sem julgamentos e que têm a quem recorrer se forem maltratadas de alguma forma;
  2. Conhecer bem a escola e o grupo de amigos dos filhos;
  3. Se a criança ou adolescente não quiser ir à escola, tentar perceber o porquê;
  4. Tristeza e ansiedade, pesadelos frequentes, batimento cardíaco acelerado, perda de apetite, o pânico no uso da internet são também sinais a que os pais devem estar atentos;
  5. Perceber porque a criança ou adolescente baixou as notas (estar sempre em contacto com os professores);
  6. Estar atento à forma como o seu filho chega a casa (com a roupa rasgada, arranhada, com falta de pertences, etc.).

 

O incentivo à partilha de problemas é muito importante. Se a criança ou adolescente sentir que pode falar abertamente com os pais sobre tudo, vai sentir-se à vontade para partilhar, pois sabe que vai ser compreendida e apoiada.

 

O bullying não é uma fase do crescimento, que possa ser desculpabilizada ou ignorada. Ser vítima de bullying causa muito sofrimento e pode trazer consequências graves para o normal desenvolvimento da criança.

O bem-estar mental é um direito que deve estar ao alcance financeiro de todos. Se é estudante, está desempregado ou numa situação económica fragilizada, saiba como usufruir de preços ajustados à sua realidade em psic.com.pt/prosocial

 

Patrícia Pereira – Psicóloga Clínica

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