8 hábitos essenciais para aprender a envelhecer

Na chamada terceira idade, há uma grande transformação do corpo e da mente. É o momento em que termina a atividade profissional, o tempo livre aumenta e parece não haver muito com que se distrair. Além disso, a energia para realizar atividades de que se gostava antes já não é a mesma.

 

Nesta mudança podem surgir sentimentos de inutilidade, tristeza, solidão e, em alguns casos, até depressão. Para algumas pessoas, “parar” pode ser como “morrer em vida”.

 

Contudo, esta fase da vida pode ser uma oportunidade de explorar e aprender coisas para as quais até então o tempo escasseava. Seguem-se algumas dicas para disfrutar desta etapa:

  1. Mantenha uma rotina estruturada – defina horários para levantar e deitar, para tomar refeições e inclua uma atividade produtiva diariamente.
  2. Promova convívios familiares e com amigos.
  3. Envolva-se em atividades sociais, culturais e de lazer – além de ajudar o seu cérebro a manter-se saudável, permite a troca de experiências com pessoas da mesma idade ou diferentes gerações.
  4. Faça exercício físico – hidroginástica, caminhadas diárias ou outro exercício do seu agrado.
  5. Mantenha-se mentalmente ativo – procure ler livros, jornais, revistas, realizar exercícios simples, novas atividades para aprender novas habilidades.
  6. Cuide de si e da sua imagem.
  7. Acolha o tempo livre – aproveite a oportunidade para se conhecer e redescobrir como pessoa.
  8. Defina novos objetivos de vida – faça um balanço da sua vida e defina novos projetos e novos objetivos.

 

Liberte-se do medo e agarre a beleza de aprender a envelhecer.

 

Acha que conhece alguém nesta situação que possa sofrer de depressão? Confira aqui no nosso artigo Alerta vermelho – os 7 principais sinais de que alguém sofre de depressão

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Carla Santos – Psicóloga Clínica

A Hiperatividade não é um problema de comportamento! 7 dicas para lidar com uma criança hiperativa

A Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA) não é falta de concentração por falta de empenho ou um comportamento indisciplinado resultante da educação dada pelos pais. A Hiperatividade é uma doença neurobiológica, não é uma condição psicológica em que se as pessoas quisessem conseguiriam ser pontuais, organizadas, disciplinadas ou que passa a qualquer momento. Pedir a uma pessoa Hiperativa para se concentrar e organizar é a mesma coisa que pedir a uma pessoa com dificuldades motoras para correr mais depressa.

 

Este distúrbio provoca problemas de aprendizagem, integração, socialização e sofrimento, não só para quem sofre da doença, mas também para com quem ela lida. Uma pessoa com PHDA terá sempre PHDA, mas poderá aprender a lidar com as características deste distúrbio e com a ajuda de psicofármacos é possível controlar os sintomas.

 

7 dicas para lidar com a PHDA

Embora o acompanhamento com um profissional seja bastante eficaz, e a intervenção precoce previna o impacto na vida adulta, o convívio com uma criança hiperativa pode ser muito desgastante, no entanto, é necessário amenizar a situação e promover uma boa convivência com a doença:

 

  1. Imposição de limites

Devido à grande inquietude das crianças hiperativas, há uma tendência à intolerância a regras. Portanto, cabe aos pais impor limites desde cedo e, a partir de recompensas e correções, demonstrar a importância do respeito às regras.

 

  1. Incentivo à organização

Um dos grandes problemas das crianças com PHDA é a manutenção de disciplina, principalmente nas tarefas escolares. Assim, é essencial que haja um estímulo à organização de todas as tarefas. É possível obter grandes ganhos a partir da utilização de cronogramas e agendas, tudo que estimule a manutenção de uma rotina produtiva na vida da criança.

 

  1. Paciência e compreensão

Embora muitas vezes seja difícil os pais manterem-se serenos perante as atitudes de uma criança hiperativa, a repreensão nem sempre é o melhor caminho. É necessário compreender e tentar lidar da melhor maneira possível, pois nem sempre a criança tem consciência do que está a fazer. Exemplo: a criança sabe e percebe que no cinema tem que ficar sentada, mas ela não é capaz de o fazer.

 

  1. Evitar comparações

É comum que muitos pais comparem as crianças, ou com outro filho ou com outras crianças, com o objetivo de conseguirem mudanças de comportamento. No entanto, essa comparação pode não ser saudável, uma vez que certas atividades representam um grau de dificuldade elevadíssimo para as crianças com PHDA, além do risco de desenvolvimento de problemas de autoestima nas crianças.

 

  1. Estimular a prática de atividades físicas

A prática de exercícios físicos é muito benéfica para as crianças hiperativas, para que possam canalizar o excesso de energia de uma forma segura e adequada, como no caso da natação, artes marciais, atletismo, ginástica e dança.

 

“As crianças com PHDA não fazem porque não querem, mas porque não são capazes de fazer aquilo que sabem que devia ser feito”.

Se suspeita que o seu filho sofre de Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção, contacte-nos para marcar um rastreio.

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Patrícia Pereira – Psicóloga Clínica

Qual deve ser o papel dos avós na educação de uma criança?

A contribuição dos avós na vida dos netos é importante para o seu desenvolvimento emocional. Não importa se a família é pequena ou extensa, usufruir dos cuidados de um avô ou avó é um dado importante na autoestima de uma criança.

 

Tornar-se avô ou avó é uma passagem de evolução e crescimento pessoal, a experiência amplia-se, a tomada de responsabilidade é outra. É um novo mundo, de descobertas, ideias e melhoramentos. Dá um novo sentido à vida, uma nova alegria, uma sensação de valorização social e pessoal.

 

Na nossa cultura, os avós assumem uma participação ativa nos cuidados dos netos, auxiliando os pais no seu dia-a-dia. Participam nas brincadeiras, dão carinho, amor, alegria, transmitem valores, costumes, regras e são companheiros. Partilham as suas histórias e da família e transportam palavras sábias para toda a vida.

 

Se quer saber mais sobre o tema da parentalidade, leia aqui o artigo Como exercer uma parentalidade positiva?

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Ana Macedo – Psicóloga Clínica