7 dores no corpo com causas emocionais

Já sentiu alguma dor de costas, cabeça, ombros… sem saber qual a sua causa? É possível que, algumas dessas dores, tenham causa emocional. O nosso corpo também expressa o sofrimento emocional através de dores físicas. Aqui fica uma lista das dores que estão diretamente ligadas às emoções:

 

  1. Dor de costas – zona superior – pode estar associada à solidão, sensação de não ser amado ou desejado;
  2. Dor de costas – zona lombar – pode estar relacionada com o stress provocado por problemas financeiros;
  3. Dor de cabeça – o stress e a sensação de estar sobrecarregado podem estar na origem desta dor;
  4. Dor no cotovelo – habitualmente surge perante a resistência à mudança, quando se prende a padrões rígidos;
  5. Dor no quadril – o medo intenso da mudança pode estar relacionado com este tipo de dor;
  6. Dor no pescoço – se é rancoroso e hostil com os outros ou consigo mesmo, este é o tipo de dor que o pode afetar;
  7. Dor no ombro – é comum surgir quando tenta “carregar” nos ombros os seus problemas e os de toda a gente.

 

Este tipo de dores representa muito mais do que um simples desgaste físico. Estas dores são o alerta do seu corpo de que algo não está bem consigo e podem mascarar problemas emocionais. Se não conseguir ultrapassar estas dores sozinho, faça um despiste médico e se as dores persistirem procure ajuda psicológica para descobrir a origem e resolver as suas dores.

Veja também o testemunho da Vera – professora de 51 anos que vive com fibromialgia há décadas.

Saiba mais sobre problemas de saúde psicossomáticos aqui.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta

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O jogo da Baleia Azul – 10 sinais a que deve estar atento nos seus filhos

O jogo virtual chamado de “Baleia azul” tem sido notícia no nosso País devido aos crescentes casos que têm surgido de adolescentes que tentam o suicídio. Lembramo-nos por exemplo do caso de uma jovem de 18 anos que saltou de um viaduto e foi encontrada com múltiplos ferimentos.

Com aparência de brincadeira, o jogo tem início na rede social Facebook, e tem continuidade no WhatsApp dos jogadores. Estes recebem mensagens às 4.20 da manhã, com tarefas que envolvem o desafio a regras, automutilação, e numa última fase o suicídio.

O assunto tem provocado uma crescente preocupação nos Pais, pois sentem-se impotentes para lidar com tamanha vulnerabilidade destes jovens.

A prevenção pode ser clara: os Pais devem conversar com os filhos desde os primeiros anos de vida. O diálogo cria um vínculo que se mantém na adolescência, e evita que casos extremos como a participação no presente jogo tenha efeitos nefastos sobre os jovens.

No entanto, para além de todos os parâmetros observados em torno deste jogo, tanto a nível social como criminal, é importante entender que por trás do comportamento que leva estes jovens a “quererem” ou “precisarem” entrar neste tipo de jogos, existe um sintoma, e esse sintoma remete-nos para um problema, como a solidão sentida por esses jovens.

A solidão e a angústia dos jovens, propiciam a identificação com a dor e com a morte, fazendo com que mais facilmente adiram a este tipo de jogos. É essencial vermos além do jogo e percebermos a saúde emocional dos nossos filhos.

 

Como Pai, esteja atento a estes sinais:

  1. Isolamento, silêncio, introspeção e fuga de diálogo;
  2. Afastamento da família e dos amigos (perda de interesse nas pessoas);
  3. Perda de interesse nas atividades que costumava fazer;
  4. Mudanças nos hábitos de sono (insónias ou dormir mais do que o habitual);
  5. Mudanças nos hábitos alimentares e adoecer frequentemente;
  6. Mudanças bruscas no comportamento (irritabilidade, crises de raiva);
  7. Comportamentos autodestrutivos, como a automutilação e exposição a situações de risco (ferimentos repentinos);
  8. Recusa em ir para a escola (bullying);
  9. Publicação de imagens de baixa-autoestima nas redes sociais;
  10. Interesse anormal por filmes de terror e preocupação com a temática da morte e violência.

 

É importante que os Pais procurem ajuda e orientação adequada para lidar com a vulnerabilidade psicológica dos filhos, pois a ausência e falta de proximidade parental pode abrir espaço para este tipo de acontecimentos.

 

Aproveite para ler sobre “Como exercer uma parentalidade positiva?

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Patrícia Pereira – Psicóloga Clínica

Todas as emoções são boas?

Na realidade, sim! Não podemos afirmar que existem emoções más e boas. É verdade que existem algumas emoções com as quais temos mais dificuldade em lidar, no entanto, todas desempenham um papel fundamental na nossa vida, até mesmo as mais difíceis. É o excesso das emoções que as tornam prejudiciais ao sistema. Quais são então as mais-valias de cada emoção?

 

MEDO
É um alerta para o perigo. Motiva-nos a agir (lutar/fugir), para evitarmos consequências negativas. É protetor.

RAIVA
Possibilita a libertação de algo que nos incomoda, que achamos injusto ou que nos está a fazer mal. Leva-nos a lutar contra erros e/ou injustiças, de modo a estabelecermos limites que consideramos justos/adequados.

TRISTEZA
Permite o reconhecimento de uma perda, a tomada de consciência de que perdemos ou sentimos falta de algo. Ajuda-nos a pedir ajuda e a aproximarmo-nos dos outros.

ALEGRIA
Estimula a abertura ao exterior, a aproximação a outras pessoas e a criação de vínculos.

CURIOSIDADE
Motiva-nos a explorar o meio e a querer aprender mais.
SURPRESA
Leva-nos a dirigir a atenção para algo inesperado.

NOJO
Expele e mantém a distância em relação àquilo que é tóxico, que nos faz mal e que é indesejável

 

Veja também o que acontece “Quando as emoções adoecem o corpo

 

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Jatir Schmitt – Hipnoterapeuta e Psicóloga Clínica