A história da minha procrastinação…

Por onde começar?

Bem, desde que me lembro havia sempre algo para fazer e pouca vontade para o fazer, ou porque eram tarefas impostas pelos outros ou porque eram divergentes dos meus interesses, a verdade é que iam sempre ficando para depois.

Há uns dias surgiu-me esta ideia:  a minha procrastinação anda de braço dado com a minha dificuldade/medo de tomar decisões. Muitas das vezes vou adiando a execução de algumas tarefas, não porque esteja à espera que alguém as vá fazer por mim, mas porque é um telefonema que é preciso fazer e eu não me sinto à vontade para o fazer, ou porque a tarefa vai ser analisada por outros e eu fico sempre indecisa sobre a melhor forma de o fazer.

E o meu subconsciente, tão ardiloso que é, faz-me reparar naquele monte de papéis que está por catalogar, organizar ou deitar fora,  o copo das canetas por arrumar, afiar os lápis… uma enorme quantidade de coisas que me parecem de importância vital.

Lembro-me de ter receio de tomar decisões que eu até considerava estarem de acordo com aquilo que eu queria, por ter medo de me arrepender depois. Nessas alturas refugiava-me muito na cama, deitava-me a dormir.”

Luísa Ferreira

 

Esta história parece-lhe familiar?

O ato de procrastinar pode hipotecar a sua vida e fazê-lo sentir-se triste e frustrado. Sempre que coloca rótulos a si mesmo – sou preguiçoso, desinteressado, não sou capaz…– desacredita-se e deixa a vida passar ao seu lado.

Se sente que é prisioneiro da procrastinação e não consegue libertar-se sozinho, procure ajuda. Aja para que o seu potencial seja livre e encontre sentido nas suas realizações.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta

Às vezes tenho reações que não compreendo

Certamente já perguntou a si mesmo porque agiu de determinada forma. Porquê que perdeu a cabeça com determinada pessoa ou situação? Porquê que não conseguiu controlar a sua raiva, o seu impulso?

A explicação para termos reações que não compreendemos deve-se ao facto de termos 3 sistemas de resposta distintos:

– um sistema primitivo associado ao nosso cérebro reptiliano;

– um sistema emocional relacionado com o sistema límbico; e

– um sistema reflexivo associado ao neocórtex.

Perante uma situação interpretada como ameaçadora, o nosso sistema primitivo pode ser “recrutado” com o intuito de nos defender. Quando este sistema é ativado tendemos a agir de forma rápida, automática, rígida e com pouco controlo consciente. A procura de soluções racionais e a reflexão sobre o acontecimento são delegadas para segundo plano e reagimos em função das nossas emoções e instintos primários de sobrevivência, de luta ou fuga.

Para evitar este tipo de respostas é importante que faça um esforço consciente para conhecer as suas emoções e reações mediante situações de pressão e indutoras de stresse. Ao compreender o seu mecanismo de funcionamento, conseguirá obter domínio sobre o seu comportamento emocional e começará a agir em vez de reagir.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga e Hipnoterapeuta

Ser mãe é ser única

Quando penso sobre o que é ser mãe, o que me vem à mente, é que é algo magnífico e sendo clichê ou não, é a melhor coisa do mundo. Nada se compara ao amor de um filho.

Neste momento, esta é a minha visão. Porém, no início as coisas não foram tão maravilhosas. O 2 passa a 3 e nem sempre se está preparado para isso. Sofremos profundas transformações… O nosso corpo modifica-se e nossa mente expande-se a um amor sem fim. Começam as incertezas… Como se pode ser a melhor mãe, numa sociedade que nos suga de exigências e limita a nossa criatividade? Duvidamos de nós próprias. Serei capaz? Conseguirei dar ao meu filho os alicerces para que possa ser feliz e capaz de se integrar saudavelmente nesta sociedade?

É, então, que se dá um ponto de viragem. As dúvidas transformam-se numa certeza absoluta: ser mãe é ser única. É deixar o Eu, sem perder a nossa essência. É doar ao outro todo o amor que temos sem pedir nada em troca. É ficar feliz com pequenas vitórias. É aprender mais do que ensinar. É crescermos juntos nesta longa caminhada.

E tudo começa em nós mesmas. A nossa mudança é o primeiro passo para uma educação equilibrada e positiva. É preciso aceitar que somos mães reais, com virtudes e defeitos e viver no aqui e agora, para sermos felizes e sermos as melhores mães à nossa maneira.

Feliz Dia das Mães!

 

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Ana Macedo – Psicóloga Clínica e Mãe do bebé Rodrigo há 6 meses