Quando o medo de comer controla a vida…

A Tânia é uma estudante de dança contemporânea, solteira, com 19 anos de idade, que tem tido dificuldades com a alimentação desde os 15 anos. Por razões que não consegue explicar, começou a induzir o vómito depois do que considerava uma ingestão excessiva. A indução do vómito foi precedida por muitos anos de dietas, que começaram a ser encorajadas pela sua professora de dança. Durante os últimos 3 anos, as ingestões compulsivas ocorrem durante o fim do dia e são seguidas de vómito autoinduzidos. Estas crises consistem na ingestão de dezenas de bolos ou, mais raramente, por cerca de 2 litros de gelado. A Tânia consome estas quantidades de alimentos muito tarde, depois de os pais se terem deitado. Durante algum tempo, os pais suspeitaram que a filha tinha um problema alimentar, mas ela negou tal facto.

A jovem  atingiu a altura de 1,72 m aos 15 anos. O seu peso mais elevado foi de cerca 60 quilos aos 16 anos, que ela classificava como sendo “gorda”. Dos 16 aos 19 anos, o seu peso manteve-se entre os 50 ou 52 quilos. Exercita-se regularmente e usa laxantes, diuréticos e comprimidos para o controlo do peso nos momentos de ingestão compulsiva, evita consumir alimentos com alto teor de gorduras e doces. Durante os últimos anos, tem sentido mal-estar ao fazer as refeições na presença de outras pessoas, e esta atitude impõe grandes limitações à sua vida social. Desde os 16 anos não tem menstruação. A Tânia tem poucas amigas íntimas e nunca saiu com rapazes.

Este caso é um alerta para uma dificuldade bastante comum entre os nossos jovens, que pode passar despercebido aos pais, quer por desconhecimento ou por lema de vida saudável que pode mascarar o estado inicial de uma perturbação alimentar.

A Bulimia e anorexia têm causado inúmeras vítimas, deixando sequelas para o resto da vida ou em casos mais graves culminando na morte.

 

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Equipa PSIC

Como os problemas emocionais se transformam em doença

Os nossos problemas emocionais não estão indissociáveis das nossas doenças físicas. O mal-estar psicológico provoca alterações hormonais, prejudica os nossos órgãos e a nossa saúde é posta em causa. Saiba mais sobre este “Efeito Dominó”.

 

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Doença obsessivo-compulsiva e o secretismo que a silencia

«A perturbação obsessivo-compulsiva é tão frequente como a asma ou a diabetes, sendo mesmo mais prevalente que a esquizofrenia, mas a autocrítica dos doentes faz com que haja um secretismo que a silencia» – de acordo com os dados divulgados pela TVI24 num artigo recente.

Apesar de frequente, quem sofre com esta doença tem dificuldade em falar sobre os seus problemas e em solicitar ajuda, em parte porque eles próprios têm vergonha dos seus sintomas, acham-nos desapropriados e temem que os outros os considerem loucos.

Esta doença pode manifestar-se através de pensamentos intrusivos, recorrentes e indesejados (obsessões) e/ou rituais repetitivos desenvolvidos com o intuito de aliviar a ansiedade e prevenir que algo de mal aconteça (compulsões). É uma doença muito invalidante, que interfere significativamente no dia-a-dia destas pessoas e de quem as rodeia.

Se conhece alguém que sofre com esta doença, incentive o diálogo e a procura de ajuda. O silêncio é um caminho que não consegue dar a saída para esta dor.

 

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