“Tenho carregado o peso da perda este tempo todo” – perder a mãe na adolescência

Sofia tem 30 anos e perdeu a mãe aos 16 anos, devido a morte súbita. Foi um episódio muito doloroso, a Sofia era muito ligada à mãe e, como adolescente, sentia várias vezes que não era compreendida por esta e entravam em conflito. Conta que durante alguns anos tentou “seguir com a vida em frente”, assumindo várias tarefas e responsabilidades familiares. Costumava pensar frequentemente na mãe e chorava nesses momentos, mas rapidamente dizia a si própria “tenho de ser forte, a minha família precisa de mim” e não se permitia vivenciar a tristeza e saudade durante muito tempo, recusando falar sobre o assunto com outras pessoas.

Mais tarde, depois de ter concluído o curso, estar estável na sua vida profissional e pessoal e a família ter recuperado da perda, Sofia começou a sentir-se muito em baixo, irritava-se com facilidade, dormia mal e não conseguia encontrar causa aparente para isso. Após falar sobre a história da mãe, Sofia começou a chorar compulsivamente e percebeu que tem “carregado o peso da perda da mãe este tempo todo”. Percebeu ainda que sentia alguma raiva por a mãe ter falecido tão repentinamente e tê-la deixado sozinha, assim como culpa, uma vez que sentia que nunca fazia o suficiente pela restante família.

A Sofia decidiu procurar ajuda profissional e após serem utilizadas terapias cognitivas e comportamentais conjugadas com sessões de hipnoterapia, conta que conseguiu perdoar a mãe e recuperar as memórias positivas que a ajudaram a reconstruir a sua história e o papel da mãe na sua vida. Sente-se “mais leve”, em paz consigo mesma e sorri ao pensar na mãe. Refere ainda que aprendeu que “é muito importante respeitar e não fugir dos sentimentos”.

A história da Sofia mostra como o luto é um processo que deve ser vivido e respeitado e reflete a individualidade de cada um neste caminho. Se perdeu alguém importante para si, saiba que é possível ultrapassar este momento de tristeza e viver sereno com a herança que essa pessoa lhe deixou.

Veja também “Como reagir ao luto?

 

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Carla Santos – Psicóloga Clínica

Como exercer uma parentalidade positiva?

O foco da parentalidade está no cuidar, existindo uma interação constante entre pais e filho(s), que implica direitos e deveres. Exercer a parentalidade pode ser muito exigente, mas não tem que ser desgastante, nem desafiador.

Seguem algumas dicas, para a prática de uma parentalidade positiva:

  • Respeite os sentimentos do seu filho(a)
  • Promova segurança e autoestima
  • Estimule as suas capacidades
  • Valorize as suas emoções
  • Dê incentivos
  • Encoraje-o(a)
  • Brinque com ele(a)
  • Elogie
  • Oriente para a resolução de problemas
  • Estabeleça limites claros e eficazes
  • Seja firme e consistente
  • Seja específico quando comunica com ele(a)
  • Comunique de forma positiva
  • Dê Amor

A parentalidade positiva não é ser permissivo, mas sim estabelecer regras e limites, direcionados à sua criança e consoante as suas necessidades. Respeite-a como ela é, um ser único e independente.

Acima de tudo esteja consciente das suas emoções! Pais felizes e em equilíbrio têm crianças felizes.

 

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Ana Macedo – Psicóloga Clínica

Alguém próximo de mim sofre com POC – perturbação obsessivo-compulsiva. E agora?

Apesar do secretismo que envolve a perturbação obsessivo-compulsiva, trata-se de uma perturbação psicológica tão frequente como a asma ou a diabetes, no plano médico.

Saiba mais sobre esta doença aqui 

Por todas as limitações diárias que provoca, esta doença também pode ser difícil para quem convive com uma pessoa com esta perturbação. Os familiares e amigos podem e devem ser envolvidos na intervenção para melhores resultados.

 

6 dicas práticas para ajudar alguém que sofre de transtorno obsessivo-compulsivo:

  1. Fale sobre o assunto – sempre que necessário, mostre-se disponível para conversar, com empatia e compreensão, sem criticar ou rejeitar;
  2. Esteja atento a situações de maior stresse e/ou mudança – os sintomas pioram nestes casos;
  3. Chame a atenção da pessoa quando esta realiza o comportamento compulsivo – muitas vezes, devido ao hábito, a pessoa não se apercebe de que está a realizar um ritual;
  4. Não participe nos rituais compulsivos e nos rituais obsessivos nem os realize pela pessoa;
  5. Aprecie todos os esforços realizados e valorize todos os sucessos conseguidos;
  6. Planeie momentos de descanso e distração, incluindo atividades agradáveis e prazerosas.

Os sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo não tendem a melhorar com a passagem do tempo. Incentive a procura de ajuda profissional que permite uma melhoria elevada dos sintomas e a recuperação da qualidade de vida. Saiba mais sobre as intervenções para esta perturbação aqui

 

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Carla Santos – Psicóloga Clínica