Vomitar para não engordar – 7 sinais de bulimia nervosa…

A bulimia nervosa é um distúrbio alimentar grave que se caracteriza pela ingestão de grandes quantidades de comida, seguidas da indução do vómito.

Manifesta-se por uma preocupação excessiva pela imagem e peso, um medo constante de engordar, uma sensação de culpa e perda de controlo na ingestão de alimentos até ocorrer desconforto ou dor. A culpa leva ao uso repetido de métodos compensatórios, como a indução do vómito após comer ou realizar exercício físico em excesso, uso inadequado de laxantes, diuréticos ou outros fármacos.

Quando este quadro não é devidamente controlado podem surgir várias complicações, como a desidratação, problemas cardíacos, irregularidades menstruais, deterioração dos dentes e gengivas, ansiedade e/ou depressão, abuso de álcool e/ou drogas, entre outras.

Desconhece-se a causa exata da bulimia. Provavelmente, para esta condição contribuem múltiplos fatores biológicos, emocionais e sociais.

O envolvimento da família é de extrema importância na identificação da doença, pois geralmente o bulímico não reconhece que tem um problema, ou quando reconhece, pensa que consegue controlar.

São estes os sinais de alerta a que deve prestar atenção:

  1. Interesse desmesurado por temas de alimentação e conteúdo calórico dos alimentos
  2. Desenvolvimento de rituais à volta de alimentos e refeições
  3. Excessiva preocupação com o peso
  4. Recusa de determinados grupos de alimentos
  5. Prática excessiva de exercício
  6. Consumo injustificado de laxantes
  7. Abandono de atividades e/ou de amigos.

O tratamento é crucial devido à elevada taxa de morbilidade associada. O diagnóstico rápido pode mudar o rumo de toda a história.

 

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Patrícia Pereira – Psicóloga Clínica

A história da minha procrastinação…

Por onde começar?

Bem, desde que me lembro havia sempre algo para fazer e pouca vontade para o fazer, ou porque eram tarefas impostas pelos outros ou porque eram divergentes dos meus interesses, a verdade é que iam sempre ficando para depois.

Há uns dias surgiu-me esta ideia:  a minha procrastinação anda de braço dado com a minha dificuldade/medo de tomar decisões. Muitas das vezes vou adiando a execução de algumas tarefas, não porque esteja à espera que alguém as vá fazer por mim, mas porque é um telefonema que é preciso fazer e eu não me sinto à vontade para o fazer, ou porque a tarefa vai ser analisada por outros e eu fico sempre indecisa sobre a melhor forma de o fazer.

E o meu subconsciente, tão ardiloso que é, faz-me reparar naquele monte de papéis que está por catalogar, organizar ou deitar fora,  o copo das canetas por arrumar, afiar os lápis… uma enorme quantidade de coisas que me parecem de importância vital.

Lembro-me de ter receio de tomar decisões que eu até considerava estarem de acordo com aquilo que eu queria, por ter medo de me arrepender depois. Nessas alturas refugiava-me muito na cama, deitava-me a dormir.”

Luísa Ferreira

 

Esta história parece-lhe familiar?

O ato de procrastinar pode hipotecar a sua vida e fazê-lo sentir-se triste e frustrado. Sempre que coloca rótulos a si mesmo – sou preguiçoso, desinteressado, não sou capaz…– desacredita-se e deixa a vida passar ao seu lado.

Se sente que é prisioneiro da procrastinação e não consegue libertar-se sozinho, procure ajuda. Aja para que o seu potencial seja livre e encontre sentido nas suas realizações.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta

Às vezes tenho reações que não compreendo

Certamente já perguntou a si mesmo porque agiu de determinada forma. Porquê que perdeu a cabeça com determinada pessoa ou situação? Porquê que não conseguiu controlar a sua raiva, o seu impulso?

A explicação para termos reações que não compreendemos deve-se ao facto de termos 3 sistemas de resposta distintos:

– um sistema primitivo associado ao nosso cérebro reptiliano;

– um sistema emocional relacionado com o sistema límbico; e

– um sistema reflexivo associado ao neocórtex.

Perante uma situação interpretada como ameaçadora, o nosso sistema primitivo pode ser “recrutado” com o intuito de nos defender. Quando este sistema é ativado tendemos a agir de forma rápida, automática, rígida e com pouco controlo consciente. A procura de soluções racionais e a reflexão sobre o acontecimento são delegadas para segundo plano e reagimos em função das nossas emoções e instintos primários de sobrevivência, de luta ou fuga.

Para evitar este tipo de respostas é importante que faça um esforço consciente para conhecer as suas emoções e reações mediante situações de pressão e indutoras de stresse. Ao compreender o seu mecanismo de funcionamento, conseguirá obter domínio sobre o seu comportamento emocional e começará a agir em vez de reagir.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga e Hipnoterapeuta