Todas as emoções são boas?

Na realidade, sim! Não podemos afirmar que existem emoções más e boas. É verdade que existem algumas emoções com as quais temos mais dificuldade em lidar, no entanto, todas desempenham um papel fundamental na nossa vida, até mesmo as mais difíceis. É o excesso das emoções que as tornam prejudiciais ao sistema. Quais são então as mais-valias de cada emoção?

 

MEDO
É um alerta para o perigo. Motiva-nos a agir (lutar/fugir), para evitarmos consequências negativas. É protetor.

RAIVA
Possibilita a libertação de algo que nos incomoda, que achamos injusto ou que nos está a fazer mal. Leva-nos a lutar contra erros e/ou injustiças, de modo a estabelecermos limites que consideramos justos/adequados.

TRISTEZA
Permite o reconhecimento de uma perda, a tomada de consciência de que perdemos ou sentimos falta de algo. Ajuda-nos a pedir ajuda e a aproximarmo-nos dos outros.

ALEGRIA
Estimula a abertura ao exterior, a aproximação a outras pessoas e a criação de vínculos.

CURIOSIDADE
Motiva-nos a explorar o meio e a querer aprender mais.
SURPRESA
Leva-nos a dirigir a atenção para algo inesperado.

NOJO
Expele e mantém a distância em relação àquilo que é tóxico, que nos faz mal e que é indesejável

 

Veja também o que acontece “Quando as emoções adoecem o corpo

 

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Jatir Schmitt – Hipnoterapeuta e Psicóloga Clínica

“Tenho carregado o peso da perda este tempo todo” – perder a mãe na adolescência

Sofia tem 30 anos e perdeu a mãe aos 16 anos, devido a morte súbita. Foi um episódio muito doloroso, a Sofia era muito ligada à mãe e, como adolescente, sentia várias vezes que não era compreendida por esta e entravam em conflito. Conta que durante alguns anos tentou “seguir com a vida em frente”, assumindo várias tarefas e responsabilidades familiares. Costumava pensar frequentemente na mãe e chorava nesses momentos, mas rapidamente dizia a si própria “tenho de ser forte, a minha família precisa de mim” e não se permitia vivenciar a tristeza e saudade durante muito tempo, recusando falar sobre o assunto com outras pessoas.

Mais tarde, depois de ter concluído o curso, estar estável na sua vida profissional e pessoal e a família ter recuperado da perda, Sofia começou a sentir-se muito em baixo, irritava-se com facilidade, dormia mal e não conseguia encontrar causa aparente para isso. Após falar sobre a história da mãe, Sofia começou a chorar compulsivamente e percebeu que tem “carregado o peso da perda da mãe este tempo todo”. Percebeu ainda que sentia alguma raiva por a mãe ter falecido tão repentinamente e tê-la deixado sozinha, assim como culpa, uma vez que sentia que nunca fazia o suficiente pela restante família.

A Sofia decidiu procurar ajuda profissional e após serem utilizadas terapias cognitivas e comportamentais conjugadas com sessões de hipnoterapia, conta que conseguiu perdoar a mãe e recuperar as memórias positivas que a ajudaram a reconstruir a sua história e o papel da mãe na sua vida. Sente-se “mais leve”, em paz consigo mesma e sorri ao pensar na mãe. Refere ainda que aprendeu que “é muito importante respeitar e não fugir dos sentimentos”.

A história da Sofia mostra como o luto é um processo que deve ser vivido e respeitado e reflete a individualidade de cada um neste caminho. Se perdeu alguém importante para si, saiba que é possível ultrapassar este momento de tristeza e viver sereno com a herança que essa pessoa lhe deixou.

Veja também “Como reagir ao luto?

 

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Carla Santos – Psicóloga Clínica

Como exercer uma parentalidade positiva?

O foco da parentalidade está no cuidar, existindo uma interação constante entre pais e filho(s), que implica direitos e deveres. Exercer a parentalidade pode ser muito exigente, mas não tem que ser desgastante, nem desafiador.

Seguem algumas dicas, para a prática de uma parentalidade positiva:

  • Respeite os sentimentos do seu filho(a)
  • Promova segurança e autoestima
  • Estimule as suas capacidades
  • Valorize as suas emoções
  • Dê incentivos
  • Encoraje-o(a)
  • Brinque com ele(a)
  • Elogie
  • Oriente para a resolução de problemas
  • Estabeleça limites claros e eficazes
  • Seja firme e consistente
  • Seja específico quando comunica com ele(a)
  • Comunique de forma positiva
  • Dê Amor

A parentalidade positiva não é ser permissivo, mas sim estabelecer regras e limites, direcionados à sua criança e consoante as suas necessidades. Respeite-a como ela é, um ser único e independente.

Acima de tudo esteja consciente das suas emoções! Pais felizes e em equilíbrio têm crianças felizes.

 

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Ana Macedo – Psicóloga Clínica