Alguém próximo de mim sofre com POC – perturbação obsessivo-compulsiva. E agora?

Apesar do secretismo que envolve a perturbação obsessivo-compulsiva, trata-se de uma perturbação psicológica tão frequente como a asma ou a diabetes, no plano médico.

Saiba mais sobre esta doença aqui 

Por todas as limitações diárias que provoca, esta doença também pode ser difícil para quem convive com uma pessoa com esta perturbação. Os familiares e amigos podem e devem ser envolvidos na intervenção para melhores resultados.

 

6 dicas práticas para ajudar alguém que sofre de transtorno obsessivo-compulsivo:

  1. Fale sobre o assunto – sempre que necessário, mostre-se disponível para conversar, com empatia e compreensão, sem criticar ou rejeitar;
  2. Esteja atento a situações de maior stresse e/ou mudança – os sintomas pioram nestes casos;
  3. Chame a atenção da pessoa quando esta realiza o comportamento compulsivo – muitas vezes, devido ao hábito, a pessoa não se apercebe de que está a realizar um ritual;
  4. Não participe nos rituais compulsivos e nos rituais obsessivos nem os realize pela pessoa;
  5. Aprecie todos os esforços realizados e valorize todos os sucessos conseguidos;
  6. Planeie momentos de descanso e distração, incluindo atividades agradáveis e prazerosas.

Os sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo não tendem a melhorar com a passagem do tempo. Incentive a procura de ajuda profissional que permite uma melhoria elevada dos sintomas e a recuperação da qualidade de vida. Saiba mais sobre as intervenções para esta perturbação aqui

 

O bem-estar mental é um direito que deve estar ao alcance financeiro de todos. Se é estudante, está desempregado ou numa situação económica fragilizada, saiba como usufruir de preços ajustados à sua realidade em psic.com.pt/prosocial

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Carla Santos – Psicóloga Clínica

Vomitar para não engordar – 7 sinais de bulimia nervosa…

A bulimia nervosa é um distúrbio alimentar grave que se caracteriza pela ingestão de grandes quantidades de comida, seguidas da indução do vómito.

Manifesta-se por uma preocupação excessiva pela imagem e peso, um medo constante de engordar, uma sensação de culpa e perda de controlo na ingestão de alimentos até ocorrer desconforto ou dor. A culpa leva ao uso repetido de métodos compensatórios, como a indução do vómito após comer ou realizar exercício físico em excesso, uso inadequado de laxantes, diuréticos ou outros fármacos.

Quando este quadro não é devidamente controlado podem surgir várias complicações, como a desidratação, problemas cardíacos, irregularidades menstruais, deterioração dos dentes e gengivas, ansiedade e/ou depressão, abuso de álcool e/ou drogas, entre outras.

Desconhece-se a causa exata da bulimia. Provavelmente, para esta condição contribuem múltiplos fatores biológicos, emocionais e sociais.

O envolvimento da família é de extrema importância na identificação da doença, pois geralmente o bulímico não reconhece que tem um problema, ou quando reconhece, pensa que consegue controlar.

São estes os sinais de alerta a que deve prestar atenção:

  1. Interesse desmesurado por temas de alimentação e conteúdo calórico dos alimentos
  2. Desenvolvimento de rituais à volta de alimentos e refeições
  3. Excessiva preocupação com o peso
  4. Recusa de determinados grupos de alimentos
  5. Prática excessiva de exercício
  6. Consumo injustificado de laxantes
  7. Abandono de atividades e/ou de amigos.

O tratamento é crucial devido à elevada taxa de morbilidade associada. O diagnóstico rápido pode mudar o rumo de toda a história.

 

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Patrícia Pereira – Psicóloga Clínica

A história da minha procrastinação…

Por onde começar?

Bem, desde que me lembro havia sempre algo para fazer e pouca vontade para o fazer, ou porque eram tarefas impostas pelos outros ou porque eram divergentes dos meus interesses, a verdade é que iam sempre ficando para depois.

Há uns dias surgiu-me esta ideia:  a minha procrastinação anda de braço dado com a minha dificuldade/medo de tomar decisões. Muitas das vezes vou adiando a execução de algumas tarefas, não porque esteja à espera que alguém as vá fazer por mim, mas porque é um telefonema que é preciso fazer e eu não me sinto à vontade para o fazer, ou porque a tarefa vai ser analisada por outros e eu fico sempre indecisa sobre a melhor forma de o fazer.

E o meu subconsciente, tão ardiloso que é, faz-me reparar naquele monte de papéis que está por catalogar, organizar ou deitar fora,  o copo das canetas por arrumar, afiar os lápis… uma enorme quantidade de coisas que me parecem de importância vital.

Lembro-me de ter receio de tomar decisões que eu até considerava estarem de acordo com aquilo que eu queria, por ter medo de me arrepender depois. Nessas alturas refugiava-me muito na cama, deitava-me a dormir.”

Luísa Ferreira

 

Esta história parece-lhe familiar?

O ato de procrastinar pode hipotecar a sua vida e fazê-lo sentir-se triste e frustrado. Sempre que coloca rótulos a si mesmo – sou preguiçoso, desinteressado, não sou capaz…– desacredita-se e deixa a vida passar ao seu lado.

Se sente que é prisioneiro da procrastinação e não consegue libertar-se sozinho, procure ajuda. Aja para que o seu potencial seja livre e encontre sentido nas suas realizações.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta