Testemunho – Voltei a amar-me…

Aléxia de 45 anos, gestora e mãe de 3 filhos, procurou a PSIC pois pretendia sair do estado depressivo que se encontrava já há alguns anos. Atualmente, a cliente deparava-se com todas as burocracias e problemas que muitas vezes são inerentes a um processo de divórcio, o que veio exacerbar o seu estado depressivo.
Aléxia chegou à PSIC, com pouca esperança de que a pudéssemos ajudar, afinal já tinha recorrido anteriormente a ajuda profissional (psiquiatria), mas sem sucesso.
Desta forma, a PSIC achou pertinente partilhar o testemunho da Aléxia. Sabemos que o caso da nossa cliente não é de todo um caso isolado e por isso, gostaríamos de poder ajudá-lo a si, ou a outra pessoa que conheça que se encontre numa situação semelhante.

“ O que me fez procurar a clínica e ajuda de um profissional foi o facto de eu me encontrar num estado depressivo há imensos anos, já tinha recorrido a medicação, a ajuda profissional, nomeadamente de psiquiatria. Mas mesmo assim não melhorava. Então com o acontecimento atual, o meu divórcio resolvi procurar ajuda.
A verdade é que eu não tinha muita fé em que iria resultar, não acreditava muito que iria ficar bem. Mas mesmo assim vim procurar ajuda, pois já não queria mais viver.
Hoje e passado três semanas de tratamento sinto-me linda, amada pelos meus filhos e tenho vontade de viver e quero ser feliz.
Passo o dia sem chorar, sem pensar em situações depressivas, já tenho vontade de sair, de me arranjar de fazer ginástica e de passear com os meus filhos. Ainda preciso de aprender e melhorar a minha reação a situações de raiva, mas já me sinto bem e voltei a amar-me.” Aléxia.

Jatir Schmitt- Psicóloga Clínica

Um dia também tu serás um velho…

“Um homem frágil e velho foi viver com o filho, a nora e o neto de 4 anos. As mãos do homem velho tremiam, tinha a visão turva e o passo hesitante. A família comeu junto à mesa. Contudo, as mãos trémulas do avô ancião e a sua visão desfocada dificultavam o ato de comer. As ervilhas rebolaram da colher para o chão. Quando pegou no copo, o leite derramou-se na toalha da mesa. A confusão irritou ferozmente o seu filho e a sua nora: “Temos de fazer alguma coisa em relação ao avô” disse o filho, “leite derramado, ouvi-lo comer ruidosamente e muita comida no chão”.
Assim, o marido e a esposa prepararam uma mesa pequena no canto da sala, onde o avô comia sozinho enquanto o resto da família desfrutava do jantar. A partir da altura em que o avô partiu um ou dois pratos, a sua comida passou a ser servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava de relance na direção do avô, às vezes, avistavam uma lágrima no canto do seu olho por estar só. Ainda assim, as únicas palavras que o casal lhe dava eram advertências acentuadas, quando ele derrubava um garfo ou derramava a comida.
O neto assistiu a tudo em silêncio. Uma noite, antes da ceia, o pai reparou que o seu filho estava a brincar no chão com tigelas de madeira. Ele perguntou docemente à criança: “o que estás a fazer?”. Do mesmo jeito dócil, o menino respondeu “oh, eu estou a construir uma pequena tigela para ti e para a mãe comerem a comida, quando eu crescer”. O neto sorriu e voltou a trabalhar.
As palavras do menino feriram os pais que ficaram mudos. Então, as lágrimas começaram a fluir pelos seus rostos. Entretanto nenhuma palavra foi dita, ambos souberam o que deveria ser feito. Naquela noite, o marido pegou na mão do pai e com suavidade conduziu-o para a mesa. Para o resto dos seus dias de vida, o avô comeu sempre com a família. E por alguma razão, nem o marido nem a esposa, se voltaram a inquietar quando um garfo era derrubado ou o leite derramado, ou quando a toalha da mesa ficava suja.
Autor Desconhecido
A velhice é uma etapa da vida com grandes desafios e dificuldades. Cabe-nos a nós, saber lidar de forma equilibrada com as necessidades e limitações apresentadas nesta nova fase da vida, e também aprender com as mesmas.

Lembre-se, a velhice chega a todos, e por este motivo, nunca se esqueça: é fundamental acrescentar vida aos anos e não apenas anos à vida. Não permitamos que, sejam feitas mais tigelas de madeira. Todo o ser humano tem a sua dignidade, independentemente da fase de vida em que se encontra!

Recomendamos que leia também o nosso artigo sobre Qual deve ser o papel dos avós na educação de uma criança?

Saiba que na PSIC, através de intervenções específicas de hipnoterapia, terapias psicossensoriais e biofeedback, podemos ajudá-lo a si e ao seu familiar a lidar com o envelhecimento e a alcançar o equilíbrio emocional, colmatando algumas das dificuldades inerentes desta fase, proporcionando-lhes bem-estar e uma vida mais feliz. Para saber mais sobre como podemos ajudar, contacte-nos.

Jatir Schmitt- Psicóloga Clínica

Viver como as flores

MARÇO
Em março, reflita sobre todas as pessoas tóxicas na sua vida. Talvez esteja na hora de estabelecer limites, de sair deste jogo nocivo e de deixar de gastar as suas energias desnecessariamente. Este é o desafio que lhe propomos – viva como as flores!

Viver como as flores

Um jovem, que caminhava ao lado do seu mestre, perguntou:
– Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes, outras mentirosas… sofro com as que caluniam…
– Pois viva como as flores! – advertiu o mestre.
– Como é viver como as flores? – perguntou o jovem.
– Repara nestas flores – continuou o mestre, apontando para os lírios que cresciam no jardim – Nascem no meio dos dejetos, no entanto são puras e perfumadas. Extraem deste adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche a frescura das suas pétalas… É justo angustiares-te com as tuas culpas, mas não é sábio permitires que os vícios dos outros te importunem. Os defeitos deles são deles e não teus. Se não são teus, não há razão para te aborreceres. É necessário treinar a virtude de rejeitar todo o mal que vem do exterior… Não te deixes contaminar por tudo aquilo que te rodeia… Assim, viverás como as flores!

Autor Desconhecido