Quando as emoções adoecem o corpo – Parte 2

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Muitas vezes, não expressamos as emoções porque nos ensinaram que é errado ou aquilo que expressamos não é coerente com o que sentimos, porque julgamos ser socialmente inaceitável. Ao não percebermos e reprimirmos estas emoções, esquecemo-nos da nossa verdadeira essência. O nosso corpo envia-nos sinais porque a coerência entre corpo e mente, não só é importante, como necessária. Estes sinais manifestam-se na forma de sintomas físicos:

  • dores no pescoço devido à tensão quando sentimos medo ou raiva;
  • dores no maxilar ou de cabeça (por cerrar os dentes) na raiva;
  • artrite (por cerrar os punhos) na agressividade retida;
  • problemas de estômago como úlceras nervosas (“engole tudo ou explode de agressividade”) e na vesícula biliar (ligação entre o fel e a raiva);
  • dores musculares de encolher o corpo na tristeza;
  • problemas no fígado, devido à falta de energia na tristeza e depressão;
  • enxaquecas naquelas pessoas que pensam demais e não expressam a raiva;
  • gripes e constipações como sinais de cansaço extremo;
  • pedras no rins como indicador de medo intenso ou bloqueio nas emoções;
  • tensão alta como sinal de dificuldade em relaxar.

É assim que surgem as doenças psicossomáticas, isto é, doenças que têm um componente psíquico/psicológico e aparecem porque não nos abrimos e não expressamos emoções. Os sintomas são como um pedido de socorro do nosso corpo que nos está a tentar alertar para a incoerência em que estamos a viver. São como uma tentativa de mostrar e expressar as emoções e sentimentos escondidos, a nossa verdade interna.

Aceitar a doença ou o sintoma é o primeiro passo para que possamos perceber o que nos está a tentar transmitir. Quando entendemos o seu significado conseguimos ver o caminho a seguir e as mudanças que precisamos de fazer na nossa vida.

Falar dos nossos sentimentos, dores e mágoas é crucial para cuidarmos da nossa saúde.

 

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