O jogo da Baleia Azul – 10 sinais a que deve estar atento nos seus filhos

O jogo virtual chamado de “Baleia azul” tem sido notícia no nosso País devido aos crescentes casos que têm surgido de adolescentes que tentam o suicídio. Lembramo-nos por exemplo do caso de uma jovem de 18 anos que saltou de um viaduto e foi encontrada com múltiplos ferimentos.

Com aparência de brincadeira, o jogo tem início na rede social Facebook, e tem continuidade no WhatsApp dos jogadores. Estes recebem mensagens às 4.20 da manhã, com tarefas que envolvem o desafio a regras, automutilação, e numa última fase o suicídio.

O assunto tem provocado uma crescente preocupação nos Pais, pois sentem-se impotentes para lidar com tamanha vulnerabilidade destes jovens.

A prevenção pode ser clara: os Pais devem conversar com os filhos desde os primeiros anos de vida. O diálogo cria um vínculo que se mantém na adolescência, e evita que casos extremos como a participação no presente jogo tenha efeitos nefastos sobre os jovens.

No entanto, para além de todos os parâmetros observados em torno deste jogo, tanto a nível social como criminal, é importante entender que por trás do comportamento que leva estes jovens a “quererem” ou “precisarem” entrar neste tipo de jogos, existe um sintoma, e esse sintoma remete-nos para um problema, como a solidão sentida por esses jovens.

A solidão e a angústia dos jovens, propiciam a identificação com a dor e com a morte, fazendo com que mais facilmente adiram a este tipo de jogos. É essencial vermos além do jogo e percebermos a saúde emocional dos nossos filhos.

 

Como Pai, esteja atento a estes sinais:

  1. Isolamento, silêncio, introspeção e fuga de diálogo;
  2. Afastamento da família e dos amigos (perda de interesse nas pessoas);
  3. Perda de interesse nas atividades que costumava fazer;
  4. Mudanças nos hábitos de sono (insónias ou dormir mais do que o habitual);
  5. Mudanças nos hábitos alimentares e adoecer frequentemente;
  6. Mudanças bruscas no comportamento (irritabilidade, crises de raiva);
  7. Comportamentos autodestrutivos, como a automutilação e exposição a situações de risco (ferimentos repentinos);
  8. Recusa em ir para a escola (bullying);
  9. Publicação de imagens de baixa-autoestima nas redes sociais;
  10. Interesse anormal por filmes de terror e preocupação com a temática da morte e violência.

 

É importante que os Pais procurem ajuda e orientação adequada para lidar com a vulnerabilidade psicológica dos filhos, pois a ausência e falta de proximidade parental pode abrir espaço para este tipo de acontecimentos.

 

Aproveite para ler sobre “Como exercer uma parentalidade positiva?

O bem-estar mental é um direito que deve estar ao alcance financeiro de todos. Se é estudante, está desempregado ou numa situação económica fragilizada, saiba como usufruir de preços ajustados à sua realidade em psic.com.pt/prosocial

 

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Patrícia Pereira – Psicóloga Clínica

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Comments ( 1 )
  • E se o seu filho for vítima de Bullying ou Cyberbullying? | Psic - Psicologia Integrada says:

    […] E como se já não bastassem os atos de bullying, que ocorrem presencialmente, a tecnologia deu uma nova cara ao problema – o agressor sente-se protegido por não precisar de se expor fisicamente. O cyberbullying diferencia-se do bullying pelo método e pelo seu impacto, pois, atinge um número muito maior de pessoas num tempo muito pequeno. O caso pode tornar-se mais grave, pois, enquanto o bullying na escola pode acabar quando a criança vai para casa, o cyberbullying pode acompanhar a criança em qualquer sitio, a qualquer hora, sete dias por semana. O caso mais mediático de cyberbullying é o Jogo da Baleia Azul. […]

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