Dia Mundial da Alimentação – Porque gostamos de comer

03_post_alimentacaoO ato de comer é muito importante nas nossas vidas, assumindo muitas vezes um papel central. Cada célula do nosso corpo é nutrida a partir dos alimentos que ingerimos. Mas além desta função vital, já pensou porque é que muitos de nós gostam tanto de comer?

Em bebés aprendemos que o desconforto físico na zona do estômago se pode resolver com a boca, ou seja, comendo. Quando o bebé chora, a mãe corre a acalmá-lo, muitas vezes através da alimentação, porque o medo de que o bebé possa ter fome é muito grande. Então, vamos aprendendo que os desconfortos diminuem com a ingestão de alimentos e quando adultos comemos nem sempre que temos fome, mas quando sentimos ansiedade, quando estamos triste, e ingerimos alimentos altamente calóricos, ou em quantidades muito superiores àquelas de que necessitamos.

Hoje, no Dia Mundial da Alimentação, queremos falar-lhe da importância de uma alimentação saudável, pois uma boa alimentação é a chave para uma vida equilibrada.

Muitos problemas fisiológicos ocorrem porque comemos certos alimentos em ocasiões em que o nosso corpo não necessita, o que leva a que a comida se transforme em gordura e toxinas, e não na energia que precisamos. A alimentação tem também um papel importante na promoção do bem-estar e saúde mental. Manter uma alimentação saudável rica em vitaminas, sais minerais, fibras e pobre em gorduras saturadas e açúcares, é essencial para o bom funcionamento da mente. Uma dieta equilibrada pode estimular a produção de neurotransmissores como a serotonina, que ajuda a melhorar o humor, diminuir sentimentos depressivos, ansiedade e estresse.

Para a produção dos neurotransmissores são necessários vários nutrientes presentes nos mais diversos alimentos do dia-a-dia: nozes e amêndoas ajudam na redução do estresse e melhoram a concentração e memória; leite e iogurtes desnatados contribuem para a redução da irritabilidade; laranja e maçã promovem o bom funcionamento do sistema nervoso e o combate ao estresse e fadiga; banana ajuda a combater a depressão, irritação e estresse; frutos vermelhos e ovos ajudam a melhorar o estado de humor; o mel estimula a produção de serotonina, mas por ser bastante calórico deve ser consumido moderadamente; carnes magras e peixe são ricos em triptofano, importante na produção de serotonina; aveia e centeio, hortaliças verde-escuras como espinafres e brócolos são fonte de vários nutrientes importantes para o bom funcionamento do cérebro e do sistema nervoso; soja e feijão, ricos em magnésio, são fundamentais para a vitalidade das células; chocolate com um mínimo de 70% de cacau é benéfico para o humor e para a memória; cereais integrais, chá de alecrim, camomila, hibisco, laranjeira e verde ajudam a reduzir o estresse e a dormir melhor. O chá verde deve ser consumido em moderação, uma vez que contém cafeína, que é estimulante. É importante lembrar que todos os alimentos devem ser consumidos em doses apropriadas a cada organismo.

Além dos alimentos que ingerimos, devemos também ter atenção à forma como fazemos as refeições diárias. Seguem algumas dicas que podem ajudar numa melhor digestão, com benefícios para a sua saúde em geral: coma num ambiente calmo e tranquilo; foque-se na comida; procure saborear com calma todos os alimentos; sente-se durante alguns minutos depois de terminar a refeição, antes de voltar ao trabalho ou retomar alguma atividade; coma sempre sentado, este gesto ajuda a aumentar a concentração no ato de comer e aumenta o prazer que sente; evite comer quando se sentir aborrecido, ansioso ou triste; evite comer em demasia; mastigue a um ritmo moderado.

Não há uma receita para a felicidade, mas se prestar atenção ao que come e quando come, poderá ficar mais perto dela e a sua mente agradece.

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