Onde está a Divindade dos Homens?

 Houve uma altura em que todos os homens eram Deuses. Mas eles abusaram tanto da sua divindade que o mestre dos Deuses, tomou a decisão de lhes retirar o poder divino. Resolveu então escondê-lo num lugar onde seria absolutamente impossível encontrá-lo. O grande problema era descobrir esse tal esconderijo. Assim, o mestre dos Deuses convocou um conselho com os deuses menores, para juntos resolverem o problema.
– Enterramos a divindade do homem na terra – foi a primeira ideia dos deuses.
– Não, isso não basta, pois o homem vai cavar e encontrá-la.
Então os deuses responderam:
– Lançamos a divindade para o fundo dos oceanos.
Mas o mestre não aceitou a proposta, pois achou que o homem, um dia iria explorar as profundezas dos mares e recuperá-la-ia. Então os deuses concluíram:
– Não sabemos onde escondê-la, pois não existe na terra ou no mar um lugar inalcançável ao homem.
O mestre então pronunciou-se:
– Eis o que vamos fazer com a divindade do homem: vamos escondê-la nas profundezas dele mesmo, pois será o único lugar onde ele jamais pensará em procurá-la.

Desde esse tempo, diz a lenda, que o homem deu a volta à terra, explorou, escalou, mergulhou e cavou, em descoberta de algo que se encontra nele mesmo.

Autor Desconhecido

Partilhar

Beber Chá

Temos que estar totalmente despertos para apreciar o chá como deve ser. Temos que estar no momento presente. Apenas com a consciência no presente, as nossas mãos podem sentir o agradável calor da chávena. Apenas no presente podemos apreciar o aroma, sentir a doçura e saborear a delicadeza. Se estamos a recordar o passado ou preocupados com o futuro, perdemos por completo a experiência de apreciar a chávena de chá. Quando olharmos para a chávena, o chá já terá terminado.

A vida é assim. Se não estamos totalmente no presente, quando olharmos à nossa volta este terá desaparecido.
Quando pararmos de pensar no que já aconteceu, quando pararmos de nos preocupar com o que poderá nunca vir a acontecer, então estaremos no momento presente.
Só então começaremos a experimentar a alegria de viver…
Autor Desconhecido

Partilhar

O “Tolo” que era Sábio

Todos os dias um mendigo ia pedir esmola para a feira, e as pessoas adoravam vê-lo a fazer papel de tolo, com o seguinte truque: mostravam duas moedas, uma com o valor superior à outra. O mendigo escolhia sempre a moeda com o valor menor. A história foi-se espalhando por toda a região. Dia após dia, grupos de homens e mulheres mostravam as duas moedas, porém o mendigo escolhia a que tinha o menor valor. Até que apareceu um senhor generoso, cansado de ver o mendigo a ser ridicularizado daquela maneira. Chamou-o a um canto da praça, e disse:
– Sempre que lhe oferecerem duas moedas escolha a maior. Assim, terá mais dinheiro e não será considerado idiota pelos outros.
O mendigo respondeu:
– O senhor parece ter razão, mas se eu escolher a moeda maior, as pessoas vão deixar de me oferecer dinheiro, para provar que sou mais tolo que elas. O senhor não sabe quanto dinheiro já ganhei, através deste truque. Não há nada de errado em se fazer passar por tolo, se na verdade o que está a fazer é inteligente. Às vezes, é de muita sabedoria fazermo-nos passar por tolos e é muito melhor passar por tolo e ser inteligente do que ter inteligência e usá-la para fazer parvoíces.

“Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem!”

Autor Desconhecido

 

Com este conto reflita: quantas vezes fechou os olhos e fingiu não perceber? Será que foi tolo ou simplesmente sábio? Saber quando devemos confrontar outras pessoas ou provar que somos capazes, inteligentes e sábios é uma ferramenta essencial para o nosso equilíbrio emocional.

Partilhar

Ambição ou Ganância?

Na China antiga, um mágico vivia numa montanha profunda. Num belo dia, um velho amigo foi visitá-lo. O mágico, muito feliz por recebê-lo, ofereceu-lhe um jantar e sítio para dormir. Na manhã seguinte, antes da partida do amigo, quis oferecer-lhe um presente. Pegou numa pedra e com o dedo, converteu-a num bloco de ouro puro. O amigo não ficou satisfeito. Assim, o mágico apontou o dedo para uma rocha enorme, que também se transformou em ouro. O amigo, porém, continuava sem sorrir.
– O que queres, então? – perguntou o mágico.
Respondeu-lhe o amigo:
– Quero esse dedo, corta-o e dá-mo de presente.
Autor Desconhecido

Partilhar

Sentimento de Inferioridade

Um samurai, conhecido por todos pela sua nobreza e honestidade, veio visitar um mestre em busca de conselhos. Entretanto, assim que entrou no templo onde o mestre rezava, sentiu-se inferior, e concluiu que, apesar de toda a sua vida ter lutado por justiça e paz, não tinha sequer chegado perto ao estado de graça do homem que tinha à sua frente.
– Por que razão estou a sentir-me tão inferior a si? Já enfrentei a morte muitas vezes, defendi os mais fracos, sei que não tenho nada do que me envergonhar. Entretanto, ao vê-lo meditar, senti que a minha vida não tem a menor importância – disse o samurai.
– Espere. Assim que eu tiver atendido todos os que me procurarem hoje, eu dou-lhe a resposta – disse o mestre.
Durante o resto do dia o samurai ficou sentado no jardim do templo, a olhar para as pessoas que entraram e saíram à procura de conselhos. Viu como o mestre atendia a todas as pessoas com a mesma paciência e com o mesmo sorriso luminoso no rosto. Mas o seu estado de ânimo ficava cada vez pior, pois tinha nascido para agir, não para esperar. De noite, quando todos já tinham partido, ele insistiu:
– Agora pode-me ensinar?
O mestre pediu que entrasse, e conduziu-o até o seu quarto. A lua cheia brilhava no céu, e todo o ambiente inspirava uma profunda tranquilidade.
– Estás a ver esta lua, como ela é linda? – disse o mestre. – Ela vai atravessar todo o céu, e amanhã o sol tornará de novo a brilhar. Só que a luz do sol é muito mais forte, e consegue mostrar os detalhes da paisagem que temos à nossa frente: árvores, montanhas, nuvens. Tenho contemplado os dois durante anos, e nunca escutei a lua a dizer: por que não tenho o mesmo brilho do sol? Será que sou inferior a ele?
– Claro que não – respondeu o samurai. – Lua e sol são coisas diferentes, e cada um tem a sua própria beleza. Não podemos comparar os dois.
– Então, tu já sabes a resposta. Somos duas pessoas diferentes, cada qual a lutar à sua maneira por aquilo que acredita, e a fazer o possível para tornar este mundo melhor. O resto são apenas aparências.
Autor Desconhecido

Partilhar

Chávena de Chá

Um professor de filosofia foi ter com um mestre e fez-lhe perguntas sobre Deus, meditação e muitas outras coisas. O mestre ouviu-o em silêncio e depois disse:
– Pareces cansado. Escalaste esta alta montanha, vieste de um lugar longínquo. Deixa-me primeiro servir-te uma chávena de chá.

O mestre foi fazer o chá e o professor fervilhando de perguntas, esperou. Quando o mestre serviu o chá encheu a chávena do seu visitante e continuou a enchê-la. A chávena transbordou e o chá começou a cair do pires até que o professou gritou:
– Pára. Não vês que o pires está cheio?
O mestre respondeu:
– É exatamente assim que te encontras, meu caro. A tua mente está tão cheia de perguntas, que mesmo que eu te responda não tens espaço para a minha resposta. Sai, esvazia a chávena e depois podes voltar.

Autor Desconhecido

Partilhar

Apaixonado ou dependente? Amor ou Dependência Emocional?

Na dependência emocional a pessoa age de forma totalmente dependente da outra pessoa, para que possa sentir-se segura, perdendo completamente a sua personalidade e liberdade interior, focando-se só nos pensamentos e opiniões da outra pessoa. Necessita da aceitação e aprovação dessa pessoa para conseguir lidar com as decisões da sua vida. Tem dificuldades em aceitar o seu próprio valor e de tomar as suas próprias decisões. Por vezes torna-se submissa e insegura, aceitando relações destrutivas como uma recompensa.

Alguns sinais para detetar uma situação de dependência emocional…
1- Necessidade constante de estar a comunicar com a outra pessoa.
2- Desequilíbrio de poder na relação.
3- Medo e pânico de perder a outra pessoa.
4- Sobrevalorizar excessivamente a oura pessoa, tendo-a como prioridade em qualquer situação.

A dependência emocional não é Amor! As pessoas dependentes emocionalmente, anulam-se, desvalorizam-se com tanta intensidade que acabam por perder a sua identidade. Dedicam todo o tempo à outra pessoa, e exigem que o outro se empenhe na mesma proporção. Porém quando se consciencializam, que a dedicação e afeto não estão a ser recebidos mutuamente, revoltam-se e ficam frustradas pela falta de valorização e reconhecimento. Criam sentimentos como a raiva incontrolável sobre os outros, e sobre si mesmos, somente porque vivem em função da vida da outra pessoa, e quando percebem que não são correspondidas, é-lhes penoso aceitar que podem viver sem a sua presença!

Se já viveu uma situação semelhante à dependência emocional, ou por algum motivo tem de lidar com situações idênticas, podemos ajudar com o tratamento psicológico necessário, estabelecendo estratégias que ajudem a combater este hábito, identificando as suas crenças irreais e desmistificando os paradigmas que alimentam estes comportamentos. Contacte-nos para mais informações! 

 

Aproveite para testar a sua autoestima aqui

Partilhar

Vamos Celebrar a vida?

O mês de junho é o mês do São João, e por esta razão partilhamos consigo uma pequena reflexão, leia-a e viva a vida!
Neste mês de junho seja apenas o que o encoraja, seja o que lhe enche de felicidade. Todos os roteiros trilhados são válidos, porém mais importante do que conhecer os rumos a seguir, e o que por eles possa encontrar, é ser livre para experienciar a vida em todas as suas possibilidades.
Junho é o mês da alegria, das festas, da partilha, da emoção e do amor…! É neste mês que todos queremos dançar harmoniosas danças, experimentar comidas de Verão, lugares calorosos, sentimentos amoráveis, mergulhar em diferentes olhares, apegar a outros abraços, conversar com o silêncio alegremente, abrir os livros e misturar os capítulos. Pare a sua máquina do tempo, porque tudo tem o seu tempo e a vida é tão rara!
Este é um novo mês para começar a desocupar a horizontalidade que o norteia. Invista em si, para o viver mergulhado na felicidade. Para muitos a felicidade é o estado de ser feliz. Todavia, algumas pessoas sentem dificuldades em definir ou explicar o que falta para alcançar esse estado de felicidade. Posto isto, o que será esse estado de feliz?
A felicidade é algo simples e antes de qualquer outra coisa é um estado de SER. É ser grato pela vida. É ser amado. É ser soldado na viagem da vida. É também Estar. Estar onde sentimos paz. Estar em comunidade. Estar com as pessoas que nos alentam. Estar enamorados connosco mesmos.
Viva este mês com um sentido alegre, com coragem, desfrute de tudo o que encontrar a cada minuto, a cada hora, no dia, na semana, no mês, de um jeito simples, com um sorriso nos lábios, com vida, vivendo tudo o que há para viver… permita-se…comemore a vida Seja e Esteja feliz!

Partilhar

Kit de sobrevivência num Ataque de Pânico

O pânico é a sensação de terror, o medo súbito e inesperado com receio de morrer ou perder o controlo. É um sentimento de ansiedade repentino sobre acontecimentos antecipados. Siga estes 4 passos para sobreviver e superar um ataque de pânico.

1º Passo – Aceite e enfrente o pânico
Deve lembrar-se que ao vivenciar uma crise de pânico, está a sentir uma ansiedade elevada e que pode ser difícil lutar contra os seus sentimentos. Tentar evitá-los ou abstrair-se destes pode aumentar ainda mais a sua ansiedade e assim aumentar o seu medo de pânico. Aceite que o que está a sentir é natural e vai passar.

2ºPasso – Tente relaxar!
Exercícios de relaxamento muscular, respiração abdominal e meditação ajudam a relaxar num momento de maior tensão.

3º Passo – Desafie o seu medo!
Reformule os seus pensamentos: “Que provas é que eu tenho que confirmam os meus medos?”; “Que outras explicações podem existir para o que estou a sentir?”

4º Passo – Seja tolerante consigo mesmo, dê mais tempo.
Quando estiver na iminência de um ataque de pânico, evite apressar essa situação. Mantenha presente que as sensações que sente, quando atingirem o pico da ansiedade irão diminuir, pois se tentar fingir para si mesmo, que a sua ansiedade e respiração estão na normalidade, pode aumentar ainda mais os seus sintomas!
Possivelmente pode ser uma das muitas pessoas que lidam com ataques de pânico durante demasiados anos, e provavelmente sente-se esgotado devido a esses pensamentos assustadores que lhe causam sensações corporais desconfortantes e mais ansiedade. Saiba que através da PSIC, com intervenção terapêutica, poderá aprender mais como superar o pânico e conquistar mais saúde e mais qualidade de vida. Contacte-nos para uma consulta informativa gratuita e aproveite para consultar os testemunhos dos nossos pacientes em: https://www.psic.com.pt/testemunhos/.

 

TESTEMUNHO

“Já tenho ataques de pânico desde os meus 16 anos e mantinha-me controlado com medicação mas, agora com 27 anos comecei a sentir novamente os sintomas, procurei ajuda e encontrei a Dra. Jatir Schmitt. Depois de fazer 10 sessões de DOS e de fazer hipnose e EFT sinto-me muito melhor, ultimamente já não entrava em muitos locais e andava com falta de apetite. Agora já não sinto aqueles medos que me atormentavam, já me sinto uma pessoa diferente. Todas as pessoas que sentem medos deviam passar por este tratamento, não podemos deixar que os medos nos estraguem a vida.”
Bruno Oliveira.

 

 

Partilhar

7 dicas para gerir a raiva

A raiva é um sentimento de frustração e desagrado sobre algo que nos parece injusto e emocionalmente intolerável. Muitas vezes, são nas situações inesperadas do dia-a-dia, que sentimos mais raiva, e geralmente, expressamo-la através de um descontrolo comportamental e emocional, podendo mesmo chegar à violência. Por outro lado, existem situações em que nos sentimos vulneráveis, rejeitados ou magoados, e tentamos esconder essas emoções, alimentando a raiva por alguém ou por alguma situação.

E no seu caso, é habitual sentir raiva? Se sim, leia com atenção as nossas dicas que certamente irão ajudar nesses momentos!

1- Aceite este sentimento
Deve encarar a raiva como um sentimento natural que pode surgir de forma inesperada. Aceite que nesse momento está a sentir raiva pela situação e permita-se tranquilizar-se lentamente.

2- Viva o seu tempo
Quando sentir que está a perder o controlo da situação e a consciência do seu comportamento, permita-se ter tempo. Dê espaço a si próprio, abstraia-se da situação e espere por se sentir mais relaxado. Distancie-se um pouco para gerir as suas emoções, e evitar agir impulsivamente.

3- Consciencialize-se do sentimento
Após ter percebido que o seu interior está a persistir nesta emoção, confronte-se a si mesmo e tente mudar os seus pensamentos acerca do que está a sentir nesse momento. Permita que esta emoção desapareça lentamente.

4- Dedique o seu tempo a realizar algo que lhe faz bem
Arrisque abstrair-se do problema que lhe causa esta emoção negativa e invista o seu tempo em situações que lhe proporcionem alegria. Ao entregar-se a esses momentos de maior relaxamento, quando encarar de novo a situação sentir-se-á com mais força e discernimento para a superar.

5- Utilize a respiração para se acalmar
Tente fazer respirações pausadas e profundas, de forma a ajudá-lo a acalmar-se no momento de maior tensão. Ao inspirar todo o ar, imagine que está a inspirar a calma e ao expirar liberte com o ar a emoção que sente.

6- Observe e analise o momento.
Lembre-se do famoso «contar até dez» antes de agir. Pare! Pense sobre o sucedido, reflita e pondere a situação considerando outras perspetivas. Desta forma, conseguirá encontrar outras maneiras de agir.

7- Peça ajuda.
Após ter lido as dicas, agora é a altura de decisões! Se sente frequentemente o sentimento de raiva e irritação em excesso, seja em que situação for, talvez seja este o momento de procurar aconselhamento terapêutico. Saber gerir as nossas emoções, pode ser algo difícil de se conseguir, mas fundamental para nos sentirmos bem, e para vivermos com plenitude a nossa vida.

A PSIC pode ajudá-lo a identificar a origem da sua raiva e ensinar-lhe formas eficazes para lidar com ela! Contacte-nos para uma consulta informativa.

Leia também o nosso artigo:
https://www.psic.com.pt/6-dicas-para-ser-feliz-mais-vezes/

6 Dicas para ser Feliz mais vezes

6 Dicas para ser Feliz mais vezes

Partilhar