Saúde mental e doenças emocionais: a 4ª onda da pandemia

Todas as pessoas, de alguma forma, sentiram os impactos da pandemia e procuraram moldar-se ao novo normal. Os efeitos de uma realidade de restrições e de mudanças drásticas começam a tornar-se evidentes e intensificam a discussão de uma quarta onda da doença: a emergência de saúde mental, onde se destaca a depressão, ansiedade e perturbação do stress pós-traumático, como consequência da crise sanitária.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que quase 1 bilião de pessoas vive com alguma perturbação mental e que, a cada 40 segundos, morre uma pessoa por suicídio. Com os reflexos da pandemia, prevê-se que estes números piorem.

Os desequilíbrios emocionais gerados por esta crise podem ser identificados por um conjunto de causas provocados pela nova realidade:

  • Medo de contrair o vírus
  • Preocupação com pessoas próximas e vulneráveis
  • Crianças em período de desconfinamento
  • Falta de contacto físico
  • Desemprego ou ameaça de desemprego
  • Conjugação da vida familiar com o teletrabalho e telescola

Apesar de prematuro, as revisões de literatura científica sobre o impacto psicológico de infeções por coronavírus, mostram que a depressão, ansiedade, fadiga e perturbação do stress pós-traumático acompanham os infetados após a doença. Pessoas que foram infetadas com a COVID-19 podem apresentar sequelas e alguns estudos mostram que, 30 dias após testar negativo, cerca de 80% das pessoas mantém algum sintoma, entre eles a fadiga e dispneia do sono.

Mesmo sendo uma hipótese e algo para o futuro, gostaríamos de deixar um alerta para si, para que tenha um pouco mais de atenção com sua própria saúde emocional. Observe-se, observe o que está ao redor, respeite os seus limites e preste atenção às manifestações do seu corpo. Tendo em conta o nível de tensão percebido, pode tomar algumas providências: utilizar a respiração e o relaxamento e aprender a acalmar o coração. Veja abaixo os exercícios que disponibilizamos para este fim. Se precisar, peça ajuda.

Como saber quando deve procurar ajuda psicológica?

Existem sinais que indicam que, talvez seja necessário procurar ajuda especializada, nomeadamente:

  • Estar sempre em estado de alerta ou modo sobrevivência
  • Apresentar irritabilidade e impaciência
  • Ter picos emocionais
  • Sentir-se pessimista em relação ao futuro
  • Ter a sensação de estar sempre no limite
  • Ter dificuldades em parar o ruído mental
  • Ter dificuldades para adormecer ou ter pequenos despertares ao longo da noite
  • Sentir que as atividades do dia-a-dia são comprometidas
  • Sentir alterações no apetite

Como pode a Clínica PSIC – Psicologia Integrada ajudar?

A Clínica PSIC – Psicologia Integrada apresenta duas modalidades de atendimento: presencial e online. Nesse sentido, durante este período atípico, pode optar por fazer terapia online. Muitos clientes já migraram as sessões de psicoterapia do consultório presencial para o modo à distância. Esta é uma medida recomendada para prevenir o contágio e, ao mesmo tempo, disponibilizar uma ajuda possível e protegida.

Uma conversa com um profissional especializado, pode ser importante para o ajudar a lidar com o seu estado emocional que deriva do momento atual. Conte com a nossa ajuda. Previna-se e procure-nos.

Veja também outros exercícios:

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Como ouvir o coração?

O que é o coração?

Do ponto de vista mecânico este é um órgão que nos acompanha desde o início da vida, sem folgas e cumprindo o seu papel dia após dia. Em momentos específicos, notamos a sua presença: um susto, uma surpresa, um exercício mais forte… e sentimos que os seus batimentos aceleram e descompassam.  Tirando estas situações, a verdade é que o coração passa quase despercebido, durante grande parte do tempo. No entanto, este é um dos órgãos mais importantes do nosso metabolismo.

 

Qual é a inteligência do coração?

Embora o coração seja maioritariamente apresentado como um super-músculo, também tem outra dimensão mais profunda que encontramos em expressões populares como “ouve o teu coração” ou “segue o teu coração”. Estas expressões ecoam em todos nós, independentemente da raça, educação, cultura ou língua.

Pode soar estranho, mas sim, o coração é inteligente e, através dele, podemos aprender a gerir conscientemente as nossas emoções. O coração faz muito mais do que apenas bombear sangue por todo o corpo. Uma equipa de cientistas do Institute of HeartMath, lançou luz sobre a ciência do coração. Estes investigadores estudam a relação íntima entre o cérebro e o coração, como se comunicam e como isso afeta as nossas emoções, reações fisiológicas e autorregulação.

 

Qual o verdadeiro potencial e inteligência do coração?

Já em 1991, o Dr. J. Andrew Armour estudou aprofundadamente o órgão central do corpo, tendo cunhado os termos “cérebro coração” e “pequeno cérebro”. Também nas últimas duas décadas, Doc Childre, H. Martin e D. Beech, dedicaram-se ao estudo do coração e descobriram que este tem um sistema nervoso independente. O coração é composto por mais de 40.000 células nervosas e envia sinais para o cérebro, através do nervo vago, da corrente sanguínea e do seu campo magnético, que basicamente se expande no ambiente, muda de acordo com campo de pensamento e as emoções e tem uma interferência recíproca e dinâmica entre as várias dimensões do sistema.

Através dos olhos do coração, é possível entender que as emoções são mais do que reações e que podemos ter a capacidade de escolher o nosso estado emocional. Entender a verdadeira inteligência do coração, mudará a forma como pensamos, sentimos e vemos o mundo.

 

Como ouvir o coração?

As emoções negativas e o stress criam um padrão caótico de variabilidade da frequência cardíaca e esses ritmos cardíacos incoerentes, criados pelas respostas emocionais aos acontecimentos, desligam algumas das capacidades de pensamento, podendo obscurecer o julgamento, a clareza mental e capacidade para discernir e fazer boas escolhas. Estes ritmos incoerentes enviam estímulos negativos que causam confusão mental.

 

Por outro lado, sustentar emoções regenerativas cria um padrão suave e ordenado. Assim, pensar e sentir emoções sinceras e baseadas no coração, como o amor, apreço e compaixão, ajudam a que o ritmo cardíaco padrão se torne naturalmente mais coerente. São estes ritmos cardíacos coerentes que facilitam as funções cerebrais superiores e, desta forma, o coração avisa o cérebro que está tudo bem o que, por sua vez, desliga o sistema de defesa.

Como ativar as qualidades do coração?

Uma boa prática é a coerência cardíaca, realizada através de técnicas de respiração e atenção focadas no coração, que ativa as suas “qualidades” como o cuidado, a compaixão e a gratidão. Desta forma, a neuroquímica limpa o organismo e aumenta a saúde como um todo. Para que a mente, as emoções e o corpo trabalhem de forma eficaz, é necessário que o coração e o cérebro estejam sintonizados e em harmonia um com o outro.

É aconselhável praticar a coerência cardíaca várias vezes por dia, e um bom ponto de partida é começar pelo seguinte exercício: “COERÊNCIACARDIACA.GR.”. Este exercício pode ser útil para reestruturar o equilíbrio quando nos encontramos sob stress ou sobrecarregados. Também podemos usar este tipo de técnica durante transições, como antes de reuniões, antes de ir para o trabalho, antes de interações importantes (telefonemas, e-mails, etc.) ou quando for necessário falar com alguém sobre um problema, podendo ser um aliado para prevenir o stress e acalmar o coração.

 

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Como pode um psicólogo ajudar em momentos de crise?

A História ensina que, tal como aconteceu na I e II Guerra Mundial, depois de superada uma crise, as pessoas tendem a encontrar-se para brindar e abraçar, em forma de comemoração excêntrica. É expectável que, depois do confinamento, e com as presentes ordens de distanciamento físico e consequente proibição do abraço, a maior parte das pessoas esteja carente da proximidade do outro.

Como reagem as pessoas ao desconfinamento?

Existe uma diferença entre este momento e todos os outros exemplos que a História nos dá: a experiência digital. Após a obrigatoriedade da socialização à distância, é provável que surja um aumento de dificuldades no regresso à “normalidade”: acentuam-se certos padrões de funcionamento pré-existentes, fomentados pela tendência para o isolamento, onde se investe no contacto apenas através das redes sociais, saindo-se cada vez menos à rua.

Sem sombra de dúvida este é um período de mudanças, que ganha um novo sentido diante da revisão de valores provocada por esta crise sanitária sem precedentes. Podemos citar o impulso de valores como a solidariedade e a empatia, a redescoberta de novos significados e caminhos a seguir, a adaptação a uma nova forma de trabalhar e novos métodos de educação para os filhos.

Ao mesmo tempo, é comum observar algumas pessoas em negação da situação e que, por isso, se expõem a riscos. Já outros podem sentir medo da proximidade, experienciar sentimentos de ansiedade, como se o sistema de alerta estivesse sempre ligado. Há quem experiencie algum desamparo, solidão, carência e até mesmo depressão. Também encontramos quem sinta frustração e até apresente reações de raiva, que se espelham no aumento da violência doméstica e das separações, sem contar com a desesperança mediante a ameaça à sua sobrevivência.

Num cenário de constante mudança, pode um Psicólogo ajudar?

Sim! O psicólogo, além de ajudar a lidar com perturbações da saúde mental, ajuda a desenvolver a capacidade para ultrapassar momentos de crise como este.

Um profissional da área pode ajudá-lo a:

  • Potencializar a clareza mental e a flexibilidade necessárias para lidar com a mudança;
  • Desbloquear e limpar as emoções e comportamentos que o paralisam ou o bloqueiam;
  • Auxiliar na integração do pensar e do sentir, reorganizando os processos cognitivos e emocionais num jogo de conexão mente-corpo;
  • Ensinar a cuidar de si próprio;
  • Fornecer as ferramentas necessárias para que aprenda a fortalecer-se e a manter-se bem.

Quem pode recorrer a ajuda psicológica?

Um Psicólogo pode ajudar qualquer pessoa, em qualquer momento da vida. Seja um executivo, um estudante, um desempregado, uma criança, um adulto, uma pessoa saudável ou uma pessoa que sofra de alguma doença. Todos, por diferentes razões e em diferentes contextos, podem beneficiar da ajuda psicológica.

Que terapias podem ajudar?

A Clínica PSIC aposta no bem-estar psicológico da pessoa e, para isso, faz uso de vários tipos de intervenção. A partir do psicodiagnóstico formal e psicossensorial, fazemos uso de métodos e técnicas como a psicoterapia, hipnoterapia, aconselhamento e desenvolvimento pessoal, que permitem, em conjunto com a pessoa, aceder a questões internas, superá-las e integrá-las, de forma a restabelecer o equilíbrio emocional. Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita e conhecer as nossas modalidades. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Menstruação ou depressão?

Sabia que uma depressão se pode esconder atrás dos distúrbios pré-menstruais? É comum ouvirmos comentários (normalmente sexistas) sobre a forma como a menstruação pode afetar a saúde mental, mas esta é uma área que merece maior destaque. A Clínica PSIC responde a 4 questões frequentes sobre os distúrbios pré-menstruais.

O que são distúrbios pré-menstruais?

Os distúrbios pré-menstruais apresentam sintomas que ocorrem uma a duas semanas antes da menstruação e que melhoram após o início da mesma. Os distúrbios mais frequentes são a Tensão Pré-Menstrual (TPM) e a Perturbação Disfórica Pré-Menstrual (PDPM).

Quais as causas dos distúrbios pré-menstruais?

Os distúrbios pré-menstruais resultam maioritariamente da oscilação hormonal durante o ciclo menstrual. Estas variações podem afetar os níveis de neurotransmissores que regulam o humor, como a serotonina. As pessoas que sofrem de TPM ou PDPM são mais sensíveis aos efeitos dessas hormonas, muitas vezes devido a uma predisposição genética ou pelo estilo de vida que pode potencializar as alterações oriundas das flutuações hormonais.

Quais os sintomas destes distúrbios?  

A TPM e a PDPM abrangem mais de 150 sintomas! Isto quer dizer que, de uma maneira geral, variam de pessoa para pessoa. No entanto, os mais comuns são:

  • Sintomas emocionais – ansiedade, depressão, irritabilidade, dificuldade de concentração, distúrbios do sono.
  • Sintomas físicos – inchaço abdominal, dor de cabeça, dor nos músculos ou articulações, seios doloridos, fadiga, ganho de peso, aumento do apetite.

A retenção de líquido, sentida neste período, também pode afetar o cérebro, gerando edema e causando dores de cabeça.

A TPM e a PDPM compartilham muitos dos mesmos sintomas. Porém, o PDPM acarreta mudanças de humor mais severas e debilitantes, que podem afetar a qualidade de vida.

 

Os sintomas da PDPM que mais se destacam* são:

  • Alterações de humor extremas ou crises de choro repentinas
  • Raiva ou irritabilidade excessiva ou aumento dos conflitos interpessoais
  • Humor deprimido, desesperança ou auto-reprovação
  • Tensão, ansiedade e/ou sensação de excitação ou de estar enervada

Qual o tratamento para os distúrbios pré-menstruais?

É importante referir que os distúrbios pré-menstruais são um assunto sério e merecem a devida atenção, devendo evitar-se a tendência para generalizar (e desvalorizar) sintomas e para a automedicação.

O PDPM é um tipo de depressão cíclica e, como tal, deve procurar soluções de longo termo e evitar soluções temporárias – que somente mascaram o problema, condicionam o organismo a deprimir e podem tornar o caso crónico.

Nos quadros leves e moderados de PDPM, a atenção psicológica é importante no tratamento preventivo e curativo dos estados depressivos, oriundos das alterações hormonais, equilibrando os estados emocionais e a melhorando a sua qualidade de vida. A Clínica PSIC estabelece um programa singular com estratégias terapêuticas eficazes na regulação das emoções, fornecendo recursos para uma atitude consciente, domínio das emoções e equilíbrio na vida. Aproveite para marcar uma Consulta Informativa GratuitaMens, onde poderá tirar as suas dúvidas e conhecer as nossas modalidades. As consultas podem ser presenciais ou à distância.

 

 

*Fonte: Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais – DSM V.

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Sabia que o chocolate é um superalimento?

A história do chocolate remonta ao ano 1500 a.C. e à América do Sul, onde o fruto do cacaueiro era aproveitado. Mais tarde, em 1502, Cristóvão Colombo trouxe as suas sementes para a Europa, local onde lhe adicionaram açúcar, dando origem ao chocolate como conhecemos hoje: doce, irresistível e, por vezes, viciante.

Esta iguaria é tão importante que mereceu um dia a nível mundial, o 7 de julho, relacionado com a sua inserção na Europa. É mal visto por muitos, porque faz engordar e muito elogiado por outros, por ter sido eleito um superalimento.

Se tem dificuldade em lhe resistir, há boas notícias: o chocolate traz benefícios para a saúde. Para além do seu agradável sabor, sabe-se que o chocolate ajuda a:

  • Aumentar a sensação de bem-estar
  • Reduzir o stress
  • Controlar o apetite
  • Melhorar o metabolismo
  • Fortalecer a memória e capacidade cognitiva

Costuma comer chocolate quando se sente desanimado ou triste?

Existe uma explicação para isso. O fascínio por esta iguaria começa antes da embalagem ser aberta pois possui a capacidade de interagir com a química cerebral. Os benefícios vêm dos flavonoides do cacau, que favorecem a saúde cardiovascular e podem aumentar o volume sanguíneo cerebral, combatendo o declínio da memória relacionado com a idade.

Além de melhorar as funções cognitivas, o chocolate também produz efeitos sobre o humor, devido à presença do aminoácido triptofano, um ativo importante para a sintetização de serotonina, a “hormona da felicidade”.

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Estes compostos são encontrados em maior quantidade nos chocolates amargos, versão 70% mínimo, devido à maior concentração de cacau. Chocolates mais doces também têm os mesmos compostos, mas em quantidades mais reduzidas e o seu excesso de açúcar limita as suas virtudes, tornando-se prejudicial. Diante de toda a gama de benefícios naturais, tem boas razões para consumir chocolate e aproveitar as sensações que este alimento traz. A melhor escolha é o chocolate amargo, mais puro e com pouco açúcar.

Consegue reconhecer o cheiro a cacau?

O olfato é uma excelente ferramenta no que respeita a descobrir as potencialidades do chocolate. A via olfativa e os canais neurais que regulam as emoções estão conectados. A sua fragrância e sabor formam estímulos que despertam lembranças de momentos agradáveis, funcionado quase como uma recompensa.

Como deve consumir o chocolate?

O modo como consume chocolate também está ligado à relação que construiu com a comida ao longo da sua vida e tem influência nos momentos que se vê sem orientação para lidar com as emoções. Quando consumir chocolate deve fazê-lo de forma equilibrada, respeitando a dose diária recomendada de mais ou menos 15 gramas. Fica como uma deliciosa sugestão, o café acompanhado de um quadradinho de chocolate, uma vez por dia.

Porque é que o chocolate é mais consumido no inverno?

O consumo de chocolate no inverno pode estar relacionado com estados depressivos pela ausência de sol. Trata-se de uma tentativa do sistema para regularizar os níveis de serotonina, através do consumo de chocolate. Mas quando o organismo está em desequilíbrio a absorção dos nutrientes do cacau será insuficiente para suprir as suas reais necessidades.

Quais os riscos para a saúde mental do consumo excessivo de chocolate?

O consumo excessivo de chocolate (e/ou de outros alimentos) pode mascarar estados emocionais com os quais tem dificuldade em lidar e que precisam da atenção de um profissional, que o ajude a orientar os seus hábitos e equilibrar o seu estilo de vida, promovendo uma gestão emocional adequada. Se pensa que este pode ser o seu caso, contacte-nos e marque uma consulta informativa gratuita – as nossas consultas podem ser presenciais ou online.

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Qual a diferença entre amor e paixão?

Borboletas na barriga, palpitações, mãos suadas, pensamentos constantes, euforia e ausência de fadiga são algumas das sensações relatadas por pessoas quando estão apaixonadas. Mas, o que é a paixão? E o que é o amor?

Para entender a diferença entre paixão e amor é necessário olhar para o organismo e falar de química.

De um modo geral, o amor divide-se em três momentos:

  • No primeiro, há o desejo, despertado pelas hormonas sexuais.
  • No segundo, dá-se a paixão, surgindo sintomas como dificuldades em dormir e pensamentos constantes acerca da “pessoa amada”, que são favorecidos pela presença de neurotransmissores como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina.
  • No terceiro, dá-se o amor propriamente dito. Cria-se um sentimento de ligação e conexão entre parceiros, despertado pela presença de oxitocina, a hormona do amor.

As substâncias mencionadas têm um papel definido:

  • A dopamina produz a sensação de energia e foco
  • A noradrenalina é responsável pelo desejo sexual
  • A oxitocina é responsável pelos laços afetivos intensos – o amor.

Se já esteve apaixonado, de certo reconhecerá o comportamento relacionado com a dopamina, a hiperatividade. Existe uma incrível motivação e ausência de fadiga e fará de tudo para estar com a “pessoa amada”.

A paixão pode ser duradoura?

Essa incontestável admiração pelo objeto de desejo é temporária. Com o passar do tempo, volta a pensar com clareza e o seu parceiro surge sob outra luz. Após meses de admiração recíproca, alimentada pelas hormonas, a relação passa por consideráveis alterações, mas os laços intensos podem prevalecer, com o contributo da oxitocina.

Com o tempo e ao encontrar o parceiro certo, o sentimento inicial evolui e amadurece. Passará a contemplar outras formas elevadas de beleza e da paixão nasce o amor.

E o amor pode perdurar?

A relação amorosa vive da aceitação e cumplicidade entre as duas pessoas, do porto seguro encontrado no parceiro, no abraço afetuoso que os une e dos sonhos e projetos em comum. É normal que as relações amorosas sejam pouco lineares e que por isso passem por altos e baixos. Tão importante como superar os momentos difíceis de uma relação é preveni-los, investindo tempo na qualidade da relação.

Se neste momento procura investir na qualidade da sua relação, saiba que a PSIC pode ajudar. Trabalhamos para ajudar o casal a construir uma relação saudável, aceitando as diferenças entre ambos, eliminando as emoções negativas que geram conflito e procurando uma melhor interação.

Saiba mais sobre a nossa Terapia de Casal através da nossa Consulta Informativa Gratuita. As consultas podem ser presenciais ou à distância.

 

 

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Como controlar as suas emoções?

Quando se depara com situações de pressão ou momentos difíceis, nem sempre é fácil manter a calma e evitar deixar-se levar pela emoção do momento. É importante saber gerir as emoções, principalmente diante de situações que podem ter repercussões no seu futuro.

Para lidar com essas situações é necessário ter a habilidade de lidar com os seus próprios sentimentos e saber manter um equilíbrio entre a razão e a emoção.

5 dicas para controlar as emoções

Então como fazer para controlar as suas emoções? Mostramos-lhe 5 dicas práticas que o podem auxiliar a lidar com as suas emoções em momentos difíceis:

  1. Respire profunda e calmamente: tome o seu tempo e conscientemente preste atenção ao ritmo da sua respiração. Desta forma, ajuda a interromper a resposta automática e defensiva diante de uma possível ameaça emocional.
  2. Saia do ambiente: quando necessário, afaste-se, observe a situação de longe e tome um copo de água. Este distanciamento favorece novas perspetivas.
  3. Dê nome ao que sente: quando identificar uma emoção forte, procure dar-lhe nome e pergunte-se em que altura já sentiu isso. Só vai saber lidar com aquilo que conhece e é bom começar por saber o que sente, para depois procurar saber como diminuir a sua intensidade.
  4. Aceite o que sente: quando nega certas emoções, favorece que estas apareçam de forma descontrolada em outro momento. Todas as emoções são necessárias, permita-se senti-las.
  5. Observe as reações físicas: quando sentir uma determinada emoção, preste atenção às manifestações dessa no seu corpo que podem surgir como um gosto amargo na boca, um arrepio de frio, um aperto no peito, uma dor de barriga…

Outros textos sobre emoções, controlo e equilíbrio emocional

E porque controlar as emoções não é sinónimo de as reprimir, leia também:

Como a PSIC pode ajudar?

É importante compreender que as emoções formam um estado, mas não são uma característica sua, por isso, evite repetir que é uma pessoa “nervosa, ansiosa, triste…”. Se sente que o seu  estado emocional o aprisiona de tal forma que se torna difícil ver para além dele, é um sinal de que deve procurar ajuda especializada que o ajude a desenvolver a capacidade de entender as suas próprias emoções e a direcioná-las positivamente, sem prejuízo para o seu bem-estar.

Na clínica PSIC fornecemos recursos para alcançar a atitude consciente, o domínio das emoções e o equilíbrio na vida, através de um Programa Intensivo de 3 semanas Detox Emocional Intensivo.

Aproveite para marcar uma Consulta Informativa Gratuita  onde poderá tirar as suas dúvidas e conhecer as nossas modalidades. As consultas podem ser presenciais ou à distância.

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Como a música pode ser essencial na terapia

O Dia Europeu da Música celebrou-se pela primeira vez em 1982, em França. Foi escolhido o dia do solstício de verão com o objetivo de trazer a música e os músicos para a rua como forma de celebração.

Celebrar o dia da música é relembrar a importância dos sons e de como a música é utilizada para relaxar, expressar, dançar, celebrar, descansar, entre outras. Está presente nas lembranças mais tristes e mais alegres e ajuda na exploração de sentimentos.

 

Já reparou que os ritmos de um festival podem fazê-lo desprender-se das inibições, ou como as sinfonias de Beethoven o podem emocionar?

A música tem o poder de fazer sentir emoções, evocadas pela ativação de áreas especificas do cérebro, como por exemplo: córtex, amígdala, hipocampo, etc. Estas áreas são ativadas positivamente se trabalhadas com a música. Quando ouve uma música que realmente gosta, o seu cérebro liberta uma substância chamada dopamina e cujos os efeitos são sentidos ao nível:

  • Humor
  • Atenção
  • Concentração
  • Memória
  • Criatividade
  • Gestão da ansiedade
  • Redução do stress

 

A música vai além daquilo que conseguimos ouvir…

Para além de provocar reações como arrepios, risos e lágrimas, a música também pode diminuir a resposta física e psicológica ao stress e ansiedade, reduzindo a pressão arterial, a frequência cardíaca e gerando modificações nos níveis de cortisol e adrenalina no sangue.

Por esse motivo, a música tem vindo a ser utilizada como ferramenta terapêutica, seja colocada diretamente durante uma sessão ou utilizada como fundo para outro elemento central, como relaxamento e meditações, através de sons como as batidas binaurais.

 

O que são batidas binaurais?

 Este método estimula o cérebro usando sons de duas frequências diferentes, que são apresentados separadamente, um para cada ouvido. Quando o cérebro deteta a variação de fases, tenta conciliar essa diferença sincronizando o funcionamento dos hemisférios esquerdo e direito. Estudos continuam a ser feitos, mas a evidência mostra que as batidas binaurais ajudam a induzir o foco e auxiliam a entrada em estados de relaxamento e sono.

 

Curiosidade: Já ouviu alguém dizer que é capaz de ver a cor e sentir o gosto de um som?

Trata-se de uma experiência sinestésica onde o cérebro liga os sentidos de maneiras incomuns, tornando possível sentir o gosto de uma sinfonia, por exemplo. Muitos artistas já relataram experiências sinestésicas como Wassily Kandinsky, Vincent Van Gogh, David Hockney, Eddie Van Halen entre outros que, de certa forma, usaram as suas perceções sinestésicas para produzir os seus trabalhos artísticos.

A mesma música pode ser percebida como transparente, numa sinestesia visual, ou leve, numa referência tátil. Além de cores, são muito comuns na descrição de eventos musicais referências como densidade, pressão, movimento, calor e textura.

 

Veja o vídeo com a história de Elisabeth Sulston, uma mulher que consegue ver cores e sentir o sabor das notas musicais:

https://www.youtube.com/watch?v=TtN4-GeDuCc&feature=youtu.be

 

A PSIC faz uso das potencialidades dos sons, como na terapia do DOS®, para ampliar os resultados ao nível do bem-estar geral. Aproveite para tirar tempo para si, estimulando da melhor forma os seus sentidos e a harmonização dos níveis energéticos, através de uma experiência do DOS®, ao som de batidas binaurais. Contacte-nos para receber um voucher para usufruir de dia 22 a 30 de junho.

 

 

“A música dá alma ao universo, asas à mente, fuga à imaginação e vida a tudo”- Platão

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6 passos para praticar a compaixão

Num contexto atual tão difícil e incerto, também vemos o melhor nas pessoas. Vemos pessoas a procurar ser empáticas e demonstrar compreensão pelos sentimentos e emoções do outro. E vemos pessoas que vão mais além, demonstrando compaixão e vontade de ajudar o próximo a superar os seus problemas.

Esta sensibilidade de saber colocar-se no lugar do outro, imaginar aquilo pelo que está a passar e agir para ajudar, deixam marcas que mudam as vidas para melhor – a vida de quem é ajudado e sobretudo a vida de quem está a praticar a compaixão.

Então como praticar e fortalecer a compaixão? Comece com estes 6 passos:

  1. Empatize: evite perder tempo com julgamentos e concentre-se na ajuda que pode dar para aliviar a dor alheia, independentemente do que ela represente para si. Crie empatia pelas vivências dos outros e encontre maneiras de ajudar;
  2. Tenha iniciativa: observe quais as necessidades do outro, sem julgar e coloque-se à disposição, com boa vontade, de coração aberto e pronto para agir;
  3. Pratique a atenção consciente: esteja presente no momento e ofereça a sua reação empática ao que está a acontecer ali. Isto permite que se foque no outro, em vez de se focar nas suas próprias reflexões;
  4. Evite o sentimento de pena: agir por pena corresponde a sentir-se superior ao outro e implica distanciamento e separação. Reconheça a falha, o descuido e o erro como situacionais e acredite no potencial das pessoas;
  5. Expresse gratidão: é provável que tenha recebido atos compassivos. Reconheça esses atos de gentileza que lhe foram feitos e expresse gratidão por eles;
  6. Aceite o seu Eu: a compaixão vai além de um exercício com o outro e passa por um processo de autoconhecimento. Seja compreensivo consigo mesmo, perdoe as suas próprias falhas e produza um sentimento positivo interior.

Após conhecer estes passos, fica claro que a compaixão começa no Eu. Pratique a autocompaixão, para depois poder pensar no outro. Ter autocompaixão significa ter autoconhecimento, autocuidado e amor-próprio pois, quando se sente preenchido, sobra e transborda para o outro.

Sabia que praticar a compaixão ajuda a aumentar a sua inteligência emocional? Saiba como em

Invista em si e aprenda a conhecer-se. A clínica PSIC ajuda-o a descobrir e desenvolver as suas capacidades e potencialidades, abrindo novos caminhos.

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Como praticar a gratidão

No dia-a-dia, nem sempre é reconhecido o valor das pequenas coisas. O foco está naquilo que está por cumprir, no que foi passado e no futuro, anulando o presente de hoje. Ser grato, é ter a consciência de que tudo o que existe ao seu redor pode ser um impulso para pensamentos e ações benéficas, é olhar para os acontecimentos bons e menos bons e agradecer pela capacidade e oportunidade de os vivenciar.

Como contrariar estes sentimentos?

Uma forma de praticar a gratidão é através da reflexão. Desde o momento em que acordou hoje, por quantas coisas já agradeceu? Que tal começar por:

  • O ar que respira e purifica o seu corpo
  • A água que a natureza oferece
  • A cama confortável na qual descansa
  • O alimento que lhe fortalece
  • As pernas que lhe permitem caminhar

Tudo isso pode parecer rotineiro e comum, mas, para muitas pessoas, estas pequenas coisas são privilégios. Ser grato por aquilo que tem e olhar para as oportunidades que são dadas a cada segundo, fazem desenvolver a força de agradecer e aproveitar melhor a vida.

Como tornar a gratidão em algo diário?

Para desenvolver o hábito de praticar a gratidão sugerimos o “caderno da gratidão” como um exercício diário para aplicar durante 21 dias (o tempo necessário para o nosso cérebro assimilar um novo hábito):

  1. Crie o seu caderno da gratidão, que pode ser físico ou digital
  2. Estabeleça uma rotina e dê preferência ao início do dia ao acordar
  3. Pegue no seu caderno e faça uma lista de no mínimo 5 coisas pelas quais está grato
  4. No final, leia com atenção e sinta no seu coração a energia da gratidão

Esta atividade vai ser o pontapé inicial para que aprenda a focar a sua mente no que há de bom na sua vida e ao seu redor.

A importância do equilíbrio emocional

É importante investir em si e na sua saúde mental, para que possa praticar a gratidão e alcançar outros patamares na sua vida. Na Clínica PSIC – Psicologia Integrada, ajudamos a ultrapassar os pensamentos negativos e a desenvolver os pensamentos positivos, que permitem a elevação da frequência emocional em direção à paz interior.

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