Como pode um psicólogo ajudar em momentos de crise?

A História ensina que, tal como aconteceu na I e II Guerra Mundial, depois de superada uma crise, as pessoas tendem a encontrar-se para brindar e abraçar, em forma de comemoração excêntrica. É expectável que, depois do confinamento, e com as presentes ordens de distanciamento físico e consequente proibição do abraço, a maior parte das pessoas esteja carente da proximidade do outro.

Como reagem as pessoas ao desconfinamento?

Existe uma diferença entre este momento e todos os outros exemplos que a História nos dá: a experiência digital. Após a obrigatoriedade da socialização à distância, é provável que surja um aumento de dificuldades no regresso à “normalidade”: acentuam-se certos padrões de funcionamento pré-existentes, fomentados pela tendência para o isolamento, onde se investe no contacto apenas através das redes sociais, saindo-se cada vez menos à rua.

Sem sombra de dúvida este é um período de mudanças, que ganha um novo sentido diante da revisão de valores provocada por esta crise sanitária sem precedentes. Podemos citar o impulso de valores como a solidariedade e a empatia, a redescoberta de novos significados e caminhos a seguir, a adaptação a uma nova forma de trabalhar e novos métodos de educação para os filhos.

Ao mesmo tempo, é comum observar algumas pessoas em negação da situação e que, por isso, se expõem a riscos. Já outros podem sentir medo da proximidade, experienciar sentimentos de ansiedade, como se o sistema de alerta estivesse sempre ligado. Há quem experiencie algum desamparo, solidão, carência e até mesmo depressão. Também encontramos quem sinta frustração e até apresente reações de raiva, que se espelham no aumento da violência doméstica e das separações, sem contar com a desesperança mediante a ameaça à sua sobrevivência.

Num cenário de constante mudança, pode um Psicólogo ajudar?

Sim! O psicólogo, além de ajudar a lidar com perturbações da saúde mental, ajuda a desenvolver a capacidade para ultrapassar momentos de crise como este.

Um profissional da área pode ajudá-lo a:

  • Potencializar a clareza mental e a flexibilidade necessárias para lidar com a mudança;
  • Desbloquear e limpar as emoções e comportamentos que o paralisam ou o bloqueiam;
  • Auxiliar na integração do pensar e do sentir, reorganizando os processos cognitivos e emocionais num jogo de conexão mente-corpo;
  • Ensinar a cuidar de si próprio;
  • Fornecer as ferramentas necessárias para que aprenda a fortalecer-se e a manter-se bem.

Quem pode recorrer a ajuda psicológica?

Um Psicólogo pode ajudar qualquer pessoa, em qualquer momento da vida. Seja um executivo, um estudante, um desempregado, uma criança, um adulto, uma pessoa saudável ou uma pessoa que sofra de alguma doença. Todos, por diferentes razões e em diferentes contextos, podem beneficiar da ajuda psicológica.

Que terapias podem ajudar?

A Clínica PSIC aposta no bem-estar psicológico da pessoa e, para isso, faz uso de vários tipos de intervenção. A partir do psicodiagnóstico formal e psicossensorial, fazemos uso de métodos e técnicas como a psicoterapia, hipnoterapia, aconselhamento e desenvolvimento pessoal, que permitem, em conjunto com a pessoa, aceder a questões internas, superá-las e integrá-las, de forma a restabelecer o equilíbrio emocional. Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita e conhecer as nossas modalidades. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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É hora de abandonar o pijama!

Com a necessidade de se manter em quarentena,a sua casa é mais do que apenas um local de descanso, é também o seu escritório e muitos começaram a passar o dia de pijama.Neste momento onde começam as preparações para voltar a esta nova realidade, onde muita coisa mudou, aspetos como tirar o pijama, vestir-se e comer em horários regulares ganham ainda mais importância.

Descubra como e porque é que deve começar a preparar a sua rotina para voltar a esta nova realidade pós-confinamento, começando por abandonar o seu pijama:

  • Crie interrupções no modo de descanso: Vestir-se dá sinais ao seu sistema de que vai assumir outro papel. Este passo ajuda a manter manter o foco em cada atividade, mesmo sem mudar de ambiente.
  • Deixe o pijama para a hora de dormir: Assim,sinaliza ao corpo que chegou a hora de descansar.
  • Gere incentivos: Quando está de pijama tende a aninhar-se e retrair-se. Ao vestir-se para o dia, está a gerar um auto incentivo que o motiva a agir.
  • Mantenha-se ativo: As emoções propagam-se no isolamento: quando abusa do pijama o seu sistema interpreta que, ou está cansado ou está doente, e as emoções negativas falam mais alto. É importante dar sinais ao corpo de que está saudável e em atividade.
  • Mantenha-se saudável: Usar um pijama durante muito tempo vai fazer com que se sinta mal, pois a roupa capta as impurezas do ar e durante a noite, o corpo absorve o que está no pijama e compromete a qualidade do descanso.
  • Troque a roupa da alma: Após estar pronto para dormir, faça exercícios para a limpeza dos desconfortos emocionais provenientes da situação atual.

Esta preparação para reiniciar representa mais do que um regresso à rotina, simboliza também um modo de limpeza da crispação causada pela quarentena.

Neste novo recomeço pode sentir-se mais em baixo, com falta de energia e em confusão sem saber por onde começar. Na PSIC, intervimos para reativar os recursos internos e reduzir o desconforto emocional. Fornecemos recursos de auto aplicação para gerir as dificuldades atuais e lidar com as possíveis adversidades deste novo momento.

 

Consulte o nosso programa gratuito SOS Emoções ou entre em contacto connosco para uma consulta informativa gratuita. Neste momento, as nossas consultas voltam a ser realizadas nas duas modalidades: presenciais e online.

 

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COVID-19 – Como a PSIC o pode ajudar

A chegada do COVID-19 a Portugal teve impacto na maioria dos portugueses. Da preocupação moderada com o vírus, passou-se para a implementação de uma série de medidas de proteção e prevenção que incluem o isolamento social. Toda esta nova situação mostrou que, para além de dar assistência médica às pessoas infetadas, também se tornou importante lidar com o sofrimento e reações emocionais desconfortáveis de todas as pessoas, infetadas ou não.

Neste momento particularmente difícil, pode começar a apresentar sinais de instabilidade, ansiedade, medo, preocupação, entre outras. Para quem já tinha um quadro depressivo ou ansioso diagnosticado pode ser ainda mais desafiante lidar com todas as emoções que podem surgir. Em ambos os casos, e sempre que reconheça que o seu estado emocional o impede de realizar as suas atividades do dia-a-dia, é importante pedir ou manter a ajuda especializada.

Nesse sentido, entre várias outras vertentes, o apoio psicológico é importante ao providenciar:

  • suporte emocional;
  • estratégias para lidar com o isolamento, crise e mudança;
  • promoção de uma perceção positiva;
  • desenvolvimento de respostas específicas para o período pós COVID-19.

O apoio psicológico pode abranger tanto pessoas infetadas como pessoas que procuram informação e apoio. Torna-se difícil ser psicólogo de si mesmo, especialmente em momentos de crise. Falar abertamente acerca dos anseios e medos cria espaço para a organização mental que o ajudará a serenar neste momento.

O atendimento clínico, feito através de várias plataformas digitais, é um ato psicológico e deve ser realizado exclusivamente por psicólogos, cuja prática profissional é regulada pela Ordem dos Psicólogos Portugueses.

A Clínica PSIC, desde sempre, realiza intervenções presenciais e à distância. Neste momento, e em função do isolamento social e para segurança de todos, os atendimentos passaram a ser realizados exclusivamente através de plataformas digitais. Estas intervenções têm como objetivo manter o acompanhamento psicológico para atuais clientes, mas também prestar apoio às pessoas que, neste momento, se encontram em dificuldades emocionais, pelas mais diversas razões.

Para que possa ter acesso ao atendimento online, deve garantir o acesso à internet, podendo utilizar o seu telemóvel ou computador. É importante que procure um ambiente privado e tranquilo de modo a evitar interrupções durante a sessão.

Estas são as modalidades de atendimento à distância em funcionamento na Clínica PSIC:

A comunicação é direta com uma psicóloga e todas as informações serão tratadas de forma confidencial. Se se encontra em dificuldades, nós podemos ajudar, marque a sua consulta informativa online aqui.

Disponibilizamos também outras vias pelas quais nos pode contactar, nomeadamente Facebook, Instagram, telemóvel/WhatsApp +351 968 931 541 e email: psichipnose@gmail.com.

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Programa SOS Emoções

Olá,

Sou a Jatir Schmitt, Psicóloga Clínica e Diretora da PSIC – Psicologia Integrada

Estamos a passar por tempos difíceis e com um impacto significativo em nossas vidas. Enquanto psicólogos, ressalvamos a importância de manter as suas emoções equilibradas para que se sinta mais sereno, consciente e capaz de fazer as escolhas saudáveis para si e para os outros.

Na PSIC criámos um programa de teleapoio, o SOS Emoções, disponibilizado gratuitamente, cujo objetivo principal é ajudá-lo a minimizar o seu desconforto emocional em tempo de quarentena.

O acesso ao programa estará disponível nas nossas redes sociais, assim como conselhos e orientações úteis para a sua saúde e bem-estar psicológico.

Poderá inscrever-se no programa de teleapoio, através de um formulário, onde terá acesso aos critérios para a sua participação, indicados na descriação deste vídeo.

Conte com o nosso apoio, inscreva-se e até breve!

Pode inscrever-se no Programa SOS Emoções GRATUITO aqui 👇
https://forms.gle/pFLL1jqQTyizg2S89

Saber mais aqui.

#StaySafe #FiqueEmCasa #Psic

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COVID-19: Exercício para reduzir o medo

Com a crise gerada pelo COVID-19, cresceu um sintoma emocional comum: o medo. Lembre-se que quanto mais cultivar emoções negativas, mais estas crescem. Neste momento de isolamento social físico, o excesso de informações que recebe pode estar a nutrir emoções indesejadas. Para que mantenha o equilíbrio emocional, deixamos aqui um exercício prático, que o pode ajudar.

Orientação prévia: crie um espaço só seu na sua casa. Um espaço seguro, onde pode estar a relaxar, meditar, ou simplesmente desfrutar dele.

  1. Concretize a emoção – acomode-se confortavelmente, da maneira que for mais apropriado para si. Preste atenção ao seu estado emocional. Crie uma imagem mental para o medo: qual o tamanho? (do tamanho de um berlinde, de uma bola de ping-pong, de uma bola de ténis, de futebol ou de basquete?). E a forma, qual é? Qual é a cor? Qual é o peso? E que temperatura tem? E onde se manifesta no seu corpo? Responda a estas perguntas num papel e, a partir das respostas, desenhe o medo. Observe como conseguiu concretizar aquilo que está a sentir. Agora, dobre o papel e reserve perto de si.
  2. Liberte-se – é o momento de libertar-se dos efeitos do medo no seu corpo.

Aí onde está, mantenha-se confortável. Respire calma e pausadamente. Concentre-se na sua respiração, no ar a entrar pelo nariz e a sair pela boca. Relembre as notas e a imagem do papel e permita que, ao expirar, toda essa energia vá embora juntamente com o ar e deixe que se evapore no espaço. Ao inspirar, imagine que a energia dourada do sol entra, preenche e acalma os seus pulmões e, através do oxigénio, espalha-se por todas as células do seu corpo, transformando-as numa estrelinha dourada. Repita 3 vezes.

  1. Descarte – agora, pegue nas notas que tinha reservado. Amasse o papel em forma de bola. De seguida, coloque no lixo que vai para o contentor.

Preserve as suas emoções com exercícios simples como este.

Na PSIC criámos um programa de teleapoio, o “SOS Emoções”, disponibilizado gratuitamente e cujo objetivo principal é ajudá-lo a diminuir o seu desconforto emocional, causado pelo isolamento. Inscreva-se através do link: https://forms.gle/pFLL1jqQTyizg2S89. Informamos também que continuamos com o trabalho clínico online e pode marcar as suas consultas através do número de telefone +351 968 931 541.

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Covid-19: 8 conselhos para gerir o stress e a ansiedade

A ansiedade e o stress são cenários reais em casos de emergência pública e podem causar emoções fortes, tanto nos adultos como nas crianças.

Estes sentimentos são tendencialmente negativos e desconfortáveis e deixam-no mais vigilante e predisposto a alterar os seus comportamentos, gerando ansiedade “má”. Para evitar que a “ansiedade má” vença a “ansiedade boa”, veja os oito conselhos que disponibilizamos para o ajudar:

  1. Evite o consumo de substâncias: procure uma alternativa saudável como cuidar do corpo e aliviar a tensão acumulada. Respire fundo, alongue, medite, passe creme e massageie o seu corpo… ame-se!
  2. Reforce o sistema imunitário: Faça refeições saudáveis e equilibradas, ricas em vitaminas e minerais. Exercite-se e faça a higiene do sono diariamente…privilegie o prazer!
  3. Viaje sem sair do lugar: Este é o momento ideal para ler aqueles livros que estão na prateleira há imenso tempo. Veja filmes, séries e dê preferência às comédias. Explore o melhor que o mundo virtual lhe pode dar…favoreça a alegria!
  4. Utilize os seus recursos internos: Durante a vida passou por experiências, que lhe trouxeram aprendizagens importantes para a sua sobrevivência e para o seu fortalecimento. Ao acionar esses recursos será mais fácil aceitar e ultrapassar este momento…é capaz!
  5. Pratique o desfoque: Embora seja importante manter-se informado, demasiada atenção pode ser problemática. Limite a sua exposição a notícias para evitar sentir-se sobrecarregado pela situação…mude a estratégia!
  6. Dê atenção às crianças: Neste momento, as crianças podem pedir mais colo, mostrarem-se mais dependentes, ansiosas e agitadas. Procure ser mais compreensivo e dar-lhes também uma dose extra de atenção e carinho. Brinque, jogue, faça atividades interativas…ampare!
  7. Foque-se no presente: Neste momento, poderá haver preocupação e medo em relação ao futuro, que geram o aumento da ansiedade. Procure colocar o seu foco no presente e naquilo que pode realmente fazer. Foque a sua mente numa única atividade e acalme-se…o agora é um presente!
  8. Adapte a sua rotina: procure estabelecer horários para cada momento do seu dia, respeitando o horário do trabalho, do lazer, com a família e consigo próprio…faça o possível!

 

Lembre-se, esta é uma oportunidade para realizar atividades que lhe dêem prazer e capazes de retirar o foco do tema atual. Este é o momento para atuar com confiança, aceitação e compreensão sobre o que é possível fazer diariamente, para gerir o stress e ansiedade, e dedicar-se ao presente e àquilo que pode realmente fazer para ajudar a si, aos que ama e à comunidade.

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Guia do equilíbrio emocional durante o COVID-19

As epidemias costumam provocar pânico generalizado na população, principalmente quando existe desconhecimento e incerteza. Tendo em conta que o vírus COVID-19 se transformou numa pandemia, esta situação pode abalar a sua saúde mental e emocional.

Então, o que fazer?

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou algumas diretrizes que visam proteger a sua saúde mental durante este período conturbado. Como especialistas em cuidados de saúde psicológicos, decidimos juntar outras dicas que o podem guiar neste momento:

  • Dispa-se de preconceitos – Sendo esta uma pandemia, é expectável que afete vários países e etnias. Por isso, evite vincular este novo coronavírus a uma etnia ou nacionalidade e pratique a empatia com aqueles que foram afetados.
  • Afaste-se de notícias falsas – O fluxo repentino e constante de notícias sobre um surto pode funcionar como um “gatilho” emocional que dispara a sua ansiedade. Em vez disso, procure informações para tomar medidas práticas de prevenção. Atualize-se em horários específicos durante o dia e reúna factos de fontes fidedignas, como a OMS, a DGS e ainda o Governo Português para ajudá-lo a distinguir factos de rumores.
  • Use o momento de lavar as mãos – Aproveite os múltiplos momentos em que lava as mãos para regular a sua respiração. Com atenção, respire calma e profundamente e visualize que ao expirar está a eliminar todas as emoções tóxicas produzidas pelo stress do momento.
  • Faça do relaxamento uma parte da sua rotina – Procure pequenos momentos diários só seus que o ajudem a equilibrar as emoções, como o mindfulness, meditação, ler um livro, ouvir música ou um simples banho relaxante.
  • Exercite-se – Mantenha-se ativo e pratique atividade física com regularidade.
  • Esteja perto dos seus – Nos momentos em que experienciar maior angústia, procure falar das suas preocupações a respeito do COVID-19 com pessoas próximas e mantenha contacto regular, ainda que seja à distância.
  • Utilize o teleapoio – Durante a quarentena, em caso de ansiedade, medo ou pânico relacionados com esta pandemia, saiba que criamos o projeto de teleapoio “SOS Emoções – Reduza o desconforto emocional durante o COVD-19″. Pode inscrever-se no programa através do link: https://forms.gle/pFLL1jqQTyizg2S89

Lembre-se que as autoridades de saúde pública e especialistas do mundo todo estão a trabalhar continuamente para garantir os melhores cuidados aos afetados e para descobrir uma vacina para este vírus. Evitar a propagação do vírus é uma tarefa de todos nós, assim como acalmar as emoções que tendem a atrapalhar a razão.

Evite deteriorar o seu equilíbrio psicológico em tempos de crise, cuidando de si mesmo antes de mais nada, diminuindo os efeitos do COVID-19 na sua saúde mental.

“Ao reduzir o desconforto, ganhe equilíbrio e saúde emocional!”

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Será preocupação ou ansiedade?

Existe a tendência de utilizar os termos preocupação e ansiedade como sinónimos, quando na verdade se tratam de termos distintos e de estados psicológicos diferentes. Embora ambos estejam associados a um estado de inquietação, a forma como o experienciam é distinta.

Então, é pertinente saber distingui-los e compreender como se manifestam e associam. Isto pode facilitar uma atitude proativa aquando de sintomas mais intensos, como os de ansiedade, ao mesmo tempo que o pode preparar para lidar eficazmente com o estado de preocupação.

Quais as 4 principais diferenças entre ansiedade e preocupação?

  • A preocupação reside na mente, a ansiedade no corpo: as preocupações, estão ligadas a pensamentos repetitivos e intensos sobre uma situação com potencial negativo, enquanto que a ansiedade produz efeitos sobre o corpo que causam desconforto e angústia.
  • A preocupação é um sistema de alarme claro e a ansiedade é um falso alarme: a preocupação atua como um sistema de alarme mental interno, que o leva a lidar com as situações potencialmente negativas. Já a ansiedade, pode ser suscitada por situações sem potencial negativo, que o seu cérebro identificou como ameaça.
  • A preocupação promove a resolução dos problemas, ao contrário da ansiedade: a preocupação leva-o a pensar em soluções eficazes para lidar com determinada situação, que podem ter um ou mais resultados negativos. Já a ansiedade, tende a criar um conjunto de sintomas físicos e psicológicos que prejudicam a aquisição de soluções produtivas.
  • A preocupação gera angústia emocional suave e a ansiedade uma angústia emocional severa: a ansiedade é algo mais dominador e que o leva a um estado psicológico mais perturbador do que a preocupação.

A preocupação, embora desagradável é, na verdade, algo normal que age como um propulsor do problema que precisa de ser tratado, preparando-o para lidar com ele. Porém, pode tornar-se algo negativo quando surge desnecessariamente e se perpetua num longo período de tempo. Quando é excessiva, a preocupação pode paralisar e resultar em perturbações como a ansiedade, ou até mesmo fobias.

Como lidar eficazmente com a preocupação? Deve começar por:

  • Definir o problema – é impossível resolver todos os problemas ao mesmo tempo. Procure abordá-los um a um por grau de complexidade. Isto significa que tem de colocar algumas preocupações em espera.
  • Pensar em soluções – muitas vezes pode estar relutante a lidar com os seus problemas, pelo que deve pensar em várias formas de os resolver. Quanto mais escolhas tiver, mais hipótese tem de selecionar uma forma de resolver o problema que se ajuste a si.
  • Pensar nos prós e nos contras das soluções – colocar as coisas no papel e elaborar uma lista das opções, categorizando quais os prós e contras de cada um, vai ajudá-lo a tomar uma decisão ajustada e mais rapidamente.
  • Implementar a estratégia – pôr o plano em ação significa agir e seguir com a decisão que tomou. Transforme a sua preocupação em ação assim que possível.

Como lidar eficazmente com a ansiedade?
Se as suas preocupações assumem proporções maiores do que as descritas neste texto, pode estar a passar por algo mais profundo como ansiedade. Qualquer situação ou sintoma que fuja do seu controlo merece atenção, pelo que, é importante procurar ajuda de um profissional habilitado.

*Fonte: Frank Tallis – “Como travar as preocupações e reduzir a ansiedade”

Saiba que a Clínica PSIC possui um programa de intervenção próprio, com estratégias terapêuticas eficazes na gestão da preocupação e regulação da ansiedade. Este tem por base a hipnose clínica, técnicas de respiração e intervenções psicossensoriais, que promovem a neuro-modulação dos estados emocionais e ajudam na reinterpretação dos eventos. Para saber mais sobre esta intervenção marque a sua consulta informativa gratuita aqui. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

Leia também:
A diferença entre Ansiedade e Pânico
http://bit.ly/2XTZBCE

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Como lidar com uma crise existencial?

Há momentos na vida em que pode sentir sobrecarregado e em que se pode colocar perguntas como: Por que estou aqui? Estou a fazer as coisas de maneira correta? O que é que eu quero?

Se tem ou já teve frequentemente estas questões, saiba que não é o único e que é comum ter vários momentos de reflexão ao longo da vida. A crise existencial pode trazer-lhe angústia e desencadear ansiedade e depressão. É por isso importante saber reconhecer, desmistificar e trabalhar a crise existencial.

O que pode desencadear uma crise existencial?
Este período de instabilidade emocional ocorre quando o motivo que o impulsionava deixa de fazer sentido e pode partir de algum acontecimento psicologicamente traumático. Cada pessoa sente e age de forma particular diante das situações e por isso, os sintomas, principalmente os de foro emocional, podem variar de acordo com as experiências de cada um e dos diferentes momentos da vida em que se encontram.

Quais os sinais mais comuns de uma crise existencial?
Existem alguns sinais recorrentes que apontam para o surgimento da crise existencial, tais como:

  • necessidade de isolamento
  • desânimo e pessimismo constante
  • incertezas sobre o futuro
  • sentimento de incapacidade
  • dúvidas sobre a própria personalidade
  • cansaço mental

Como lidar com a crise existencial?
Pode ser difícil reconhecer e sair de uma crise existencial sozinho e a fórmula exata para sair dela, ainda está por descobrir pois cada crise tem razões e intensidades diferentes. Contudo, existem algumas dicas que podem ajudar:
1 – Questione-se – questionar o propósito da vida é algo natural no ser humano. Enfrentar o medo da resposta e da emoção que virá é um passo importante para construir a sua motivação.
2 – Responsabilize-se pela sua crise – aceite o período em que se encontra. Existe uma pessoa capaz de o fazer sair da crise existencial: você mesmo.
3 – Veja a crise como uma oportunidade de mudança – a crise pode fazê-lo abrir os olhos – a sua mente trabalhou para o alertar que precisa de uma mudança.

A crise existencial é um processo natural que muitos enfrentam e pode trazer benefícios, já que proporciona mudanças necessárias. Por isso, não a ignore. O primeiro passo está em reconhecer o significado da crise e assumir um papel proactivo nas próximas decisões. Lembre-se, nem sempre tudo é linear e perante a intensidade das dificuldades mencionadas, quebrar o sentimento de incapacidade e desânimo constante, pode ser um trabalho difícil para fazer sozinho. Algumas pessoas podem sentir dificuldades em lidar com as emoções e pensamentos típicos desta fase e todas as questões que a envolvem.

Se deseja ultrapassar a crise existencial e investir na sua mudança, saiba que a PSIC disponibiliza programas terapêuticos específicos para ajudá-lo no reequilibro emocional e desenvolvimento pessoal, reunindo estratégias psicoterapêuticas, hipnoterapêuticas, psicossensoriais e de Biofeedback. Disponibilizamos uma Consulta Informativa Gratuita onde poderá tirar todas as suas dúvidas e conhecer as nossas modalidades de ajuda. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Como saber se sofre de Perturbação de Pânico

O que é?

A Perturbação de Pânico é constituída por ataques de pânico recorrentes, que podem ser caracterizados por um momento abrupto de medo ou forte desconforto, atingindo o pico em minutos.

Quais os sintomas?

Identificamos 2 níveis dos principais sintomas que caracterizam a Perturbação de Pânico.* Perceba se algum deles se identifica com a sua realidade.

A – Tenho ataques de pânico imprevisíveis e frequentes e consigo identificar 4 (ou mais) dos seguintes sintomas:

  1. Palpitações, batimentos cardíacos ou ritmo cardíaco acelerado
  2. Suor excessivo
  3. Estremecimentos ou tremores
  4. Falta de ar ou dificuldade em respirar
  5. Sensação de asfixia
  6. Incómodo ou dor no peito
  7. Náuseas ou mal-estar abdominal
  8. Tontura, desequilíbrio ou desmaio
  9. Sensações de frio ou calor
  10. Sensações de formigueiro
  11. Sensações de sentir-se desligado de si próprio
  12. Medo de perder o controlo
  13. Medo de morrer

B – Sinto uma inquietação constante sobre ter novos ataques de pânico ou do que me pode acontecer e/ou evito comportamentos que possam levar a um ataque de pânico (ex: exercício físico, situações desconhecidas).

Caso se identifique com estes sintomas ou conhece alguém que se identifica, é provável que esteja perante uma situação de Perturbação de Pânico. Está na hora de procurar ajuda. Com a compreensão do processo de pânico, das suas crenças limitantes, dos medos excessivos e pensamentos negativos é possível recuperar a sua confiança, autonomia e domínio de si mesmo. Este é um processo realizado na Clínica PSIC através do Programa Intensivo Detox Emocional. O programa reúne as estratégias psicoterapêuticas, hipnoterapeuticas, psicossensoriais e de Biofeedback, aliadas às terapêuticas orientais, sendo um poderoso complemento às intervenções convencionais. É um método singular que produz efeitos transformadores e duradouros. Trata-se de uma solução fundamentada nos princípios da psicologia, da neurociência afetiva e da física quântica. Produz resultados impressionantes, quase mágicos.

Marque uma consulta informativa gratuita para conhecer melhor este programa intensivo. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

 

*Fonte: Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição (DSM-5)

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