Doença obsessivo-compulsiva e o secretismo que a silencia

«A perturbação obsessivo-compulsiva é tão frequente como a asma ou a diabetes, sendo mesmo mais prevalente que a esquizofrenia, mas a autocrítica dos doentes faz com que haja um secretismo que a silencia» – de acordo com os dados divulgados pela TVI24 num artigo recente.

Apesar de frequente, quem sofre com esta doença tem dificuldade em falar sobre os seus problemas e em solicitar ajuda, em parte porque eles próprios têm vergonha dos seus sintomas, acham-nos desapropriados e temem que os outros os considerem loucos.

Esta doença pode manifestar-se através de pensamentos intrusivos, recorrentes e indesejados (obsessões) e/ou rituais repetitivos desenvolvidos com o intuito de aliviar a ansiedade e prevenir que algo de mal aconteça (compulsões). É uma doença muito invalidante, que interfere significativamente no dia-a-dia destas pessoas e de quem as rodeia.

Se conhece alguém que sofre com esta doença, incentive o diálogo e a procura de ajuda. O silêncio é um caminho que não consegue dar a saída para esta dor.

 

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Equipa PSIC

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Quando o medo de enfrentar as situações controla a nossa vida

Quando nos confrontamos com uma situação que nos parece ser ameaçadora, perigosa ou simplesmente desconfortável é comum optarmos por fugir ou escapar dessa situação. A fuga é um dos mecanismos básicos da nossa existência. Há milhões de anos atrás aprendemos a lutar ou fugir para nos protegermos de predadores maiores. Atualmente, estas respostas nem sempre são adaptativas.

Evitamos ir a alguns locais, falar sobre alguns assuntos, não sentir emoções dolorosas… evitamos qualquer situação ou estímulo que nos faça sofrer. Ao evitarmos, momentaneamente, o nosso medo e desconforto diminuem. Contudo, será que resolvemos o problema? Na realidade não só não o resolvemos, como “alimentamos” o nosso medo. Ao fugirmos, não temos possibilidade de verificar se os nossos medos tinham fundamento, os nossos pensamentos negativos acerca da situação vão permanecer, deixámos de aproveitar vários momentos agradáveis da nossa vida e temos cada vez menos confiança em nós próprios.

Sempre que evitamos vamos ficando mais prisioneiros do medo, por isso, antes de fugir, pare para pensar… o quê que perde em experimentar?

 

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Roer as unhas – um sinal de ansiedade?

 

Afinal porque roemos as unhas? Muitas vezes não nos apercebermos do motivo pelo qual o fazemos.

No artigo “Pare de roer as unhas, pela sua saúde” publicado na http://www.noticiasmagazine.pt, Sara Dias Oliveira refere-se a este vício como «..um tique difícil de dominar. Fazemo-lo para controlar a ansiedade, diminuir o stress, acalmar o nervosismo, fintar o tédio ou até mesmo para enganar a fome.»

De facto, o controlo da ansiedade está associado a este comportamento, que se vai transformando num vício difícil de dominar.

Existem algumas formas de terminar com o vício de roer as unhas:

– Extinguir o hábito recorrendo a alguns truques, ou

– Identificar a origem da ansiedade, os “gatilhos” que a desencadeiam e estratégias para a controlar, através da ajuda profissional.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

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Frieiras – o lado psicológico

Sabia que existem vários problemas físicos que podem estar relacionados com a saúde mental?

Problemas físicos como sintomas de problemas psicológicos

Relatamos, neste artigo, um caso real de uma paciente da Clínica PSIC – Psicologia Integrada.

Maria tem 34 anos e trabalha na área da saúde. Procurou a PSIC – Psicologia Integrada para resolver sintomas depressivos, que surgiram após algumas mudanças na sua vida: a rutura de um relacionamento de 3 anos e a mudança de local de trabalho e das funções desempenhadas. Queixava-se de ansiedade e tristeza, sentia-se insegura e sozinha. Apresentava também problemas de frieiras nas mãos e pés, que se agravavam em alturas em que sentia mais ansiedade e preocupação.

Após as primeiras semanas de intervenção, começou a sentir-se mais fortalecida para lidar com as situações do dia-a-dia, sentia-se mais alegre e menos ansiosa no trabalho. Além disso, reparou que os sintomas de frieiras estavam a diminuir.

Durante o tratamento, a Maria estabeleceu um segundo objetivo para trabalhar a causa das frieiras. Dois meses depois, já não tinha bolhas e as manchas tinham diminuído. Ao fim de um ano, todos os sintomas desapareceram.

Sabia que o frio pode não ser o único responsável pelas frieiras? As emoções podem manifestar-se no seu corpo através de diferentes sintomas físicos.

Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita e conhecer as nossas modalidades. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

 

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O perfil do casal (In) fértil

infertilidade

Após o diagnóstico de infertilidade o casal passa por um turbilhão de acontecimentos. Há uma vivência emocional intensa e desajustada e um conflito marcado pela desilusão e esperança. A culpa, inferioridade, vazio, tristeza e sentimento de injustiça apoderam-se do casal. Desenvolve-se uma busca incessante para “fazer um filho” em vez de “ter um filho”, marginalizando-se o afeto em prol de uma obrigação – tem que ser aqui e agora. Inicia-se uma maratona em que se controlam dias, horas, temperatura e posições que conduzem a índices de ansiedade e stresse elevados.

Mediante tentativas frustradas surge um conflito na ponderação e escolha de soluções alternativas, que nem sempre resultam nem são válidas para todos. Este enorme desgaste marginaliza e distancia o casal da concretização do projeto de formar uma família.

A (in) fertilidade domina a relação, instala-se o caos e a vida fica estagnada.

Identifica-se com esta descrição ou conhece alguém que está a passar por uma situação semelhante?

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

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8 razões que nos levam a começar a fumar

fumar

Ainda se lembra de como é que começou a fumar?

  1. Curiosidade, diversão e prazer – desperta interesse, facilita as interações sociais, está associado a bem-estar
  2. Irreverência – necessidade de chamar a atenção e de se comportar como um “adulto”
  3. Influência familiar – imitação de familiares fumadores e/ou presença de familiares com uma atitude reforçadora
  4. Pressão dos pares – medo de rejeição e/ou imitação para se sentir incluído num grupo
  5. Influência dos ídolos e media – passam uma imagem de poder e liberdade através do tabaco
  6. Crenças distorcidas – associação do tabaco a “benefícios”: relaxa, emagrece, melhora a concentração…
  7. Desvalorização dos riscos – apesar dos malefícios publicitados ainda há quem acredite que não será afetado
  8. Comportamento socialmente aceite – é uma droga lícita

É fácil ser seduzido pelo tabaco e muito difícil abandoná-lo. Mas é possível fazê-lo sem efeitos colaterais.

 

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Ansiedade em Portugal

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Ansiedade é a doença mental mais prevalente em Portugal

Mais um estudo que vem comprovar aquilo que temos vindo a debater.

Portugal é um dos países da Europa com maior percentagem de população com doenças do foro da ansiedade: afeta 16,5% das pessoas. É nos mais jovens, entre os 18 e os 34 anos, que há maior incidência.

Saiba mais em: AQUI

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Agorafobia

prisioneirosÁgora é uma palavra grega que significa “praça pública”. A psicologia adotou este termo para classificar o medo de lugares amplos, abertos ou fechados por se sentir desprotegido, vulnerável e desamparado – a agorafobia. Esta fobia é o medo de estar em lugares ou situações das quais a fuga possa ser difícil ou embaraçosa, ou nas quais não haja ajuda disponível no caso de se sentir mal, mesmo não havendo previsão de necessitar de fato de auxílio. O medo agorafóbico pode estar associado a um ataque de pânico o que conduz ao evitamento da situação e/ou local onde este ocorreu. Assim, dá-se o início do evitamento e limitações, sendo que a pessoa vai generalizando para outras situações, chegando muitas vezes a ficar “escrava” do seu medo. No entanto, a agorafobia também pode surgir sem experiências prévias de pânico.

Exemplos de situações temidas e evitadas por quem sofre de agorafobia são: locais fechados e lotados como os centros comerciais, o cinema, supermercados, restaurantes, auditórios, estádios, andar de carro, transportes públicos, avião, atravessar pontes, ou qualquer lugar longe da sua zona de conforto, a sua casa ou pessoas que transmitam segurança.

Como consequência deste medo, a pessoa evita as situações temidas ou consegue enfrentá-las mas com elevados níveis de ansiedade. Quando enfrenta as situações costuma adoptar uma série de comportamentos de segurança com o objetivo de diminuir a ansiedade sentida: estar acompanhada por alguém de confiança; tomar medicação; beber álcool; escolher estrategicamente lugares que permitam uma saída rápida; alterar o trajeto de modo a que passe por um hospital, bombeiros ou farmácia. A ansiedade é sentida com muita antecipação e só de pensar na possibilidade de ter de enfrentar uma das situações temidas no futuro, o que gera um grande sofrimento antecipatório. O medo alimenta uma incapacidade para sair de casa por longos períodos assim como uma extrema dependência de alguém. Além disso, contribui para uma sensação de impotência, de não ser capaz, de fracasso e fragilidade, estando sempre alerta para os possíveis perigos.

Estes comportamentos e o medo sentido provocam alterações na vida da pessoa, que começa a limitar cada vez mais as suas actividades e saídas, isolando-se, por acreditar que o único lugar seguro é a sua casa. O mundo fica progressivamente mais pequeno e pode chegar a tornar-se prisioneira da sua própria casa, quando já está prisioneira do seu medo.

Saiba que não está no meio do nada e que não está sozinho/a. Saiba que é possível encontrar recursos para lidar com o medo e libertar-se dele para poder deixar o seu mundo crescer novamente e usufruir das coisas boas que ele tem para lhe mostrar. Volte a viver a vida.

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Fobia Social

julgarJá sentiu medo de ser julgado como débil, ansioso e inadequado?

Muitos de nós já nos sentimos ansiosos antes de conhecer alguém ou de fazer uma apresentação pública.

É natural sentir-se retraído quando se é observado e esse desconforto pode até ser vantajoso. A ansiedade social é uma experiência humana comum e está intimamente relacionada com a estrutura social de grupo e a sua organização hierárquica.

No entanto, aqueles que sofrem com a fobia social começam a preocupar-se com semanas de antecipação e podem chegar a evitar a situação devido aos níveis elevados de ansiedade que sentem.

A fobia social é, então, um medo marcante e persistente de uma ou mais situações sociais, em que a pessoa está exposta a desconhecidos ou à avaliação dos outros e teme demonstrar ansiedade ou agir de modo humilhante ou embaraçoso. O medo central é da avaliação negativa por parte dos outros. Estes são encarados como pessoas hipercríticas e humilhadoras. Olham para si através do outro. Acreditam que são vistos como inadequados e assumem que se trata de uma verdade absoluta. Assim, pensam que não vão ser capazes de causar uma impressão positiva no outro. O seu pensamento é dominado por temas de fracasso e falta de competência social.

Os limites entre a ansiedade social e a ansiedade desempenho são difusos. As pessoas com ansiedade social sentem também ansiedade de desempenho, mas a maior preocupação incide em estar com o outo e na impressão que causa. Já na ansiedade desempenho o medo central é a avaliação negativa a que possam estar sujeitos quando desempenham determinada tarefa, mas a interação social não provoca ansiedade.

Algumas das situações sociais mais temidas são: conhecer pessoas novas; iniciar ou manter uma conversa; fazer apresentações; ir a uma festa; comportar-se de modo assertivo; expressar uma opinião pessoal; telefonar a desconhecidos; devolver um produto à loja onde comprou; comer/beber em público; utilizar WCs públicos; interagir com alguém do sexo oposto; falar com alguém que é percebido como mais autoritário; ir a uma entrevista de emprego.

Quando expostas ou antecipam estas situações, devido à grande ansiedade sentida, é natural que surjam manifestações corporais como tremores, rubor, sudorese, tensão muscular, urgência em urinar, palpitações, mal-estar abdominal, boca seca, tonturas, dificuldade em respirar, hipervigilância e vontade de sair do local onde se encontra. A espontaneidade na interacção é alterada devido ao aumento do foco, nas sensações corporais e não no contato social.  Algumas pessoas referem um “bloqueio ou vazio mental”, refletindo esta dificuldade em focar a atenção na interação social.

A fobia social geralmente tem início na adolescência, pois é o momento em que os medos sociais começam a ser mais marcados devido ao aumento das exigências sociais durante esta fase do desenvolvimento. Muitas vezes é a existência de experiências traumáticas precoces que está na origem da ansiedade sentida no contato social ou a aprendizagem de determinados comportamentos.

A interação social é uma coisa boa que ajuda a libertar as tensões do dia-a-dia, que nos faz sentir bem e acolhidos. O medo da avaliação do outro, que inibe o contato interpessoal, provoca muito sofrimento e priva de tantos benefícios que o convívio traz. Ao mesmo tempo que evita as situações sociais também se sente culpado por não estar a ser capaz de enfrentar o seu medo. É através da relação que podemos desconfirmar a crença de que todos nos julgam negativamente.  Pode parecer difícil porque existem outras experiências que nos levaram a acreditar nisso ou porque já passou muito tempo desde que isso se tornou uma verdade para nós. Mas é possível. Às vezes, é necessária uma relação terapêutica para nos ajudar a lidar com as mazelas que foram sendo criadas. O julgamento e a crítica por parte do outro podem, de fato, acontecer, mas pode aprender a lidar com eles.

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Quando a ansiedade impede o sucesso

ansiedade_sucessoAs situações de avaliação têm representado uma fonte de ansiedade na nossa sociedade, orientada para os resultados. Esta ansiedade pode surgir pelo aumento das exigências sociais, académicas e de desempenho a que estamos frequentemente expostos, sendo a avaliação do desempenho muitas vezes determinante para o acesso a determinadas oportunidades educacionais e profissionais.

Todos nós sabemos o que é sentir um certo nível de ansiedade quando temos de desempenhar uma tarefa importante ou vamos ser avaliados. Em algum momento das nossas vidas já a experimentamos, quer na escola como na vida profissional. Queremos desempenhar bem as tarefas e ter bons resultados e essa ansiedade pode funcionar como uma espécie de gatilho para darmos o melhor de nós. Mas, pode ter o efeito contrário quando cobramos de nós mesmos um comportamento exemplar, irrepreensível, um desempenho perfeito, sem falhas. Na verdade, as pessoas com ansiedade de desempenho ou performance têm expetativas elevadas acerca do desempenho, qualquer falha, por mais pequena que seja, é percecionada como fracasso. Assim, a ansiedade começa a prejudicar o funcionamento social e ocupacional, podendo comprometer significativamente o desempenho académico e profissional.

Determinadas experiências que tivemos, frequentemente na infância, contribuem para o desenvolvimento da ansiedade de performance. As críticas que sofremos ou o ser visto como pouco competente são cruciais para a aprendizagem e internalização de um padrão de exigência elevada no desempenho que leva à autocrítica, sempre que este não é atingido. O principal medo é o da avaliação negativa por parte dos outros, que camufla um medo de ser rejeitado se não cumprir com esses padrões elevados de desempenho.

O aumento da ansiedade é acompanhado por um aumento do autofoco e monotorização do corpo, bem como a repetição de afirmações negativas para si mesmas. Ao mesmo tempo, é invadido por memórias de experiências anteriores traumáticas, o que cria um ciclo vicioso que aumenta a ansiedade. O foco no nosso interior não permite dirigir a nossa atenção para o exterior, ou seja, para a tarefa o que, muitas vezes, constitui um obstáculo para o sucesso que poderíamos atingir e para o qual temos potencial.

Pode aprender a gerir a ansiedade e evitar os seus efeitos negativos no desempenho de qualquer tarefa ou atividade profissional, começando por seguir os seguintes passos:

  • Prepare-se bem. Se, por exemplo, tiver de fazer uma apresentação estude bem os conteúdos, procure conhecer o tipo de audiência que vai ter para ajustar a sua apresentação, pratique.
  • Utilize o anúncio paradoxal, que consiste em informar a audiência de que está ansioso, recorrendo ao humor, isto vai ajudar a libertar a tensão.
  • Aprenda a lidar com a crítica. Quando lhe é dirigida uma critica construtiva, aceite-a e tente perceber se lhe é útil implementar algumas mudanças sugeridas. Por outro lado quando recebe uma critica destrutiva, evite personalizá-la.
  • Aprenda a lidar com o elogio. As pessoas com padrões elevados de desempenho têm tendência para procurar sempre alguma falha no seu trabalho. Aceite que teve um bom desempenho e aprenda a agradecer os aspetos positivos.
  • Lembre-se de que a perfeição é uma caraterística divina.
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