Frieiras – o lado psicológico

Sabia que existem vários problemas físicos que podem estar relacionados com a saúde mental?

Problemas físicos como sintomas de problemas psicológicos

Relatamos, neste artigo, um caso real de uma paciente da Clínica PSIC – Psicologia Integrada.

Maria tem 34 anos e trabalha na área da saúde. Procurou a PSIC – Psicologia Integrada para resolver sintomas depressivos, que surgiram após algumas mudanças na sua vida: a rutura de um relacionamento de 3 anos e a mudança de local de trabalho e das funções desempenhadas. Queixava-se de ansiedade e tristeza, sentia-se insegura e sozinha. Apresentava também problemas de frieiras nas mãos e pés, que se agravavam em alturas em que sentia mais ansiedade e preocupação.

Após as primeiras semanas de intervenção, começou a sentir-se mais fortalecida para lidar com as situações do dia-a-dia, sentia-se mais alegre e menos ansiosa no trabalho. Além disso, reparou que os sintomas de frieiras estavam a diminuir.

Durante o tratamento, a Maria estabeleceu um segundo objetivo para trabalhar a causa das frieiras. Dois meses depois, já não tinha bolhas e as manchas tinham diminuído. Ao fim de um ano, todos os sintomas desapareceram.

Sabia que o frio pode não ser o único responsável pelas frieiras? As emoções podem manifestar-se no seu corpo através de diferentes sintomas físicos.

Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita e conhecer as nossas modalidades. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

 

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O perfil do casal (In) fértil

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Após o diagnóstico de infertilidade o casal passa por um turbilhão de acontecimentos. Há uma vivência emocional intensa e desajustada e um conflito marcado pela desilusão e esperança. A culpa, inferioridade, vazio, tristeza e sentimento de injustiça apoderam-se do casal. Desenvolve-se uma busca incessante para “fazer um filho” em vez de “ter um filho”, marginalizando-se o afeto em prol de uma obrigação – tem que ser aqui e agora. Inicia-se uma maratona em que se controlam dias, horas, temperatura e posições que conduzem a índices de ansiedade e stresse elevados.

Mediante tentativas frustradas surge um conflito na ponderação e escolha de soluções alternativas, que nem sempre resultam nem são válidas para todos. Este enorme desgaste marginaliza e distancia o casal da concretização do projeto de formar uma família.

A (in) fertilidade domina a relação, instala-se o caos e a vida fica estagnada.

Identifica-se com esta descrição ou conhece alguém que está a passar por uma situação semelhante?

 

O bem-estar mental é um direito que deve estar ao alcance financeiro de todos. Saiba como em psic.com.pt/prosocial

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

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8 razões que nos levam a começar a fumar

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Ainda se lembra de como é que começou a fumar?

  1. Curiosidade, diversão e prazer – desperta interesse, facilita as interações sociais, está associado a bem-estar
  2. Irreverência – necessidade de chamar a atenção e de se comportar como um “adulto”
  3. Influência familiar – imitação de familiares fumadores e/ou presença de familiares com uma atitude reforçadora
  4. Pressão dos pares – medo de rejeição e/ou imitação para se sentir incluído num grupo
  5. Influência dos ídolos e media – passam uma imagem de poder e liberdade através do tabaco
  6. Crenças distorcidas – associação do tabaco a “benefícios”: relaxa, emagrece, melhora a concentração…
  7. Desvalorização dos riscos – apesar dos malefícios publicitados ainda há quem acredite que não será afetado
  8. Comportamento socialmente aceite – é uma droga lícita

É fácil ser seduzido pelo tabaco e muito difícil abandoná-lo. Mas é possível fazê-lo sem efeitos colaterais.

 

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Ansiedade em Portugal

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Ansiedade é a doença mental mais prevalente em Portugal

Mais um estudo que vem comprovar aquilo que temos vindo a debater.

Portugal é um dos países da Europa com maior percentagem de população com doenças do foro da ansiedade: afeta 16,5% das pessoas. É nos mais jovens, entre os 18 e os 34 anos, que há maior incidência.

Saiba mais em: AQUI

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Agorafobia

prisioneirosÁgora é uma palavra grega que significa “praça pública”. A psicologia adotou este termo para classificar o medo de lugares amplos, abertos ou fechados por se sentir desprotegido, vulnerável e desamparado – a agorafobia. Esta fobia é o medo de estar em lugares ou situações das quais a fuga possa ser difícil ou embaraçosa, ou nas quais não haja ajuda disponível no caso de se sentir mal, mesmo não havendo previsão de necessitar de fato de auxílio. O medo agorafóbico pode estar associado a um ataque de pânico o que conduz ao evitamento da situação e/ou local onde este ocorreu. Assim, dá-se o início do evitamento e limitações, sendo que a pessoa vai generalizando para outras situações, chegando muitas vezes a ficar “escrava” do seu medo. No entanto, a agorafobia também pode surgir sem experiências prévias de pânico.

Exemplos de situações temidas e evitadas por quem sofre de agorafobia são: locais fechados e lotados como os centros comerciais, o cinema, supermercados, restaurantes, auditórios, estádios, andar de carro, transportes públicos, avião, atravessar pontes, ou qualquer lugar longe da sua zona de conforto, a sua casa ou pessoas que transmitam segurança.

Como consequência deste medo, a pessoa evita as situações temidas ou consegue enfrentá-las mas com elevados níveis de ansiedade. Quando enfrenta as situações costuma adoptar uma série de comportamentos de segurança com o objetivo de diminuir a ansiedade sentida: estar acompanhada por alguém de confiança; tomar medicação; beber álcool; escolher estrategicamente lugares que permitam uma saída rápida; alterar o trajeto de modo a que passe por um hospital, bombeiros ou farmácia. A ansiedade é sentida com muita antecipação e só de pensar na possibilidade de ter de enfrentar uma das situações temidas no futuro, o que gera um grande sofrimento antecipatório. O medo alimenta uma incapacidade para sair de casa por longos períodos assim como uma extrema dependência de alguém. Além disso, contribui para uma sensação de impotência, de não ser capaz, de fracasso e fragilidade, estando sempre alerta para os possíveis perigos.

Estes comportamentos e o medo sentido provocam alterações na vida da pessoa, que começa a limitar cada vez mais as suas actividades e saídas, isolando-se, por acreditar que o único lugar seguro é a sua casa. O mundo fica progressivamente mais pequeno e pode chegar a tornar-se prisioneira da sua própria casa, quando já está prisioneira do seu medo.

Saiba que não está no meio do nada e que não está sozinho/a. Saiba que é possível encontrar recursos para lidar com o medo e libertar-se dele para poder deixar o seu mundo crescer novamente e usufruir das coisas boas que ele tem para lhe mostrar. Volte a viver a vida.

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Fobia Social

julgarJá sentiu medo de ser julgado como débil, ansioso e inadequado?

Muitos de nós já nos sentimos ansiosos antes de conhecer alguém ou de fazer uma apresentação pública.

É natural sentir-se retraído quando se é observado e esse desconforto pode até ser vantajoso. A ansiedade social é uma experiência humana comum e está intimamente relacionada com a estrutura social de grupo e a sua organização hierárquica.

No entanto, aqueles que sofrem com a fobia social começam a preocupar-se com semanas de antecipação e podem chegar a evitar a situação devido aos níveis elevados de ansiedade que sentem.

A fobia social é, então, um medo marcante e persistente de uma ou mais situações sociais, em que a pessoa está exposta a desconhecidos ou à avaliação dos outros e teme demonstrar ansiedade ou agir de modo humilhante ou embaraçoso. O medo central é da avaliação negativa por parte dos outros. Estes são encarados como pessoas hipercríticas e humilhadoras. Olham para si através do outro. Acreditam que são vistos como inadequados e assumem que se trata de uma verdade absoluta. Assim, pensam que não vão ser capazes de causar uma impressão positiva no outro. O seu pensamento é dominado por temas de fracasso e falta de competência social.

Os limites entre a ansiedade social e a ansiedade desempenho são difusos. As pessoas com ansiedade social sentem também ansiedade de desempenho, mas a maior preocupação incide em estar com o outo e na impressão que causa. Já na ansiedade desempenho o medo central é a avaliação negativa a que possam estar sujeitos quando desempenham determinada tarefa, mas a interação social não provoca ansiedade.

Algumas das situações sociais mais temidas são: conhecer pessoas novas; iniciar ou manter uma conversa; fazer apresentações; ir a uma festa; comportar-se de modo assertivo; expressar uma opinião pessoal; telefonar a desconhecidos; devolver um produto à loja onde comprou; comer/beber em público; utilizar WCs públicos; interagir com alguém do sexo oposto; falar com alguém que é percebido como mais autoritário; ir a uma entrevista de emprego.

Quando expostas ou antecipam estas situações, devido à grande ansiedade sentida, é natural que surjam manifestações corporais como tremores, rubor, sudorese, tensão muscular, urgência em urinar, palpitações, mal-estar abdominal, boca seca, tonturas, dificuldade em respirar, hipervigilância e vontade de sair do local onde se encontra. A espontaneidade na interacção é alterada devido ao aumento do foco, nas sensações corporais e não no contato social.  Algumas pessoas referem um “bloqueio ou vazio mental”, refletindo esta dificuldade em focar a atenção na interação social.

A fobia social geralmente tem início na adolescência, pois é o momento em que os medos sociais começam a ser mais marcados devido ao aumento das exigências sociais durante esta fase do desenvolvimento. Muitas vezes é a existência de experiências traumáticas precoces que está na origem da ansiedade sentida no contato social ou a aprendizagem de determinados comportamentos.

A interação social é uma coisa boa que ajuda a libertar as tensões do dia-a-dia, que nos faz sentir bem e acolhidos. O medo da avaliação do outro, que inibe o contato interpessoal, provoca muito sofrimento e priva de tantos benefícios que o convívio traz. Ao mesmo tempo que evita as situações sociais também se sente culpado por não estar a ser capaz de enfrentar o seu medo. É através da relação que podemos desconfirmar a crença de que todos nos julgam negativamente.  Pode parecer difícil porque existem outras experiências que nos levaram a acreditar nisso ou porque já passou muito tempo desde que isso se tornou uma verdade para nós. Mas é possível. Às vezes, é necessária uma relação terapêutica para nos ajudar a lidar com as mazelas que foram sendo criadas. O julgamento e a crítica por parte do outro podem, de fato, acontecer, mas pode aprender a lidar com eles.

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Quando a ansiedade impede o sucesso

ansiedade_sucessoAs situações de avaliação têm representado uma fonte de ansiedade na nossa sociedade, orientada para os resultados. Esta ansiedade pode surgir pelo aumento das exigências sociais, académicas e de desempenho a que estamos frequentemente expostos, sendo a avaliação do desempenho muitas vezes determinante para o acesso a determinadas oportunidades educacionais e profissionais.

Todos nós sabemos o que é sentir um certo nível de ansiedade quando temos de desempenhar uma tarefa importante ou vamos ser avaliados. Em algum momento das nossas vidas já a experimentamos, quer na escola como na vida profissional. Queremos desempenhar bem as tarefas e ter bons resultados e essa ansiedade pode funcionar como uma espécie de gatilho para darmos o melhor de nós. Mas, pode ter o efeito contrário quando cobramos de nós mesmos um comportamento exemplar, irrepreensível, um desempenho perfeito, sem falhas. Na verdade, as pessoas com ansiedade de desempenho ou performance têm expetativas elevadas acerca do desempenho, qualquer falha, por mais pequena que seja, é percecionada como fracasso. Assim, a ansiedade começa a prejudicar o funcionamento social e ocupacional, podendo comprometer significativamente o desempenho académico e profissional.

Determinadas experiências que tivemos, frequentemente na infância, contribuem para o desenvolvimento da ansiedade de performance. As críticas que sofremos ou o ser visto como pouco competente são cruciais para a aprendizagem e internalização de um padrão de exigência elevada no desempenho que leva à autocrítica, sempre que este não é atingido. O principal medo é o da avaliação negativa por parte dos outros, que camufla um medo de ser rejeitado se não cumprir com esses padrões elevados de desempenho.

O aumento da ansiedade é acompanhado por um aumento do autofoco e monotorização do corpo, bem como a repetição de afirmações negativas para si mesmas. Ao mesmo tempo, é invadido por memórias de experiências anteriores traumáticas, o que cria um ciclo vicioso que aumenta a ansiedade. O foco no nosso interior não permite dirigir a nossa atenção para o exterior, ou seja, para a tarefa o que, muitas vezes, constitui um obstáculo para o sucesso que poderíamos atingir e para o qual temos potencial.

Pode aprender a gerir a ansiedade e evitar os seus efeitos negativos no desempenho de qualquer tarefa ou atividade profissional, começando por seguir os seguintes passos:

  • Prepare-se bem. Se, por exemplo, tiver de fazer uma apresentação estude bem os conteúdos, procure conhecer o tipo de audiência que vai ter para ajustar a sua apresentação, pratique.
  • Utilize o anúncio paradoxal, que consiste em informar a audiência de que está ansioso, recorrendo ao humor, isto vai ajudar a libertar a tensão.
  • Aprenda a lidar com a crítica. Quando lhe é dirigida uma critica construtiva, aceite-a e tente perceber se lhe é útil implementar algumas mudanças sugeridas. Por outro lado quando recebe uma critica destrutiva, evite personalizá-la.
  • Aprenda a lidar com o elogio. As pessoas com padrões elevados de desempenho têm tendência para procurar sempre alguma falha no seu trabalho. Aceite que teve um bom desempenho e aprenda a agradecer os aspetos positivos.
  • Lembre-se de que a perfeição é uma caraterística divina.
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Stress e trabalho: Síndrome de Burnout

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Quando o trabalho é prazer, a vida é uma grande alegria. Quando o trabalho é dever, a vida é uma escravidão.

– Máximo Gorki

 

 

Acorda todos os dias com boa disposição para ir para o trabalho? Ou, pelo contrário, sente que é mais um sacrifício que tem de fazer e um dever a cumprir? Gosta do que faz? E do ambiente no local de trabalho?

 

O trabalho além de constituir uma fonte de rendimento, é importante para a autoestima e é um meio através do qual é estabelecida a maior parte dos contatos sociais.

Por outro lado, pode ser uma fonte de stresse, devido à precariedade de alguns empregos, à necessidade de ganhar dinheiro mas não gostar do que faz, ao excesso de horas de trabalho, aos conflitos interpessoais como má comunicação com colegas e chefias, devido a práticas da empresa que podem ir contra os seus princípios, entre outras. Estes fatores podem ter um impacto negativo no ambiente familiar e social, saúde física e mental do trabalhador, bem como no próprio funcionamento do local de trabalho e produção da empresa. Se a pessoa percebe uma falta de controlo sobre o grau de exigência das tarefas que tem de desempenhar, maior será o stress que sente.

A crise financeira, a intensificação dos ritmos de trabalho e a era da informação que caracteriza a nossa sociedade levando as pessoas a estarem ligadas 24h por dia, comprometem a saúde, o bem-estar e a produtividade. O stresse laboral afeta um quarto da população ativa e é responsável por mais de metade dos dias perdidos por faltas. O excesso de trabalho mata, ou pode ir matando lentamente.

Todos nós já sentimos alguns níveis de stresse em períodos mais difíceis no trabalho, mas que não se prolongaram no tempo nem nos levaram à exaustão. No entanto, existem pessoas que atravessam esta realidade diariamente, falamos de Burnout.

O Burnout é um estado de exaustão física, emocional e mental provocado pelo envolvimento, a longo prazo, em situações emocionalmente desgastantes relacionadas com o trabalho. Pessoas com expetativas, motivação e investimento pessoal elevados e idealização acerca da sua profissão e contexto de trabalho, estão mais predispostas a experienciar um estado de elevada tensão emocional e/ou física. Isto pode acontecer devido a não se sentirem apreciadas e valorizadas nas suas funções, desenvolvendo um sentimento de fracasso em relação aos objetivos que idealizaram.

Este estado de exaustão pode manifestar-se de diferentes formas:

  • Estado crónico de fadiga;
  • Esgotamento;
  • Cefaleias;
  • Alterações no sono e peso;
  • Dores musculares;
  • Distúrbios gastrointestinais;
  • Aumento do consumo de tabaco e café;
  • Consumo de bebidas alcoólicas ou tranquilizantes para combater o estado em que se sente;
  • Agravamento de doenças crónicas já existentes;
  • Isolamento;
  • Mudanças de humor bruscas;
  • Dificuldade de concentração;
  • Lapsos de memória;
  • Ansiedade e depressão;
  • Baixa autoestima;
  • Sentimentos de fracasso.

Devido a estas manifestações, a pessoa tem tendência a isolar-se mais no meio de trabalho, podendo criar-se um ambiente de hostilidade, de desconfiança e de desrespeito entre colegas e superiores, gerando um ciclo que agrava ainda mais o estado de exaustão.

Se se identifica com as manifestações da síndrome de Burnout, pode modificar o seu estilo de vida, começando por fazer uma boa gestão do seu tempo. Pode consegui-lo dividindo o seu tempo em três partes: o horário de trabalho e tarefas associadas, a sua vida pessoal, introduzindo momentos de descontração e lazer, prática de exercício físico, convívio com a família e amigos, e as horas de descanso. Assim, evita que o foco da sua vida seja apenas o trabalho e as dificuldades que enfrenta nessa área. Uma forma de olhar para o período difícil que atravessa é encarar a crise como uma fonte de crescimento pessoal. Avalie o que constitui o problema e quais os recursos que tem para lidar com ele. Procure ajuda para desenvolver aptidões pessoais que lhe permitam lidar com a situação e, se possível, modificar as condições de trabalho ou alterar o rumo da sua vida profissional. Gostar do que fazemos contribui muito para a nossa motivação no trabalho. É importante que a profissão que escolhemos tenha um significado pessoal e contribua para o sentimento de que estamos a cumprir a nossa missão de vida.

 

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Pânico

Ataque-de-pâncio

Pessoas que sofrem de qualquer perturbação de ansiedade acreditam que algo de errado se passa com elas.

Também acredita nisso?

Saiba que este é um pensamento errado. Perceber que a ansiedade e o medo são respostas naturais do nosso corpo perante uma ameaça é o primeiro passo para desconstruir esta crença.

Umas das estruturas principais no processamento dos sinais de perigo é a amígdala. Ao experienciarmos algum acontecimento desagradável, a memória desse acontecimento fica gravada nessa estrutura, e sempre que se deparar com uma situação semelhante vai ativar-se a resposta de medo. A função da amígdala é reagir perante possíveis sinais de perigo, o que provoca uma resposta rápida, exagerada e automática, sem interferência do pensamento consciente. Contudo, situações e objetos irrelevantes podem tornar-se ameaçadores devido a uma associação de significados, e passam a ser conotados pela mente inconsciente como ameaça à existência.

Este mecanismo remonta aos primórdios da Humanidade onde eramos a presa ou o predador. O perigo era real e o corpo reagia com luta – fuga. Havia uma descarga de adrenalina que dava condições ao corpo de responder com a força necessária à sua sobrevivência.

Nos tempos atuais não há nenhuma preparação para os perigos psicológicos que enfrentamos, ao mesmo tempo também não acontece a descarga física. A adrenalina fica no corpo e intoxica o organismo. Não necessitar de promover uma ação torna o organismo disfuncional e não distingue um perigo real de um imaginário. Então, mediante qualquer estímulo, por mais insignificante e irrelevante que possa parecer vai provocar um alerta permanente no sistema de defesa do organismo, e até uma brisa pode ser interpretado como uma tempestade.

Um ataque de pânico é caracterizado por um medo que surge repentinamente e sem nenhuma razão aparente, englobando quatro ou mais dos seguintes sintomas:

  • Dificuldades em respirar ou sensação de sufoco;
  • Vertigens ou sensação de instabilidade;
  • Palpitações ou batimentos muito acelerados do coração (taquicardia);
  • Estremecimento ou tremores;
  • Sensação de formigueiro (parestesia);
  • Calafrios ou afrontamentos;
  • Dores no peito;
  • Medo intenso de estar gravemente doente ou a morrer;
  • Medo de enlouquecer ou fazer algo descontrolado;
  • Transpiração abundante;
  • Náuseas ou mal-estar abdominal;
  • Sensação de irrealidade (despersonalização ou desrealização).

O ataque de pânico inicial que surgiu sem nenhuma razão aparente, mas normalmente desenvolve-se a partir de uma combinação de fatores. Podemos apontar cinco fatores: hipersensibilidade corporal: tendência para reações corporais exageradas e para responder mais intensamente aos estímulos ambientais, como por exemplo as mudanças de temperatura; vivência de acontecimentos indutores de stress: antes do ataque de pânico a pessoa não atenta nos sinais de stress e depois do primeiro a pessoa fica auto vigilante à espera dos sintomas; hiperventilação: respirar mais rápida e superficial, o que pode provocar sintomas característicos da ansiedade; condições médicas: problemas cardiovasculares, asma, ataques de epilepsia, diabetes, hipotiroidismo e problemas do ouvido interno podem provocar sintomas semelhantes aos da ansiedade. Por este motivo, é importante que comece por fazer um despiste. Alguns medicamentos podem provocar efeitos que se assemelham aos sintomas de ansiedade. São exemplos os estimulantes, complementos tiróideos, medicamentos com substâncias inativas, tranquilizantes e sedativos, esteróides, alguns medicamentos para a pressão sanguínea e alguns antidepressivos. Algumas pessoas podem ainda experimentar os sintomas quando ingerem cafeína, álcool ou outras drogas recreativas; experiências vivenciadas na infância que contribuem para a formação dos traços de personalidade associados à ansiedade. Podemos mencionar a toxicodependência ou alcoolismo no seio familiar; existência de abuso físico, sexual, emocional ou psicológico; modelo parental ansioso; figura parental crítica; regras familiares rígidas e sistema de crenças rígido; sobrevalorização das aparências e comportamento “correto”; pais sobre protetores; inversão de papéis pais/filho e ansiedade de separação e adaptação.

Agora que deu o primeiro passo e adquiriu algum conhecimento acerca do que pode estar na origem e contribuir para o desenvolvimento dos seus sintomas de ansiedade, o próximo passo pode ser procurar ajuda. É importante que elimine todas as possíveis causas médicas para os seus sintomas procurando um médico. Considerar a psicoterapia pode ser uma ajuda fundamental para que possa adquirir as ferramentas necessárias para aprender a lidar com a sua ansiedade.

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Desassossego

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A ansiedade para alguns é um dos segredos para ser guardado a sete chaves. Ninguém pode descobrir. A pessoa que o carrega fecha-se em si. Tenta de tudo: fala com os amigos sobre o assunto – sem tocar na ferida –, lê livros de auto ajuda, vai ao espírita e cartomante, apoia-se em bengalas – medicação e tabaco.

Questiona: Porquê comigo? O que é que eu fiz?

Começam a aparecer sentimentos de isolamento, culpa e autodestruição, em casos extremos, pensamentos de suicídio.

Outras pessoas poderão envolver-se em mais que uma atividade ao mesmo tempo, numa ilusória tentativa de diminuir o desconforto interno causado por esse “bichinho”. Mas em vez do natural sossego do término de uma atividade, a inquietação aumenta. Como uma bola de neve.

Em todos os casos existe algo em comum: o desassossego da alma.

O corpo sabiamente começa a gritar: taquicardia, sudorese, dificuldade em respirar, sensação de corpo aprisionado, diarreia, hemorragia, choro fácil.

Estes são alguns dos sinos que o corpo põe a tocar, muitas vezes já há uma catedral inteira e mesmo assim desconsideram-se os sintomas até não mais poder.

Então num derradeiro recurso, surgem as fobias, insónias, as compulsões, os ataques de pânico, desespero, fadiga, stress, doenças psicossomáticas e crónicas.

O sistema adoece.

Quando tudo à volta começa a ruir e se perde o controlo da própria vida é que se procura ajuda. A ajuda terapêutica é o último recurso mediante impedimentos e limitações.

Quando éramos crianças aprendemos a escrever. Não temos lembrança de como aprendemos a fazer as voltas da letra “o”. Usamos a mão dominante para o fazer, porém, se quisermos fazê-lo com a outra mão sentiremos dificuldade, porque ela não sabe como fazê-lo. Com a nossa mente passa-se um pouco isto. Não aprendemos a compreender e fazer a gestão das nossas emoções. Podemos ser bem-sucedidos profissionalmente, porque fomos sensibilizados para o sucesso, por vezes, pouco aprendemos a lidar com as nossas emoções de forma saudável.

Identificar que se tem uma questão emocional, aceitar e respeitar. Amparadas num desejo genuíno de mudança. Eis o ponto de partida de um programa terapêutico que pretende ensinar a lidar com as dificuldades naturais que a vida impõe sem acumular sofrimento e a viver o presente tal como é, tendo a segurança no que o futuro reserva.

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