Sente que faz muito pelos outros e se esquece de si próprio?

Ter a sensação de que dá muito de si em troco de nada pode ser um indício de que tem um grande sentido de autossacrifício, ou seja, foca-se tanto em atender as necessidades dos outros que se esquece das suas próprias necessidades.

Cair numa situação de autossacrifício crónico traz riscos, uma vez que implica a renúncia do bem-estar pessoal e da atenção imediata sobre si mesmo.

Como saber se está a dar mais do que recebe?

Existem alguns sinais importantes que ajudam a perceber se o seu é um caso de autossacrifício crónico. Entre eles, destacam-se:

  • Muito tempo para o outro, pouco tempo para si:Ao ajudar os outros, nota que tem muito pouco tempo, energia ou recursos para si mesmo.
  • Sentir-se culpado: Quando dá prioridade aos seus próprios desejos, necessidades ou opiniões, tende a desenvolver sentimentos de culpa.
  • Sentir um vazio emocional: Em algumas situações, sente um grande vazio emocional, devido à ausência de satisfação das suas próprias necessidades de amor, carinho e atenção.
  • Obrigação de prestar auxílio: Os seus sacrifícios transformaram-se numa obrigação que impõe a si mesmo, quando, inicialmente, eram algo que oferecia de forma voluntária.
  • Dizer “sim” a tudo: Muitas vezes surpreende-se dizendo que “sim”, quando na realidade a resposta mais apropriada seria negativa.

Note que algumas destas dinâmicas podem, em quantidade moderada, ser pouco problemáticas e consideradas comuns até um certo ponto. Contudo, se fizer do autossacrifício uma maneira de se relacionar e enfrentar a vida, em vez de algo pontual, pode correr o risco de perder parte da sua identidade e desenvolver sentimentos negativos em relação a si mesmo.

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Uma das formas de lidar com o autossacrifício é aprender a preocupar-se verdadeiramente com as suas próprias necessidades. Nesse sentido, a clínica PSIC pode ajudá-lo a potencializar os seus recursos pessoais internos, promovendo o seu amor próprio. Saiba como através da nossa consulta informativa gratuita.

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5 dicas rápidas para lidar com a autocrítica

No nosso último artigo Teste: ser autocrítico é um defeito? falámos sobre em que situações é que a autocrítica pode ser negativa.

Ser excessivamente crítico com os outros pode ser complicado, mas ser demasiado crítico consigo mesmo pode ser ainda pior. Um dos problemas de se autocriticar em demasia é cair em depressão. Quando dá mais valor ao que está errado do que o que faz corretamente, gera uma carga emocional e de cobrança muito grande e difícil de suportar. É por isso que lhe apresentamos 5 dicas que podem ajudar a lidar melhor com a sua autocrítica:

  1. Sempre que se criticar, faça também um elogio. Aprender a reconhecer as suas qualidades é essencial para promover uma vida saudável.
  2. Evite comparações. Cada pessoa tem as suas habilidades, bem como pontos que necessitam ser desenvolvidos.
  3. Desfoque-se do negativo. Focar nos pontos negativos apenas faz com que se tornem maiores. Avalie e reflita se vale a pena criticar-se por problemas pequenos.
  4. Seja tolerante com seus erros. É a errar que aprendemos e evoluímos. Todos têm falhas e elas fazem parte da jornada da vida
  5. Treine sempre a sua autoadmiração ao lembrar-se de situações que o deixem orgulhoso de si mesmo.

Estas dicas podem ajudar a amenizar a sensação de cobrança e autojulgamento desnecessárias, contudo, caso permaneçam e perturbem as suas emoções, é recomendado procurar a ajuda profissional que trabalhe a fundo as questões que o levam a pensar dessa forma.

Na Clínica PSIC podemos ajudar através da aprendizagem de estratégias que o levem a reencontrar o bem-estar e a tranquilidade. Atuamos na redução dos níveis de tensão interna e fornecemos ferramentas para a reeducação de um estilo de vida saudável. Saiba mais através da nossa consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser realizadas online ou presencialmente.

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Teste: ser autocrítico é um defeito?

É o tipo de pessoa que, quando faz algo menos bem, fica a remoer o acontecimento por horas a fio?

Este tipo de comportamento é característico de pessoas com sentido de autocrítica, algo importante para o crescimento pessoal e profissional e que permite conhecer os pontos onde pode melhorar.

Porém, quando feita de forma exagerada, a autocrítica pode ser negativa e provocar problemas como o hiper esforço e perfeccionismo excessivo.

Nem sempre é fácil reconhecer quando a autocrítica é exagerada e negativa, principalmente porque tende a ser vista como uma característica positiva. Para perceber se a sua autocrítica é negativa, faça o teste e responda a estas 4 questões:

  1. Sente que nada é bom o suficiente? Tende a sentir que o que faz nunca é suficiente, e encontra com mais facilidade os seus erros do que as coisas que faz bem?
  2. Sente culpa por cada situação negativa?Sente-se responsável quando algo de mal acontece e assume rapidamente a culpa, ignorando outros fatores externos que podem estar relacionados com o que aconteceu?
  3. Evita correr riscos?  receia arriscar e foge daquilo que é diferente pois sente que pode resultar em fracasso? Acredita que o melhor e mais seguro é evitar riscos e colocar “e se…” em todas as suas opções?
  4. Fica frequentemente na defensiva? Tende a sentir-se aborrecido quando as pessoas lhe fazem uma crítica justificada ou construtiva? Reage de forma exagerada aos comentários dos outros e toma-os como algo pessoal?

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A maioria das pessoas apresenta várias expressões de autocrítica que apesar de útil pode também prejudicar a sua vida. Quando negativa, a autocrítica pode estar enraizada em problemas emocionais, traumas e medos, transportando uma elevada carga emocional que o pode prejudicar.

Nesses casos, torna-se importante aprender a controlar o grau de exigência para que evite a cobrança excessiva. Se sente que a sua autocrítica o prejudica, a Clínica PSIC pode ajudar através da adoção de estratégias adaptativas e promovendo a capacidade de gestão de situações adversas e das emoções. Saiba mais através da nossa consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser realizadas online ou presencialmente.

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O amor próprio é …

O amor próprio é …

A história por trás do dia dos namorados está ligada ao Imperador Cláudio II que desenvolveu uma obsessão em criar um exército cada vez maior e mais forte. Assim, proibiu os matrimónios, para que os jovens soldados se concentrassem na vida militar e não construíssem laços familiares. Diz-se que o bispo Valentim, estava entre aqueles que discordavam desta ordem do imperador e continuou a celebrar casamentos em sigilo. Porém, não tardou muito para que fosse descoberto e condenado à morte.

A força e coragem que São Valentim demonstrou ao contrariar as ordens de um imperador, assemelha-se à força necessária para encontrar um amor verdadeiro que muitas vezes se encontra suprimido, o amor próprio. Para resgatar este amor precioso também será necessário lidar com imperadores, neste caso os imperadores da sua vida.

  • Porque é que o amor próprio é essencial numa relação?

Ter amor próprio é essencial para criar e manter laços afetivos saudáveis e embora cultivar o amor próprio possa ser um desafio, esse processo vai ajudá-lo a fazer boas escolhas e a conquistar a sua paz interior, sem procurar que o outro preencha o vazio que compete ao amor próprio.

Deste modo, se achar que tem pouco valor, torna-se difícil valorizar ou manter uma relação recíproca pois, inicialmente, o amor do outro pode dar a impressão de preencher a falta de amor próprio. Com o tempo, essa ilusão fruto da paixão dissipa-se.

A falta de estima por si pode, inclusive, levá-lo a pedir um amor incondicional e essa busca, fará com que teste o amor do outro constantemente, na incerteza de ser verdadeiramente amado. Esses testes ao amor, podem acabar por sabotar a plenitude da sua relação.

  • O que acontece na ausência de amor próprio?

A ausência de amor próprio pode conduzi-lo a sintomas depressivos. Pode inclusive levá-lo a idealizar em excesso o amor, fazendo com que eleve as suas expetativas acerca das suas relações. Essa carência de afeto pode fazer com que se sinta sempre insatisfeito, dentro da sua relação. A falta de amor próprio pode dificultar a criação e manutenção de vínculos verdadeiros com as pessoas, mas também pode gerar:

  1. Sentimento de inferioridade
  2. Instabilidade emocional
  3. Excesso de crítica e insatisfação
  4. Sentimento de culpa

Note que as relações espontâneas e verdadeiras dependem de si – estão ligadas à própria aceitação de si e à sua autoestima.

  • O amor próprio pode ser construído?

Como o amor próprio é a base da autoestima, ter amor próprio faz com que as suas ações estejam voltadas para a promoção do bem-estar, felicidade e satisfação de si mesmo. Quando essa base está em falta, as suas relações são afetadas pela falta de confiança, pelas dúvidas ou insegurança que geram relações frustradas.

Muitas vezes, pode querer gostar de si, mas ser difícil encontrar uma maneira de o fazer. Deixamos-lhe três dicas que o vão ajudar a perceber como se processa a construção do amor próprio.

Dica #1: Procure compreender que a falta de amor próprio tem raízes antigas e que, por trás desse sentimento, há uma história de desafetos que podem incluir abandono ou outros traumas.

Dica #2: Comece por procurar entender a sua história de vida, aprender com ela e aceitá-la. Por mais consciente que esteja, acerca das vantagens de gostar tanto de si como das outras pessoas, é difícil fazer isso sem realizar um trabalho pessoal.

Dica #3: O seu conceito de amor deve evoluir, de modo a entender que dar afeto não é o mesmo que sacrificar-se pelo outro. Quando aprender a amar-se de verdade, conquistará a admiração por si mesmo que o fará agir em prol do bem-estar. Acredite, essa evolução transparece.

As dicas acima apresentadas estão enquadradas na psicoterapia, um processo inicial ou indicado para continuidade após o Programa Detox Emocional. A psicoterapia ajuda a ampliar as suas competências pessoais e contribui para restaurar os recursos emocionais internos. Pode trazer melhorias diretas no seu ânimo e bem-estar, assim como na construção da autoestima. Começar por resgatar o amor próprio pode ser o caminho para encontrar o amor verdadeiro.

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Está na hora de colocar limites pessoais?

Sente que se compromete excessivamente com problemas de outras pessoas? Acha que a sua vida está a ser afetada como resultado da dor dos outros? Se a resposta é positiva, esse é um reflexo de que possui limites pessoais frágeis e que melhorá-los pode ser muito útil.

O que são limites pessoais?
Os limites pessoais são paredes mentais, emocionais e até físicas que são criadas para se proteger e evitar ser usado ou manipulado por outras pessoas. Assim, criar e manter limites pessoais é essencial para o bem-estar físico, emocional e psicológico.

O que acontece quando os limites pessoais são permeáveis?
Quando os limites pessoais são permeáveis corre o risco de confundir as suas necessidades com as dos outros, o que leva a um comprometimento excessivo com tudo e todos, que pode afetar a sua saúde emocional.

As pessoas com fracos limites pessoais estão sempre disponíveis, prontas para ajudar, para corresponder ao desejo do outro e agradar. Evitam dececionar ou aborrecer quem quer que seja e, como contrapartida acabam por se aborrecer e dececionar consigo próprios. O que realmente está em falta nessas pessoas é assertividade e sentido de proteção do seu espaço pessoal.

Quais são alguns sinais da falta de limites pessoais?

  • Ter dificuldades em exprimir-se quando é maltratado
  • Doar excessivamente o seu tempo
  • Concordar com as pessoas quando realmente discorda
  • Dificuldade com o sim e não
  • Fazer sacrifícios pelos outros e comprometer as próprias necessidades
  • Compartilhar demasiados detalhes da sua vida com outras pessoas
  • Sentir receio ou vergonha do que os outros possam pensar de si

Porque é importante estabelecer limites pessoais?
Evitar expressar a sua opinião e comunicar as suas necessidades de forma clara pode ser angustiante. Por isso, os limites são importantes para a manutenção da autoestima. Quando existem limites pessoais, torna-se mais fácil comunicar assertivamente e sentir-se bem consigo mesmo. Neste sentido, é importante traçar uma linha clara dos seus limites para recuperar o seu poder pessoal.

Ter limites pessoais:

  • É diferente de ser egoísta: é ter respeito e amor próprio, isto é, autoestima.
  • Pode aumentar a saúde das suas amizades: limites emocionais claros podem desagradar algumas pessoas, porém, são perdas necessárias, que podem ser substituídas por pessoas que o respeitem, ouçam e gostem de si.
  • Pode deixá-lo mais feliz: criar limites pode parecer desconfortável ao início, mas depois fará com que se sinta mais capaz de estabelecer boas relações, com base na reciprocidade.
  • É diferente de ser rígido: Os limites nem sempre são pretos e brancos ou feitos de ferro e aço. Estes são maleáveis e podem moldar-se de acordo com as suas necessidades do momento.

Ao colocar-se em primeiro lugar favorece a criação de relações mais saudáveis e auxilia a que economize energia para que possa ser útil aos outros de uma forma adequada e recíproca, sem alimentar relações de utilidade.

É sempre altura para adequar os seus limites e proteger o seu espaço pessoal. Para isso, pode ser necessário encontrar e desfazer crenças e sentimentos que o impedem de ter relações de reciprocidade. A PSIC pode ajudá-lo no seu desenvolvimento pessoal, começando pelo amor próprio. Para saber mais informações, contacte-nos para uma consulta informativa grátis.

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Como superar a baixa autoestima

A baixa autoestima é um problema mais comum do que possa imaginar e está ligado a opiniões negativas que tem de si próprio e em crenças sobre a falta de valor enquanto pessoa, sendo um aspeto que influencia o seu bem-estar psicológico.

Quando se tem uma baixa autoestima, existe a tendência de inibir a relação com o mundo e essa inibição pode fazer com que deixe de retirar prazer das experiências da vida. É possível identificar a baixa autoestima através de vários sinais que causam desconforto e que podem levar ao desenvolvimento de diversos problemas emocionais, além de estar presente sob a forma de sintoma, como na depressão.

Talvez já tenha aceitado a ideia de que muitos dos seus comportamentos fazem parte da sua personalidade quando, na verdade, podem ser sintomas de que a sua autoestima necessita de atenção. Nesse sentido, é importante entender melhor como se manifesta e quais os sinais da baixa autoestima:

  • Sentimentos de inferioridade: as experiências negativas da infância, tais como intimidação, bullying, relacionamentos familiares difíceis ou dificuldades na escola, podem ser particularmente prejudiciais para a autoestima e podem-se manifestar na idade adulta sob a forma de sentimento de inferioridade.
  • Necessidade de aprovação: quanto maior o desejo de ser reconhecido pelo outro, mais se procura agradar e isso faz com deixe de ser você mesmo, tornando-se no que os outros gostariam que fosse, isto é, uma cópia falsificada de si.
  • Sentimento de culpa: a baixa autoestima pode ser a causa de sentir culpas que não são suas e julgar-se incapaz de merecer a afetividade do outro.
    Comparar-se negativamente com outras pessoas: ao longo da vida, pode desenvolver pensamentos com padrões que reforçam a baixa autoestima, como comparar-se constantemente com os outros ou desenvolver padrões elevados para si mesmo, que pode ter dificuldade em atingir.
  • Relacionamentos superficiais: os relacionamentos passados podem ter alimentado a baixa autoestima, desenvolvendo a crença de que é incapaz de satisfazer as expectativas dos outros. Nesse sentido, pode levar a que se sinta com pouco valor e a ter dificuldade na entrega afetiva.
  • Voz interior muito crítica ou cobradora: a autocrítica está fortemente associada a um sentimento primordial de ser insuficiente. Frequentemente encontra-se relacionado com expectativas extremamente altas dos pais, professores rigidamente exigentes, treinadores punitivos e a própria religião ou cultura. Isto gera atitudes que visam evitar a vergonha aos olhos dos outros e de si mesmo, deixando de lado aquilo que o caracteriza.

Ao observar estes sintomas, é notório como uma baixa autoestima pode afetar de forma negativa a relação consigo próprio e as relações afetivas, sociais e até profissionais. A boa notícia é que totalmente possível desenvolver uma autoestima plena e saudável se começar por procurar e entender as feridas emocionais que estiveram na origem da sua baixa autoestima e trabalhar em prol do autoconhecimento.

Antes de começar, há um trabalho preparatório dedicado à formação do amor-próprio ou cuidado consigo mesmo que se desenvolve em três passos:

  • Tornar-se consciente das próprias emoções e necessidades: diminuir o volume da voz critica e aumentar o volume do coração.
  • Relacionar-se respeitosamente consigo mesmo: olhar para si de forma respeitosa e amar aquilo que realmente é, com todas as virtudes e defeitos.
  • Cuidar de si: investir no autoconhecimento e cuidar das suas emoções.

Estes são os princípios básicos para começar a lidar de forma positiva com a sua autoestima, contornando a crítica interna e tornando-se consciente das suas qualidades. Lembre-se que a autoestima é como uma flor que precisa de ser regada. Depois de começar a fornecer a água que precisa, esta cresce e espalha-se. Comece a alimentar esse cuidado próprio e perceba como tudo isso pode facilitar o seu dia-a-dia e as suas relações.

Se está disposto a mudar e encontrar o seu amor-próprio, a Clínica PSIC pode ajudá-lo. A PSIC trabalha para reconstituir a sua autoestima e dissipar as emoções negativas que podem estar a afetá-lo em várias áreas da sua vida, ajudando-o a reencontrar o seu equilíbrio emocional. Para mais informações, contacte-nos para uma consulta informativa grátis. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Porque deixam os homens crescer a barba em novembro?

O que é o Dia Internacional do Homem?

Este evento internacional foi iniciado por Jerome Teelucksingh, com o apoio da Organização das Nações Unidas e vários grupos de defesa dos direitos masculinos da Europa, América do Norte, África e Ásia. Está diretamente ligado ao “Movember”, um evento mundial que se realiza todos os anos em Novembro. Neste mês, os homens deixam crescer a barba com o intuito de alertar a sociedade para os problemas de saúde masculinos, incluindo os do foro mental.

 

Quais os objetivos do Dia Internacional do Homem?

Estes são alguns dos objetivos que se pretendem promover na comunidade masculina neste dia:

  • melhorar a saúde física e psicológica
  • melhorar as relações entre os géneros
  • destacar papéis positivos dos homens
  • promover a igualdade entre géneros

 

Qual o tema principal do Dia Internacional do Homem?

De todos os pontos acima referidos, aquele que assume um papel principal é a saúde pois, este movimento nasceu devido à tendência do homem em evitar procurar ajuda para doenças em geral, e em específico para as de foro mental.

Para melhor entendermos esta tendência, devemos recuar um pouco no tempo pois, os papéis de género estereotipados de séculos passados, ainda têm relevância hoje. Estes papéis definem gestos, comportamentos e atitudes que levam os homens a apresentar resistência em procurar ajuda e dificuldade em falar das suas próprias emoções e sentimentos, acreditando que isso demonstrará sinal de fraqueza. Esta perceção de fraqueza está ligada às crenças enraizadas do tipo “homens não choram”. Como resultado, os meninos e homens aprenderam a conter as suas emoções pois “ele não pode chorar, não pode pedir ajuda, nem pode demonstrar fragilidade”.

É cada vez mais importante incentivar os homens a falar sobre as suas emoções, a aprender a reconhecer os seus sentimentos e romper o silêncio, evitando a postura de recolhimento e abraçando outras atitudes face à saúde e aos papéis sociais, uma vez que as consequências desse recolhimento e, consequente marginalização masculina devido ao esforço em manter uma postura inabalável, são desastrosas.

 

Quais as consequências do recolhimento emocional masculino?

Alguns homens, inconscientes da importância de viverem e exprimirem de forma correta as suas emoções, acabam por desenvolver mecanismos de fuga como o consumo de álcool e outras drogas. Isto acontece porque desde sempre são encorajados a agir de maneira a exteriorizar o seu stress elevado e isso pode apresentar ligações com comportamentos antissociais, uso de substâncias e suicídio.

De acordo com o estudo de 2018 do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, os homens são mais propensos a morrer por suicídio do que as mulheres. Desta forma, também são os homens que apresentam maiores taxas de ideação suicida.

 

Quais as exigências que colaboram para o desequilíbrio emocional masculino?

As doenças podem-se manifestar em maior ou menor grau de acordo com a fase em que o homem se encontre e das exigências que tem de enfrentar. As exigências podem incluir:

  • Pressão no trabalho
  • Procura de estabilidade financeira
  • Responsabilidades familiares
  • Parentalidade
  • Relações amorosas

Estas demandas do quotidiano e a “masculinidade tradicional” têm tido um grande impacto na saúde masculina, por exemplo, perder o emprego pode ser mais severo e impactante para muitos homens devido à ideia de homem “provedor do lar”.

 

Qual a importância do Dia Internacional do Homem para a saúde mental masculina?

É com base em tudo isto que o Dia Internacional do Homem se tornou um evento importante para dar início à discussão sobre as fragilidades e fortalezas do homem.  Este dia alerta para a necessidade de incrementar os cuidados de saúde física e mental e ressalta que ser homem é mais do que seguir padrões estereotipados impostos pela sociedade. Ser homem é ser pessoa e poder expressar as suas emoções, reconhecer as suas responsabilidades, assumir os seus atos e, acima de tudo, ter respeito por si mesmo.

 Uma das maneiras para iniciar esta jornada de conquista do respeito pela saúde masculina é começar a trabalhar sobre as emoções do homem com vista a promover o desenvolvimento pessoal, para que possam utilizar da melhor maneira possível os seus recursos que durante tanto tempo estiveram retraídos.

A PSIC acredita que intervir para ativar os recursos naturais retidos é uma boa forma de ressignificar vivências e mudar a postura perante os aspetos que possam causar desconforto ou que interfiram nas suas relações. Lembre-se que construir a autonomia emocional implica investimento, principalmente quando, até então, o trabalho foi invertido.

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O poder do perdão – Guia Prático

Consegue perdoar facilmente? Se é uma daquelas pessoas que não consegue perdoar alguém ou até a si mesmo, sente-se aprisionado e carrega um grande peso dentro de si. Quando não consegue perdoar, surge o ressentimento, a raiva e pensamentos negativos que afetam a sua saúde física e emocional. É por isso que lhe deixamos um guia para perdoar e ser mais feliz:

1- Porque é difícil perdoar?

  • Porque é incompreensível a motivação da pessoa (ou de si próprio) para ter agido assim. Porque talvez ache que ao perdoar está a aprovar o que aconteceu. Ou porque fica à espera que a pessoa entenda que esteve mal na situação e que admita que errou.

2- O que significa perdoar?

  • Perdoar é preferir aceitar o que aconteceu, é focar-se no presente e libertar-se do passado. O perdão pode ser visto como uma decisão consciente de se libertar da raiva e do ressentimento em relação a si ou à pessoa e à situação que o magoou.

3 – Quais os benefícios do perdão?

  • O perdão é algo para si. Quando consegue perdoar, tanto a sua saúde mental como física beneficiam. Alguns estudos mostram que perdoar contribuiu para a redução da depressão, ansiedade, raiva e sentimentos de hostilidade. Melhora também a sua saúde física pela redução do stress e da tensão arterial.

4 – Como perdoar?

  • Identifique a situação que o incomoda e expresse o que sente. Exemplo: faça uma lista com todos os sentimentos relacionados à situação.
  • Crie condições para o perdão – antes de perdoar é importante lidar com os sentimentos que surgem como a raiva e a frustração (ex: escreva uma carta sobre o que sente, queime e deite fora).
  • Deixe o papel de vítima – assuma a sua responsabilidade no acontecimento para ter poder de mudança.
  • Aceite – acolha de boa vontade aquilo que aconteceu e liberte-se da carga emocional do passado.
  • Aprenda – perceba essa vivência como uma experiência de aprendizagem, que lhe deu recursos para lidar com situações semelhantes no futuro.

O ser humano tem um recurso poderoso: o perdão! Quando perdoa, sente-se livre, mais leve e reequilibra a sua saúde. No entanto, nem sempre é fácil perdoar-se e perdoar o outro. O perdão permite-lhe fluir na vida livre das cargas negativas oriundas das emoções pesadas, devido a uma atitude ou comportamento seu ou do outro que lhe causa sofrimento e amargura.

Se gostou dessas dicas, mas sente que a sua dor é muito profunda e transcende as suas forças para superá-la sozinho e precisa de ajuda, podemos ajudar. A Clínica PSIC disponibiliza uma Consulta Informativa Gratuita onde poderá tirar todas as suas dúvidas, receber apoio e conhecer as nossas modalidades de ajuda. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Como se libertar do sentimento de inferioridade

Alguma vez sentiu que os outros são mais inteligentes? Ou bonitos? Ou sofisticados? Costuma sentir-se inferior a alguém? Estas são algumas das características do complexo de inferioridade:

  • Hábito de comparação com outros
  • Preocupação excessiva com a opinião de terceiros
  • Procura pelo reconhecimento ou aprovação de outras pessoas
  • Procura excessiva pela perfeição
  • Sensibilidade à crítica
  • Isolamento
  • Vitimização

Reconhece em si algumas destas características? Muitas vezes, quando se sente inferior a alguém existe uma idealização da outra pessoa, ou seja, vê qualidades nessa pessoa que não percebe em si. O complexo de inferioridade pode abalar a sua autoconfiança e prejudicar a sua vida profissional e pessoal. Como superar então este sentimento de inferioridade? Aqui ficam 4 dicas que podem ajudar:

  1. Deixe de se comparar! Quando sentir que se está a comparar, faça uma breve pausa: pare, respire profundamente e apenas observe os seus pensamentos. Depois, encontre pensamentos alternativos mais positivos
  2. Identifique as suas qualidades – sempre que se criticar, altere o foco de pensamento e reconheça pelo menos uma qualidade
  3. Reconheça as suas vitórias – para cada vitória, celebre! Por mais pequena que esta seja, perceba que foi pelo seu esforço que conseguiu. Sinta-se grato.
  4. Trabalhe a sua autoestima – realize atividades que estimulem a sua confiança e que o façam sentir-se bem e confiante!

O complexo de inferioridade está enraizado na falta de amor próprio e resulta de frustrações, traumas e rejeições. É aprendido desde a tenra infância, podendo evoluir para depressão e ansiedade. Se quer mudar esta realidade o primeiro passo é reconhecer que tem um papel ativo na mudança e desejá-la. A hipnoterapia, combinada com a psicoterapia, ajuda a compreender a sua história de vida, a origem desse sentimento, as suas necessidades emocionais e propicia a limpeza da carga emocional, o autoconhecimento e a superação pessoal.  A Clínica PSIC pode ajudar. Na consulta informativa gratuita apresentamos a nossa metodologia terapêutica. Entre em contacto connosco. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Como saber se é vítima de violência psicológica?

Violência psicológica é toda a ação que causa ou visa causar dano à autoestima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa. A violência psicológica passa por ameaças, humilhações, chantagem, cobranças de comportamento, discriminação, exploração, crítica pelo desempenho sexual, rejeição, depreciação, desrespeito, punições ou castigos exagerados, isolamento de amigos e familiares, intimidação, domínio económico e até ameaça de morte.

Hoje, temos consciência de que a violência psicológica ou emocional é uma agressão tão ou mais prejudicial que a violência física e é considerada a mais silenciosa de todas as formas de violência. É por ser subtil, que muitas vezes é dificilmente identificada, e em alguns casos, nem a própria pessoa que é violentada tem a real noção de que está a ser alvo deste tipo de agressão.

Frequentemente o “plano” usado pelo agressor passa pela mobilização emocional e psicológica da pessoa vitimizada para satisfazer todas as suas necessidades de atenção, de carinho e de importância. Disfarçadamente o agressor tenta inferiorizar a pessoa, tornando-a dependente e aumentando os seus sentimentos de culpa.

Os efeitos da violência psicológica são vastos e podem permanecer durante muito tempo silenciosos, deixando “cicatrizes” emocionais para o resto da vida!

Se está perante um relacionamento abusivo, em que sente constantemente um sentimento de culpa, de incapacidade e inutilidade, ajude-se a si mesmo (a). Pare de permitir que os comportamentos destrutivos da sua relação lhe retirem qualidade de vida! Contacte-nos para que possamos ajudar a enfrentar a situação e a recomeçar uma nova etapa da sua vida. A consulta informativa é gratuita e pode ser o 1º passo para se libertar e começar a viver a sua vida! As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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