Dia Mundial da Ciência – Psicologia e Neurociência

dia_ciencia (1)A evolução da própria Ciência e dos métodos de estudo científicos têm contribuído largamente para a afirmação e crescimento da Psicologia no campo das ciências.

A Neurociência é uma área específica que estuda o funcionamento do órgão mais complexo do corpo humano, o cérebro. Permite compreender as funções e alterações cerebrais e a relação com o comportamento. É aqui que encontramos a complementaridade entre a Neurociência e a Psicologia. A primeira ajudou a entender melhor a causa de algumas doenças psíquicas e o que acontece no nosso cérebro quando temos um determinado sintoma. Ao mesmo tempo, possibilitou a compreensão acerca das alterações cerebrais que ocorrem quando passamos por um processo psicoterapêutico. Estas alterações passaram de um nível subjetivo – baseado no relato de cada um, para um nível mais objetivo.

Respondeu a questões e levantou outras. Mas é no questionamento constante que reside a base de todo o conhecimento e evolução humana.

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Ansiedade em Portugal

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Ansiedade é a doença mental mais prevalente em Portugal

Mais um estudo que vem comprovar aquilo que temos vindo a debater.

Portugal é um dos países da Europa com maior percentagem de população com doenças do foro da ansiedade: afeta 16,5% das pessoas. É nos mais jovens, entre os 18 e os 34 anos, que há maior incidência.

Saiba mais em: AQUI

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Doença de Alzheimer

04_alzheimerA doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência cognitiva. Provoca deterioração global, progressiva e irreversível de várias funções cognitivas, como a atenção, concentração, atenção, linguagem.

Os primeiros sintomas a aparecer são os lapsos de memória, sobretudo em relação a acontecimentos recentes, e a dificuldade em nomear objetos do quotidiano. Com o agravamento da doença, verificam-se também alterações no comportamento e personalidade da pessoa, bem como perda de autonomia para realizar tarefas do dia-a-dia e consequente aumento da necessidade de cuidados.

O diagnóstico desta doença tem um grande impacto não só para a pessoa como para a família. O sentimento de impotência e injustiça apodera-se dos familiares, podendo ser acompanhado de medo. Assistir à perda gradual de identidade de alguém querido gera grande sofrimento e ser cuidador é uma fonte de stresse, provocando muito cansaço, quer físico como emocional.

Devido a todos estes fatores, esta doença tem sido amplamente investigada. Estudos recentes implantam um novo sentido de esperança ao evidenciarem a possibilidade de manter os neurónios vivos durante mais tempo, e assim retardarem os efeitos negativos da doença.

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Obsessivo-compulsiva

Comentário ao artigo “UMinho encontra novos marcadores para a doença obsessivo-compulsiva”

A perturbação obsessivo-compulsiva é a 4ª perturbação do foro psicológico com maior prevalência.

Carateriza-se pela ocorrência de obsessões e compulsões, que consomem tempo e causam sofrimento. As obsessões são ideias, pensamentos ou imagens persistentes, experimentados como intrusivos, persistentes e inadequados, provocando elevados níveis de ansiedade. Os temas mais comuns são: contaminação, dúvidas, necessidade de organização segundo uma determinada ordem, impulsos agressivos, imagens sexuais ou religiosas. De modo a neutralizar ou suprimir estes pensamentos intrusivos, costumam desenvolver-se comportamentos repetitivos (por ex., lavar as mãos, ordenar, verificar) ou atos mentais (por ex., contar, rezar, repetir determinadas palavras mentalmente). Constituem uma tentativa de controlo da ansiedade e do sofrimento ou de prevenir a ocorrência de alguma situação ou evento temido.

O stress a que estamos sujeitos diariamente pode tornar-nos mais vulneráveis, sendo um fator decisivo para o desenvolvimento de qualquer doença, inclusive a perturbação obsessivo-compulsiva. Os avanços das neurociências, em particular estudos efectuados em Portugal, têm permitido descobrir novos caminhos que contribuem para a efectividade dos tratamentos psicológicos e para a melhoria da saúde mental. Leia mais em:

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=60009&op=all

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Problemas de memória

memoria_postNas últimas décadas a neurociência tem vindo a ter avanços grandiosos. Muitas das suas descobertas tem revolucionado a área da saúde mental e revelaram-se fundamentais para a melhoria da nossa qualidade de vida.

 “Descoberto o responsável pelo surgimento de problemas de memória”

 A memória é o processo cognitivo através do qual se dá a retenção, consolidação e recuperação de informação. Pela memória as nossas experiências são arquivadas e recuperadas, quando as evocamos. É a base da aprendizagem, pois permite a retenção dos novos conhecimentos obtidos, sendo o suporte do nosso conhecimento.

É um fenómeno complexo que implica a ativação de várias áreas cerebrais, onde existem muitas conexões neuronais. Entre as estruturas cerebrais envolvidas na memória podemos apontar o córtex frontal, que capta a informação e comunica com outras regiões do cérebro, nomeadamente o hipocampo e a amígdala. O hipocampo é responsável pela formação e evocação de memórias, tornando as lembranças mais ativas. A amígdala tem um papel fundamental no processamento de informação sensorial e no armazenamento de memórias emocionais/afetivas.

Investigações científicas no âmbito da compreensão acerca do funcionamento da memória são cruciais na descoberta de novos avanços que no futuro poderão tornar possível o tratamento de doenças como a de Alzheimer.

 

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