Como pode um psicólogo ajudar em momentos de crise?

A História ensina que, tal como aconteceu na I e II Guerra Mundial, depois de superada uma crise, as pessoas tendem a encontrar-se para brindar e abraçar, em forma de comemoração excêntrica. É expectável que, depois do confinamento, e com as presentes ordens de distanciamento físico e consequente proibição do abraço, a maior parte das pessoas esteja carente da proximidade do outro.

Como reagem as pessoas ao desconfinamento?

Existe uma diferença entre este momento e todos os outros exemplos que a História nos dá: a experiência digital. Após a obrigatoriedade da socialização à distância, é provável que surja um aumento de dificuldades no regresso à “normalidade”: acentuam-se certos padrões de funcionamento pré-existentes, fomentados pela tendência para o isolamento, onde se investe no contacto apenas através das redes sociais, saindo-se cada vez menos à rua.

Sem sombra de dúvida este é um período de mudanças, que ganha um novo sentido diante da revisão de valores provocada por esta crise sanitária sem precedentes. Podemos citar o impulso de valores como a solidariedade e a empatia, a redescoberta de novos significados e caminhos a seguir, a adaptação a uma nova forma de trabalhar e novos métodos de educação para os filhos.

Ao mesmo tempo, é comum observar algumas pessoas em negação da situação e que, por isso, se expõem a riscos. Já outros podem sentir medo da proximidade, experienciar sentimentos de ansiedade, como se o sistema de alerta estivesse sempre ligado. Há quem experiencie algum desamparo, solidão, carência e até mesmo depressão. Também encontramos quem sinta frustração e até apresente reações de raiva, que se espelham no aumento da violência doméstica e das separações, sem contar com a desesperança mediante a ameaça à sua sobrevivência.

Num cenário de constante mudança, pode um Psicólogo ajudar?

Sim! O psicólogo, além de ajudar a lidar com perturbações da saúde mental, ajuda a desenvolver a capacidade para ultrapassar momentos de crise como este.

Um profissional da área pode ajudá-lo a:

  • Potencializar a clareza mental e a flexibilidade necessárias para lidar com a mudança;
  • Desbloquear e limpar as emoções e comportamentos que o paralisam ou o bloqueiam;
  • Auxiliar na integração do pensar e do sentir, reorganizando os processos cognitivos e emocionais num jogo de conexão mente-corpo;
  • Ensinar a cuidar de si próprio;
  • Fornecer as ferramentas necessárias para que aprenda a fortalecer-se e a manter-se bem.

Quem pode recorrer a ajuda psicológica?

Um Psicólogo pode ajudar qualquer pessoa, em qualquer momento da vida. Seja um executivo, um estudante, um desempregado, uma criança, um adulto, uma pessoa saudável ou uma pessoa que sofra de alguma doença. Todos, por diferentes razões e em diferentes contextos, podem beneficiar da ajuda psicológica.

Que terapias podem ajudar?

A Clínica PSIC aposta no bem-estar psicológico da pessoa e, para isso, faz uso de vários tipos de intervenção. A partir do psicodiagnóstico formal e psicossensorial, fazemos uso de métodos e técnicas como a psicoterapia, hipnoterapia, aconselhamento e desenvolvimento pessoal, que permitem, em conjunto com a pessoa, aceder a questões internas, superá-las e integrá-las, de forma a restabelecer o equilíbrio emocional. Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita e conhecer as nossas modalidades. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Menstruação ou depressão?

Sabia que uma depressão se pode esconder atrás dos distúrbios pré-menstruais? É comum ouvirmos comentários (normalmente sexistas) sobre a forma como a menstruação pode afetar a saúde mental, mas esta é uma área que merece maior destaque. A Clínica PSIC responde a 4 questões frequentes sobre os distúrbios pré-menstruais.

O que são distúrbios pré-menstruais?

Os distúrbios pré-menstruais apresentam sintomas que ocorrem uma a duas semanas antes da menstruação e que melhoram após o início da mesma. Os distúrbios mais frequentes são a Tensão Pré-Menstrual (TPM) e a Perturbação Disfórica Pré-Menstrual (PDPM).

Quais as causas dos distúrbios pré-menstruais?

Os distúrbios pré-menstruais resultam maioritariamente da oscilação hormonal durante o ciclo menstrual. Estas variações podem afetar os níveis de neurotransmissores que regulam o humor, como a serotonina. As pessoas que sofrem de TPM ou PDPM são mais sensíveis aos efeitos dessas hormonas, muitas vezes devido a uma predisposição genética ou pelo estilo de vida que pode potencializar as alterações oriundas das flutuações hormonais.

Quais os sintomas destes distúrbios?  

A TPM e a PDPM abrangem mais de 150 sintomas! Isto quer dizer que, de uma maneira geral, variam de pessoa para pessoa. No entanto, os mais comuns são:

  • Sintomas emocionais – ansiedade, depressão, irritabilidade, dificuldade de concentração, distúrbios do sono.
  • Sintomas físicos – inchaço abdominal, dor de cabeça, dor nos músculos ou articulações, seios doloridos, fadiga, ganho de peso, aumento do apetite.

A retenção de líquido, sentida neste período, também pode afetar o cérebro, gerando edema e causando dores de cabeça.

A TPM e a PDPM compartilham muitos dos mesmos sintomas. Porém, o PDPM acarreta mudanças de humor mais severas e debilitantes, que podem afetar a qualidade de vida.

 

Os sintomas da PDPM que mais se destacam* são:

  • Alterações de humor extremas ou crises de choro repentinas
  • Raiva ou irritabilidade excessiva ou aumento dos conflitos interpessoais
  • Humor deprimido, desesperança ou auto-reprovação
  • Tensão, ansiedade e/ou sensação de excitação ou de estar enervada

Qual o tratamento para os distúrbios pré-menstruais?

É importante referir que os distúrbios pré-menstruais são um assunto sério e merecem a devida atenção, devendo evitar-se a tendência para generalizar (e desvalorizar) sintomas e para a automedicação.

O PDPM é um tipo de depressão cíclica e, como tal, deve procurar soluções de longo termo e evitar soluções temporárias – que somente mascaram o problema, condicionam o organismo a deprimir e podem tornar o caso crónico.

Nos quadros leves e moderados de PDPM, a atenção psicológica é importante no tratamento preventivo e curativo dos estados depressivos, oriundos das alterações hormonais, equilibrando os estados emocionais e a melhorando a sua qualidade de vida. A Clínica PSIC estabelece um programa singular com estratégias terapêuticas eficazes na regulação das emoções, fornecendo recursos para uma atitude consciente, domínio das emoções e equilíbrio na vida. Aproveite para marcar uma Consulta Informativa GratuitaMens, onde poderá tirar as suas dúvidas e conhecer as nossas modalidades. As consultas podem ser presenciais ou à distância.

 

 

*Fonte: Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais – DSM V.

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Três passos para vencer a depressão masculina

A depressão masculina é silenciosa e na maioria das vezes, quem está por perto, tem dificuldade em aperceber-se do que está a acontecer. É comum o homem evitar queixar-se e procurar dar a entender que tem tudo sob controlo quando, no fundo, a angústia e a tristeza tomam conta dos seus pensamentos.

Muitos homens optam pelo silêncio, com receio de que o relato possa afetar a sua vida, preferindo varrer a realidade para debaixo do tapete. O resultado leva ao isolamento dos amigos e família e até ao suicídio.

Talvez se identifique com esta situação ou conheça alguém que se encaixe nela, e como na depressão é tão essencial ser corretamente ajudado, quanto saber ajudar, identificamos três passos iniciais que o podem o auxiliar a vencer a depressão masculina:

  1. Entenda os sintomas: As dores de cabeça, os problemas digestivos, cansaço, irritabilidade ou dor podem ser indicadores de depressão. Seja realista e dê atenção a estes sinais e sintomas, procurando aprender a expressar o seu estado emocional com aqueles que estão à sua volta, sem receios ou vergonha.
  2. Procure ajuda psicológica: É extremamente difícil sair de uma depressão sozinho, pelo que deve evitar o isolamento ou comportamentos de risco e procurar ajuda especializada que proporcione um diagnóstico precoce. Suprimir ou mascarar a depressão apenas vai piorar a expressão das emoções negativas.
  3. Liberte-se do estigma: Procurar um profissional de saúde mental e falar dos seus sentimentos e emoções é sinal de força. Entenda que problemas emocionais são comuns e quem procura o psicólogo, procura resolvê-los. Liberte-se do receio de julgamentos alheios, pois o estigma da saúde mental pode impedi-lo de obter ajuda e tratamento.

É importante reforçar que, quando existe manifestação de sintomas depressivos, para além de reconhecer, é necessário atuar. Sabendo de antemão que os homens apresentam alguma resistência em aceitar a presença da depressão, por vezes, o melhor é ajudá-los a entender que têm um problema e que é importante procurar ajuda.

Aproveite para fazer este teste:
Teste: sente-se com depressão?

Caso se tenha identificado com este assunto, saiba que a clínica PSIC, disponibiliza um programa específico e indicado para casos de depressão: o Programa Detox Emocional. Este é um programa intensivo com duração de três semanas que ajuda a interromper o processo depressivo, auxiliando na limpeza da carga emocional, a mudar comportamentos indesejados e potencializar os recursos internos. Para mais informações, contacte-nos para uma consulta informativa grátis. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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A diferença entre a depressão masculina e feminina

Em muitos aspetos, os sinais e sintomas de depressão são comuns entre homens e mulheres. Porém, é importante ter em mente que quando um homem se encontra deprimido, os sintomas podem assumir outros contornos ou serem mascarados por determinados comportamentos.

Quais os sintomas de depressão que são comuns entre mulheres e homens?

Os sintomas mais comuns da depressão são:
• Tristeza
• Desesperança
• Fadiga e cansaço
• Dificuldade em adormecer ou dormir demais
• Dificuldade em desfrutar de atividades que normalmente são apreciadas

Por norma, estes sintomas são intensos e consomem grande parte do dia-a-dia, interferindo na capacidade de trabalhar, estudar, comer, dormir ou obter prazer.

Os sintomas da depressão nos homens e mulheres são semelhantes, mas a depressão masculina é menos diagnosticada, pois existem outros sintomas que podem diferir das queixas principais.

Qual a diferença entre a depressão masculina e feminina?

Homens depressivos tendem a assumir comportamentos de escape, como passar muito tempo no trabalho ou desenvolver comportamentos de risco. Alguns dos indícios que podem estar a mascarar a depressão masculina são:
• Consumo de álcool ou drogas
• Comportamento excessivamente controlador, violento ou abusivo
• Irritabilidade ou raiva desajustada

Para além dos comportamentos, podem surgir sintomas físicos como:
• Dor
• Dores de cabeça
• Problemas digestivos

Relembramos que os sintomas de depressão nos homens, descritos neste texto, podem fazer parte dos fluxos normais da vida e nem sempre sinalizam depressão. Todavia, é essencial prestar atenção ao corpo e aos sinais que este transmite, principalmente se costuma recorrer a estratégias de evitamento.

Os homens utilizam estratégias de evitamento uma vez que, desde sempre, os meninos são encorajados a exteriorizar a sua raiva quando algo não está bem e evitar falar dos seus sentimentos. Esta forma de pensar influencia a leitura que fazem do contexto ou a forma como se posicionam acerca da sua saúde mental.

É importante perceber que esses comportamentos de evitamento podem ser úteis a curto prazo, mas perdem funcionalidade com o passar do tempo, tornando-se necessário recorrer a profissionais que podem ajudar.

Na clínica PSIC, disponibilizamos um programa específico para casos de depressão: o Programa Intensivo Detox Emocional. Este programa reúne estratégias psicoterapêuticas, hipnoterapêuticas, psicossensoriais e de Biofeedback. Saiba como funciona através da marcação de uma Consulta Informativa Gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

Leia também o testemunho do João (nome fictício):
“Procurei ajuda para resolver um problema que prejudicava a minha vida, não retirava prazer das coisas que anteriormente me faziam feliz. A terapia ajudou-me a recentrar aquilo que eram os meus objetivos e sobretudo a valorizar as coisas que fazia e aprendi a lidar com os problemas passados que nos momentos críticos sempre apareciam no meu pensamento. Neste momento sinto mais disposição, mais energia e com sorriso. Objetivo atingido e com ferramentas para futuros momentos menos bons.”
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A importância de encontrar os sem/cem sentidos da vida

“Era um jovem que estudara toda a espécie de livros e indagara sobre as mais diversas filosofias. Não encontrava o sentido da existência. Embora o seu mentor lhe tivesse dito que a razão não era suficiente e que a filosofia, sem meditação e sem uma mudança nas atitudes, eram letra morta, o jovem perdia-se em abstrações metafísicas e recusava-se a fazer práticas espirituais. Continuava a acreditar que podia resolver tudo mediante a análise filosófica e a investigação intelectual. Certo dia, atormentado, foi visitar o seu mentor e perguntou-lhe: 
– A vida faz algum sentido? 
O mestre respondeu:  
– As acácias ficam vermelhas, as nuvens tingem-se de verde e os rios são de leite. 
– Mas eu perguntei-lhe se a vida faz algum sentido? 
– A chuva cai para cima, os olhos falam, os lábios olham, o sal sabe a doce e a rosa cheira a bosta de vaca. 
Irritado, o jovem gritou: 
-Tudo o que dizes é um sem-sentido! 
O mestre respondeu: 
– Enquanto não perceberes os sem-sentidos, não poderás compreender o sentido.”

*Baseado em: “Os Melhores Contos Espirituais do Oriente” – Ramiro Calle

À primeira vista, o estudante empenhado tinha tudo para seguir uma vida repleta de conquistas, mas um turbilhão de sentimentos envoltos em frustração e desmotivação pela falta de perspetivas, levaram a que este se desesperasse por respostas para o verdadeiro sentido da sua existência. Na tentativa que o mestre ajudasse, o jovem estudante procurou nele uma resposta para a sua angústia existencial, sem sucesso.

Todos necessitam de encontrar um sentido para a vida e podem encontrá-lo em vários campos. Por exemplo, podem viver para promover a sua vida amorosa e dedicar-se a um grande amor. Podem focar-se na parentalidade e viver para os filhos. Ou ainda, podem concentrar-se na vida profissional e ansiar por um futuro cheio de conquistas. Não basta ter um mero interesse primitivo em preservar a vida. É fundamental que reconheça a sua missão e procure um propósito.

Mas as dúvidas sobre a vida e do quanto ela vale a pena ser vivida podem escalar e assumir contornos maiores, exteriorizando-se num estado de apatia e tédio, através dos quais a pessoa vai “morrendo” interiormente.

Na busca pelo sentido da vida, lembre-se de que, embora o sucesso e a felicidade sejam importantes, ambos devem ser consequências naturais. Tenha em mente que a angústia do jovem estudante por respostas concretas, levou a que este deixasse de prestar atenção aos pequenos e significativos “sem/cem sentidos”. Definir um propósito maior é necessário e permite o desabrochar dos “cem sentidos” da vida.

Para alcançar e investir num sentido para viver, é importante que a busca seja desafiante e ao mesmo tempo tranquila e prazerosa. Na clínica PSIC, podemos ajudá-lo a promover o seu desenvolvimento pessoal com base em abordagens integrativas e sistémicas, para que a sua jornada seja mais equilibrada. Para saber mais informações, usufrua da nossa consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância.

Leia também:
Como lidar com uma crise existencial?
https://www.psic.com.pt/como-lidar-com-uma-crise-existencial/

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Sinto-me em baixo… – e a culpa é do tempo (?)

Com a chegada do frio, é provável que se sinta mais apático, sem energia e já deve ter ouvido a expressão que “a culpa é do tempo”. Será que há algum fundamento nesta expressão? Embora muitas alterações corporais sejam um mecanismo de defesa do organismo, é relevante fazer uma revisão de algumas das mudanças que os efeitos do clima podem causar, nomeadamente as que resultam de mudanças sazonais e como combatê-las.

Como é que as mudanças climáticas afetam o seu corpo?
É verdade que o clima mais quente pode ter efeitos positivos sobre o nosso corpo e comportamento. Sabe-se que mais horas de sol por dia contribuem para:

  • estimular a produção das hormonas do bem-estar
  • diminuir a pressão arterial
  • gerar descontracção
  • promover a gestação

O calor também pode trazer efeitos negativos, como a desidratação e insolação que podem ter influência sobre o seu comportamento e, se forem graves, têm o potencial de causar lesões cerebrais.

Nas temperaturas frias, deve ter em conta que o seu corpo gasta mais energia para se manter aquecido, o que acaba por reduzir a capacidade de defesa do organismo, tornando-se mais fácil adoecer. Com isto, o corpo vai apresentando cansaço, lentidão para responder a estímulos, desaceleração dos batimentos cardíacos e dificuldades de respiração.

Como é que a mudança sazonal afeta o seu humor?
Pode já ter vivenciado alguns sentimentos depressivos ou melancólicos aquando da chegada do outono. Sabia que, com as consequências atmosféricas de uma mudança sazonal, pode desenvolver um tipo específico de depressão do frio, chamada Transtorno Afetivo Sazonal (TAS)? Quando as quantidades de calor e de luz solar são reduzidas, pode haver alterações nas substâncias responsáveis por regular o humor e o sono e no funcionamento do ciclo biológico do corpo.
O TAS pode provocar:

  • maior sensibilidade à luz
  • aumento do apetite (especialmente por hidratos de carbono)
  • sonolência
  • perda do apetite sexual

Como pode prevenir os efeitos da mudança sazonal?

  • Deve encarar a mudança sazonal como um desafio ao seu organismo e por isso, é necessário proteger-se. A luz natural é a melhor solução para reduzir os efeitos da mudança. Sair durante o dia e caminhar é uma maneira de aproveitar a luz para melhorar o humor, mesmo durante o inverno.
  • Deve também investir numa dieta balanceada e rica em ácidos gordos, como o ómega-3, e em vitamina D, para impulsionar a síntese de serotonina, melhorando o funcionamento do cérebro.
  • Trabalhar para se manter ativo durante o dia também pode ajudar a melhorar o seu humor e promover a sensação de bem-estar. Pratique atividade física e dedique 30 minutos do seu dia a algum exercício.

Caso os sintomas persistam, deve optar por uma solução a longo prazo, recorrendo a ajuda especializada. NÃO tem de esperar que o inverno passe para começar a sentir-se melhor e libertar-se dos sintomas físicos e emocionais!

Na clínica PSIC, disponibilizamos um programa específico e indicado para casos de Depressão: o Programa Intensivo Detox Emocional. Este programa reúne estratégias psicoterapêuticas, hipnoterapêuticas, psicossensoriais e de Biofeedback. Saiba como funciona o programa através da marcação de uma Consulta Informativa Gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Como lidar com uma crise existencial?

Há momentos na vida em que pode sentir sobrecarregado e em que se pode colocar perguntas como: Por que estou aqui? Estou a fazer as coisas de maneira correta? O que é que eu quero?

Se tem ou já teve frequentemente estas questões, saiba que não é o único e que é comum ter vários momentos de reflexão ao longo da vida. A crise existencial pode trazer-lhe angústia e desencadear ansiedade e depressão. É por isso importante saber reconhecer, desmistificar e trabalhar a crise existencial.

O que pode desencadear uma crise existencial?
Este período de instabilidade emocional ocorre quando o motivo que o impulsionava deixa de fazer sentido e pode partir de algum acontecimento psicologicamente traumático. Cada pessoa sente e age de forma particular diante das situações e por isso, os sintomas, principalmente os de foro emocional, podem variar de acordo com as experiências de cada um e dos diferentes momentos da vida em que se encontram.

Quais os sinais mais comuns de uma crise existencial?
Existem alguns sinais recorrentes que apontam para o surgimento da crise existencial, tais como:

  • necessidade de isolamento
  • desânimo e pessimismo constante
  • incertezas sobre o futuro
  • sentimento de incapacidade
  • dúvidas sobre a própria personalidade
  • cansaço mental

Como lidar com a crise existencial?
Pode ser difícil reconhecer e sair de uma crise existencial sozinho e a fórmula exata para sair dela, ainda está por descobrir pois cada crise tem razões e intensidades diferentes. Contudo, existem algumas dicas que podem ajudar:
1 – Questione-se – questionar o propósito da vida é algo natural no ser humano. Enfrentar o medo da resposta e da emoção que virá é um passo importante para construir a sua motivação.
2 – Responsabilize-se pela sua crise – aceite o período em que se encontra. Existe uma pessoa capaz de o fazer sair da crise existencial: você mesmo.
3 – Veja a crise como uma oportunidade de mudança – a crise pode fazê-lo abrir os olhos – a sua mente trabalhou para o alertar que precisa de uma mudança.

A crise existencial é um processo natural que muitos enfrentam e pode trazer benefícios, já que proporciona mudanças necessárias. Por isso, não a ignore. O primeiro passo está em reconhecer o significado da crise e assumir um papel proactivo nas próximas decisões. Lembre-se, nem sempre tudo é linear e perante a intensidade das dificuldades mencionadas, quebrar o sentimento de incapacidade e desânimo constante, pode ser um trabalho difícil para fazer sozinho. Algumas pessoas podem sentir dificuldades em lidar com as emoções e pensamentos típicos desta fase e todas as questões que a envolvem.

Se deseja ultrapassar a crise existencial e investir na sua mudança, saiba que a PSIC disponibiliza programas terapêuticos específicos para ajudá-lo no reequilibro emocional e desenvolvimento pessoal, reunindo estratégias psicoterapêuticas, hipnoterapêuticas, psicossensoriais e de Biofeedback. Disponibilizamos uma Consulta Informativa Gratuita onde poderá tirar todas as suas dúvidas e conhecer as nossas modalidades de ajuda. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Como estar de bom humor

Como estar de bom humor

Há dias em que tudo corre bem e a boa disposição é a palavra do dia. Estes são indícios de que a molécula da felicidade está a atuar no seu corpo da melhor maneira possível. Esta molécula é a serotonina que atua no cérebro e é responsável por estabelecer a comunicação entre as células nervosas. A serotonina pode ser encontrada por todo corpo, nomeadamente, no cérebro, no sistema digestivo e nas plaquetas. Quando existe uma baixa concentração de serotonina, diversas funções psicológicas e corporais podem ser afetadas, o bom humor pode desaparecer e favorecer o desenvolvimento de um quadro depressivo, causando sintomas como:

  • Mau humor;
  • Dificuldade em adormecer;
  • Dificuldade em memorizar informações;
  • Sensação constante de cansaço;
  • Problemas de concentração;
  • Irritação excessiva.

Já sentiu algum destes sintomas? Então as próximas dicas são para si.

Sabia que uma das formas de estar de bom humor é aumentando a produção de serotonina? E sabia que isso se pode fazer de uma forma natural? Continue a ler e descubra como com estes 4 elementos chave:

  1. Alimentos – já se apercebeu que quando está com o humor alterado tende a consumir mais doces? Isso acontece porque os seus níveis de serotonina estão baixos e torna-se necessário ingerir hidratos de carbono. Para prevenir, é importante ingerir alimentos que são fontes de triptofano. A captação de triptofano é o primeiro passo para a síntese de serotonina e como o nosso corpo é incapaz de produzir o triptofano é necessário ingeri-lo por meio da alimentação, investindo numa dieta rica em proteínas – grão de bico, ovo, peixes, banana, frutos secos, entre outros.
  2. Exercício – durante a atividade física, o corpo produz naturalmente mais serotonina e endorfina, que ajudam a reduzir o stress e a ansiedade. Praticar algum desporto que goste pode ser uma das formas mais saudáveis para aumentar a produção de serotonina, além de proteger o seu sistema cardiovascular, entre tantos outros benefícios.
  3. Sol – existem pessoas que sofrem de um tipo de depressão sazonal, que ocorre nos meses mais frios. Isto acontece porque o sol é umas principais fontes de vitamina D, importante na ativação e transformação do triptofano que é essencial para a síntese de serotonina. Desta forma, ao apanhar sol, pelos menos 20 minutos por dia, estará a aumentar os seus níveis de serotonina.
  4. Momentos de lazer – os compromissos e a vida profissional ocupam a maior parte do seu tempo, mas é essencial dedicar tempo às atividades que lhe dão mais prazer. Tente organizar o seu tempo em função da família e amigos, e aproveite para ler, passear, viajar e tudo aquilo que possa contribuir para aumentar a sua qualidade de vida e boa disposição.

É importante referir que a felicidade é mais do que a simples dosagem de uma molécula no nosso corpo, e que por vezes pode sentir que, apesar do seu esforço para manter uma vida saudável, a falta de energia e os momentos de tristeza controlam toda a sua dinâmica diária e promovem desconforto emocional e físico. Se isso acontece consigo, saiba que a Clínica PSIC possui modelos de intervenção próprios para a depressão, com base numa abordagem sistémica e integrada que o podem ajudar a alcançar o seu bem-estar. Se pretender obter mais informações acerca das intervenções da PSIC, pode marcar a sua consulta informativa gratuita aqui. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Os sintomas físicos da Depressão

Sabe-se que em todo o mundo, milhões de pessoas vivem com depressão e este é um cenário que se tem agravado nos últimos tempos. As incertezas sobre este tema e o estigma social impedem as pessoas que sofrem de depressão de falar sobre como se sentem, passando por vezes anos sem procurar ajuda e sentindo-se cada vez pior.

Já abordamos aqui alguns temas relacionados com esta temática e que pode reler:
Teste: sente-se com depressão?
A história do viajante cansado e a depressão
Estas são as 6 causas mais comuns para a depressão
Depressão ou apenas tristeza?

Embora se fale muitos dos sintomas da depressão, é importante saber que para além dos sintomas emocionais, existem também sintomas físicos, como por exemplo:

  • Tensão muscular
  • Dor de costas
  • Dor de cabeça
  • Dor generalizada no corpo
  • Fadiga extrema
  • Agitação ou lentidão psicomotora
  • Mudança no apetite
  • Insónias e hipersónias

Quando se encontra depressivo, existe uma diminuição da produção dos neurotransmissores responsáveis pela modulação da dor (serotonina e noradrenalina), que leva a um desequilíbrio emocional e a uma maior sensibilidade à dor. Para além disso, o seu sistema imunitário também é afetado, pois há um impedimento da libertação de neurohormonas fundamentais para a regulação da dor e do seu bem-estar. O facto de se sentir constantemente cansado e desmotivado pode contribuir para que desenvolva comportamentos pouco saudáveis para si e para a sua saúde.

Para vencer a depressão e não sofrer recaídas é importante procurar ajuda. Com ajuda especializada liberte-se dos sintomas físicos e recupere o equilíbrio emocional, a sua energia, motivação e entusiasmo pela vida.

Na Clínica PSIC disponibilizamos um programa específico e indicado para casos de Depressão: o Programa Intensivo Detox Emocional. O programa reúne estratégias psicoterapêuticas, hipnoterapêuticas, psicossensoriais e de Biofeedback, aliadas às terapêuticas orientais, sendo um poderoso complemento às intervenções convencionais.

Saiba como funciona este programa através da marcação de uma Consulta Informativa Gratuita.  As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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A história do viajante cansado e a depressão

Já aqui falámos dos vários sintomas da depressão – releia o artigo Teste: sente-se com depressão? – e podemos resumir a depressão como uma alteração do estado de espírito de uma pessoa, com uma duração mínima de 2 semanas consecutivas, sendo caracterizada por diversos sintomas, como por exemplo:

– Humor depressivo durante a maior parte do dia
– Perda do prazer ou interesse em todas, ou quase todas, as atividades
– Insónia ou hipersónia quase todos os dias
– Agitação ou lentificação motoras
– Fadiga ou perda de energia
– Diminuição da capacidade de concentração e indecisão

Os sintomas associados à depressão provocam mau estar, sofrimento e afetam as diferentes áreas da sua vida.

A OMS considera a depressão “o mal do século”! Sabia que em Portugal quase 8% da população sofre de depressão*. A analogia com a história do viajante cansado pode ajudá-lo a compreender o mecanismo desta epidemia:

 “Um homem caminhava, cansado, pela estrada e levava uma pedra numa das mãos e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra, em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada. Pelo caminho encontrou um pedestre que lhe perguntou:
– Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?
– É estranho, respondeu o viajante, mas eu nem sabia que a carregava.
Então, ele deitou a pedra fora e sentiu-se muito melhor. Em seguida veio outro pedestre que lhe perguntou:
– Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?
– Ainda bem que me fez essa pergunta, disse o viajante, porque eu não me tinha apercebido o que estava a fazer comigo mesmo.
Então, deitou a abóbora fora e continuou o seu caminho com passos muito mais leves. Um por um, os pedestres foram avisando-o a respeito das suas desnecessárias cargas. E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.” 

Qual era realmente o problema deste homem que caminhava cansado pela rua? Era o peso que carregava? Não! Era a falta de consciência que ele tinha da carga que suportava. Quando ganhou consciência do quanto aquela carga o estava a impedir de caminhar e avançar, rapidamente se livrou dela.

Isto pode ser o que está a acontecer consigo – carrega um peso excessivo sem se aperceber, sente-se cansado e sem forças e pode até nem saber o motivo ou não saber como tirar essa carga de si.

É absolutamente necessário observar com atenção o peso que suporta e que que rouba a sua energia e perceber a sua dimensão. Quando este peso tem uma raiz mais profunda, como na depressão, a ajuda psicológica profissional é fundamental. Na Clínica PSIC ajudamos no tratamento da depressão. Saiba como podemos ajudar aqui ou através da marcação de uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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