Como pode um psicólogo ajudar em momentos de crise?

A História ensina que, tal como aconteceu na I e II Guerra Mundial, depois de superada uma crise, as pessoas tendem a encontrar-se para brindar e abraçar, em forma de comemoração excêntrica. É expectável que, depois do confinamento, e com as presentes ordens de distanciamento físico e consequente proibição do abraço, a maior parte das pessoas esteja carente da proximidade do outro.

Como reagem as pessoas ao desconfinamento?

Existe uma diferença entre este momento e todos os outros exemplos que a História nos dá: a experiência digital. Após a obrigatoriedade da socialização à distância, é provável que surja um aumento de dificuldades no regresso à “normalidade”: acentuam-se certos padrões de funcionamento pré-existentes, fomentados pela tendência para o isolamento, onde se investe no contacto apenas através das redes sociais, saindo-se cada vez menos à rua.

Sem sombra de dúvida este é um período de mudanças, que ganha um novo sentido diante da revisão de valores provocada por esta crise sanitária sem precedentes. Podemos citar o impulso de valores como a solidariedade e a empatia, a redescoberta de novos significados e caminhos a seguir, a adaptação a uma nova forma de trabalhar e novos métodos de educação para os filhos.

Ao mesmo tempo, é comum observar algumas pessoas em negação da situação e que, por isso, se expõem a riscos. Já outros podem sentir medo da proximidade, experienciar sentimentos de ansiedade, como se o sistema de alerta estivesse sempre ligado. Há quem experiencie algum desamparo, solidão, carência e até mesmo depressão. Também encontramos quem sinta frustração e até apresente reações de raiva, que se espelham no aumento da violência doméstica e das separações, sem contar com a desesperança mediante a ameaça à sua sobrevivência.

Num cenário de constante mudança, pode um Psicólogo ajudar?

Sim! O psicólogo, além de ajudar a lidar com perturbações da saúde mental, ajuda a desenvolver a capacidade para ultrapassar momentos de crise como este.

Um profissional da área pode ajudá-lo a:

  • Potencializar a clareza mental e a flexibilidade necessárias para lidar com a mudança;
  • Desbloquear e limpar as emoções e comportamentos que o paralisam ou o bloqueiam;
  • Auxiliar na integração do pensar e do sentir, reorganizando os processos cognitivos e emocionais num jogo de conexão mente-corpo;
  • Ensinar a cuidar de si próprio;
  • Fornecer as ferramentas necessárias para que aprenda a fortalecer-se e a manter-se bem.

Quem pode recorrer a ajuda psicológica?

Um Psicólogo pode ajudar qualquer pessoa, em qualquer momento da vida. Seja um executivo, um estudante, um desempregado, uma criança, um adulto, uma pessoa saudável ou uma pessoa que sofra de alguma doença. Todos, por diferentes razões e em diferentes contextos, podem beneficiar da ajuda psicológica.

Que terapias podem ajudar?

A Clínica PSIC aposta no bem-estar psicológico da pessoa e, para isso, faz uso de vários tipos de intervenção. A partir do psicodiagnóstico formal e psicossensorial, fazemos uso de métodos e técnicas como a psicoterapia, hipnoterapia, aconselhamento e desenvolvimento pessoal, que permitem, em conjunto com a pessoa, aceder a questões internas, superá-las e integrá-las, de forma a restabelecer o equilíbrio emocional. Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita e conhecer as nossas modalidades. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Qual a diferença entre amor e paixão?

Borboletas na barriga, palpitações, mãos suadas, pensamentos constantes, euforia e ausência de fadiga são algumas das sensações relatadas por pessoas quando estão apaixonadas. Mas, o que é a paixão? E o que é o amor?

Para entender a diferença entre paixão e amor é necessário olhar para o organismo e falar de química.

De um modo geral, o amor divide-se em três momentos:

  • No primeiro, há o desejo, despertado pelas hormonas sexuais.
  • No segundo, dá-se a paixão, surgindo sintomas como dificuldades em dormir e pensamentos constantes acerca da “pessoa amada”, que são favorecidos pela presença de neurotransmissores como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina.
  • No terceiro, dá-se o amor propriamente dito. Cria-se um sentimento de ligação e conexão entre parceiros, despertado pela presença de oxitocina, a hormona do amor.

As substâncias mencionadas têm um papel definido:

  • A dopamina produz a sensação de energia e foco
  • A noradrenalina é responsável pelo desejo sexual
  • A oxitocina é responsável pelos laços afetivos intensos – o amor.

Se já esteve apaixonado, de certo reconhecerá o comportamento relacionado com a dopamina, a hiperatividade. Existe uma incrível motivação e ausência de fadiga e fará de tudo para estar com a “pessoa amada”.

A paixão pode ser duradoura?

Essa incontestável admiração pelo objeto de desejo é temporária. Com o passar do tempo, volta a pensar com clareza e o seu parceiro surge sob outra luz. Após meses de admiração recíproca, alimentada pelas hormonas, a relação passa por consideráveis alterações, mas os laços intensos podem prevalecer, com o contributo da oxitocina.

Com o tempo e ao encontrar o parceiro certo, o sentimento inicial evolui e amadurece. Passará a contemplar outras formas elevadas de beleza e da paixão nasce o amor.

E o amor pode perdurar?

A relação amorosa vive da aceitação e cumplicidade entre as duas pessoas, do porto seguro encontrado no parceiro, no abraço afetuoso que os une e dos sonhos e projetos em comum. É normal que as relações amorosas sejam pouco lineares e que por isso passem por altos e baixos. Tão importante como superar os momentos difíceis de uma relação é preveni-los, investindo tempo na qualidade da relação.

Se neste momento procura investir na qualidade da sua relação, saiba que a PSIC pode ajudar. Trabalhamos para ajudar o casal a construir uma relação saudável, aceitando as diferenças entre ambos, eliminando as emoções negativas que geram conflito e procurando uma melhor interação.

Saiba mais sobre a nossa Terapia de Casal através da nossa Consulta Informativa Gratuita. As consultas podem ser presenciais ou à distância.

 

 

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Como controlar as suas emoções?

Quando se depara com situações de pressão ou momentos difíceis, nem sempre é fácil manter a calma e evitar deixar-se levar pela emoção do momento. É importante saber gerir as emoções, principalmente diante de situações que podem ter repercussões no seu futuro.

Para lidar com essas situações é necessário ter a habilidade de lidar com os seus próprios sentimentos e saber manter um equilíbrio entre a razão e a emoção.

Então como fazer para controlar as suas emoções? Mostramos-lhe 5 dicas práticas que o podem auxiliar a lidar com as suas emoções em momentos difíceis:

  1. Respire profunda e calmamente: tome o seu tempo e conscientemente preste atenção ao ritmo da sua respiração. Desta forma, ajuda a interromper a resposta automática e defensiva diante de uma possível ameaça emocional.
  2. Saia do ambiente: quando necessário, afaste-se, observe a situação de longe e tome um copo de água. Este distanciamento favorece novas perspetivas.
  3. Dê nome ao que sente: quando identificar uma emoção forte, procure dar-lhe nome e pergunte-se em que altura já sentiu isso. Só vai saber lidar com aquilo que conhece e é bom começar por saber o que sente, para depois procurar saber como diminuir a sua intensidade.
  4. Aceite o que sente: quando nega certas emoções, favorece que estas apareçam de forma descontrolada em outro momento. Todas as emoções são necessárias, permita-se senti-las.
  5. Observe as reações físicas: quando sentir uma determinada emoção, preste atenção às manifestações dessa no seu corpo que podem surgir como um gosto amargo na boca, um arrepio de frio, um aperto no peito, uma dor de barriga…

 

E porque controlar as emoções não é sinónimo de as reprimir, leia também:

 

É importante compreender que as emoções formam um estado, mas não são uma característica sua, por isso, evite repetir que é uma pessoa “nervosa, ansiosa, triste…”. Se sente que o seu  estado emocional o aprisiona de tal forma que se torna difícil ver para além dele, é um sinal de que deve procurar ajuda especializada que o ajude a desenvolver a capacidade de entender as suas próprias emoções e a direcioná-las positivamente, sem prejuízo para o seu bem-estar.

Na clínica PSIC fornecemos recursos para alcançar a atitude consciente, o domínio das emoções e o equilíbrio na vida, através de um Programa Intensivo de 3 semanas Detox Emocional Intensivo.

Aproveite para marcar uma Consulta Informativa Gratuita  onde poderá tirar as suas dúvidas e conhecer as nossas modalidades. As consultas podem ser presenciais ou à distância.

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Sabia que o intestino é tão importante como o cérebro na saúde mental?

Sim, é verdade. Acredite que o intestino faz mais do apenas digerir os alimentos. Este órgão tem a capacidade de proteger contra doenças e ajudar no funcionamento do cérebro. A sua importância é tal que já o denominaram de “segundo cérebro”.

Como é que o intestino interfere no equilíbrio do organismo?
70% das células do sistema imunitário residem neste órgão. É por isso que ter um intestino saudável é essencial para a prevenção de doenças. Este órgão aloja 500 milhões de neurónios e triliões de bactérias que estão envolvidas em processos essenciais do organismo. Esta quantidade de neurónios é o suficiente para que os circuitos desde órgão atuem sozinhos, sem comando cerebral, formando um sistema nervoso próprio que coordena:

  • tarefas de libertação de substâncias digestivas
  • movimentos que estimulam a excreção do bolo fecal

A ligação entre intestino e o cérebro é feita através do nervo vago, uma estrutura que passa pelo tórax. Assim, o abdómen envia mensagens para o cérebro e o inverso também acontece. Essa é a razão pela qual diante de uma situação de stress, pode sentir um calafrio na barriga ou vontade súbita de ir à casa-de-banho.

Uma das principais substâncias produzidas e armazenadas neste órgão que afeta o seu estado emocional é serotonina, um neurotransmissor responsável pelo bom humor. Baixos níveis da serotonina estão associados a ansiedade e a depressão, por isso, ao preservar a saúde intestinal está a prevenir estes quadros.

É importante também lembrar dos triliões de bactérias que formam a sua flora intestinal, ou microbioma, que auxiliam na digestão de alimentos e a retirar deles a energia que precisa. O microbioma, interfere na predisposição a várias doenças e é capaz de influenciar até o comportamento e as emoções. Um microbioma saudável é diverso, contendo uma grande variedade de espécies diferentes de micro-organismos, que podem influenciar:

  • o peso e maneira como a gordura é armazenada
  • os níveis de energia
  • as emoções e o bom humor

Então, como preservar a saúde intestinal e fortalecer a saúde física e emocional?
O microbioma é formado a partir do nascimento e funciona como um computador intestinal. Deve apostar nas bactérias certas, que vão preencher o microbioma de “sensores do bem”. Procure:

  • Diversificar o microbioma: o microbioma será tão variado quanto mais variada for a sua dieta, garantindo que este absorve o máximo de nutrientes possíveis. Evite o glúten e aposte em probióticos, bactérias reconhecidamente benéficas e que podem ser encontradas em iogurtes, kefir de leite e de água, leites fermentados, queijos e cápsulas.
  • Reduzir o stress: aposte na meditação, relaxamento ou ioga pois, irá favorecer a produção de substâncias que contribuem para o humor e bem-estar.
  • Evitar certas substâncias: se já tem sintomas de algum problema intestinal, deve evitar álcool, cafeína e comidas muito condimentadas, pois estas podem agravá-lo;
  • Dormir melhor: mudar ou interromper o seu relógio biológico, alterando os padrões de sono, também prejudica o funcionamento do seu intestino. Procure desenvolver uma rotina do sono.
    • Estas dicas evidenciam que existem diferentes áreas implícitas na saúde emocional, tornando-a complexa e dinâmica. Se ao ler estas dicas, se apercebeu de alguma negligência perante a sua saúde e considera difícil agir corretamente, deixe de se prejudicar e procure ajuda.

      A Clínica PSIC utiliza abordagens integrativas e sistémicas na área da Psicologia Clínica, para que possa refletir sobre o seu modo de vida atual e equilibrar as diferentes áreas implícitas da sua saúde emocional. Para saber mais informações, usufrua da nossa consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância.

      Leia também:
      Como o stress afeta o estômago
      http://bit.ly/2qQalGh

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Como lidar com as emoções natalícias

Como lidar com as emoções natalícias

Tradicionalmente, a época natalícia permite refletir e agradecer o que aconteceu de bom, perto das pessoas que mais ama. Também é o momento onde se apercebe que outras pessoas que deixaram de o acompanhar e o quanto fazem falta, dando lugar a sentimentos como a melancolia, saudade e tristeza. Assim, o Natal assume-se como uma data de forte componente emocional que merece a devida atenção.

Existem duas vertentes emocionais, uma positiva e outra negativa, que convivem de mãos dadas à medida que a quadra natalícia avança.

Numa vertente mais positiva, o Natal é um ponto alto para:

  • unir as pessoas e as famílias
  • partilhar bens e emoções
  • agradecer o que foi conquistado
  • idealizar um novo ciclo

Nesta perspetiva, os acontecimentos parecem ganhar menos importância e as relações pessoais passam a ter o papel principal. Estar com as pessoas de quem mais gosta ganha relevo e traz a alegria de estar bem acompanhado. O simbolismo emocional de “dar e receber” também é importante, pois demonstra o quanto as pessoas se lembram umas das outras.

Já a partilha da refeição, das histórias, dos momentos junto à lareira, de revisitar certos locais, as chamadas para as pessoas que estão longe e que, neste dia, ficam mais perto, são tudo ações que realiza e que ganham relevância pelo enquadramento e para que ocorram mais vezes ao longo do ano.

Noutra vertente mais negativa, no Natal as pessoas tendem a:

  • fazer pontos de situação internos
  • perceber o que lhes falta
  • resumir as emoções negativas

É também nesta quadra, que a ausências de entes queridos se fazem sentir, a saudade dos que faleceram ou dos que estão longe. São também relembradas, as mágoas e desentendimentos com familiares e amigos, fazendo relembrar a dureza destas experiências.

Pode, ainda, sentir necessidade de resumir tudo o que se tornou impossível de conquistar e inclusive, comparar-se com outras pessoas, potencializando o sentimento de inferioridade e a frustração. Deve ter em conta que, as cargas emocionais negativas são mais fortes e pesadas do que as positivas, o que torna mais difícil ultrapassar acontecimentos negativos do que recordar o que foi positivo.

Ter esta dupla atividade emocional é natural em qualquer momento do ano, mas a verdade é que ganha um destaque maior durante esta época de Natal, obrigando-o a uma maior e mais efetiva gestão emocional.

É indispensável apontar aquilo que pode ajudar a tirar o maior proveito das festividades e da quadra natalícia, para que possa aproveitar a disposição afetiva natural desta altura. Procure:

  • Trabalhar a sua perspetiva: tudo depende dos olhos de quem vê e, portanto, deve evitar focar-se no negativo. Claro que as situações negativas precisam de ser resolvidas, no entanto, poderá existir uma melhor altura para centrar os seus esforços do que na quadra festiva, que tem o potencial de as aumentar.
  • Valorizar as suas conquistas: é importante dar valor aquilo que batalhou e conquistou, mesmo que para si possa parecer pequeno quando comparado com outros. Entenda que é irrelevante comparar-se com outros quando os sapatos deles são diferentes dos seus.
  • Simplificar os seus desejos: os desejos devem trazer energia e motivação. Deste modo, evite a angústia e deixe de se focar no impossível. Comece por trabalhar o que é possível. Estabeleça pequenas metas pessoais para que, no próximo encerrar de ciclo, reveja as conquistas como algo planeado e atingido.
  • Expressar as suas emoções: as emoções são naturais e fazem parte de si, então, procure estar com a família e expressá-las, tanto as positivas como as negativas. Expor o que acontece dentro de si tem um cariz libertador.
  • Ser afetivo: esbanje os sinais de afeição, mesmo que esteja a vivenciar sentimentos mais negativos, como a melancolia e a saudade. Pode encontrar nos outros um abraço acolhedor e compreensivo.
  • Crie novas memórias: procurar atividades diferentes pode contribuir para criar novas memórias que vai querer recordar nas próximas épocas festivas.

É importante lembrar que, obrigar-se a sentir-se feliz nesta época é infrutífero e só fará com que se sinta pior. Se estiver perto de alguém que está em sofrimento, entenda que deve respeitar o momento e o espaço dessa pessoa. Se a tristeza atrapalha, então este período acaba por ser um alerta de que existe algo para ser trabalhado psicologicamente.

Aproveite a época natalícia para usufruir do poder construtivo das suas emoções e dar-lhes uma nova atenção. Em 2020, cuide da sua saúde emocional ao longo do ano, pois tudo o que fizer em prol da regulação emocional fará com que chegue ao próximo Natal mais tranquilo.

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Como sair do papel de vítima?

Como sair do papel de vítima?

É uma daquelas pessoas que acha que as coisas nunca lhe correm bem? Ou sente que a vida tem sido injusta consigo e que o azar o persegue? Desresponsabiliza-se pelas coisas que lhe acontecem? Caso seja a sua realidade, saiba que pode estar a colocar-se inconscientemente num papel de vítima.

Ao longo da vida, todas as pessoas estão sujeitas a defrontar inúmeros desafios e dificuldades. Perante as dificuldades existem duas opções:

  1. Tornar-se vítima
  2. Transformar a dificuldade em aprendizagem e motivação

A opção a seguir parece ser óbvia, mas por vezes, a opção é tomada de forma inconsciente e ser vítima é para si um hábito. Se por um lado, o papel de vítima pode trazer alguns benefícios momentâneos como obter atenção e afeto dos que o rodeiam, a longo prazo, provoca um desgaste emocional e mental e, consequentemente, uma grande frustração. 

Então, o que deve fazer para sair do papel de vítima?

  1. Consciência – diante do desgaste emocional e da frustração faça autoanálise e descubra os seus comportamentos que promovem as suas dificuldades.
  2. Autorresponsabilização – perceba que tem o poder de decisão em todas as suas ações e reações. Responsabilize-se pela suas escolhas e história.
  3. Introspeção – perante os desafios do dia-a-dia, trabalhe no cultivo de vários momentos de reflexão para ponderar quais as aprendizagens ocultas em cada situação. Aceite que as críticas podem ser a sua oportunidade de mudança.
  4. Mudança – a mudança é natural e inevitável. Olhe para as situações como um desafio e estimule o seu lado proactivo: estabeleça objetivos e prioridades e perceba qual o caminho que quer seguir.

Ao continuar no papel de vítima, irá limitar o seu potencial e impedir o seu progresso. É necessário libertar-se do comodismo e assumir um papel autónomo e proactivo nas suas decisões. Tomar as rédeas da mudança pode ser um trabalho difícil, no entanto, o primeiro passo está em reconhecer e quebrar o ciclo da estagnação próprio da vitimização.

Conseguiu identificar-se com esta situação? Gostaria de investir mais na sua mudança mas sente que é um trabalho árduo para fazer sozinho? Comece por procurar ajuda especializada. A Clínica PSIC disponibiliza uma Consulta Informativa Gratuita onde poderá tirar todas as suas dúvidas, receber apoio e conhecer as nossas modalidades de ajuda. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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O peso do “amor” na dependência emocional

Por vezes quando ama, perde a sua identidade e vive como cópia de si mesmo. Abandona os amigos, afasta-se da família e desprende-se de si. Pára de pensar com a sua cabeça e passa a pensar pela cabeça do outro. Entra num jogo onde dois se tornam um, e este “um” determina a direção dos dois. É apenas um: um no gosto, na preferência, nas necessidades. É o “um” que dita isso ou aquilo para o “nós”. E apaixonado, responde e aceita às imposições feliz na sua paixão cega. Cúmplices, entendem que o “um” é o salvador da pátria, ou a meia laranja, ou a sua cara-metade, a tampa da panela, a pilha que faltava ao brinquedo. Todo este jogo, é alimentado pela ilusão da união perfeita e da satisfação plena. Não precisa de muito mais: “és meu, sou teu” e ponto. E seguem na ilusão.

Já pensou na relação entre a pilha e o brinquedo?
“Imaginemos um brinquedo dentro da sua caixa, de formas atrativas e cores cativantes… mas inerte, incapaz de apresentar os seus encantos por si só. Em contrapartida, a pilha, cheia de energia, chega disposta a dar vida ao seu brinquedo e consegue que esse monte de plástico se movimente, fale, caminhe, acenda as luzes e se comporte como se fosse um carro de fórmula 1 ou um palhaço. Mas essa mesma pilha, tão suficiente face ao brinquedo, é coisa pouca sem a sua combinação de plástico e metal. Seria um cadáver inútil, cheio de possibilidades, sim, mas apenas um cadáver até que se demonstre ao contrário, até que justifique a sua existência ao unir-se com outro ser a que pode dar vida.” Adaptação de Mariela Michelena

Nesta fusão, sentem que não são nada um sem o outro, e inconscientes sofrem as consequências. É que no desenrolar da relação, o “não existir” começa a ganhar peso, o peso da insatisfação e da frustração, da dependência emocional… E também começam os sintomas, como: medos, fobias, ansiedade, ataque de pânico, depressão…. Sem contar com as doenças, como o cancro, problemas de coluna, glandulares, talvez incontáveis intervenções cirúrgicas. Também os acidentes fazem parte deste rol.

Se reconhece a sua relação nesta descrição, temos algo de muito importante para lhe dizer: o amor é algo leve e proveitoso. Onde a cumplicidade existe e cada um é “um completo” – sustenta-se individualmente e na relação. Mantém-se fiel a si mesmo, nas amizades, família e preferências pessoais, onde os dois partilham e usufruem o que há de melhor em cada um.

Quer construir este equilíbrio e investir na sua autonomia emocional? Comece por procurar ajuda especializada. A Clínica PSIC disponibiliza uma Consulta Informativa Gratuita. onde poderá tirar todas as suas dúvidas, receber apoio e conhecer as nossas modalidades de ajuda. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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O poder do perdão – Guia Prático

Consegue perdoar facilmente? Se é uma daquelas pessoas que não consegue perdoar alguém ou até a si mesmo, sente-se aprisionado e carrega um grande peso dentro de si. Quando não consegue perdoar, surge o ressentimento, a raiva e pensamentos negativos que afetam a sua saúde física e emocional. É por isso que lhe deixamos um guia para perdoar e ser mais feliz:

1- Porque é difícil perdoar?

  • Porque é incompreensível a motivação da pessoa (ou de si próprio) para ter agido assim. Porque talvez ache que ao perdoar está a aprovar o que aconteceu. Ou porque fica à espera que a pessoa entenda que esteve mal na situação e que admita que errou.

2- O que significa perdoar?

  • Perdoar é preferir aceitar o que aconteceu, é focar-se no presente e libertar-se do passado. O perdão pode ser visto como uma decisão consciente de se libertar da raiva e do ressentimento em relação a si ou à pessoa e à situação que o magoou.

3 – Quais os benefícios do perdão?

  • O perdão é algo para si. Quando consegue perdoar, tanto a sua saúde mental como física beneficiam. Alguns estudos mostram que perdoar contribuiu para a redução da depressão, ansiedade, raiva e sentimentos de hostilidade. Melhora também a sua saúde física pela redução do stress e da tensão arterial.

4 – Como perdoar?

  • Identifique a situação que o incomoda e expresse o que sente. Exemplo: faça uma lista com todos os sentimentos relacionados à situação.
  • Crie condições para o perdão – antes de perdoar é importante lidar com os sentimentos que surgem como a raiva e a frustração (ex: escreva uma carta sobre o que sente, queime e deite fora).
  • Deixe o papel de vítima – assuma a sua responsabilidade no acontecimento para ter poder de mudança.
  • Aceite – acolha de boa vontade aquilo que aconteceu e liberte-se da carga emocional do passado.
  • Aprenda – perceba essa vivência como uma experiência de aprendizagem, que lhe deu recursos para lidar com situações semelhantes no futuro.

O ser humano tem um recurso poderoso: o perdão! Quando perdoa, sente-se livre, mais leve e reequilibra a sua saúde. No entanto, nem sempre é fácil perdoar-se e perdoar o outro. O perdão permite-lhe fluir na vida livre das cargas negativas oriundas das emoções pesadas, devido a uma atitude ou comportamento seu ou do outro que lhe causa sofrimento e amargura.

Se gostou dessas dicas, mas sente que a sua dor é muito profunda e transcende as suas forças para superá-la sozinho e precisa de ajuda, podemos ajudar. A Clínica PSIC disponibiliza uma Consulta Informativa Gratuita onde poderá tirar todas as suas dúvidas, receber apoio e conhecer as nossas modalidades de ajuda. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Como praticar o desapego

Como praticar o desapego
“O Apego aprisiona o desapego liberta”

O que é o apego?

O apego é uma relação de dependência, onde apenas encontramos a felicidade, alegria, tranquilidade, entre outras emoções noutra pessoa ou em coisas materiais.

E o que é o desapego?

Desapego significa saber amar de uma forma saudável e equilibrada, sem excessos e sem se prejudicar a si, nem ao outro.

A história do jovem viajante mostra bem como o apego disfuncional pode desequilibrar a nossa vida.

Um jovem viajante estava na margem de um rio e queria passar para o outro lado. A corrente era muito forte e seria impossível conseguir atravessar a nado. Foi então que o jovem viu uma pequena canoa presa na vegetação. Agilmente colocou a canoa na água e pôs-se a remar para o outro lado. Assim que colocou os seus pés em terra firme, pegou na canoa, colocou-a às costas e partiu em direção à floresta. Algumas pessoas, que observaram toda a situação, ficaram admiradas com aquela atitude inesperada do jovem. Então perguntaram-lhe: “Por que colocou a canoa nas costas? De que lhe servirá agora que já atravessou o rio?”. O jovem, vermelho, suado e cansado do esforço de carregar a embarcação nas costas, respondeu: “Esta canoa ajudou-me muito a atravessar o rio. Eu não posso abandoná-la. Espero que agora ela me ajude também a atravessar a floresta.”

O desapego NÃO significa tornar-se frio, egoísta e incapaz de ter relacionamentos pessoais e amar! O desapego equilibrado pode ser praticado em 4 passos:

  1. Tome consciência do seu papel na sua vida – não responsabilize nem os outros, nem coisas materiais, pela sua felicidade. Ninguém pode carregar as suas tristezas, nem dores, nem alegrias e sucesso. Seja responsável, cultive a sua própria felicidade e não deixe que o seu bem-estar dependa de alguém ou de algo.
  2. Viva o momento presente – perceba que nesta vida nada é eterno. Liberte-se da mágoa do passado, aceite o que aconteceu e aprenda a perdoar.
  3. Escolha a liberdade – pode amar e ser amado e criar vínculos, mas não assuma a responsabilidade pela vida do outro, o outro não o pode prender nem impor os seus princípios.
  4. Aceite as perdas – nada dura para sempre, inclusive, relacionamentos e bens materiais. Assuma que é algo natural e normal do ciclo da vida e que nos leva ao crescimento pessoal. Enfrente a situação com calma e mantenha a capacidade de amar.

O apego esconde problemas emocionais, aprisiona e causa sofrimento para si e para quem vive ao seu redor. A Clínica PSIC possui um programa terapêutico com estratégias para modificar os comportamentos e as emoções para um desapego saudável e equilibrado. Para obter informações personalizadas, marque uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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As 5 perguntas essenciais sobre o sentimento de culpa

Talvez seja uma pessoa que carregue culpa de situações do passado. Provavelmente, o erro até pode ter sido perdoado pelo outro, mas você não se perdoa, toma decisões para se punir, critica-se e não consegue seguir com a sua vida. O sentimento de culpa gera um peso muito grande dentro de si e para se libertar da culpa, é preciso entender como funciona o sentimento de culpa.

1 – Como surge o sentimento de culpa?

O desenvolvimento da culpa teve início na sua infância, baseada na construção das suas relações, como por exemplo, com os seus pais, familiares, professores e amigos. Essas relações guiam a forma como vai ver o mundo e como vai interpretar cada ação. O sentimento de culpa surge quando avalia um comportamento seu como reprovável e se julga de forma negativa, acreditando que não consegue viver de acordo com a sua ação passada.

2 – Como se manifesta o sentimento de culpa?

O sentimento de culpa pode manifestar-se pela vergonha e/ou raiva, aliando-se a pensamentos do tipo “Porque é que fiz isto?”, “Nunca me vou perdoar” ou “Nem acredito que agi assim”. Se não conseguir sair dessa espiral, a culpa pode dominar a sua vida e criar inúmeros problemas.

3 – Quais as consequências do sentimento da culpa?

Complexo de inferioridade, medo do fracasso e exigência exagerada em relação a si e ao outro. Por norma, pessoas perfeccionistas não abrem espaço para o erro, para possíveis fracassos, e quando isso acontece surge a culpa e aumenta a autocrítica, a autopunição e, consequentemente, o sofrimento.

4 – O sentimento de culpa pode ser positivo?

Sim! O sentimento de culpa pode ser positivo se ajudar a desenvolver melhores alternativas para situações semelhantes à que aconteceu no passado.

5 – Como lidar com o sentimento de culpa?

  • Desenvolva o autoperdão e deixe o erro onde ele aconteceu – no passado.
  • Trabalhe a sua autocompaixão: pense o que diria a um amigo que se estivesse nessa situação e diga essas palavras a si mesmo.
  • Amplie a sua consciência e perceba as melhorias na sua vida.

A Clínica PSIC ajuda na limpeza da carga emocional para ativar os recursos internos e também oferece ferramentas que possibilitam o alcance do seu bem-estar e da paz pessoal. Saiba como, através da marcação de uma consulta informativa gratuita! As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

 

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