Quando o medo da rejeição leva à impulsividade

“Um homem queria pendurar um quadro. O prego já tinha, só faltava o martelo. O vizinho tinha um e o homem decidiu ir até lá pedi-lo emprestado. Mas ficou em dúvida:

– E se o vizinho não me quiser emprestar o martelo? Ontem ele cumprimentou-me meio seco. Talvez estivesse com pressa. Mas isso deveria ser só uma desculpa. Ele deve ter alguma coisa contra mim. Mas porquê? Eu não lhe fiz nada! Ele deve ter imaginado coisas. Se alguém me pedisse alguma ferramenta minha, eu emprestaria imediatamente. Porque é que ele não me quer emprestar o martelo? Como é que alguém pode recusar um simples favor desses a um semelhante? Pessoas assim só complicam a nossa vida. De certeza que ele imagina que eu dependo dele por causa do martelo. Mas, agora, chega!

O homem correu até ao apartamento do vizinho, tocou na campainha e o vizinho abriu a porta. Mas antes que o vizinho pudesse dizer “bom dia”, o homem berrou:

– Pode ficar com o seu martelo, seu imbecil !!!!”

O pensamento que este homem tem ao tentar prever o comportamento do vizinho antes sequer de lhe pedir o martelo, mostra o medo que tem de ser rejeitado. Isto acontece porque ser rejeitado desperta mecanismos de defesa e descontrola as emoções. Com medo de entrar nesse sofrimento o homem tenta controlar a situação e prever qual será o comportamento do vizinho, mesmo que de forma errada. Na realidade, o que o homem procurava era a aceitação do vizinho, mas o medo de que isso não ocorresse ativou o seu mecanismo de defesa e as suas emoções coloriram toda uma situação que inicialmente era neutra.

Já lhe aconteceu reagir de forma intensa a determinadas situações, e que aos olhos de terceiros, a sua reação foi considerada desproporcional ao acontecimento? Já pensou que as suas reações impulsivas podem ser a forma como as suas experiências negativas do passado se manifestam? Quantas vezes já reagiu de forma agressiva sem ter noção do verdadeiro motivo que ficou guardado lá atrás?

  

A sua reação de hoje pode estar ligada a algo do seu passado que deu origem a algum medo de rejeição ou sentimento negativo que ficou latente, que é reativado quando uma situação semelhante ocorre. Com o acumular de rejeições e vivências negativas pode acabar por descompensar noutra pessoa, que no caso desta história é o vizinho, fazendo uma transferência de sentimentos e agindo emocionalmente.

Qual é então a solução para o medo da rejeição?

  • Aceite a imperfeição – os erros vão sempre ocorrer por isso tente compreender que procurar a perfeição para ser aceite pelos outros é um equívoco. Os erros não significam críticas ou rejeição e quando ocorrerem, olhe para o lado construtivo e use como aprendizagem para melhorar.
  • Ouça mais o outro – muitas vezes descarrega a sua carga emocional nos outros e na verdade estes nada têm a ver com a situação inicial. Valide a opinião do outro e entenda o seu ponto de vista, isso pode ajudá-lo a identificar os seus gatilhos emocionais.
  • Evite fazer filmes mentais – olhe para as situações como algo neutro. O ato de controlar o resultado ou adivinhar o comportamento do outro, contribui para o pensamento catastrófico que prejudica a sua capacidade de avaliação das situações.

Se sofre com medos ou reações desajustadas saiba que a PSIC pode ajudá-lo a eliminar a carga emocional de eventos do passado harmonizando as suas reações. A hipnoterapia combinada com a psicoterapia e terapias psicossensoriais ajudam a compreender a sua história de vida, a origem dos pensamentos e reações, facilitando o autoconhecimento e a superação pessoal. Saiba como pode usufruir dos serviços PSIC através da nossa consulta informativa gratuita, onde é apresentada a nossa metodologia terapêutica. Entre em contacto connosco, as nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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As 3 principais perguntas sobre a Fobia Específica

Já lhe aconteceu perante um objeto ou uma situação específica sentir um frio na barriga, comichão em todo o corpo, a sua respiração ficar ofegante, sentir tonturas, suores, dores musculares ou até mesmo perder os sentidos? E quando esses sintomas aparecem evita falar no assunto? Deixa de fazer coisas importantes do seu dia a dia, só para evitar esse objeto ou situação? Se respondeu que sim a alguma destas questões, pode sofrer de uma fobia específica.

  1. Como saber se tem uma fobia específica?
  • Sente medo e ansiedade relativamente a um objeto ou situação específica
  • Esse medo e ansiedade surge imediatamente sempre que pensa, fala ou se depara com objeto ou situação específica
  • Tenta evitar o confronto
  • O medo e a ansiedade que sente são desproporcionais ao seu perigo real
  • Sente um grande sofrimento e alteração no seu funcionamento social e afetivo e profissional
  • Este sintoma já dura há mais de 6 meses
  1. Quais os tipos de fobias mais comuns?
  • Animais: cães, aranhas, insetos
  • Ambiente natural: água, altura
  • Sangue, injeções e ferimentos: agulhas, operações
  • Situacional: avião, elevadores, pontes, hospitais
  1. Como pode superar a fobia específica?
  • Avalie o real perigo do objeto, tente perceber que prova tem que o objeto é perigoso como acha
  • Perceba a origem do medo
  • Planeie, decida e enfrente o medo de uma forma controlada e gradual
  • Procure ajuda especializada

Na Clínica PSIC oferecemos-lhe uma consulta informativa para receber orientações de como a hipnoterapia possibilita a superação da sua fobia específica. Saiba mais sobre a nossa intervenção no tratamento de fobias aqui ou consulte-nos. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

 

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A Ana e o João têm medo de falar em público. E você?

Hoje o João acordou, fez a sua rotina diária e saiu de casa em direção à empresa onde trabalha para uma apresentação de um projeto em público. Entrou no metro com uma sensação de angústia que não conseguia explicar. Sentou-se num lugar aleatório e ao seu lado uma senhora cumprimentou-o. Ao responder-lhe, teve a sensação que a sua pressão arterial começou a subir e de repente começou a sentir náuseas, enquanto lhe dizia com uma voz trémula “Bom dia”. Finalmente chegou ao seu local de trabalho, o coração batia cada vez mais rápido, ao caminhar pelo corredor os músculos ficavam cada vez mais tensos e à medida que se cruzava com os seus colegas sentia o rosto a ficar cada vez mais vermelho…
É neste momento que o João se apercebe das inúmeras vezes que teve estas sensações e de repente lembra-se de uma história que a Ana (uma antiga colega da faculdade) lhe contou:
“Sempre fui uma pessoa extrovertida, que falava imenso e por vezes até revelava os segredos que não era suposto contar. Por esse motivo, acabei por ser reprimida, até pela minha família. Aos 9 anos bloqueei pela primeira vez quando tive que falar em público. Era o dia da Mãe, e durante meses tinha decorado um poema para dedicar à minha mãe e apresentar na escola. Quando chegou o momento de subir ao palco senti que a minha voz bloqueou e não consegui falar, saí a correr, com as lágrimas a escorrerem pelo rosto. No dia seguinte, o professor chamou-me à atenção em frente aos meus colegas por ter chorado e por não ter conseguido apresentar o poema. Desde aí, comecei a evitar todo o tipo de apresentações até que chegou a faculdade…
Já na faculdade, num dos primeiros trabalhos tinha de fazer uma apresentação para toda a turma e novamente preparei-me, estudei e eu estava certa que sabia tudo. No dia consegui falar durante os primeiros 5 minutos, mas voltou a acontecer o mesmo: bloqueou-me a voz, veio o choro, as mãos tremiam… Não consegui terminar. Assim, ao longo da faculdade comecei a evitar as apresentações.
Um dia, decidi procurar ajuda. Comecei a fazer terapia e aquele medo de falar em pequenos grupos ficou ultrapassado! No entanto, quando tinha de falar para grandes grupos e que não conhecia, voltava a sentir tudo de novo… No último ano da faculdade, dei continuidade à terapia com o novo objetivo de conseguir ultrapassar o medo de falar em público. Após 6 meses de estudo intenso consegui começar e terminar uma apresentação em público!
Como consegui superar este medo? Tenho a certeza que foi a terapia que me ajudou a descobrir as causas do meu medo, ajudou-me a perceber quais eram as minhas crenças e só assim foi possível ultrapassá-las!”.

Alguma vez sentiu o que o João ou a Ana sentiram? Alguma vez viveu um destes momentos em que tudo no seu dia acontece como o costume, mas há sempre uma sensação de que algo está incompleto?
A Ana viveu em sofrimento durante anos, com sensações de pânico nos momentos de se expor em público, em que a única reação que tinha era lutar ou “fugir”. Só quando iniciou a terapia é que aprendeu a controlar a ansiedade e o medo que sentia nestas situações e foi com as estratégias que o terapeuta lhe ensinou que conseguiu deixar de se sentir limitada e finalmente falar em público com facilidade.
O medo de falar em público (glossofobia) é um dos medos mais frequentes no ser humano. A boa notícia é que é também uma fobia com uma elevada probabilidade de sucesso no seu tratamento. Procure ajuda terapêutica e supere esse medo de uma vez por todas.
Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Agorafobia – sintomas e tratamento

A agorafobia é uma perturbação da ansiedade caraterizada por sintomas intensos em situações percecionadas como inseguras, das quais as pessoas acham difícil sair. A agorafobia pode dividir-se em três graus:

  • Agorafobia leve – As pessoas hesitam ir aos locais temidos, contudo ainda conseguem sair sozinhas;
  • Agorafobia moderado – As pessoas apenas se distanciam a poucos quilómetros e geralmente acompanhadas;
  • Agorafobia grave – As pessoas estão muito limitadas, ao ponto de não conseguirem sair sozinhas.

Saiba em que consiste a agorafobia no nosso artigo “Agorafobia”

Quais os 5 sintomas típicos da agorafobia?

  • Medo de utilizar transportes públicos;
  • Medo de estar em espaços abertos – mercados ao ar livre, parques de estacionamento, pontes;
  • Medo de estar em pé em filas ou entre multidões;
  • Medo de estar fora de casa sozinho.

Estas fobias podem limitar a realização das atividades diárias e reduzir a qualidade de vida.

Muitas vezes a agorafobia provoca sintomas comparáveis aos sintomas do ataque de pânico, podendo também provocar perda de controlo intestinal ou vómito, desorientação ou sensação de queda.

Saiba mais sobre a agorafobia neste vídeo: https://youtu.be/PEviKr5WItM

Na clínica PSIC – Psicologia Integrada, com apoio psicoterapêutico e hipnoterapêutico poderá superar com sucesso os seus sintomas. Conheça a nossa metodologia aqui.

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Quando o medo de enfrentar as situações controla a nossa vida

Quando nos confrontamos com uma situação que nos parece ser ameaçadora, perigosa ou simplesmente desconfortável é comum optarmos por fugir ou escapar dessa situação. A fuga é um dos mecanismos básicos da nossa existência. Há milhões de anos atrás aprendemos a lutar ou fugir para nos protegermos de predadores maiores. Atualmente, estas respostas nem sempre são adaptativas.

Evitamos ir a alguns locais, falar sobre alguns assuntos, não sentir emoções dolorosas… evitamos qualquer situação ou estímulo que nos faça sofrer. Ao evitarmos, momentaneamente, o nosso medo e desconforto diminuem. Contudo, será que resolvemos o problema? Na realidade não só não o resolvemos, como “alimentamos” o nosso medo. Ao fugirmos, não temos possibilidade de verificar se os nossos medos tinham fundamento, os nossos pensamentos negativos acerca da situação vão permanecer, deixámos de aproveitar vários momentos agradáveis da nossa vida e temos cada vez menos confiança em nós próprios.

Sempre que evitamos vamos ficando mais prisioneiros do medo, por isso, antes de fugir, pare para pensar… o quê que perde em experimentar?

 

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Tenho medo de tirar sangue!

O Tiago tem 30 anos e, desde sempre teve medo de tirar sangue. Este medo era pouco invalidante na sua vida, até há cerca de um ano, altura em que lhe foi diagnosticado um problema grave de saúde. No seguimento deste problema, Tiago precisava de realizar vários exames médicos, contudo sempre que era necessário tirar sangue desmaiava, o que impedia a concretização dos mesmos.

Por ser uma situação que precisava de resolver urgentemente, Tiago procurou ajuda na PSIC. Realizou um tratamento intensivo com hipnose e estratégias psicossensoriais, que lhe permitiram ultrapassar esta barreira. Atualmente, já não lhe incomoda tirar sangue e, felizmente, também conseguiu ultrapassar o problema de saúde.

Esta fobia é muito comum e o Tiago é uma das muitas pessoas que revela este medo, tão simples de resolver, mas que pode condicionar a vida de quem o sofre.

 

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Carla Santos – Psicóloga Clínica

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5 dicas para superar o medo de falar em público

O medo de falar em público representa muitas vezes um bloqueio e pode prejudicar quer o seu rendimento profissional quer as suas relações pessoais. Deixamos algumas dicas simples para iniciar a superação deste medo:

  1. Prepare a sua apresentação – estude sobre o assunto que vai apresentar, faça resumos, explique a alguém próximo para se familiarizar com o tema;
  2. Treine, treine, treine – pode fazê-lo em frente ao espelho, em voz alta e com públicos pequenos e familiares que lhe darão feedback;
  3. Conheça o local da apresentação – quanto mais familiarizado estiver com o local, menos intimidado se vai sentir. Chegar mais cedo, preparar os equipamentos e ter um tempo para si pode ajudar;
  4. Faça da tecnologia uma aliada – prepare uma apresentação interessante, criativa, que capte a atenção do público e com alguns pontos-chave para o ajudar;
  5. Use a respiração a seu favor – quando temos medo ou ansiedade, a respiração tende a ser acelerada, irregular e superficial. Antes da apresentação, procure fazer respirações mais longas, inspirando pelo nariz e expirando pela boca, enchendo o diafragma de ar, sem subir os ombros.

E… lembre-se que o público não está lá para o julgar. Inicie este caminho e saiba que é possível livrar-se deste medo.

 

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Tinha medo de andar de avião, mas hoje entra no avião serena

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Elsa tem uma atividade profissional onde necessita de viajar frequentemente de avião. A cada viagem sentia um grande medo, ansiedade e angústia que começavam logo após a marcação da viagem. A Elsa antecipava várias vezes os cenários que temia: turbulência, avarias, quedas. Nos dias anteriores sentia-se muito ansiosa, não conseguia dormir, perdia o apetite e chegou a ter de cancelar algumas viagens devido à sua fobia de andar de avião.

Após algum tempo a viver com este medo de voar, que prejudicava a sua vida profissional, Elsa procurou ajuda. Depois de completar um programa de intervenção por hipnose e abordagem psicossensorial direcionado para a fobia específica, a Elsa relata que “entro no avião serena e não sinto o medo que até à data sentia”. Além disso, a ansiedade antecipatória desapareceu e durante as viagens chega mesmo a adormecer, devido ao relaxamento que sente. Elsa conta ainda que em algumas viagens de avião já houve turbulência e que conseguiu lidar com a situação, mantendo-se mais calma.

Apesar de o medo ser uma emoção natural e protetora, quando em excesso pode tornar-se incapacitante. Vê a sua vida restringida por algum medo excessivo? Saiba que, tal como a Elsa, é possível ultrapassá-lo.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

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