Enquanto a cegonha não vem…

cegonha

A parentalidade é uma etapa de vida esperada e desejada por muitos casais. Porém, a expetativa e o desejo exagerado conduzem a elevados níveis de ansiedade e preocupação que podem interferir com a concretização e sucesso da gravidez. Por isso, enquanto a cegonha não chega, liberte-se das tensões e pressões:

  • Aproveite esta época festiva
  • Plante uma árvore
  • Escreva um livro
  • Viaje
  • Divirta-se com o seu companheiro
  • Ou então não faça nada!
  • Relaxe e tire um tempo para cuidar de si.

 

O bem-estar mental é um direito que deve estar ao alcance financeiro de todos. Saiba como em psic.com.pt/prosocial.

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

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Reprodução medicamente assistida – o papel do psicólogo

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O equilíbrio emocional é um fator decisivo para o sucesso dos tratamentos. O papel do psicólogo antes, durante e depois deste processo é fundamental:

  • Auxília no processo de aceitação e tomada de decisão sobre alternativas;
  • Explora todas as implicações médicas e psicossociais;
  • Oferece um espaço de escuta e apoio – facilita a expressão de emoções e abre uma alternativa para o casal tratar os conflitos inerentes à infertilidade;
  • Trabalha na resolução da perda e luto da capacidade física de reprodução natural;
  • Minimiza o impacto do stresse e ansiedade – através de relaxamentos e meditação;
  • Ajuda a gerir as dificuldades de comunicação com o meio envolvente e reintegração com a família, amigos e relações de trabalho;
  • Medeia a comunicação com a equipa médica: um casal angustiado e ansioso tem maior dificuldade em assimilar as informações que lhe são transmitidas;
  • Orienta e trabalha a relação do casal – promoção da comunicação e investimento no afeto e na vida sexual;
  • Auxilia a preparação do organismo para a conceção – resolução de traumas prévios, fobias ou medos;
  • Ajuda na recuperação da autoestima e autoconfiança;
  • Trabalha o ajustamento à parentalidade.

 

A reprodução medicamente assistida é um processo, muitas vezes, doloroso mas de esperança. O “fim” pode ser um novo começo.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

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Quando a infertilidade é psicológica

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Cerca de 10% dos casos de infertilidade são inexplicáveis do ponto de vista médico. Algumas das possíveis causas psicológicas podem estar associadas a:

  • Elevado grau de stresse e ansiedade que pode bloquear a fertilidade – o hipotálamo é responsável pela resposta de stresse e sexual, podendo levar à irregularidade ou suspensão do ciclo menstrual, à redução da quantidade de esperma e volume do sémen, bem como, à falta de líbido e ereção.
  • Sentimentos ambivalentes – quando há conflitos internos ou externos em relação à parentalidade.
  • Medo / fobia – do parto, de não se sentir preparado, de não saber cuidar de uma criança, estabelece uma barreira (infertilidade) que procura proteger o corpo de um perigo.
  • Conflito no relacionamento – como dúvidas sobre o futuro da relação, se é a pessoa certa e a existência de um clima relacional tenso, criam impedimentos inconscientes à parentalidade.

Mesmo nos casos com causas orgânicas estabelecidas é difícil separar o estado psicológico do casal da dificuldade em engravidar. Curiosamente, alguns casais inférteis após realizarem tratamentos médicos ineficazes, ao desistirem, recebem a visita da cegonha.

 

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O perfil do casal (In) fértil

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Após o diagnóstico de infertilidade o casal passa por um turbilhão de acontecimentos. Há uma vivência emocional intensa e desajustada e um conflito marcado pela desilusão e esperança. A culpa, inferioridade, vazio, tristeza e sentimento de injustiça apoderam-se do casal. Desenvolve-se uma busca incessante para “fazer um filho” em vez de “ter um filho”, marginalizando-se o afeto em prol de uma obrigação – tem que ser aqui e agora. Inicia-se uma maratona em que se controlam dias, horas, temperatura e posições que conduzem a índices de ansiedade e stresse elevados.

Mediante tentativas frustradas surge um conflito na ponderação e escolha de soluções alternativas, que nem sempre resultam nem são válidas para todos. Este enorme desgaste marginaliza e distancia o casal da concretização do projeto de formar uma família.

A (in) fertilidade domina a relação, instala-se o caos e a vida fica estagnada.

Identifica-se com esta descrição ou conhece alguém que está a passar por uma situação semelhante?

 

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Diagnóstico de infertilidade – e agora?

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O diagnóstico de infertilidade pode resultar de causas específicas e conhecidas pela ciência ou de causas não identificáveis ou inexplicáveis.
Este diagnóstico está associado a choque, dor, descrença, sentimento de impotência, desilusão, frustração, culpa, revolta… e muitas dúvidas sobre o que fazer a seguir.
Como lidar com esta realidade?
• Informe-se e procure alternativas: consulte uma segunda opinião médica, pondere métodos de reprodução medicamente assistida, adoção ou outra via que lhe faça sentido.
• Trabalhe em sintonia com o seu companheiro: invista no diálogo transparente, na partilha honesta de sentimentos e na redefinição de objetivos e projetos.
• Priorize a sua relação afetiva: planeie uma data regular para uma noite a dois ou outros momentos em que a vossa relação seja o foco.
• Invista noutras áreas da sua vida: dedique tempo para a família, lazer e mantenha a produtividade.
• Aceite as limitações do corpo: não se culpe e não julgue a si nem ao seu parceiro.
• Cuide de si: pratique exercícios, adote uma alimentação saudável, inclua momentos de relaxamento e meditação no seu dia-a-dia e faça coisas de que verdadeiramente gosta.
• Mantenha a esperança: o que parece o fim pode ser um recomeço.
Se o diagnóstico de infertilidade resulta de causas desconhecidas, a origem pode ser psicológica e a intervenção de um psicólogo clínico pode desbloquear a situação.

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

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