As 5 fases do luto

Lidar com o luto é doloroso! Geram-se sentimentos de tristeza, raiva, choque, ansiedade, angústia e incompreensão. Cada pessoa vive o luto de forma diferente, mas, tipicamente, o luto assume 5 fases.

1ª Fase do Luto: Negação

É difícil entender e aceitar a perda. Temos tendência a racionalizar a situação e minimizar o impacto que ela tem e terá nas nossas vidas, negando o ocorrido.

2ª Fase do Luto: Raiva

Direcionamos a raiva a todos os que nos rodeiam e que nos são próximos. Podemos também sentir raiva de nós próprios por não ter feito as coisas de forma diferente, acabando por nos culpabilizarmos.

3º Fase do Luto: Negociação

Nesta fase, compreendemos que a raiva que sentimos não muda o que aconteceu. Começamos a adquirir mais paz interior e serenidade e continuamos ou retomamos a nossa rotina. É natural que, nesta fase, criemos reflexões em que nos comprometemos a ser melhores para connosco próprios e tentarmos ter uma vida mais calma e saudável para que tudo volte a ser como era antes.

4ª Fase do Luto: Depressão

Depois de uma perda, é normal que haja a sensação de cansaço extremo. Sentimos muita tristeza e choro fácil. Ficamos mais silenciosos e podemos até ter alterações no apetite ou no sono. De uma forma geral, ficamos emocionalmente mais fragilizados.

5ª Fase do Luto: Aceitação

A tristeza e a saudade poderão ainda estar presentes nesta fase, porém já começa a ser possível pensar no futuro e sentir que mudanças positivas poderão ocorrer. Pode ainda não ser o momento de total felicidade, mas é a fase em que já há diminuição/ausência da depressão e conseguimos voltar a sentir emoções serenas e a estar predisposto para a mudança.

Como recuperar de um luto?

O luto é uma reação emocional perante uma perda significativa na nossa vida. É um processo natural que revela a forma como reagimos e tentamos preencher um vazio. Faz parte da recuperação emocional e sucede-se após situações de dor, como a morte de alguém, o fim de uma relação, a morte de um animal de estimação, ou até a perda de algo importante.

Se sente que ninguém compreende a sua dor, procure o apoio especializado de profissionais de saúde e aprenda a aceitar a dor, o desamparo e a lidar com a perda para poder continuar a viver. Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Como ultrapassar o fim de uma relação

Sim, tudo acabou! Com o fim de uma relação, é comum sentir-nos perturbados, mesmo quando concordamos com a decisão ou até mesmo quando tomamos a iniciativa.

Provavelmente sente o mundo a desabar aos seus pés. Sofre com as perdas dos amigos, dos familiares, do aconchego da casa. E os sonhos e projetos partilhados e sonhados para uma vida a dois ficaram em ruínas. É habitual, existir sofrimento e angústia emocional que pode gerar dificuldades de adaptação a esta nova fase. É provável que se culpabilize pela perda e se foque apenas nos aspetos negativos de si mesmo e do seu comportamento, responsabilizando-se pelo fim. Talvez esteja a ser difícil retomar a sua vida.

Compreenda que cada pessoa tem o seu próprio tempo. Cada um de nós, define o espaço que necessita para lidar com a perda vivenciando o luto de forma diferente, não existindo prazos definidos para a superar o fim da relação. Pense em dedicar-se a si mesmo, capacitar-se emocionalmente, recuperar a sua autoestima e descobrir-se interiormente. É importante criar novos objetivos para se fortalecer e ficar apto a dar continuidade à sua vida.

Para ultrapassar o fim de uma relação, reconheça em si, os sinais de que necessita para uma mudança interior. Esta é a fase de cuidar de si, da sua rotina e do seu modo de vida. Trabalhe para o seu bem-estar e invista em atividades que lhe permitam ter contacto com novas pessoas e aproveite o convívio.

Vire a página! Pense que este é um momento de renascimento. Há muitas páginas em branco no livro da sua vida…

Leia aqui o testemunho da Miriam sobre como ultrapassou o seu processo de divórcio:

“Quando recorri à Clínica PSIC-Psicologia Integrada, eu estava a atravessar um momento de grande angústia e aflição, uma vez que me encontrava já há algum tempo, a tentar conviver com uma depressão, na qual entrei depois de me ter divorciado. Não conseguia aceitar que o meu casamento não teve sucesso, nem tão pouco me libertar da imagem do meu ex-marido. Não conseguia por mim própria sair da situação em que me encontrava, estava a entrar em desespero e a ser atormentada por pensamentos negativos e suicidas.Embora soubesse que precisava de ajuda, tinha consciência que essa ajuda teria que ser rápida e do tipo “terapia de choque”. Decidi procurar mais informação, para além da psicologia normal e foi quando conheci a Clínica PSIC – Psicologia Integrada e fiquei muito ansiosa para tentar saber o que poderiam fazer para me ajudar. Conheci a Dra. Jatir e após a primeira conversa percebi que era exatamente o tipo de terapia que eu necessitava.Fiz todo o processo de psicoterapia, com o DOS e EFT e no final da 1ª semana, já sentia uma enorme diferença, na minha forma de estar e de pensar. Curiosamente, após uma das conversas com a Dra. Jatir, percebi que o problema de frieiras que tinha, e que clinicamente estava associado à “má circulação”, na verdade não tinha nada a ver! Após duas sessões de DOS e psicoterapia, as frieiras pura e simplesmente desapareceram. Percebi então, que estas estavam associadas a questões que tinha vivido na minha adolescência.

Agora, passado todo o processo de terapia posso dizer com a maior alegria que me sinto outra pessoa, mais livre, completamente liberta do meu passado, a depressão ficou resolvida e sinto-me feliz e com vontade de gozar a vida que Deus me proporcionou.

Estou grata à Dra. Jatir, por todo o auxílio, a compreensão e por ter servido de canal de ajuda, na resolução do problema da depressão em que me encontrava.”

Miriam Gomes

Veja outros testemunhos em https://www.psic.com.pt/testemunhos/.

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Fugir da morte…

Certa noite, um imperador de Damasco teve um sonho. Sonhou que estava parado ao lado do seu cavalo, por baixo de uma árvore. Por trás dele surgiu uma sombra negra que lhe pôs a mão no ombro. Quando ele se virou para olhar em volta assustou-se. A sombra disse:

– “Eu sou a Morte, e amanhã venho buscar-te, portanto, prepara-te e assegura-te de que chegas ao local escolhido.”

Ele acordou. O sonho acabou, no entanto ficou com medo. Quando amanheceu, chamou os maiores e mais famosos astrólogos do reino. Chamou eruditos de renome, com o dom de interpretar sonhos e perguntou-lhes o que significava este sonho.

Não havia muito tempo. O imperador só tinha aquele dia, porque a Morte chegaria ao final do dia, ao pôr-do-sol.

Os astrólogos disseram: «Não há tempo para pensar. Escolha o cavalo mais veloz que tiver e cavalgue para o mais longe possível. Quanto mais se afastar, melhor.» Não havia outra alternativa. O que mais poder-lhe-ia ocorrer? Era a única solução: deveria ir para o mais longe possível daquele palácio, daquela cidade. Tinha de fugir para se salvar da Morte.

O imperador pediu um dos seus cavalos mais velozes, montou-o e começou a galopar. O cavalo galopava a alta velocidade e, ao ver a rapidez com que seguia, o imperador começava a sentir-se mais tranquilo. Desta forma, ganhou confiança: chegaria o mais longe possível e ficaria a salvo. Muito lentamente, a cidade começava a ficar distante. As vilas e aldeias também. O cavalo continuava a galopar com o mesmo ritmo apressado. O imperador não parou para descansar. Não comeu nem bebeu água. Quem é que pararia? Quem é que comeria alguma coisa ou beberia, se estivesse a ser perseguido pela Morte? Também não deixou que o cavalo fizesse uma pausa; nem sequer lhe arranjou água para beber. Para ele, era essencial cavalgar com aquela velocidade, para o mais longe possível.
Chegou a tarde. O imperador já estava muito afastado do seu palácio e estava extremamente contente. Até à tarde, sentia-se triste, mas à tardinha já começava a trautear canções. Tinha a sensação de que já tinha chegado longe o suficiente. Quando chegou o final da tarde, já se encontrava a centenas de quilómetros.

No instante em que o sol se punha, entrou num pomar de maçãs, amarrou o cavalo e deixou-se ficar debaixo de uma árvore. Estava verdadeiramente descontraído. Estava prestes a expressar a sua gratidão por ter chegado tão longe, quando a mesma mão que tinha visto na noite anterior, no seu sonho, lhe tocou no ombro. Ficou assustado. Virou-se com cautela, e viu a mesma sombra negra ali parada. A sombra negra disse-lhe:

– «Estava com muito medo de que não conseguisses chegar aqui, tão longe, pois é este o sítio no qual estás destinado a morrer. Perguntava-me como seria possível que percorresses uma distância tão longa. Mas o teu cavalo foi muito veloz e tu cavalgaste muito. Chegaste à hora certa.»

(adaptado de Osho. Uma mente independente. Pergaminho, 2017)

Por mais que fujas cumprirás com o teu destino. A morte tem uma sabedoria diferente e apresenta-se como um processo inevitável e natural na vida do ser humano. Ensina-nos que todos temos uma semelhança – a fragilidade da vida. Identificamo-la como uma etapa final ao mesmo tempo que nos convencemos de que somos eternos, passando assim a vida a fugir da morte.

Com a ajuda terapêutica da PSIC, pode descobrir a melhor maneira, para aprender a lidar com todas as fases da sua vida, construindo um percurso de vida mais pleno e feliz. Contacte-nos para uma consulta informativa gratuita. Saiba como podemos ajudar em https://www.psic.com.pt/perdas/ ou contacte-nos para uma consulta informativa gratuita.

Jatir Schmitt- Psicóloga Clínica

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Como reagir ao luto?

Não existe uma expressão universal do luto. Cada pessoa responde à perda de uma forma singular, em função das suas caraterísticas pessoais e do ambiente onde está inserida. É importante que experiencie o luto nos moldes que, para si, fizerem sentido.

 

Deixamos-lhe alguns conselhos que podem ajudar:

  • Aceite os seus sentimentos e respeite o seu momento de dor que, gradualmente, vai cicatrizando;
  • Foque-se nas boas recordações, que lhe trazem serenidade e o ajudam a seguir em frente;
  • Lembre-se de cuidar de si. Pode ser difícil pensar em si neste momento de dor, mas é importante que mantenha uma alimentação equilibrada, faça a sua higiene, dedique tempo a algum passatempo… Cuidar de si não vai eliminar a dor que sente, mas dá-lhe mais forças para continuar;
  • Peça ajuda sempre que precisar. Não se isole, as pessoas que o rodeiam podem ajudar a distrair-se e a ultrapassar este momento;
  • Retome o seu dia-a-dia: gradualmente envolva-se nas suas tarefas, responsabilidades e atividades que antes lhe davam prazer.

 

O bem-estar mental é um direito que deve estar ao alcance financeiro de todos. Se é estudante, está desempregado ou numa situação económica fragilizada, saiba como usufruir de preços ajustados à sua realidade em  psic.com.pt/prosocial

Equipa PSIC

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Como lidar com o aborto espontâneo

aborto

As causas do aborto espontâneo podem ser variadas mas o fator comum é o grande sofrimento que provoca no casal. O sentimento de choque, culpa e perda são frequentes. O medo apodera-se do casal e surgem muitas dúvidas sobre o que fazer a seguir. Saiba como lidar com este evento doloroso:

  • Não se culpe – pare de reviver todos os momentos da gravidez à procura de algo que tenha feito de errado e compreenda que esta situação estava fora do seu controlo.
  • Aceite a perda – há um processo de luto que precisa de ser vivido e respeitado. É necessário elaborar a perda dos planos e expetativas para o filho que tinha idealizado.
  • Partilhe a sua dor – converse com o seu companheiro, familiares e amigos sobre a situação difícil pela qual está a passar. Aceitar a perda e falar sobre ela pode ajudar a sair do sofrimento e retomar a sua vida.
  • Passe tempo a dois – umas férias românticas, uns dias junto da natureza ou simplesmente dedicar umas horas por dia à relação.
  • Converse com um profissional – procure saber com o seu médico quando é seguro voltar a planear engravidar

 

Lembre-se que o aborto espontâneo é comum e que isso não significa que não pode ter um bebé saudável em breve. A ajuda psicológica pode ser importante para que volte a sentir-se bem, recupere a esperança e se sinta preparada para receber uma nova gravidez.

 

O bem-estar mental é um direito que deve estar ao alcance financeiro de todos. Saiba como em psic.com.pt/prosocial.

 

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Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica

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