COVID-19: Exercício para reduzir o medo

Com a crise gerada pelo COVID-19, cresceu um sintoma emocional comum: o medo. Lembre-se que quanto mais cultivar emoções negativas, mais estas crescem. Neste momento de isolamento social físico, o excesso de informações que recebe pode estar a nutrir emoções indesejadas. Para que mantenha o equilíbrio emocional, deixamos aqui um exercício prático, que o pode ajudar.

Orientação prévia: crie um espaço só seu na sua casa. Um espaço seguro, onde pode estar a relaxar, meditar, ou simplesmente desfrutar dele.

  1. Concretize a emoção – acomode-se confortavelmente, da maneira que for mais apropriado para si. Preste atenção ao seu estado emocional. Crie uma imagem mental para o medo: qual o tamanho? (do tamanho de um berlinde, de uma bola de ping-pong, de uma bola de ténis, de futebol ou de basquete?). E a forma, qual é? Qual é a cor? Qual é o peso? E que temperatura tem? E onde se manifesta no seu corpo? Responda a estas perguntas num papel e, a partir das respostas, desenhe o medo. Observe como conseguiu concretizar aquilo que está a sentir. Agora, dobre o papel e reserve perto de si.
  2. Liberte-se – é o momento de libertar-se dos efeitos do medo no seu corpo.

Aí onde está, mantenha-se confortável. Respire calma e pausadamente. Concentre-se na sua respiração, no ar a entrar pelo nariz e a sair pela boca. Relembre as notas e a imagem do papel e permita que, ao expirar, toda essa energia vá embora juntamente com o ar e deixe que se evapore no espaço. Ao inspirar, imagine que a energia dourada do sol entra, preenche e acalma os seus pulmões e, através do oxigénio, espalha-se por todas as células do seu corpo, transformando-as numa estrelinha dourada. Repita 3 vezes.

  1. Descarte – agora, pegue nas notas que tinha reservado. Amasse o papel em forma de bola. De seguida, coloque no lixo que vai para o contentor.

Preserve as suas emoções com exercícios simples como este.

Na PSIC criámos um programa de teleapoio, o “SOS Emoções”, disponibilizado gratuitamente e cujo objetivo principal é ajudá-lo a diminuir o seu desconforto emocional, causado pelo isolamento. Inscreva-se através do link: https://forms.gle/pFLL1jqQTyizg2S89. Informamos também que continuamos com o trabalho clínico online e pode marcar as suas consultas através do número de telefone +351 968 931 541.

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Como saber se sofre de Perturbação de Pânico

O que é?

A Perturbação de Pânico é constituída por ataques de pânico recorrentes, que podem ser caracterizados por um momento abrupto de medo ou forte desconforto, atingindo o pico em minutos.

Quais os sintomas?

Identificamos 2 níveis dos principais sintomas que caracterizam a Perturbação de Pânico.* Perceba se algum deles se identifica com a sua realidade.

A – Tenho ataques de pânico imprevisíveis e frequentes e consigo identificar 4 (ou mais) dos seguintes sintomas:

  1. Palpitações, batimentos cardíacos ou ritmo cardíaco acelerado
  2. Suor excessivo
  3. Estremecimentos ou tremores
  4. Falta de ar ou dificuldade em respirar
  5. Sensação de asfixia
  6. Incómodo ou dor no peito
  7. Náuseas ou mal-estar abdominal
  8. Tontura, desequilíbrio ou desmaio
  9. Sensações de frio ou calor
  10. Sensações de formigueiro
  11. Sensações de sentir-se desligado de si próprio
  12. Medo de perder o controlo
  13. Medo de morrer

B – Sinto uma inquietação constante sobre ter novos ataques de pânico ou do que me pode acontecer e/ou evito comportamentos que possam levar a um ataque de pânico (ex: exercício físico, situações desconhecidas).

Caso se identifique com estes sintomas ou conhece alguém que se identifica, é provável que esteja perante uma situação de Perturbação de Pânico. Está na hora de procurar ajuda. Com a compreensão do processo de pânico, das suas crenças limitantes, dos medos excessivos e pensamentos negativos é possível recuperar a sua confiança, autonomia e domínio de si mesmo. Este é um processo realizado na Clínica PSIC através do Programa Intensivo Detox Emocional. O programa reúne as estratégias psicoterapêuticas, hipnoterapeuticas, psicossensoriais e de Biofeedback, aliadas às terapêuticas orientais, sendo um poderoso complemento às intervenções convencionais. É um método singular que produz efeitos transformadores e duradouros. Trata-se de uma solução fundamentada nos princípios da psicologia, da neurociência afetiva e da física quântica. Produz resultados impressionantes, quase mágicos.

Marque uma consulta informativa gratuita para conhecer melhor este programa intensivo. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

 

*Fonte: Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição (DSM-5)

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A Ana e o João têm medo de falar em público. E você?

Hoje o João acordou, fez a sua rotina diária e saiu de casa em direção à empresa onde trabalha para uma apresentação de um projeto em público. Entrou no metro com uma sensação de angústia que não conseguia explicar. Sentou-se num lugar aleatório e ao seu lado uma senhora cumprimentou-o. Ao responder-lhe, teve a sensação que a sua pressão arterial começou a subir e de repente começou a sentir náuseas, enquanto lhe dizia com uma voz trémula “Bom dia”. Finalmente chegou ao seu local de trabalho, o coração batia cada vez mais rápido, ao caminhar pelo corredor os músculos ficavam cada vez mais tensos e à medida que se cruzava com os seus colegas sentia o rosto a ficar cada vez mais vermelho…
É neste momento que o João se apercebe das inúmeras vezes que teve estas sensações e de repente lembra-se de uma história que a Ana (uma antiga colega da faculdade) lhe contou:
“Sempre fui uma pessoa extrovertida, que falava imenso e por vezes até revelava os segredos que não era suposto contar. Por esse motivo, acabei por ser reprimida, até pela minha família. Aos 9 anos bloqueei pela primeira vez quando tive que falar em público. Era o dia da Mãe, e durante meses tinha decorado um poema para dedicar à minha mãe e apresentar na escola. Quando chegou o momento de subir ao palco senti que a minha voz bloqueou e não consegui falar, saí a correr, com as lágrimas a escorrerem pelo rosto. No dia seguinte, o professor chamou-me à atenção em frente aos meus colegas por ter chorado e por não ter conseguido apresentar o poema. Desde aí, comecei a evitar todo o tipo de apresentações até que chegou a faculdade…
Já na faculdade, num dos primeiros trabalhos tinha de fazer uma apresentação para toda a turma e novamente preparei-me, estudei e eu estava certa que sabia tudo. No dia consegui falar durante os primeiros 5 minutos, mas voltou a acontecer o mesmo: bloqueou-me a voz, veio o choro, as mãos tremiam… Não consegui terminar. Assim, ao longo da faculdade comecei a evitar as apresentações.
Um dia, decidi procurar ajuda. Comecei a fazer terapia e aquele medo de falar em pequenos grupos ficou ultrapassado! No entanto, quando tinha de falar para grandes grupos e que não conhecia, voltava a sentir tudo de novo… No último ano da faculdade, dei continuidade à terapia com o novo objetivo de conseguir ultrapassar o medo de falar em público. Após 6 meses de estudo intenso consegui começar e terminar uma apresentação em público!
Como consegui superar este medo? Tenho a certeza que foi a terapia que me ajudou a descobrir as causas do meu medo, ajudou-me a perceber quais eram as minhas crenças e só assim foi possível ultrapassá-las!”.

Alguma vez sentiu o que o João ou a Ana sentiram? Alguma vez viveu um destes momentos em que tudo no seu dia acontece como o costume, mas há sempre uma sensação de que algo está incompleto?
A Ana viveu em sofrimento durante anos, com sensações de pânico nos momentos de se expor em público, em que a única reação que tinha era lutar ou “fugir”. Só quando iniciou a terapia é que aprendeu a controlar a ansiedade e o medo que sentia nestas situações e foi com as estratégias que o terapeuta lhe ensinou que conseguiu deixar de se sentir limitada e finalmente falar em público com facilidade.
O medo de falar em público (glossofobia) é um dos medos mais frequentes no ser humano. A boa notícia é que é também uma fobia com uma elevada probabilidade de sucesso no seu tratamento. Procure ajuda terapêutica e supere esse medo de uma vez por todas.
Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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As 5 perguntas essenciais sobre o medo do escuro

1 – O que é o medo do escuro?
O medo é uma reação natural, involuntária e protetora que nos ajuda a lidar com o perigo. A Nictofobia (medo do escuro) pode ter origem num trauma de infância ou de outro momento da nossa vida, assim como pode ser desencadeado a qualquer altura no ambiente que nos rodeia.

2 – Quais os principais sintomas físicos e emocionais do medo do escuro?

  • Depressão e ansiedade
  • Respiração rápida e superficial
  • Palpitações cardíacas, tremor, dores
  • Dores no peito ou sensação de asfixia
  • Náuseas e outros problemas gastrointestinais
  • Choro, gritos, pavor
  • Redução de apetite ou compulsão alimentar
  • Insónia
  • Sensação de estar a morrer ou fobia da morte (Tanatofobia)
  • Medo de ser atacado por seres sobrenaturais (Espectrofobia)

3 – Quais os principais comportamentos e atitudes do medo do escuro?

  • Olhar debaixo da cama ou por todo o quarto
  • Recusar-se a dormir sozinho
  • Recusar-se a sair de casa depois do anoitecer
  • Tentar ficar acordado a noite toda
  • Adiar o ato de ir para a cama para dormir
  • Ver televisão até tarde ou dormir com a televisão ligada
  • Adormecer no sofá

4 – Quais as principais consequências do medo do escuro?
O medo do escuro pode impactar negativamente a sua qualidade de vida – prejudicando o sono, mudando os hábitos alimentares, provocando maior stress ou até depressão. Estes sintomas por sua vez podem ter consequências mais graves, especialmente a relação com os outros, desentendimentos a nível social e menos produtividade no trabalho.

5 – Como perder o medo do escuro?
Se sente que o medo do escuro está a prejudicar a sua qualidade de vida, procure ajude psicológica. Na Clínica PSIC identificamos a origem da fobia e trabalhamos consigo e com o auxílio de diversas ferramentas práticas para eliminar este núcleo fóbico, aumentar a sua autoconfiança e o domínio sobre o medo.

Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Kit de sobrevivência num Ataque de Pânico

O pânico é a sensação de terror, o medo súbito e inesperado com receio de morrer ou perder o controlo. É um sentimento de ansiedade repentino sobre acontecimentos antecipados. Siga estes 4 passos para sobreviver e superar um ataque de pânico.

1º Passo – Aceite e enfrente o pânico
Deve lembrar-se que ao vivenciar uma crise de pânico, está a sentir uma ansiedade elevada e que pode ser difícil lutar contra os seus sentimentos. Tentar evitá-los ou abstrair-se destes pode aumentar ainda mais a sua ansiedade e assim aumentar o seu medo de pânico. Aceite que o que está a sentir é natural e vai passar.

2ºPasso – Tente relaxar!
Exercícios de relaxamento muscular, respiração abdominal e meditação ajudam a relaxar num momento de maior tensão.

3º Passo – Desafie o seu medo!
Reformule os seus pensamentos: “Que provas é que eu tenho que confirmam os meus medos?”; “Que outras explicações podem existir para o que estou a sentir?”

4º Passo – Seja tolerante consigo mesmo, dê mais tempo.
Quando estiver na iminência de um ataque de pânico, evite apressar essa situação. Mantenha presente que as sensações que sente, quando atingirem o pico da ansiedade irão diminuir, pois se tentar fingir para si mesmo, que a sua ansiedade e respiração estão na normalidade, pode aumentar ainda mais os seus sintomas!
Possivelmente pode ser uma das muitas pessoas que lidam com ataques de pânico durante demasiados anos, e provavelmente sente-se esgotado devido a esses pensamentos assustadores que lhe causam sensações corporais desconfortantes e mais ansiedade. Saiba que através da PSIC, com intervenção terapêutica, poderá aprender mais como superar o pânico e conquistar mais saúde e mais qualidade de vida. Contacte-nos para uma consulta informativa gratuita e aproveite para consultar os testemunhos dos nossos pacientes em: https://www.psic.com.pt/testemunhos/.

 

TESTEMUNHO

“Já tenho ataques de pânico desde os meus 16 anos e mantinha-me controlado com medicação mas, agora com 27 anos comecei a sentir novamente os sintomas, procurei ajuda e encontrei a Dra. Jatir Schmitt. Depois de fazer 10 sessões de DOS e de fazer hipnose e EFT sinto-me muito melhor, ultimamente já não entrava em muitos locais e andava com falta de apetite. Agora já não sinto aqueles medos que me atormentavam, já me sinto uma pessoa diferente. Todas as pessoas que sentem medos deviam passar por este tratamento, não podemos deixar que os medos nos estraguem a vida.”
Bruno Oliveira.

 

 

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Ataques de pânico – “Vitória após vitória, hei-de conseguir!”

“Há cerca de 4 anos comecei a não me sentir muito bem em espaços fechados. Tudo o que não tivesse uma saída fácil criava desconforto. Recordo-me de um anexo da minha anterior casa que apenas tinha a porta e uma janela onde eu não passava. E se alguém me fechasse a porta? Então, eu fiz uma chave e arranjei um sítio para a chave, que só eu sabia que estava lá. Com o passar do tempo apareceram os ataques de pânico e, já não era só o anexo que me preocupava. Comboio, metro, elevadores, basicamente tudo o que fosse de difícil saída. Até que cheguei ao ponto de entrar em pânico no trânsito, em sítios que antes adorava e agora me provocavam medo, de nevoeiro denso, de uma simples ida ao shopping de sempre.

 

Foi então que decidi que precisava de ajuda. Por mim, pela minha esposa, mas principalmente pelo meu filho. Conheci a PSIC numa pesquisa online e decidi que era aqui que podia estar a solução. Eu pensava que depois de fazer o tratamento aconselhado nunca mais me ia lembrar que tinha os problemas, mas com o passar das sessões fui percebendo que não ia ser assim, tinha que ser eu a primeira pessoa a ajudar-me. Não sei se voltarei a passar o que passei, mas sinto-me muito mais confiante em relação ao futuro, mais calmo e principalmente ensinaram-me as técnicas e deram-me as ferramentas necessárias para ultrapassar tudo isto. Ainda não tentei entrar no metro, mas tenho-me controlado no trânsito, tenho ido ao shopping com a família e apesar de me lembrar do que passei, as coisas têm corrido bem. Vitória após vitória, hei-de conseguir!”

 

O Rui realizou um tratamento intensivo, personalizado e orientado para as suas dificuldades. Através de técnicas combinadas (hipnose, terapias psicossensoriais e de biofeedback), aprendeu estratégias para lidar com os ataques de pânico e as suas fobias, os sintomas desapareceram e retomou a sua vida.  O Rui é o exemplo de que adiar o pedido de ajuda e prolongar o sofrimento é restringir a liberdade.

 

Se esta história lhe é familiar, é hora de procurar ajuda.

Se quiser saber mais sobre Como surge um Ataque de Pânico?  consulte este artigo ou descubra o nosso método aqui.

 

O bem-estar mental é um direito que deve estar ao alcance financeiro de todos. Se é estudante, está desempregado ou numa situação económica fragilizada, saiba como usufruir de preços ajustados à sua realidade em psic.com.pt/prosocial

Jatir Schmitt – Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta

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5 dicas para superar o medo de falar em público

O medo de falar em público representa muitas vezes um bloqueio e pode prejudicar quer o seu rendimento profissional quer as suas relações pessoais. Deixamos algumas dicas simples para iniciar a superação deste medo:

  1. Prepare a sua apresentação – estude sobre o assunto que vai apresentar, faça resumos, explique a alguém próximo para se familiarizar com o tema;
  2. Treine, treine, treine – pode fazê-lo em frente ao espelho, em voz alta e com públicos pequenos e familiares que lhe darão feedback;
  3. Conheça o local da apresentação – quanto mais familiarizado estiver com o local, menos intimidado se vai sentir. Chegar mais cedo, preparar os equipamentos e ter um tempo para si pode ajudar;
  4. Faça da tecnologia uma aliada – prepare uma apresentação interessante, criativa, que capte a atenção do público e com alguns pontos-chave para o ajudar;
  5. Use a respiração a seu favor – quando temos medo ou ansiedade, a respiração tende a ser acelerada, irregular e superficial. Antes da apresentação, procure fazer respirações mais longas, inspirando pelo nariz e expirando pela boca, enchendo o diafragma de ar, sem subir os ombros.

E… lembre-se que o público não está lá para o julgar. Inicie este caminho e saiba que é possível livrar-se deste medo.

 

O bem-estar mental é um direito que deve estar ao alcance financeiro de todos. Saiba como em psic.com.pt/prosocial

 

 

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