Quando a dor de cabeça tem causas emocionais

Existe uma explicação para a dor de cabeça ou enxaqueca que sente? Possivelmente foi ao médico, realizou exames e as causas físicas foram excluídas. Nesse caso, é possível que essa dor de cabeça possa ter uma causa psicológica e emocional. Quando o seu estado emocional se encontra desequilibrado, pode-se manifestar através de dores físicas.

Então, que causas emocionais podem estar na origem da dor de cabeça?

  • Razão – quando resolve algum conflito baseado exclusivamente no seu lado racional e sem ponderar as suas emoções.
  • Dúvida – o remoer de algum assunto pode levá-lo a se questionar frequentemente e a pensar demasiado na situação. A cabeça e, consequentemente, o lado racional subjuga o seu corpo e a sua vida.
  • Orgulho – por receio de ser dominado, não gosta que pessoas autoritárias controlem aquilo que faz, nem permite ser controlado por elas.
  • Perfeccionismo – autocrítica exacerbada criando auto pressão pelo desejo da perfeição.
  • Vitimização – colocar-se num papel de vítima das situações e de inatividade perante a mudança de velhos padrões.
  • Negação – quando o conflito é evitado por não aceitar pensamentos, sentimentos, impulsos, desejos ou situações que, de forma consciente, são insuportáveis para si.
  • Ganhos – a dor que sente pode trazer ganhos secundários na sua vida sem que se aperceba, como por exemplo, atenção de familiares e amigos, evitamento do outro para o confrontar ou contrariar, entre outros.

Quando existe uma dor de cabeça sem causa física, significa que está a priorizar o racional em detrimento das emoções, gerando elevados níveis de stress no seu organismo. O stress é uma consequência do próprio funcionamento de pessoas com as características acima mencionadas, resultando em cefaleia de stress. Encontrar um equilíbrio entre a emoção e razão evita conflitos internos e a manifestação destes conflitos na sua saúde física.

O que fazer para aliviar a dor de cabeça emocional e prevenir o seu surgimento?

  • Reflita – perceba o que está a acontecer à sua volta – identifique se houve alguma situação de stress ou conflito e ganhe mais consciência desta realidade.
  • Seja flexível – perceba se foi inflexível consigo e/ou com outra pessoa, ponha o orgulho de lado e aprenda com a diferença.
  • Aceite – evite criticar ou rejeitar a opinião do outro e faça do diálogo um recurso mediador para um caminho mais equilibrado na resolução da situação.
  • Seja paciente – diminua a pressa na vida e adquira mais amor e sabedoria para consigo e para com as suas emoções. Liberte-se da tirania da sua autoimposição.
  • Mantenha o bom humor – experimente soltar-se e descontraia, divirta-se mais e ria de tudo e de nada.

O despiste das causas físicas para a dor de cabeça, realizada pelo seu médico, é o primeiro passo. Na exclusão das causas físicas é necessário avaliar a parte emocional. Tente, pelo menos uma vez, acabar com a sua dor sem o auxílio de remédio e com o apoio das dicas apresentadas. Se a dor persistir procure ajuda especializada.

A PSIC atua com uma visão integrada e interativa – biopsicossocial e noético. Através da hipnoterapia, terapias psicossensoriais e terapias de biofeedback ajudamos a ampliar o seu controlo voluntário das respostas físicas do seu organismo e na modulação e controlo ou eliminação da dor. Aliamos o autoconhecimento com a mudança do modo de vida, de atitudes e comportamentos, crenças e pensamentos negativos geradores de stress. Estas intervenções são importantes na transformação do sofrimento em saúde e bem-estar. Estamos disponíveis para orientá-lo e ajudá-lo a alcançar os seus objetivos com segurança e confiança. Marque uma consulta informativa gratuita para saber como podemos ajudar. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Quando as emoções adoecem o corpo – Parte 2

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Muitas vezes, não expressamos as emoções porque nos ensinaram que é errado ou aquilo que expressamos não é coerente com o que sentimos, porque julgamos ser socialmente inaceitável. Ao não percebermos e reprimirmos estas emoções, esquecemo-nos da nossa verdadeira essência. O nosso corpo envia-nos sinais porque a coerência entre corpo e mente, não só é importante, como necessária. Estes sinais manifestam-se na forma de sintomas físicos:

  • dores no pescoço devido à tensão quando sentimos medo ou raiva;
  • dores no maxilar ou de cabeça (por cerrar os dentes) na raiva;
  • artrite (por cerrar os punhos) na agressividade retida;
  • problemas de estômago como úlceras nervosas (“engole tudo ou explode de agressividade”) e na vesícula biliar (ligação entre o fel e a raiva);
  • dores musculares de encolher o corpo na tristeza;
  • problemas no fígado, devido à falta de energia na tristeza e depressão;
  • enxaquecas naquelas pessoas que pensam demais e não expressam a raiva;
  • gripes e constipações como sinais de cansaço extremo;
  • pedras no rins como indicador de medo intenso ou bloqueio nas emoções;
  • tensão alta como sinal de dificuldade em relaxar.

É assim que surgem as doenças psicossomáticas, isto é, doenças que têm um componente psíquico/psicológico e aparecem porque não nos abrimos e não expressamos emoções. Os sintomas são como um pedido de socorro do nosso corpo que nos está a tentar alertar para a incoerência em que estamos a viver. São como uma tentativa de mostrar e expressar as emoções e sentimentos escondidos, a nossa verdade interna.

Aceitar a doença ou o sintoma é o primeiro passo para que possamos perceber o que nos está a tentar transmitir. Quando entendemos o seu significado conseguimos ver o caminho a seguir e as mudanças que precisamos de fazer na nossa vida.

Falar dos nossos sentimentos, dores e mágoas é crucial para cuidarmos da nossa saúde.

 

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Quando as emoções adoecem o corpo – Parte 1

post_doenca1Cada emoção que sentimos prepara o nosso corpo para uma reação específica. O fato de experienciarmos emoções desagradáveis não significa ausência de saúde mental ou que algo de errado se passa connosco. Nunca é demais reforçar que não há emoções positivas ou negativas, todas têm um papel fundamental na nossa adaptação. O que prejudica o nosso funcionamento é o excesso emocional. As emoções têm uma manifestação corporal intensa, a energia da emoção espalha-se pelo corpo e produz diversos movimentos. Estas sensações físicas e sinais corporais são coerentes com o que estamos a sentir e é através deles que podemos identificar qual a emoção que sentimos.

Quando sentimos raiva, a força corporal aumenta para criar movimentos de ataque ou defesa. Manifesta-se essencialmente na parte superior do corpo, na cabeça, braços, mãos e peito. A temperatura corporal aumenta, cerramos os punhos e os dentes e encolhemos os ombros como se fôssemos dar um soco a alguém. O nosso corpo diz-nos que está pronto para atacar perante uma situação que interpretamos como injusta, pois a função da raiva é mesmo gerar energia para superar obstáculos.

O medo é a emoção que sinaliza a existência de perigo. O coração começa a bater mais depressa, a respiração acelera, os músculos contraem, as mãos e pernas tremem, esbugalhamos os olhos para olhar para todos os lados, numa postura vigilante. Corporalmente, o medo prepara-nos para fugir ou lutar em situações de perigo.

Na tristeza, há como que uma sensação de frio que nos invade. Este “arrefecimento” implica uma falta de mobilização que se traduz na perda de interesse nas atividades quando estamos tristes, para nos recolhermos. Adotamos uma postura cabisbaixa, fechamos o peito, olhamos para baixo. Precisamos desse tempo para recuperar energia e avaliar as consequências de uma perda, para depois nos redirecionarmos para outras emoções e ações.

A inveja é uma emoção instintiva e natural. Surge da comparação com o outro, quando o indivíduo se sente inferiorizado nessa comparação. A função da inveja, quando encarada de forma saudável, é levar-nos a tentar sempre mais até sermos bem-sucedidos, como se fosse um impulso para melhorar. O sentido crítico e a admiração por algo que ainda não temos pode constituir uma oportunidade para avançar. Corporalmente, esta emoção manifesta-se através de olhar demorado, de lado.

É no nosso corpo que residem as emoções e ele é o nosso maior aliado, quando prestamos atenção aos seus sinais.

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