Tudo o que deve saber sobre teletrabalho e a saúde emocional

O teletrabalho permite a proteção da nossa saúde e a saúde de todos e, simultaneamente, manter as organizações e a sociedade em funcionamento com as devidas limitações durante este período de crise. O isolamento social, por si só, é já uma situação que nos afeta psicologicamente. Acresce que o teletrabalho, para grande parte das pessoas, é uma experiência que se repete e para outras uma novidade que envolve um período de adaptação.

Assim, é importante compreender que é normal sentir dificuldades neste período e que existem várias formas de colmatar essa situação e preservar a saúde emocional.

7 ações para manter a sua saúde emocional no teletrabalho

1 – Organize o seu espaço e ambiente de trabalho

Escolha e defina um espaço para trabalhar, se não tiver um escritório prepare uma divisão da casa que lhe permita ter algum silêncio.

Dica: tenha atenção às regras da ergonomia: adapte o seu ambiente de trabalho de forma a posicionar a secretária, cadeira, computador/monitor o mais próximo possível da realidade do seu posto de trabalho na empresa.

 

2 – Planeie o seu dia: estabeleça horários para trabalho, descanso e lazer

Planeie um ritual simples para começar e terminar o seu dia: mantenha o horário fixo de trabalho até à hora da refeição e/ou pausa.

Dica: se possível, no final do dia desligue os aparelhos e saia dessa divisão.

 

3 – Defina objetivos e prioridades

Avalie o seu plano de trabalho, junto dos seus colegas e chefia, identifique quais as tarefas prioritárias e os prazos de entrega mais relevantes.

Dica: recorra a uma agenda e vá verificando o trabalho já feito. Comemore e reconheça o seu êxito.

 

4 – Faça pausas ao longo do dia

Faça interrupções breves e beneficie em termos de descanso corporal, visual, mental e emocional.

Dica: a cada hora de trabalho, tire uns minutos para ir à janela/varanda apanhar ar.

 

5 – Movimente-se e mantenha uma alimentação saudável

No horário não laboral dedique algum tempo para atividade física e planeie e compre alimentos saudáveis.

Dica: faça da sua cozinha um momento de relaxamento confecionando refeições equilibradas.

 

6 – Adote estratégias para gerir da melhor forma a vida pessoal

Procure manter as rotinas e atividades diárias habituais. Se tiver filhos, converse com eles sobre os seus sentimentos e receios, explique-lhes o que se passa e tranquilize-os.

Dica: invista na troca de afetos através de massagens e abraços e incentive a expressão dos sentimentos através de brincadeiras, desenhos, colagens e modelagens.

 

7 – Invista no autocuidado e no humor

Procure fazer atividades que lhe proporcionem prazer, para gerir o stress e a frustração.

Dica: assista a filmes ou séries de comédia, relembre histórias engraçadas, leia, faça meditação, dance…

 

Porque deve seguir estas ações?

  • Investir nestas ações irá permitir um melhor desempenho das funções, um aumento da produtividade e um auxílio no cuidado da qualidade da sua vida laboral. Além disto, um maior foco e consequentemente, o evitamento do retrabalho e trabalho em excesso.

 

  • O dia tem 24 horas, portanto, é possível planear e organizar o seu tempo. Desta forma, poderá desligar do trabalho usufruindo, convenientemente, das suas horas de descanso, prevenindo o stress e a síndrome de burnout. Permite ainda, manter um equilíbrio entre o teletrabalho e a vida pessoal prevenindo conflitos familiares, o que contribui para um ambiente saudável no seu lar.

 

  • Cultivar uma rotina de autocuidado preserva a sua saúde física, mental e emocional. Isto ocorrerá pela contribuição que o exercício físico nos ocasiona: concentração, produtividade, energia e libertação da tensão. Aliado a isto, a boa alimentação que auxilia na memória, evita doenças, melhora o humor e reduz o cansaço. Este tipo de investimento, em nós, resulta como estratégia no combate à depressão, ansiedade, stress, tristeza e permitirá um bem-estar no trabalho e na vida em geral.

Quais são os sinais de alerta de que precisa de ajuda especializada?

  • Excesso de stress
  • Ansiedade
  • Nervosismo
  • Frustração
  • Dificuldades em dormir
  • Irritabilidade
  • Tristeza
  • Flutuação do humor
  • Revolta

 

Agora, mais do que nunca, precisamos de aceitar os desafios gerados pelo inevitável: as mudanças, o adaptar, a paciência e a persistência nisso, como sendo parte natural da vida atípica que vivemos. Sentir dificuldade em lidar com estes desafios é natural, mas não precisa de o fazer sozinho. Pode encontrar a serenidade e a motivação que precisa para dar o seu melhor em resposta à incerteza.

Assim sendo, se não conseguir pôr em práticas as sugestões referidas anteriormente e/ou sentir, persistentemente, os sinais de alerta, a Clínica PSIC pode ajudá-lo a identificar e eliminar as barreiras, a ampliar a capacidade no controlo das emoções e a desenvolver comportamentos adaptativos, de forma a cuidar e a preservar a sua saúde emocional.

 

Perto ou longe, podemos sempre ajudá-lo através de uma consulta informativa gratuita, online ou presencial.

 

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Insónia e Ansiedade: as principais queixas deste novo mundo em que vivemos

A insónia está entre as queixas mais comuns da pandemia e surge, muitas vezes, a par com a ansiedade. É uma perturbação do sono persistente que prejudica a nossa capacidade de adormecer ou, ainda, de permanecer a dormir durante toda a noite. Assim, a qualidade de vida da pessoa, em geral, costuma ficar comprometida. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a insónia e a falta de sono estão a levar as pessoas a desenvolver vários tipos de distúrbios.  Curiosamente, estudos recentes, publicados no diário de Avaliação Internacional de Imunologia, indicam uma relação entre elevados níveis de melatonina e uma maior resistência à Covid-19.  A melatonina (hormona do sono) melhora os hábitos de sono, reduz a ansiedade, estimula a imunidade e possui altas propriedades antioxidantes.

De acordo com especialistas, a dificuldade de adaptação a este novo mundo em que vivemos, desde o confinamento a todas as questões que nos preocupam ao longo deste período, proporcionam um aumento dos níveis de stress, contribuindo para o desenvolvimento de ansiedade, afetando diretamente o sono.

O que acontece quando nos deitamos para dormir e estamos ansiosos?

  1. Respiração rápida e superficial
  2. Batimento cardíaco acelerado
  3. Mente invadida por pensamentos
  4. Cansaço e impaciência para dormir

Dicas para controlar a insónia e ansiedade e dormir melhor:

  1. Diminuir a exposição à luz dos dispositivos tecnológicos ao longo do dia
  2. Praticar exercícios de respiração
  3. Desligar os dispositivos tecnológicos pelo menos 30 minutos antes de dormir
  4. Tomar um banho relaxante antes de dormir
  5. Acrescentar óleos essenciais (lavanda, vetiver e camomila)na rotina

Se sentir que as dicas mencionadas são insuficientes, é importante reforçar que os sintomas são alertas de que algo não está bem consigo e necessita de ajuda profissional.  Na PSIC, identificamos o seu modo de vida e estabelecemos um plano de mudança de acordo com as suas necessidades. Intervimos de forma sistémica e natural, sem uso de medicação ou qualquer outro processo químico, abrangendo todas as áreas da sua vida.

Para ajudar da melhor forma, marque a sua consulta informativa gratuita que pode ser presencial ou online.

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Qual é a função dos neurotransmissores no equilíbrio das nossas emoções?

Existem inúmeras reações do nosso corpo que influenciam o nosso humor, disposição e felicidade, e importa compreender os efeitos das mesmas no nosso comportamento. É também muito útil compreender como é possível estimular sensações e emoções boas, de forma a contribuir para um estilo de vida mais saudável e seguro.

O que são os neurotransmissores?

De acordo com a Neurociência, os neurotransmissores são agentes que transpõem informações acerca de uma determinada emoção ou comportamento em forma de reação química, denominada de sinapse.  Dentre os neurotransmissores atuantes nos nossos processos emocionais destacam-se as monoaminas: serotonina, noradrenalina e dopamina.

É possível afirmar que os neurotransmissores moldam, de muitas maneiras, a forma como vivemos a vida e quem somos. Assim sendo, vamos começar por esclarecer o propósito e/ou efeitos que os neurotransmissores assumem no nosso comportamento.

Os 3 principais neurotransmissores emocionais

  1. Serotonina – Sensação de bem-estar e felicidade. Os seus níveis são afetados pelo exercício físico e pela exposição à luz solar. Ajuda a equilibrar o humor, o ciclo do sono e a digestão. Insuficiência de serotonina: Pode surgir depressão, irregularidade no humor, enxaquecas e perturbação disfórica pré-menstrual – a nossa famosa TPM.
  2. Noradrenalina – Influencia o humor, ansiedade, sono e alimentação. Possui como uma das suas principais funções, aumentar a energia química no organismo para dar respostas rápidas em situação de stress. Contribui, também, para aumentar a vigília e a atenção. Insuficiência de noradrenalina: Pode ocorrer ansiedade, instabilidade emocional e depressão.
  3. Dopamina – Relacionada ao prazer, satisfação, vício, movimento e motivação. A sinalização da dopamina é essencial para o sistema de recompensa do cérebro, influenciando o indivíduo a repetir comportamentos que levam à libertação desta. Estes comportamentos podem ser naturais, como na alimentação e na atividade sexual, ou patológicos, como na dependência de drogas e jogos. Insuficiência de dopamina: Pode surgir um quadro de depressão, ansiedade, baixa capacidade de memorização, concentração e, até mesmo, a doença de Parkinson.

Como podemos evitar uma insuficiência de neurotransmissores?

Abaixo, indicamos-lhe algumas formas de estimular a produção de neurotransmissores no cérebro, potenciando um estilo de vida mais saudável, através de:

  • Exercício físico – Melhora o fluxo de nutrientes para o cérebro e aumenta os níveis de dopamina, serotonina e noradrenalina.
  • Alimentação equilibrada – Refeições ricas em nutrientes como tirosina, ácidos graxos, ômega 3 e aminoácidos, presentes em frutas, legumes, peixes e ovos, elevam os níveis de dopamina.
  • Cuidado com a saúde intestinal – A nossa flora intestinal regula e impacta quase todas as hormonas no nosso corpo, incluindo tireoidianos, estrogênio e a melatonina. Alguns destes, tem conexão direta com funções vitais do nosso corpo na produção de neurotransmissores.
  • Meditação – Melhora o foco, aumenta a capacidade de concentração e eleva os níveis de dopamina no corpo.
  • Ouvir música – Ativa o sistema de recompensa, consequentemente, a libertação de dopamina e causa um bem-estar.

Curiosidade: A inexistência e/ou baixa exposição à luz solar e a falta de exercício físico interfere com o nosso ciclo do sono. Isto justifica, em parte, a possibilidade das insónias durante o confinamento. Os indivíduos com graus diferenciados de cegueira, devido à má perceção de luminosidade têm dificuldades em produzir melatonina, responsável pela iniciação do sono, que advém da serotonina, tendo que recorrer a medicação.

O equilíbrio dos neurotransmissores é suficiente?

É importante salientar que é difícil um equilíbrio dos neurotransmissores quando a harmonia com o que sentimos está comprometida. É fundamental investirmos num estado de equilíbrio, pois este permite um controlo das nossas emoções de forma a propiciar o surgimento de bons sentimentos e consequentemente, bons comportamentos. Assim sendo e com o propósito de atingirmos um estado de equilíbrio, é aconselhável recorrermos a um psicólogo como ação preventiva e de manutenção, com o intuito de promover um estado geral de saúde do corpo e da mente. Deste modo, podemos seguir com maior segurança.

Como é que a PSIC – Psicologia Integrada pode ajudar?

É compreensível que as dicas sugeridas possam ser insuficientes, dado o momento atual. A PSIC – Psicologia Integrada pode ajudar da seguinte forma: identifica e elimina as barreiras que impedem a autoaplicação, auxilia a obter uma maior capacidade no controlo das emoções, modulação dos sentimentos, processamento rápido de informações através de intervenções psicossensoriais e de neuromodulação, de modo a estimular a produção equilibrada dos neurotransmissores. Para desenvolver comportamentos adaptativos e preservar a saúde poderá conhecer melhor os programas e modalidades terapêuticas da PSIC, através de uma consulta informativa gratuita, presencial ou online.

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Pandemia e insónias

Como ultrapassar os efeitos da pandemia no sono?

A atual crise pandémica levantou muitas questões e preocupações, causando muitos prejuízos na nossa saúde, alguns dos quais com impacto no nosso sono. Estudos recentes revelam que quase um terço dos portugueses (32%) tem mais dificuldade em dormir durante este período e prevê-se um agravamento deste quadro após esta crise.

8 aspetos que influenciam a nossa qualidade de sono durante a pandemia:

  1. Falta de rotina
  2. Hábitos alimentares desajustados
  3. Horários alternados de dormir e acordar
  4. Sentimentos negativos
  5. Pensamentos repetitivos
  6. Ausência de interação social
  7. Redução da exposição à luz solar
  8. Excesso de tempo à frente dos ecrãs

 

A importância do sono, neste momento, prende-se com 4 fatores:

  1. Capacitação do sistema imunitário
  2. Aumento da função cognitiva
  3. Melhoria do humor
  4. Manutenção da saúde mental

 

5 Sugestões para dormir melhor durante a pandemia:

  1. Estabelecer novas rotinas
  2. Manter-se ativo
  3. Praticar a bondade
  4. Utilizar técnicas de relaxamento
  5. Manter uma dieta saudável

 

É normal, dada a atualidade, sentir dificuldades em colocar estas sugestões em prática. No entanto, poderá complementar e tornar mais eficaz estas dicas com a nossa ajuda personalizada individual de forma a melhorar a qualidade do seu sono. Entre os passos, poderá constar:

  • Efetuar o despiste de causas fisiológicas
  • Avaliar e intervir no modo de vida
  • Recuperar a arquitetura do sono
  • Identificar os fatores que podem estar a impedir um descanso reparador
  • Sugerir recursos para recondicionar o seu ambiente de dormir propiciando um adormecer natural

 

Marque uma consulta informativa gratuita que poderá ser presencial ou à distância, para avaliar qual a melhor opção no seu caso em específico.

 

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Saúde mental e doenças emocionais: a 4ª onda da pandemia

Todas as pessoas, de alguma forma, sentiram os impactos da pandemia e procuraram moldar-se ao novo normal. Os efeitos de uma realidade de restrições e de mudanças drásticas começam a tornar-se evidentes e intensificam a discussão de uma quarta onda da doença: a emergência de saúde mental, onde se destaca a depressão, ansiedade e perturbação do stress pós-traumático, como consequência da crise sanitária.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que quase 1 bilião de pessoas vive com alguma perturbação mental e que, a cada 40 segundos, morre uma pessoa por suicídio. Com os reflexos da pandemia, prevê-se que estes números piorem.

Os desequilíbrios emocionais gerados por esta crise podem ser identificados por um conjunto de causas provocados pela nova realidade:

  • Medo de contrair o vírus
  • Preocupação com pessoas próximas e vulneráveis
  • Crianças em período de desconfinamento
  • Falta de contacto físico
  • Desemprego ou ameaça de desemprego
  • Conjugação da vida familiar com o teletrabalho e telescola

Apesar de prematuro, as revisões de literatura científica sobre o impacto psicológico de infeções por coronavírus, mostram que a depressão, ansiedade, fadiga e perturbação do stress pós-traumático acompanham os infetados após a doença. Pessoas que foram infetadas com a COVID-19 podem apresentar sequelas e alguns estudos mostram que, 30 dias após testar negativo, cerca de 80% das pessoas mantém algum sintoma, entre eles a fadiga e dispneia do sono.

Mesmo sendo uma hipótese e algo para o futuro, gostaríamos de deixar um alerta para si, para que tenha um pouco mais de atenção com sua própria saúde emocional. Observe-se, observe o que está ao redor, respeite os seus limites e preste atenção às manifestações do seu corpo. Tendo em conta o nível de tensão percebido, pode tomar algumas providências: utilizar a respiração e o relaxamento e aprender a acalmar o coração. Veja abaixo os exercícios que disponibilizamos para este fim. Se precisar, peça ajuda.

Como saber quando deve procurar ajuda psicológica?

Existem sinais que indicam que, talvez seja necessário procurar ajuda especializada, nomeadamente:

  • Estar sempre em estado de alerta ou modo sobrevivência
  • Apresentar irritabilidade e impaciência
  • Ter picos emocionais
  • Sentir-se pessimista em relação ao futuro
  • Ter a sensação de estar sempre no limite
  • Ter dificuldades em parar o ruído mental
  • Ter dificuldades para adormecer ou ter pequenos despertares ao longo da noite
  • Sentir que as atividades do dia-a-dia são comprometidas
  • Sentir alterações no apetite

Como pode a Clínica PSIC – Psicologia Integrada ajudar?

A Clínica PSIC – Psicologia Integrada apresenta duas modalidades de atendimento: presencial e online. Nesse sentido, durante este período atípico, pode optar por fazer terapia online. Muitos clientes já migraram as sessões de psicoterapia do consultório presencial para o modo à distância. Esta é uma medida recomendada para prevenir o contágio e, ao mesmo tempo, disponibilizar uma ajuda possível e protegida.

Uma conversa com um profissional especializado, pode ser importante para o ajudar a lidar com o seu estado emocional que deriva do momento atual. Conte com a nossa ajuda. Previna-se e procure-nos.

Veja também outros exercícios:

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Como ouvir o coração?

O que é o coração?

Do ponto de vista mecânico este é um órgão que nos acompanha desde o início da vida, sem folgas e cumprindo o seu papel dia após dia. Em momentos específicos, notamos a sua presença: um susto, uma surpresa, um exercício mais forte… e sentimos que os seus batimentos aceleram e descompassam.  Tirando estas situações, a verdade é que o coração passa quase despercebido, durante grande parte do tempo. No entanto, este é um dos órgãos mais importantes do nosso metabolismo.

 

Qual é a inteligência do coração?

Embora o coração seja maioritariamente apresentado como um super-músculo, também tem outra dimensão mais profunda que encontramos em expressões populares como “ouve o teu coração” ou “segue o teu coração”. Estas expressões ecoam em todos nós, independentemente da raça, educação, cultura ou língua.

Pode soar estranho, mas sim, o coração é inteligente e, através dele, podemos aprender a gerir conscientemente as nossas emoções. O coração faz muito mais do que apenas bombear sangue por todo o corpo. Uma equipa de cientistas do Institute of HeartMath, lançou luz sobre a ciência do coração. Estes investigadores estudam a relação íntima entre o cérebro e o coração, como se comunicam e como isso afeta as nossas emoções, reações fisiológicas e autorregulação.

 

Qual o verdadeiro potencial e inteligência do coração?

Já em 1991, o Dr. J. Andrew Armour estudou aprofundadamente o órgão central do corpo, tendo cunhado os termos “cérebro coração” e “pequeno cérebro”. Também nas últimas duas décadas, Doc Childre, H. Martin e D. Beech, dedicaram-se ao estudo do coração e descobriram que este tem um sistema nervoso independente. O coração é composto por mais de 40.000 células nervosas e envia sinais para o cérebro, através do nervo vago, da corrente sanguínea e do seu campo magnético, que basicamente se expande no ambiente, muda de acordo com campo de pensamento e as emoções e tem uma interferência recíproca e dinâmica entre as várias dimensões do sistema.

Através dos olhos do coração, é possível entender que as emoções são mais do que reações e que podemos ter a capacidade de escolher o nosso estado emocional. Entender a verdadeira inteligência do coração, mudará a forma como pensamos, sentimos e vemos o mundo.

 

Como ouvir o coração?

As emoções negativas e o stress criam um padrão caótico de variabilidade da frequência cardíaca e esses ritmos cardíacos incoerentes, criados pelas respostas emocionais aos acontecimentos, desligam algumas das capacidades de pensamento, podendo obscurecer o julgamento, a clareza mental e capacidade para discernir e fazer boas escolhas. Estes ritmos incoerentes enviam estímulos negativos que causam confusão mental.

 

Por outro lado, sustentar emoções regenerativas cria um padrão suave e ordenado. Assim, pensar e sentir emoções sinceras e baseadas no coração, como o amor, apreço e compaixão, ajudam a que o ritmo cardíaco padrão se torne naturalmente mais coerente. São estes ritmos cardíacos coerentes que facilitam as funções cerebrais superiores e, desta forma, o coração avisa o cérebro que está tudo bem o que, por sua vez, desliga o sistema de defesa.

Como ativar as qualidades do coração?

Uma boa prática é a coerência cardíaca, realizada através de técnicas de respiração e atenção focadas no coração, que ativa as suas “qualidades” como o cuidado, a compaixão e a gratidão. Desta forma, a neuroquímica limpa o organismo e aumenta a saúde como um todo. Para que a mente, as emoções e o corpo trabalhem de forma eficaz, é necessário que o coração e o cérebro estejam sintonizados e em harmonia um com o outro.

É aconselhável praticar a coerência cardíaca várias vezes por dia, e um bom ponto de partida é começar pelo seguinte exercício: “COERÊNCIACARDIACA.GR.”. Este exercício pode ser útil para reestruturar o equilíbrio quando nos encontramos sob stress ou sobrecarregados. Também podemos usar este tipo de técnica durante transições, como antes de reuniões, antes de ir para o trabalho, antes de interações importantes (telefonemas, e-mails, etc.) ou quando for necessário falar com alguém sobre um problema, podendo ser um aliado para prevenir o stress e acalmar o coração.

 

Aproveite e reveja também outras dicas alusivas a este tema:

Como evitar que as emoções façam mal ao coração

6 passos para praticar a compaixão

Como praticar a gratidão

Como controlar as suas emoções?

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(Re)aprender a respirar

Hoje refletimos sobre respiração e sobre a sua importância no controlo do stress e da ansiedade. Saiba mais sobre aprender ou reaprender a respirar.

Quantas vezes por dia pensa na sua respiração?

A respiração envolve a movimentação de ar através das vias respiratórias, abastecendo as células do corpo de oxigénio e eliminando o dióxido de carbono. Mas a respiração é muito mais do que isso! A forma como respira pode definir o seu estado emocional, da mesma forma que o seu estado emocional tem influência na sua respiração.

Já reparou que quando está relaxado o seu padrão respiratório é suave e lento? E quando está sob emoções fortes a sua respiração é forte e intensa?

Isto acontece porque as suas emoções têm uma ação direta sobre o ritmo e profundidade da respiração. Um padrão de respiração funcional é profundo e libertador, e envolve todo o corpo, enquanto o padrão respiratório disfuncional está ligado a uma série de sintomas, tais como:

  • Irritabilidade
  • Stress
  • Ansiedade
  • Fadiga
  • Depressão

Já se apercebeu que, quando está sob estes sintomas, a sua tensão muscular aumenta?

A tensão muscular faz com que a sua respiração perca profundidade, o que o leva a inspirar e a prender a respiração quando está apreensivo ou com medo. Em situações indutoras de stress, há um aumento da intensidade da respiração o que o pode deixá-lo mais ofegante, aumentando também a sua frequência cardíaca. Atuar de forma eficaz na respiração ofegante, com o objetivo de diminuir gradualmente o ritmo da inspiração e expiração, tem efeitos diretos no seu ritmo cardíaco e provoca reações metabólicas, que tendem a desconstruir rapidamente os sintomas de stress e ansiedade.

Alguma vez prestou atenção à respiração de um bebé a dormir?

Na verdade, o ser humano nasce a saber respirar da forma correta e infelizmente, vai perdendo essa capacidade por uma série de fatores culturais. Quantas vezes já olhou para o espelho e encolheu a barriga para potencializar a sua imagem corporal? Sabia que o hábito de manter a barriga retraída e rígida pode estar a impedi-lo de respirar de forma correta?

Faça um teste: experimente sentar-se de forma confortável e colocar uma mão no tórax e outra na barriga, respire normalmente. Qual a mão que se movimentou mais?

Se a mão que se movimentou mais foi a do tórax, saiba que está a respirar de forma incorreta. Encher os pulmões de ar, expandindo o tórax é mais ineficaz do que promover a dilatação da zona abdominal. De uma forma genérica, quando respira com a parte alta dos pulmões está apenas a aproveitar 30% da sua capacidade volumétrica, exigindo ciclos mais rápidos de inspiração e expiração para garantir o fluxo necessário de oxigénio.

Então, tente promover a respiração abdominal, isso pode proporcionar-lhe a diminuição significativa do número de respirações por minuto, refletindo-se diretamente no seu batimento cardíaco. O organismo volta a entrar em equilíbrio e os sintomas de ansiedade tendem a desaparecer.

Lembre-se, a respiração é a maneira mais rápida e direta que tem para “comunicar” com o seu corpo e pode ser um reflexo da sua saúde emocional. A sua saúde emocional merece a sua atenção, por isso, comece por procurar ajuda especializada. A Clínica PSIC possui modelos de intervenção integrativos que visam ajudá-lo a recuperar o seu reequilíbrio emocional – Detox Emocional. Gostaria de obter mais informações acerca dos modelos de intervenção terapêutica? Marque a sua consulta informativa gratuita aqui. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

“Respiração é vida, e se respira bem, irá viver por muito tempo na terra.” — Provérbio sânscrito

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Teste: está a cometer um crime contra a sua saúde emocional?

Cometer um crime é para si impensável? É alguém com valores e princípios e que nunca faria nada para se prejudicar a si próprio ou a terceiros? Pense um pouco sobre o seu dia-a-dia e pergunte-se:

  • Alimento-me de forma equilibrada e saudável?
  • Crio condições para ter um sono tranquilo e reparador?
  • Pratico exercício físico regularmente?
  • Cuido da minha espiritualidade?
  • Para além do trabalho, tenho tempo para a minha família e amigos?
  • Reservo parte do meu tempo para fazer algo que gosto?

As perguntas podiam ser infinitas. Se respondeu “não” a, pelo menos, uma destas questões, saiba que está a cometer um crime. Ao descuidar-se consigo e com a sua saúde comete um crime contra a sua saúde emocional e está a comprometer o seu único e verdadeiro bem – a sua vida.

Não acredita? Reveja que código penal considera crime e verifique como está a tratar a sua saúde emocional*:

  • Causa-efeito – o mal-estar que resulta do adoecer, apenas é atribuível a quem o causou. Por ação ou omissão, poderá estar a prejudicar a sua saúde emocional.
  • Omissão – quando ignora a possibilidade de agir e prevenir o comprometimento da saúde, estando consciente dos riscos que o seu comportamento acarreta à sua saúde emocional.
  • Tipo de crime:
  • Doloso – se age de forma livre e espontânea, sabe que é errado e assume o risco. Por exemplo: “Sei que fumar faz mal à saúde. Fumo porque quero!”;
  • Culposo – contribui para o adoecer por imprudência (por exemplo, passar o sinal vermelho); negligência (por exemplo, desleixar-se com os deveres para o seu bem-estar) ou imperícia (por exemplo, automedicar-se sem capacitação profissional).
  • Omissão de socorro – ignora os avisos que o seu corpo lhe dá e adia sempre as questões relacionadas com o cuidado da sua saúde emocional, deixando de cuidar de si e das pessoas à sua volta. É importante lembrar que os sintomas são alertas de que algo está a correr mal.
  • Infração de medida sanitária prevista – transgride leis da natureza e da sociedade que servem para impedir a propagação de doenças que se podem evitar (ex: falta de vacinação e higiene, alimentação inadequada, falta de exercício físico, falta de cuidados primários, negligência mental e emocional).
  • Exercício ilegal nos cuidados da saúde – realiza um autodiagnóstico e faz automedicação, evitando procurar ajuda específica.
    Falsidade ideológica – esconde e nega, tanto para si, como para o outro, o que realmente sente, o seu sofrimento e necessidade de ajuda especializada.
  • Penalidade – todo o crime contra a sua saúde tem consequências perante a sua qualidade de vida. Neste caso a penalidade que falamos também é uma prisão, mas uma prisão sem grades! A dor, o sofrimento, o mal-estar… é o colapso do maior bem, a sanidade! Zelar pela saúde emocional é ter respeito consigo mesmo e pela sua vida.

Se esta analogia evidenciou a sua negligência perante a saúde e considera difícil agir corretamente em benefício próprio e dos que o rodeiam, deixe de se prejudicar e procure ajuda.

A Clínica PSIC utiliza abordagens integrativas e sistémicas na área da Psicologia Clínica, para que possa refletir sobre o seu modo de vida e equilibrar as diferentes áreas implícitas na saúde emocional. Atua também com processos preventivos no sentido de desenvolvimento pessoal e autoconhecimento. Para saber mais informações, usufrua da nossa consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância.

*Adaptação do livro “Promoção da Qualidade de Vida” e homenagem ao Médico e Professor Dr. Joaquim Monte

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Os 8 erros mais comuns que interferem na saúde emocional

Uma das áreas para as quais somos frequentemente solicitados é a saúde emocional. E o que é isso da saúde emocional? Para algumas pessoas caracteriza-se pelo equilíbrio entre o corpo, a mente e as emoções. No entanto, a saúde emocional vai muito além disso! Corresponde a várias dimensões da saúde e do nosso ser.

A saúde emocional exige uma atenção e ações conscientes com genuína capacidade de influenciar a sua saúde e, por consequência, gerar o equilíbrio emocional. Essa consciência surge através de amor para consigo mesmo, autocuidado, carinho e afeto genuínos em tudo o que faz e envolve vários fatores como a nutrição, o seu descanso, o ambiente envolvente, as suas relações, a realização de exercício, as suas ocupações e também a sua mente e desenvolvimento pessoal e espiritualidade. O equilíbrio emocional significa estar de corpo e alma no mesmo lugar e tempo – no aqui e agora, em paz e em sintonia com aquilo que decidir.

A capacidade de estar em equilíbrio é uma arte que para muitos é natural, no entanto para outros pode ser mais difícil. Nesses casos, é necessário fazer uso de algumas ferramentas para desbloquear barreiras e objeções internas, abrindo o caminho para o equilíbrio natural, sem quaisquer obstáculos.

Estes são os 8 erros mais comuns das pessoas que não estão em equilíbrio e que contribuem para a redução da saúde emocional:

  1. Esquecem de ouvir, sentir, questionar e compreender os sinais de alerta do próprio corpo, ou seja, de estarem atentos às suas reações e agirem imediatamente para entendê-las e auto socorrer-se.
  2. Aceitam os sintomas de forma passiva, dando atenção somente quando o corpo sucumbe, sem perceber todas as facetas que envolvem o adoecer.
  3. Deixam de planear a manutenção do grande presente que recebem ao nascer: os recursos naturais para a saúde plena.
  4. Omitem dos profissionais de saúde informações relevantes sobre o seu estado emocional.
  5. Desvalorizam a própria motivação para dar o seu melhor, sem se darem conta de que a perderam.
  6. Desempenham um papel passivo no cuidado da sua saúde, deixando-se adoecer.
  7. Ignoram os sentimentos e opiniões das pessoas envolvidas. Se conseguirem envolver as outras pessoas no movimento para a saúde, dialogando e partilhando o que sentem, tornam muito mais fácil, natural e produtiva a limpeza das emoções tóxicas.
  8. Negligenciam a atitude de gratidão, principalmente quanto aos recursos recebidos e à vida saudável na manutenção do equilíbrio emocional.

A Clínica PSIC utiliza abordagens convencionais na área de Psicologia Clínica, integrando abordagens não convencionais como coadjuvantes para auxiliar a eliminação e/ou superação dos sintomas psicoemocionais e comportamentais. Atua também com processos preventivos no sentido de desenvolvimento pessoal e autoconhecimento. Se procura encontrar o seu equilíbrio emocional ou até mesmo apostar no seu desenvolvimento pessoal, marque uma consulta informativa gratuita e saiba como podemos ajudar, nomeadamente através do nosso programa intensivo Detox Emocional. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância.

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