Como a música pode ser essencial na terapia

O Dia Europeu da Música celebrou-se pela primeira vez em 1982, em França. Foi escolhido o dia do solstício de verão com o objetivo de trazer a música e os músicos para a rua como forma de celebração.

Celebrar o dia da música é relembrar a importância dos sons e de como a música é utilizada para relaxar, expressar, dançar, celebrar, descansar, entre outras. Está presente nas lembranças mais tristes e mais alegres e ajuda na exploração de sentimentos.

 

Já reparou que os ritmos de um festival podem fazê-lo desprender-se das inibições, ou como as sinfonias de Beethoven o podem emocionar?

A música tem o poder de fazer sentir emoções, evocadas pela ativação de áreas especificas do cérebro, como por exemplo: córtex, amígdala, hipocampo, etc. Estas áreas são ativadas positivamente se trabalhadas com a música. Quando ouve uma música que realmente gosta, o seu cérebro liberta uma substância chamada dopamina e cujos os efeitos são sentidos ao nível:

  • Humor
  • Atenção
  • Concentração
  • Memória
  • Criatividade
  • Gestão da ansiedade
  • Redução do stress

 

A música vai além daquilo que conseguimos ouvir…

Para além de provocar reações como arrepios, risos e lágrimas, a música também pode diminuir a resposta física e psicológica ao stress e ansiedade, reduzindo a pressão arterial, a frequência cardíaca e gerando modificações nos níveis de cortisol e adrenalina no sangue.

Por esse motivo, a música tem vindo a ser utilizada como ferramenta terapêutica, seja colocada diretamente durante uma sessão ou utilizada como fundo para outro elemento central, como relaxamento e meditações, através de sons como as batidas binaurais.

 

O que são batidas binaurais?

 Este método estimula o cérebro usando sons de duas frequências diferentes, que são apresentados separadamente, um para cada ouvido. Quando o cérebro deteta a variação de fases, tenta conciliar essa diferença sincronizando o funcionamento dos hemisférios esquerdo e direito. Estudos continuam a ser feitos, mas a evidência mostra que as batidas binaurais ajudam a induzir o foco e auxiliam a entrada em estados de relaxamento e sono.

 

Curiosidade: Já ouviu alguém dizer que é capaz de ver a cor e sentir o gosto de um som?

Trata-se de uma experiência sinestésica onde o cérebro liga os sentidos de maneiras incomuns, tornando possível sentir o gosto de uma sinfonia, por exemplo. Muitos artistas já relataram experiências sinestésicas como Wassily Kandinsky, Vincent Van Gogh, David Hockney, Eddie Van Halen entre outros que, de certa forma, usaram as suas perceções sinestésicas para produzir os seus trabalhos artísticos.

A mesma música pode ser percebida como transparente, numa sinestesia visual, ou leve, numa referência tátil. Além de cores, são muito comuns na descrição de eventos musicais referências como densidade, pressão, movimento, calor e textura.

 

Veja o vídeo com a história de Elisabeth Sulston, uma mulher que consegue ver cores e sentir o sabor das notas musicais:

https://www.youtube.com/watch?v=TtN4-GeDuCc&feature=youtu.be

 

A PSIC faz uso das potencialidades dos sons, como na terapia do DOS®, para ampliar os resultados ao nível do bem-estar geral. Aproveite para tirar tempo para si, estimulando da melhor forma os seus sentidos e a harmonização dos níveis energéticos, através de uma experiência do DOS®, ao som de batidas binaurais. Contacte-nos para receber um voucher para usufruir de dia 22 a 30 de junho.

 

 

“A música dá alma ao universo, asas à mente, fuga à imaginação e vida a tudo”- Platão

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6 passos para praticar a compaixão

Num contexto atual tão difícil e incerto, também vemos o melhor nas pessoas. Vemos pessoas a procurar ser empáticas e demonstrar compreensão pelos sentimentos e emoções do outro. E vemos pessoas que vão mais além, demonstrando compaixão e vontade de ajudar o próximo a superar os seus problemas.

Esta sensibilidade de saber colocar-se no lugar do outro, imaginar aquilo pelo que está a passar e agir para ajudar, deixam marcas que mudam as vidas para melhor – a vida de quem é ajudado e sobretudo a vida de quem está a praticar a compaixão.

Então como praticar e fortalecer a compaixão? Comece com estes 6 passos:

  1. Empatize: evite perder tempo com julgamentos e concentre-se na ajuda que pode dar para aliviar a dor alheia, independentemente do que ela represente para si. Crie empatia pelas vivências dos outros e encontre maneiras de ajudar;
  2. Tenha iniciativa: observe quais as necessidades do outro, sem julgar e coloque-se à disposição, com boa vontade, de coração aberto e pronto para agir;
  3. Pratique a atenção consciente: esteja presente no momento e ofereça a sua reação empática ao que está a acontecer ali. Isto permite que se foque no outro, em vez de se focar nas suas próprias reflexões;
  4. Evite o sentimento de pena: agir por pena corresponde a sentir-se superior ao outro e implica distanciamento e separação. Reconheça a falha, o descuido e o erro como situacionais e acredite no potencial das pessoas;
  5. Expresse gratidão: é provável que tenha recebido atos compassivos. Reconheça esses atos de gentileza que lhe foram feitos e expresse gratidão por eles;
  6. Aceite o seu Eu: a compaixão vai além de um exercício com o outro e passa por um processo de autoconhecimento. Seja compreensivo consigo mesmo, perdoe as suas próprias falhas e produza um sentimento positivo interior.

Após conhecer estes passos, fica claro que a compaixão começa no Eu. Pratique a autocompaixão, para depois poder pensar no outro. Ter autocompaixão significa ter autoconhecimento, autocuidado e amor-próprio pois, quando se sente preenchido, sobra e transborda para o outro.

Sabia que praticar a compaixão ajuda a aumentar a sua inteligência emocional? Saiba como em

Invista em si e aprenda a conhecer-se. A clínica PSIC ajuda-o a descobrir e desenvolver as suas capacidades e potencialidades, abrindo novos caminhos.

Conheça o nosso programa intensivo de 3 semanas

Favoreça o autoconhecimento e a sua capacidade de gerir emoções, marcando a sua Consulta Informativa Gratuita para conhecer as nossas modalidades. As consultas podem ser presenciais ou à distância.

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Como praticar a gratidão

No dia-a-dia, nem sempre é reconhecido o valor das pequenas coisas. O foco está naquilo que está por cumprir, no que foi passado e no futuro, anulando o presente de hoje. Ser grato, é ter a consciência de que tudo o que existe ao seu redor pode ser um impulso para pensamentos e ações benéficas, é olhar para os acontecimentos bons e menos bons e agradecer pela capacidade e oportunidade de os vivenciar.

Como contrariar estes sentimentos?

Uma forma de praticar a gratidão é através da reflexão. Desde o momento em que acordou hoje, por quantas coisas já agradeceu? Que tal começar por:

  • O ar que respira e purifica o seu corpo
  • A água que a natureza oferece
  • A cama confortável na qual descansa
  • O alimento que lhe fortalece
  • As pernas que lhe permitem caminhar

Tudo isso pode parecer rotineiro e comum, mas, para muitas pessoas, estas pequenas coisas são privilégios. Ser grato por aquilo que tem e olhar para as oportunidades que são dadas a cada segundo, fazem desenvolver a força de agradecer e aproveitar melhor a vida.

Como tornar a gratidão em algo diário?

Para desenvolver o hábito de praticar a gratidão sugerimos o “caderno da gratidão” como um exercício diário para aplicar durante 21 dias (o tempo necessário para o nosso cérebro assimilar um novo hábito):

  1. Crie o seu caderno da gratidão, que pode ser físico ou digital
  2. Estabeleça uma rotina e dê preferência ao início do dia ao acordar
  3. Pegue no seu caderno e faça uma lista de no mínimo 5 coisas pelas quais está grato
  4. No final, leia com atenção e sinta no seu coração a energia da gratidão

Esta atividade vai ser o pontapé inicial para que aprenda a focar a sua mente no que há de bom na sua vida e ao seu redor.

A importância do equilíbrio emocional

É importante investir em si e na sua saúde mental, para que possa praticar a gratidão e alcançar outros patamares na sua vida. Na Clínica PSIC – Psicologia Integrada, ajudamos a ultrapassar os pensamentos negativos e a desenvolver os pensamentos positivos, que permitem a elevação da frequência emocional em direção à paz interior.

Marque a sua Consulta Informativa Gratuita e conheça as nossas diferentes modalidades de intervenção. As consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Reabertura Clínica | Covid 19

REABERTURA DA CLÍNICA APÓS ESTADO DE EMERGÊNCIA

Prevenção, Proteção e Promoção

Informamos os nossos clientes que iremos reabrir em breve e que estamos a tomar medidas para que isso aconteça em segurança. Lembramos que este é um momento de recuperação da normalidade, contudo devemos agir com cautela para evitar regressões e manter a segurança para todos. Nesse sentido, seguimos as recomendações da Direção Geral da Saúde e adotamos um conjunto de medidas de prevenção importantes e que devem ser respeitadas:

NOVAS NORMAS DA CLÍNICA

ESPAÇO

  • Todas as salas vão ser devidamente desinfetadas e arejadas entre consultas – vamos realizar rotatividade de salas e, quando não for possível, vamos alargar o espaçamento entre as sessões.
  • O espaço encontra-se equipado com dispensadores de álcool gel para desinfeção regular.
  • Objetos utilizados por mais que uma pessoa (sofá, máquina de água, portas, impressora, etc.) serão desinfetados após cada utilização.
  • A circulação do ar será feita com regularidade (abrindo portas e janelas) e a utilização de equipamento de ar condicionado vai ser evitada.
  • No balcão da receção iremos instalar uma proteção em acrílico de forma a proteger os colaboradores e clientes

CLIENTES

  • Por favor, respeite e mantenha a distância de segurança.
  • É obrigatório a utilização de máscara.
  • Cada cliente deve desinfetar as mãos à entrada do estabelecimento, mesmo que tenha luvas próprias (já podem ter tocado com as luvas em outros locais infetados).
  • Deve chegar à clínica no horário exato da sessão (nem antes, nem depois).
  • Não traga acompanhantes.
  • Neste momento evitamos os cumprimentos para cuidar de si.

EQUIPA

  • É obrigatória a utilização de máscara e viseira

Previna-se. Com a colaboração de todos será mais fácil

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Como promover a resiliência em 4 passos

Já teve problemas na sua vida em que a solução estava tão escondida que parecia inexistente? 

Em situações assim, é inevitável alimentar o pessimismo e por mais atento que esteja, haverá algum ponto no caminho onde terá dificuldade em saber por onde seguir.

A vida é difícil, mas enfrentar a adversidade com otimismo e fé em si mesmo, pode provocar uma mudança enriquecedora e a resiliência pode ser a chave para lidar de forma positiva com as situações menos boas que vão acontecendo.

Justamente para promover a resiliência e encontrar luz em momentos complicados, aqui estão 4 passos que podem ajudar:

  1. Seja flexível: Procure entender que vai enfrentar desafios em diferentes pontos da sua vida. Se tiver isso em mente, terá a capacidade de ajustar os seus objetivos, criar novas estratégias e encontrar maneiras de se adaptar às situações.
  2. Procure lições: Quando tem uma experiência negativa, concentrar-se nas lições positivas que pode retirar. Procurar um culpado é uma perda de energia. Deixe também de se perguntar “Porquê eu?”. Será mais útil encontrar uma forma diferente para da próxima vez obter um resultado melhor.
  3. Mantenha as relações vivas: É importante que nutra os seus relacionamentos com amigos e familiares e quando passar por um momento difícil, esteja próximo das pessoas que o acarinham. Aceite a ajuda daqueles que se preocupam consigo, pois, esse apoio faz toda a diferença.
  4. Liberte a tensão: Certifique-se que possui algumas alternativas que o façam expressar as suas emoções e aliviar a tensão. Recomendamos algumas como, fazer terapia, meditar, falar e rir com amigos, assistir comédias, praticar exercício físico e sair da rotina.

Às vezes, são as grandes dificuldades da vida que o levam a erguer-se acima de si mesmo e mostram que pode continuar a crescer em qualquer idade. Procurar ajuda de um profissional pode potencializar as soluções para momentos difíceis, assim como o seu bem-estar.

Saiba que a clínica PSIC pode ajudá-lo ultrapassar os momentos difíceis pois utiliza abordagens integrativas e sistémicas que promovem a superação da crise e o equilíbrio das diferentes áreas implícitas da sua saúde emocional. Para saber mais informações, usufrua da nossa consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância.

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Sente que chegar a casa é um prolongamento do dia de trabalho?

O objetivo do Dia Internacional da Mulher é reconhecer a luta pela igualdade de direitos femininos e discutir o seu papel na sociedade. Graças a essas lutas e conquistas, a mulher de hoje abraça múltiplos papéis, o que lhe induz a ilusão de ser independente.

Ao entrar no mercado de trabalho, a mulher manteve o seu papel de esposa, mãe, dona de casa, em simultâneo com o seu papel profissional. Porém, conciliar tudo isto é uma tarefa difícil e um desafio, que implica ter um bom suporte familiar ou algo similar que permita o investimento na carreira, sem sobrecargas. Quer no seio familiar, quer no trabalho, a mulher desdobra-se em tarefas, procurando manter um equilíbrio e acaba por se penalizar inconscientemente.

Como resultado, embora se sinta profissionalmente realizada, a sobrecarga a que está sujeita pode trazer problemas relacionais e de saúde associados, tais como:

  • Cansaço
  • Stress
  • Insónia
  • Perda de vitalidade
  • Sofrimento emocional

Quantas vezes sente que chegar a casa é um prolongamento do dia de trabalho?

É comum a mulher dividir todas as despesas, mas não as tarefas. Então, se assume vários papéis é provável que em alguns momentos sucumba, devido às inúmeras responsabilidades e pela dificuldade em priorizar-se de forma equilibrada.

A longa exposição a esta rotina perpetua no núcleo familiar a crença de que este funcionamento unilateral faz parte das obrigações da mulher. Nesse sentido, é importante que encontre um modelo de corresponsabilidade, onde todos contribuam proporcionalmente para o bem-estar geral.

Neste dia tão especial, pedimos que reflita e olhe por si, pensando em tudo o que conquistou. 

E se a sua próxima conquista for a justa igualdade no seu lar?

Podemos ajudar a analisar o seu contexto e identificar os fatores e crenças que mantêm essa desigualdade. Com esta intervenção, será possível ampliar os recursos internos e criar meios externos para resolução de problemas, aumentando a sua assertividade, capacidade de gestão do tempo, emoções e situações adversas. Lembre-se, o bem-estar é um direito que deve estar ao alcance de todas.

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Como nos adaptarmos às estações da mudança?

Seja pela forma como nos vestimos ou alimentamos em cada momento do ano, todos queremos melhorar o bem-estar e conviver melhor com as adversidades de cada estação.

E já reparou que nem sempre entendemos as nossas próprias mudanças, referentes à nossa natureza interna?
Se vestimos um casaco quando está frio, é normal que também nos devamos moldar para lidar com as nossas próprias estações de mudança, que têm impacto no corpo, nas emoções e nos hábitos, em geral. As circunstâncias mudam naturalmente ao longo dos ciclos de vida e se o nosso estado psicológico e comportamento estiverem em harmonia com esses ritmos da natureza, será mais fácil abraçar a mudança sem esforço, entendendo que as circunstâncias do momento são apenas temporárias.

Sabia que cada estação do ano está relacionada com uma transformação interna?

  • O Verão é a estação de recompensa, celebração e realização – traz oportunidade de expansão;
  • O Outono é época de sobrevivência, erros e problemas – traz a colheita dos frutos das nossas ações;
  • O Inverno é a estação para reflexão, hibernação e planeamento – traz autorreflexão e recolhimento;
  • A Primavera é a estação para aprendizagem, oportunidade e pensamento dinâmico – traz uma oportunidade de aprendizagem antes de nos abrirmos para o que é novo.

O tempo que levamos para progredir entre cada temporada é um reflexo do nosso estado de espírito e capacidade de adaptação às circunstâncias atuais.

Como nos podemos adaptar às estações de mudança?
As estações da vida existem para nos ensinar lições sobre nós próprios, sobre os outros e sobre a vida, ao mesmo tempo que nos ajudam a fortalecer a mente, a animar o espírito e fortificar a resiliência emocional diante das adversidades e oportunidades. Existem 3 passos essenciais para nos adaptarmos às estações de mudança:

  • Aceitar que tudo muda constantemente:

    Nada se mantém inalterado por muito tempo. Quando conseguimos algo, comemoramos e quando falhamos, reclamamos. Esses períodos ajudam a moldar o caráter e a pintar a tela da vida que ainda estamos a experimentar. Sem mudanças, nada disto seria possível.

  • Acreditar que problemas e oportunidades andam de mãos dadas:

    Naturalmente, criamos e fazemos a transição entre as quatro estações da vida como resultado da relação com o mundo. Isso significa que, a forma como interagimos com o ambiente, influencia diretamente o que readquirimos do mesmo, sejam eles problemas ou oportunidades.

  • Fazer sempre autorreflexão:

    Pensar em como a nossa vida mudou e se transformou ao longo do tempo, refletindo sobre os altos e baixos que experienciamos ao longo da vida.

A transição entre as estações da vida nem sempre é fácil. Pode ser necessário investir mais para que a mudança ocorra, principalmente se sentimos que o outono veio para ficar por tempo indeterminado. Se esta transição não se realizar de forma harmoniosa, corremos o risco de sabotar as nossas possibilidades de realização pessoal e de felicidade.

Se sente que algo o impede de avançar mais, está na hora de agir. Saiba que a PSIC disponibiliza um programa intensivo que auxilia na limpeza da carga emocional, a mudar comportamentos indesejados e potencializar o poder interno de decisão. Chamamos-lhe Programa de Detox Emocional Intensivo, dura habitualmente 3 semanas e pode ser feito presencialmente ou numa combinação de sessões presenciais e à distância. Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita.

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8 chaves para a saúde emocional e o acesso à paz interior

Artigo do mês

8 chaves para a saúde emocional e o acesso à paz interior

Encontrar o equilíbrio emocional e paz interior pode ser uma tarefa simples, se começar por fazer pequenas mudanças internas, que o ajudarão a aceitar e a lidar com as emoções de forma mais eficaz. Para o ajudar a começar com pequenas mudanças em 2020, damos-lhe 8 chaves para acionar o despertar da consciência amorosa, alcançar a saúde emocional e aceder à paz interior:

Chave 1: Silêncio – Mesmo quieto, a tagarelice contínua na sua mente. São os pensamentos intrusivos e compulsivos que ocorrem sem ter consciência, tornando-se impossível obter silêncio. Ao se desidentificar desses pensamentos, pode focar a sua atenção no espaço vazio entre um pensamento e outro, entrando num estado de quietude e paz.

Chave 2: Verdade – Saiba que é necessária coragem para enfrentar as próprias falsidades. Procure identificar os seus segredos íntimos e ser honesto consigo e com a vida. Quando necessita usar uma máscara para o mundo, perde a espontaneidade e deixa de ser autêntico, por isso, não se pode esquecer de tirar a máscara para si mesmo. Não adianta esconder-se de si, nem mesmo o lado mais sombrio. Faça uma análise da sua vida e reveja onde e quando deixa de ser honesto consigo.

Chave 3: Retidão – Ser correto não depende de uma confirmação do mundo. Trata-se de uma ação determinada pela intuição, que é a voz do seu coração. É ter coragem para ser você mesmo, autêntico e espontâneo, sem recear ser rejeitado pelos outros ou ansiar pela aceitação incondicional. Procure ser íntegro ao ter respeito pelos outros e principalmente por si, pela sua história e pelas suas emoções.

Chave 4: Não-violência – Ter ações altruístas ou sem ego é o segredo. Deixar de ser um canal de maldade e destruição do outro e de si mesmo, a qualquer nível. Na hora de agir, experimente ter em conta os seus próprios desejos e também os de outras pessoas, sem ter em consideração uma contrapartida. Compreenda que a sua felicidade pode residir na felicidade dos outros.

Chave 5: Amor preciso – Procure identificar em que situações e com quem ainda tem dificuldade em ser amoroso. Amar inclui a sinceridade e o desejo de que o outro seja feliz, despertando o potencial adormecido no outro e ser fonte de força para ele acordar. Através desse processo de autoconsciência descobrimos muito sobre nós mesmos e abrimos canais para que o amor flua.

Chave 6: Eu verdadeiro – A mente humana identifica-se com traumas e jogos. Deste modo torna-se necessário passar por um processo de transformação do eu interior, relacionado com os sofrimentos causados por choques de dor infligidos ao longo da vida, principalmente na infância. Este processo de limpeza interior que estabelece relações entre os traumas da infância e os seus modos de ação do presente, impulsiona a descoberta do seu verdadeiro eu.

Chave 7: Doação ao próximo – Dar-se verdadeiramente ao outro, sem máscaras, sem necessidade de agradar ou fazer o que é certo. Quando dá uma parte de si, está a doar aquilo que um dia recebeu e que fez diferença. Se alguém ou algo gerou impacto antes, é possível que possa transmitir isso como forma de retribuição. Lembre-se que doar-se é mais que apenas ceder o que sobra, é dar algo importante, uma experiência, uma lição, uma alegria ou até uma tristeza que já converteu em aprendizagem.

Chave 8: Além das aparências – Passar a ser capaz de ver o outro além das aparências, abrindo-se para o que há de bom no outro e na relação que estabelece com ele. Muitas vezes, pode estar em contextos onde as pessoas se esforçam para aparentar ser algo que não são e vender virtudes. Procure ver para além do que os seus sentidos captam, e procure pela sua essência interna, vivendo em sintonia com ela, ao mesmo tempo que respeita a das outras pessoas.

Durante este processo de descoberta da paz interior, é possível que encontre obstáculos. Aos poucos, vai aprender a identificá-los e removê-los e o começo do novo ano, é uma data ideal para iniciar a sua jornada de organização emocional e paz interior. Para muitos, esse é o momento onde poderão organizar-se para constituir a mudança, aumentar a sua disposição para cumprir objetivos, retomar propósitos, criar novos e reformular e até abandonar ideias.
As promessas de início de ano surgem pela mesma razão que se estimula as pessoas a começarem a dieta numa segunda-feira. Como garantir a continuidade da realização dessas promessas?

Aproveite a energia e predisposição natural desta época e comece por planear o seu ano que será útil, tanto para estipular os novos desafios e como os pretende atingir, como para equilibrar as emoções quando estiver a passar por uma fase de maior tristeza ou stress. Invista na sua organização emocional e procure aplicar as 8 chaves no seu dia-a-dia, como auxílio para encontrar a paz interior.

*Baseado no livro: “Transformar o sofrimento em alegria” de Sri Prem Baba

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Como aumentar a sua inteligência emocional

Durante muito tempo a inteligência foi tida como um requisito para muitos papéis na sociedade, afirmando-se que quanto maior a inteligência intelectual de uma pessoa maiores as suas perspetivas de futuro. Contudo algumas destas pessoas embora academicamente brilhantes, são socialmente e interpessoalmente inaptas. É por isso que atualmente se valoriza mais a capacidade de compreender e gerir os próprios sentimentos, assim como o dos outros. A isto chama-se inteligência emocional.

Segundo o psicólogo Daniel Goleman, as pessoas que possuem um elevado grau de inteligência emocional conhecem-se muito bem e são capazes de sentir as emoções dos outros.

Ao desenvolver a sua inteligência emocional, pode tornar-se mais produtivo e manter relações saudáveis pois a tomada de decisões é feita de forma consciente, evitando o arrependimento associado a atos impulsivos. Deste modo, entender os pilares da inteligência emocional e aprender a aplicá-los diariamente pode ajudá-lo a priorizar a energia e focar-se no que pode controlar.

Estas são as 5 qualidades humanas necessárias para desenvolver a sua inteligência emocional:

  • Conhecer as próprias emoções – observe como reage quando está a sentir certas emoções e como isso o afeta.

  • Controlar as emoções – ser capaz de gerir as suas emoções negativas é importante para equilibrar as suas reações e colocar-se no lado certo de cada situação. Isto fará toda a diferença entre estar em disfunção ou equilibrado.

  • Promover a resposta – o cérebro emocional responde de forma mais rápida aos acontecimentos do que o cérebro pensante pois, o gatilho emocional leva-o a expressar a emoção de maneira instantânea. Foque-se nas ações e tente perceber a diferença entre responder e reagir, percebendo como se sente para depois decidir como se quer comportar.

  • Cultivar a empatia e compaixão – aprender a reconhecer e entender os comportamentos e emoções do outro, pode torná-lo mais sensível e capaz de adequar as suas respostas ao mundo emocional dos outros.

  • Saber relacionar-se interpessoalmente – guiar as emoções dos outros promove um ambiente positivo à sua volta. Para além de melhorar a sua qualidade de vida, melhora também a daqueles que o rodeiam.

As inteligências intelectual e emocional são complementares e contribuem para o incremento da competência. A inteligência emocional é dinâmica e pode ser trabalhada e desenvolvida ao longo da vida. Construir o equilíbrio e autonomia necessita de algum investimento seu com vista a encontrar estratégias que facilitem a mudança. Gostaria de investir no seu crescimento pessoal? Abra os seus horizontes para novas oportunidades. Na Clínica PSIC dispomos de programas presenciais e à distância que podem auxiliar o seu desenvolvimento emocional. Saiba como através da consulta informativa gratuita e conheça as nossas modalidades.

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8 hábitos para deixar de sentir ciúmes

Se é uma pessoa que deseja ter uma relação de amor construída com base na confiança e equilíbrio e quer viver com tranquilidade, respeitando a privacidade e espaço do seu parceiro, então quer ter um amor saudável.
Por vezes, apesar de reconhecermos o que é um amor saudável e os seus benefícios, temos comportamentos que prejudicam a nossa relação e justificamos a nossa atitude com o ciúme.

Para a pessoa que se considera ciumenta, os comportamentos que tem são vistos como forma de amor pelo outro. No entanto, para o parceiro o mesmo comportamento é considerado como desconfiança, insegurança, controlo e chega mesmo a ser um massacre. Muitas relações acabam por ficar desgastadas devido a este padrão e terminam de formas destrutivas.

Se quer ter um amor saudável, mas sente dificuldades em se libertar do ciúme ou se, pelo contrário, é uma vítima do ciúme do seu parceiro, conheça os 8 hábitos para eliminar o ciúme*:

  • Antes de amar alguém, ame-se a si mesmo – é imprescindível aprender a gostar de si, a cuidar-se e a promover o seu bem-estar. Sem se comprometer consigo, é difícil comprometer-se com o outro.
  • Seja transparente – fale dos seus sentimentos e diga aquilo que realmente pensa e o que incomoda. Para a pessoa que está ao seu lado, é impossível saber aquilo que vai na sua cabeça.
  • Partilhe as suas ideias, sem as impor – é importante dar o seu ponto de vista e aceitar que o do seu parceiro pode ser diferente. Exponha as suas ideias e posições de forma paciente.
  • Preocupe-se verdadeiramente com o bem-estar do outro – preste atenção aos detalhes, ao que faz o outro sorrir. Um simples gesto todos os dias proporciona maior felicidade do que uma prenda cara. Elogie, admire, abrace, conforte.
  • Recicle o sentimento de culpa e a autoexigência – é um ser humano e como tal, faz parte errar. Para além de saber perdoar o outro, perdoe-se e seja o seu melhor amigo.
  • Fale consigo mesmo – às vezes, é necessário parar e fazer uma introspeção do que está a acontecer e dos seus padrões habituais: reflita e interiorize o que precisa mudar.
  • Promova o diálogo – mais do que conversar com o parceiro, apenda a ouvir, a questionar e tente conhecer ao máximo a pessoa que está a seu lado.
  • Pare de tentar mudar o outro – Relativize as divergências e aceite o seu parceiro como ele é.

O ciúme aprisiona e destrói. Esconde insegurança e falta de amor próprio. Reconhecer que adota essa postura é o primeiro passo para alterar o padrão.

Sente que é difícil mudar? Podemos ajudá-lo. Na clínica PSIC aliamos a psicoterapia, hipnoterapia e terapia psicossensorial de uma forma sistémica e integrada para ajudar a compreender a sua história e as suas necessidades emocionais, promovendo o seu bem-estar e o equilíbrio da sua relação. Disponibilizamos uma consulta informativa gratuita, para lhe apresentar a metodologia terapêutica. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

Adaptado do livro “Ciúme – o medo do abandono provoca a perda” de Augusto Cury

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