A ansiedade para alguns é um dos segredos para ser guardado a sete chaves. Ninguém pode descobrir. A pessoa que o carrega fecha-se em si. Tenta de tudo: fala com os amigos sobre o assunto – sem tocar na ferida –, lê livros de auto ajuda, vai ao espírita e cartomante, apoia-se em bengalas – medicação e tabaco.
Questiona: Porquê comigo? O que é que eu fiz?
Começam a aparecer sentimentos de isolamento, culpa e autodestruição, em casos extremos, pensamentos de suicídio.
Outras pessoas poderão envolver-se em mais que uma atividade ao mesmo tempo, numa ilusória tentativa de diminuir o desconforto interno causado por esse “bichinho”. Mas em vez do natural sossego do término de uma atividade, a inquietação aumenta. Como uma bola de neve.
Em todos os casos existe algo em comum: o desassossego da alma.
O corpo sabiamente começa a gritar: taquicardia, sudorese, dificuldade em respirar, sensação de corpo aprisionado, diarreia, hemorragia, choro fácil.
Estes são alguns dos sinos que o corpo põe a tocar, muitas vezes já há uma catedral inteira e mesmo assim desconsideram-se os sintomas até não mais poder.
Então num derradeiro recurso, surgem as fobias, insónias, as compulsões, os ataques de pânico, desespero, fadiga, stress, doenças psicossomáticas e crónicas.
O sistema adoece.
Quando tudo à volta começa a ruir e se perde o controlo da própria vida é que se procura ajuda. A ajuda terapêutica é o último recurso mediante impedimentos e limitações.
Quando éramos crianças aprendemos a escrever. Não temos lembrança de como aprendemos a fazer as voltas da letra “o”. Usamos a mão dominante para o fazer, porém, se quisermos fazê-lo com a outra mão sentiremos dificuldade, porque ela não sabe como fazê-lo. Com a nossa mente passa-se um pouco isto. Não aprendemos a compreender e fazer a gestão das nossas emoções. Podemos ser bem-sucedidos profissionalmente, porque fomos sensibilizados para o sucesso, por vezes, pouco aprendemos a lidar com as nossas emoções de forma saudável.
Identificar que se tem uma questão emocional, aceitar e respeitar. Amparadas num desejo genuíno de mudança. Eis o ponto de partida de um programa terapêutico que pretende ensinar a lidar com as dificuldades naturais que a vida impõe sem acumular sofrimento e a viver o presente tal como é, tendo a segurança no que o futuro reserva.