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Enxaquecas crónicas: como uma enfermeira recuperou o equilíbrio

Enxaquecas crónicas

Marta tem 37 anos, é enfermeira num hospital e mãe de dois filhos pequenos. Os turnos irregulares, o desgaste emocional da profissão e as exigências da maternidade deixavam-na sem tempo — e sem energia. 

 

Entre noites mal dormidas, refeições apressadas e a constante pressão para ser “uma boa mãe, uma boa profissional, uma boa esposa”, Marta foi perdendo o equilíbrio. E, com ele, vieram as enxaquecas.

 

As dores surgiam com força, por vezes em plena manhã de trabalho ou ao final de um dia cheio. A luz, o som e até os cheiros intensos tornavam-se insuportáveis. Quando não conseguia adiar o inevitável, fechava-se no quarto, afastando-se da família — o que só aumentava a frustração e a culpa.

 

Ao fim de vários exames médicos e tratamentos farmacológicos com efeitos limitados, Marta procurou apoio psicológico.

 

Muito além da dor física
Nas primeiras sessões de psicoterapia, Marta pôde finalmente parar. Respirar. Falar — sem se sentir julgada. Percebeu que o seu corpo estava a dar sinais há muito tempo. A dor não era apenas física: era também a expressão de um cansaço profundo, de emoções não verbalizadas e de um estado de alerta constante.

A partir daí, iniciou um percurso integrativo, que combinou três abordagens terapêuticas complementares:

 

1. Body Therapy: escutar o corpo para aliviar a dor
Com o apoio da Body Therapy, Marta começou a prestar atenção ao que o corpo dizia — e não apenas quando doía. Aprendeu a identificar tensões acumuladas (na mandíbula, pescoço e ombros), a respirar de forma consciente e a restabelecer o contacto com o seu eixo interno.
Em sessões com toque terapêutico suave, visualizações somáticas e exercícios de movimento consciente, foi libertando emoções e desbloqueando padrões corporais ligados ao stress e à contenção emocional.

 

2. Psicoterapia: dar nome ao que se sente
Ao mesmo tempo, a psicoterapia trouxe espaço para questionar crenças limitadoras: o medo de falhar como mãe, a culpa por precisar de tempo para si, a exigência de estar sempre disponível para todos — menos para si própria.
Ao reconhecer estes padrões, Marta começou a fazer pequenas mudanças na sua rotina e a cuidar mais de si, sem culpa. A ansiedade que antes antecipava cada crise começou a perder força.

 

3. Hipnose clínica: reprogramar a resposta à dorCom a hipnose, Marta aprendeu a entrar num estado profundo de relaxamento e a criar imagens internas de controlo, tranquilidade e bem-estar. Estas sessões foram fundamentais para alterar a forma como o seu cérebro percebia e reagia à dor. A hipnose tornou-se também um recurso preventivo: nos dias mais exigentes, ou quando surgiam os primeiros sinais, Marta aplicava as técnicas aprendidas e sentia-se mais segura e em controlo.

 

Hoje, Marta sente-se mais leve, presente e confiante
As crises de enxaquecas tornaram-se muito menos frequentes e significativamente menos intensas. Consegue antecipar os sinais do corpo, gerir melhor o stress e equilibrar os seus papéis de mulher, mãe, profissional e ser humano.

Através de uma abordagem integrativa — unindo corpo, mente e emoção — Marta encontrou um caminho de alívio, reconexão e presença. E percebeu que cuidar de si não é um luxo: é uma forma de continuar a cuidar dos outros com verdade e saúde.

 

Se se revê nesta história, saiba que não está sozinha.
As enxaquecas têm causas complexas, mas é possível aprender a escutá-las e a viver com mais equilíbrio.

Na PSIC, aliamos psicoterapia, hipnose e trabalho corporal para apoiar cada pessoa de forma completa e personalizada.
Cuidar de si é o primeiro passo para cuidar de tudo o resto.