“Encontrando as origens dos meus problemas, fui ganhando forças para primeiro andar de muletas, logo com apenas uma muleta e por fim sem qualquer apoio.”

“Eu cheguei ao Porto em cadeira de rodas, dependente de ajuda externa para distâncias mais compridas, subidas e escadas. Ao longo da terapia consegui eliminar aspetos que acredito me bloqueavam no progresso da fisioterapia ao longo dos últimos dez meses. Encontrando as origens dos meus problemas, junto com os exercícios fisioterapêuticos e de relaxamento, eu fui ganhando forças para primeiro andar de muletas, logo com apenas uma muleta e por fim sem qualquer apoio. Já não tenho tremor nem rigidez, sinto apenas dores ocasionais quando caminho durante muito tempo, posso andar livremente, sem balançar para os lados. Reduzi as exigências e consegui adequar as metas que estabeleço para mim própria, o nível de ansiedade já não é tão alto e consigo controlar-me, não só emocionalmente como também fisicamente. Já tenho mais facilidade em dormir e faz três semanas que não tenho convulsões noturnas. Anteriormente o relacionamento com a minha mãe era conflituoso e agora estamos mais próximas e entendemo-nos melhor, pois havia uma separação entre nós, mas agora estamos mais amáveis e compreensíveis uma com a outra. Viva muito nos problemas do passado ou na ansiedade do futuro, agora consigo desfrutar do presente e tento resolver os problemas que surgem. O meu ponto de vista mudou e os meus medos já não me controlam, já consigo lidar melhor com eles. O stresse diminuiu, aprendi a dividir uma meta em pequenas etapas. Mudei o meu comportamento e estou mais consciente sobre as causas das minhas doenças. Hoje sinto-me disposta e capaz, mais autoconfiante, mais capaz de viver a vida. Nos estudos, no passado ultrapassei os meus limites e agora reconheci e consegui aceitar limites mais verdadeiros e realistas, diminuí a exigência sobre mim, descobri que a vida não é tão difícil e pesada como achei que era.”

Marina (nome fictício)