Uma iniciação sexual “apressada” traduziu-se em ejaculação precoce e a não-aceitação do meu corpo

“Pretendo começar este testemunho dizendo o seguinte: o nada é muitas vezes tudo. Iniciei o meu tratamento num momento em que tomei consciência que estava a perder a minha felicidade e estava a condicionar a felicidade da minha esposa, com erros, com pensamentos, com atitudes que, em momentos críticos, afloravam com maior intensidade e tornavam-se muito presentes e posso dizer destrutivos. Insegurança, medo, inferioridade, são apenas alguns dos pontos que me trouxeram aqui. Mas de onde surgiram? Como surgiram? Tinha uma vaga ideia onde tudo começou, mas não sabia como chegar lá, como os resolver. Traumas recalcados de infância assumiram-se como os grandes protagonistas da minha vida e manifestavam- se de diversas formas. Uma iniciação sexual “apressada” traduziu-se em ejaculação precoce, a não-aceitação do meu corpo, complexos de criança, traduziram-se em esconder-me, em me sentir inferior para com os outros. Agora com 32 anos tinha-me tornado numa pessoa carente, sempre à procura que me elogiassem, que demonstrassem que gostavam de mim, que era bonito, que era desejado. Com 32 anos, tinha-me tornado num marido que manifestava sempre insatisfação, que só o que os outros tinham era bom, só os outros estavam felizes, apenas os outros alcançavam o que não alcancei. Aos 32 anos, tomei consciência que estava a perder, ou mesmo que já tinha perdido, a pessoa que amava. Era a altura da mudança, de procurar combater o mal pela raiz. Apesar de ter o 3º nível de reiki não me senti capaz de utilizar essas ferramentas. Era preciso algo mais, terapia de choque. E cheguei até aqui. Não é fácil entrar e começar a abrir o nosso coração, contar os nossos problemas, a nossa doença. Mas quando se quer, tudo se consegue. Aos poucos, fui-me abrindo cada vez mais, libertando, corrigindo, aceitando o passado. Fui à raiz do problema, sempre com uma atenção muito precisa, muito delicada da Dra Jatir. Entre conversas e tratamentos, sinto-me agora, 1 mês depois, mais calmo, mais sereno. Vejo-me ao espelho e não fico a observar cada centímetro de mim. Sinto-me mais confiante e muito menos carente. Agora é o momento de me colocar à prova, de enfrentar o mundo, as dificuldades e os obstáculos. Assumir de cabeça erguida a minha doença, as minhas falhas e os meus sucessos, o que conquistei, o que abandonei e ter orgulho na pessoa que sou. É altura de reconquistar o amor, se for essa a sua vontade, e juntos possamos voltar a sorrir. Nós, homens, mulheres, crianças, pais, casais, solteiros… negligenciamos os nossos traumas, os nossos problemas psicológicos. Eu próprio o fiz. Quantos de nós já dissemos ou já ouvimos “oh, isso não é nada”, ou então vemos alguém abatido e respondem-nos “não tenho nada, é cansaço, stresse, isto passa.” Com isto, pretendo alertar que afinal por detrás de um nada há muita coisa, por detrás de um nada escondem-se problemas que podem causar mais transtornos do que uma dor de estômago ou uma dor de dentes. Todos temos os nossos problemas, só temos de os aceitar e resolver, sem vergonha, sem preconceitos. E aqui, com a conjugação de tratamentos a que me sujeitavam, consegue-se isso. Se eu consegui, todos vocês conseguem. Há que dar o primeiro passo, depois tudo se simplifica, pois estamos nas mãos de profissionais, de pessoas que nos querem bem e nos querem pôr bem. Apenas tenho a dizer: Obrigado!”

C.B.