COVID-19: Exercício para reduzir o medo

Com a crise gerada pelo COVID-19, cresceu um sintoma emocional comum: o medo. Lembre-se que quanto mais cultivar emoções negativas, mais estas crescem. Neste momento de isolamento social físico, o excesso de informações que recebe pode estar a nutrir emoções indesejadas. Para que mantenha o equilíbrio emocional, deixamos aqui um exercício prático, que o pode ajudar.

Orientação prévia: crie um espaço só seu na sua casa. Um espaço seguro, onde pode estar a relaxar, meditar, ou simplesmente desfrutar dele.

  1. Concretize a emoção – acomode-se confortavelmente, da maneira que for mais apropriado para si. Preste atenção ao seu estado emocional. Crie uma imagem mental para o medo: qual o tamanho? (do tamanho de um berlinde, de uma bola de ping-pong, de uma bola de ténis, de futebol ou de basquete?). E a forma, qual é? Qual é a cor? Qual é o peso? E que temperatura tem? E onde se manifesta no seu corpo? Responda a estas perguntas num papel e, a partir das respostas, desenhe o medo. Observe como conseguiu concretizar aquilo que está a sentir. Agora, dobre o papel e reserve perto de si.
  2. Liberte-se – é o momento de libertar-se dos efeitos do medo no seu corpo.

Aí onde está, mantenha-se confortável. Respire calma e pausadamente. Concentre-se na sua respiração, no ar a entrar pelo nariz e a sair pela boca. Relembre as notas e a imagem do papel e permita que, ao expirar, toda essa energia vá embora juntamente com o ar e deixe que se evapore no espaço. Ao inspirar, imagine que a energia dourada do sol entra, preenche e acalma os seus pulmões e, através do oxigénio, espalha-se por todas as células do seu corpo, transformando-as numa estrelinha dourada. Repita 3 vezes.

  1. Descarte – agora, pegue nas notas que tinha reservado. Amasse o papel em forma de bola. De seguida, coloque no lixo que vai para o contentor.

Preserve as suas emoções com exercícios simples como este.

Na PSIC criámos um programa de teleapoio, o “SOS Emoções”, disponibilizado gratuitamente e cujo objetivo principal é ajudá-lo a diminuir o seu desconforto emocional, causado pelo isolamento. Inscreva-se através do link: https://forms.gle/pFLL1jqQTyizg2S89. Informamos também que continuamos com o trabalho clínico online e pode marcar as suas consultas através do número de telefone +351 968 931 541.

Partilhar

Covid-19: 8 conselhos para gerir o stress e a ansiedade

A ansiedade e o stress são cenários reais em casos de emergência pública e podem causar emoções fortes, tanto nos adultos como nas crianças.

Estes sentimentos são tendencialmente negativos e desconfortáveis e deixam-no mais vigilante e predisposto a alterar os seus comportamentos, gerando ansiedade “má”. Para evitar que a “ansiedade má” vença a “ansiedade boa”, veja os oito conselhos que disponibilizamos para o ajudar:

  1. Evite o consumo de substâncias: procure uma alternativa saudável como cuidar do corpo e aliviar a tensão acumulada. Respire fundo, alongue, medite, passe creme e massageie o seu corpo… ame-se!
  2. Reforce o sistema imunitário: Faça refeições saudáveis e equilibradas, ricas em vitaminas e minerais. Exercite-se e faça a higiene do sono diariamente…privilegie o prazer!
  3. Viaje sem sair do lugar: Este é o momento ideal para ler aqueles livros que estão na prateleira há imenso tempo. Veja filmes, séries e dê preferência às comédias. Explore o melhor que o mundo virtual lhe pode dar…favoreça a alegria!
  4. Utilize os seus recursos internos: Durante a vida passou por experiências, que lhe trouxeram aprendizagens importantes para a sua sobrevivência e para o seu fortalecimento. Ao acionar esses recursos será mais fácil aceitar e ultrapassar este momento…é capaz!
  5. Pratique o desfoque: Embora seja importante manter-se informado, demasiada atenção pode ser problemática. Limite a sua exposição a notícias para evitar sentir-se sobrecarregado pela situação…mude a estratégia!
  6. Dê atenção às crianças: Neste momento, as crianças podem pedir mais colo, mostrarem-se mais dependentes, ansiosas e agitadas. Procure ser mais compreensivo e dar-lhes também uma dose extra de atenção e carinho. Brinque, jogue, faça atividades interativas…ampare!
  7. Foque-se no presente: Neste momento, poderá haver preocupação e medo em relação ao futuro, que geram o aumento da ansiedade. Procure colocar o seu foco no presente e naquilo que pode realmente fazer. Foque a sua mente numa única atividade e acalme-se…o agora é um presente!
  8. Adapte a sua rotina: procure estabelecer horários para cada momento do seu dia, respeitando o horário do trabalho, do lazer, com a família e consigo próprio…faça o possível!

 

Lembre-se, esta é uma oportunidade para realizar atividades que lhe dêem prazer e capazes de retirar o foco do tema atual. Este é o momento para atuar com confiança, aceitação e compreensão sobre o que é possível fazer diariamente, para gerir o stress e ansiedade, e dedicar-se ao presente e àquilo que pode realmente fazer para ajudar a si, aos que ama e à comunidade.

Partilhar

Como deixar de procrastinar?

Na nossa última publicação, falamos do que é a procrastinação e quais as reais causas por detrás do ato de adiar tarefas. Recordamos que a procrastinação pode estar relacionada com questões internas como medo de falhar, ansiedade, baixa autoestima e até questões traumáticas, traduzindo-se em problemas de autocontrolo. Nesse sentido, as pessoas preferem o alívio a curto prazo, do que garantir os objetivos a longo prazo.

Se o problema é realizar a tarefa, é possível encontrar soluções!

É importante aprender novas estratégias para lidar de outra maneira com as tarefas que tem em mãos. Pode começar por reforçar o seu auto-controlo, definindo objetivos mais pequenos dentro dos objetivos maiores. Deixamos-lhe 6 pequenos passos para deixar de procrastinar:

  1. Definir – Torne claro na sua mente aquilo que pretende fazer e, quando fizer, faça com objetividade e clareza.
  2. Dividir em objetivos mais pequenos – Divida um grande objetivo em pequenas tarefas, mais fáceis de realizar.
  3. Determinar o tempo que vai precisar – Defina o tempo necessário para completar cada uma das tarefas e procure ser realista. Não vai conseguir correr a maratona daqui a uma semana se não treinar previamente.
  4. Priorizar – É importante que selecione as tarefas que devem ser feitas primeiro. Assim, deve começar pelas mais importantes ou por aquelas que implicam uma maior precedência.
  5. Começar a agir – Se tem uma tarefa a realizar execute-a já, antes que perca a vontade ou se distraia com algo.
  6. Diminuir a exigência – Pode falhar, mas o mais importante é como vai reagir. Pare, pense e reveja as suas ações e, se necessário, redefina prioridades.

 

Lembre-se que, independentemente da tarefa, existem sempre necessidades que precisam de atenção para que possa dar o seu melhor. Dormir a quantidade de horas necessárias, fazer exercício e ter uma alimentação saudável são pilares sobre os quais boa parte da sua saúde se baseia.

 

Se sente que está assoberbado por tarefas e existe alguma inatividade perante esse assunto, pode ser necessário recorrer a um profissional qualificado que o ajude a trabalhar as causas e eliminar os comportamentos procrastinadores. Dessa forma, poderá procurar novos rumos e priorizar a sua energia, evitando a vulnerabilidade ao stress e ansiedade.

 

A PSIC, através de intervenções específicas como hipnoterapia, terapias psicossensoriais e biofeedback, pode ajudá-lo a retirar proveito das suas capacidades e promover os seus recursos emocionais internos. Contacte-nos para uma consulta informativa gratuita.

Partilhar

Porque deixo tudo para a última hora?

Apesar de parecer que as pessoas que deixam tudo para a última hora são muito descontraídas, no seu interior pode residir muito drama. Quando essas pessoas são confrontadas com uma tarefa, tendem a adiar o seu começo ou, quando a iniciam, rapidamente a largam.

Por exemplo, senta-se para fazer um trabalho e decide que vai apenas espreitar o Facebook ou Instagram por cinco minutos. Porém, descobre que se passaram três horas e agora mais vale deixar o trabalho para outra altura. Os objetivos podem ser outros, como perder peso e ficar em forma, mas vê que lhe falta a roupa de desporto e por isso, apenas depois de a comprar vai poder começar a jornada.

Então, o que se passa?

Estes comentários internos ou “desculpas” são defesas utilizadas para desviar o pensamento de algo que o deixa desconfortável, uma espécie de angústia e inquietação internas. Têm como função fazê-lo sentir-se melhor quando confrontado com uma tarefa desagradável. A isto chama-se procrastinação.

De forma genérica, as pessoas que procrastinam têm dificuldade em gerir as próprias emoções. Não se trata de uma questão de preguiça ou de problemas na gestão de tempo, mas sim uma tentativa de evitar o mal-estar causado por essas situações.

Existem ainda motivos mais específicos ligados à procrastinação, sendo deles:

  • Ansiedade
  • Baixa autoestima
  • Medo de falhar

Pessoas com ansiedade pensam demasiado sobre as situações, levando a um acréscimo da sensação de mal-estar e tornando a procrastinação algo frequente. Por outro lado, isto apenas aumenta os níveis de ansiedade, visto que a pessoa pode continuar a pensar demasiado na tarefa e/ou situação, mesmo que esteja a fazer outra coisa que lhe dê prazer.

O mesmo se aplica ao medo de falhar e à baixa autoestima, onde a pessoa não vê em si competências para realizar a tarefa e acaba por abandoná-la para iniciar algo que gosta, perpetuando assim o ciclo vicioso da procrastinação.

Ao saber que a procrastinação pode estar relacionada com outras perturbações, é importante que procure ajuda de um profissional de saúde se perceber que existem outros sintomas para além do adiamento de tarefas. Entender as razões e como lidar com a procrastinação não só pode baixar os níveis de ansiedade como também aumentar a sua produtividade, satisfação pessoal e equilíbrio emocional.

A Clínica PSIC possui modelos de intervenção integrativos que visam ajudar a recuperar o seu equilíbrio emocional. Gostaria de obter mais informações acerca dos modelos de intervenção terapêutica? Marque a sua consulta informativa gratuita aqui. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

Partilhar

Será preocupação ou ansiedade?

Existe a tendência de utilizar os termos preocupação e ansiedade como sinónimos, quando na verdade se tratam de termos distintos e de estados psicológicos diferentes. Embora ambos estejam associados a um estado de inquietação, a forma como o experienciam é distinta.

Então, é pertinente saber distingui-los e compreender como se manifestam e associam. Isto pode facilitar uma atitude proativa aquando de sintomas mais intensos, como os de ansiedade, ao mesmo tempo que o pode preparar para lidar eficazmente com o estado de preocupação.

Quais as 4 principais diferenças entre ansiedade e preocupação?

  • A preocupação reside na mente, a ansiedade no corpo: as preocupações, estão ligadas a pensamentos repetitivos e intensos sobre uma situação com potencial negativo, enquanto que a ansiedade produz efeitos sobre o corpo que causam desconforto e angústia.
  • A preocupação é um sistema de alarme claro e a ansiedade é um falso alarme: a preocupação atua como um sistema de alarme mental interno, que o leva a lidar com as situações potencialmente negativas. Já a ansiedade, pode ser suscitada por situações sem potencial negativo, que o seu cérebro identificou como ameaça.
  • A preocupação promove a resolução dos problemas, ao contrário da ansiedade: a preocupação leva-o a pensar em soluções eficazes para lidar com determinada situação, que podem ter um ou mais resultados negativos. Já a ansiedade, tende a criar um conjunto de sintomas físicos e psicológicos que prejudicam a aquisição de soluções produtivas.
  • A preocupação gera angústia emocional suave e a ansiedade uma angústia emocional severa: a ansiedade é algo mais dominador e que o leva a um estado psicológico mais perturbador do que a preocupação.

A preocupação, embora desagradável é, na verdade, algo normal que age como um propulsor do problema que precisa de ser tratado, preparando-o para lidar com ele. Porém, pode tornar-se algo negativo quando surge desnecessariamente e se perpetua num longo período de tempo. Quando é excessiva, a preocupação pode paralisar e resultar em perturbações como a ansiedade, ou até mesmo fobias.

Como lidar eficazmente com a preocupação? Deve começar por:

  • Definir o problema – é impossível resolver todos os problemas ao mesmo tempo. Procure abordá-los um a um por grau de complexidade. Isto significa que tem de colocar algumas preocupações em espera.
  • Pensar em soluções – muitas vezes pode estar relutante a lidar com os seus problemas, pelo que deve pensar em várias formas de os resolver. Quanto mais escolhas tiver, mais hipótese tem de selecionar uma forma de resolver o problema que se ajuste a si.
  • Pensar nos prós e nos contras das soluções – colocar as coisas no papel e elaborar uma lista das opções, categorizando quais os prós e contras de cada um, vai ajudá-lo a tomar uma decisão ajustada e mais rapidamente.
  • Implementar a estratégia – pôr o plano em ação significa agir e seguir com a decisão que tomou. Transforme a sua preocupação em ação assim que possível.

Como lidar eficazmente com a ansiedade?
Se as suas preocupações assumem proporções maiores do que as descritas neste texto, pode estar a passar por algo mais profundo como ansiedade. Qualquer situação ou sintoma que fuja do seu controlo merece atenção, pelo que, é importante procurar ajuda de um profissional habilitado.

*Fonte: Frank Tallis – “Como travar as preocupações e reduzir a ansiedade”

Saiba que a Clínica PSIC possui um programa de intervenção próprio, com estratégias terapêuticas eficazes na gestão da preocupação e regulação da ansiedade. Este tem por base a hipnose clínica, técnicas de respiração e intervenções psicossensoriais, que promovem a neuro-modulação dos estados emocionais e ajudam na reinterpretação dos eventos. Para saber mais sobre esta intervenção marque a sua consulta informativa gratuita aqui. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

Leia também:
A diferença entre Ansiedade e Pânico
http://bit.ly/2XTZBCE

Partilhar

Teste: sofre de Ansiedade de Separação?

A ansiedade é uma característica biológica intrínseca ao ser humano. É uma reação normal perante situações de perigo, que pode ser bastante útil. No entanto, quando é sentida em excesso e é desproporcional ao perigo real apresentado provoca muito sofrimento. No caso específico da ansiedade de separação existe um medo e ansiedade excessivos e inadequados da separação das pessoas a quem se tem um vínculo. A ansiedade de separação pode manifestar-se em crianças, adolescentes e até em adultos.

Será que sofre de ansiedade de separação? Indique com que sintomas de ansiedade de separação se identifica e descubra se este é um tema que merece ser desenvolvido na sua vida.

  • Sinto um mal-estar muito grande e recorrente que ocorre no momento (ou na antecipação do momento) da separação das pessoas de que gosto ou à saída de casa;
  • Sinto-me constantemente preocupado em que possa perder as pessoas de quem gosto ou que alguma coisa de mal lhes aconteça;
  • Fico preocupado com possibilidade de que um imprevisto – perder-me, ser raptado, ter um acidente, adoecer – leve à separação das pessoas que gosto;
  • Evito e/ou recuso-me a sair de casa para a escola, para o trabalho ou para outro local, por não conseguir ficar longe de quem gosto;
  • Recorrentemente, sinto medo de ficar em casa, ou noutros locais, sozinho ou sem as pessoas que gosto;
  • Não consigo dormir fora de casa;
  • Sonho frequentemente com o tema da separação;

Sinto, com alguma frequência, dores de cabeça, de estômago, náuseas ou vómitos quando fico, ou penso que vou ficar, longe de quem gosto.

Se assinalou 3 ou mais dos sintomas acima descritos ou se conhece alguém que está a passar por isso, é provável que esteja perante uma situação de Ansiedade de Separação e que a sua qualidade de vida esteja a ser prejudicada. Nesse caso, é importante procurar ajuda profissional. A Clínica PSIC pode ajudar no tratamento da ansiedade de separação. Saiba como, através da marcação de uma consulta informativa gratuita! As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

 

Partilhar

A diferença entre Ansiedade e Pânico

O que é a ansiedade?

A ansiedade é inerente a todos os seres humanos e é a característica biológica que antecede situações de perigo. Pode ser sentida através de alterações físicas, como a dificuldade em respirar, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, tremores, sudação, entre outros.

Qual a origem da ansiedade?

Há 200 mil anos o Homo Sapiens para conseguir sobreviver estava constantemente exposto a perigos e defrontava cenários ameaçadores, como caçar sozinho. Hoje em dia, embora de forma diferente, os medos persistem: medo de perder o emprego, medo de falhar, medo de andar de carro, medo de alguém querido morrer…  mas o nosso cérebro funciona da mesma forma.

Como funciona então o nosso cérebro?

  1. O cérebro possui um sistema que o protege de situações de risco e quando este sistema ativa a amígdala cerebral avalia a intensidade do que está a acontecer, avisando o responsável pelo comando do corpo, o hipotálamo.
  2. O sistema nervoso simpático é ativado e, consequentemente, as glândulas suprarrenais produzem adrenalina, acelerando o coração e produzindo mais oxigénio, com o intuito de aumentar a sua capacidade de enfrentamento ou de fuga da situação ameaçadora.
  3. A produção de cortisol no corpo aumenta, elevando o nível de stress e comprometendo o sistema imunitário.

A ansiedade pode ser benéfica?

Fisiologicamente, o corpo necessita da ansiedade para reagir a situações de perigo, ou seja, tem uma função adaptativa e este é um processo necessário de sobrevivência. O medo é a reação emocional à ameaça iminente, real ou percebida, ou seja, é uma reação de sobrevivência que acontece no momento.

Como se pode manifestar a ansiedade?

A ansiedade tem normalmente em comum o sintoma básico do evitamento, podendo apresentar diferentes manifestações, como por exemplo:

  • Ansiedade de separação: medo/ansiedade desajustado à idade daqueles a quem tem apego, com sofrimento e danos – a duração mínima desta ansiedade é de 1 mês;
  • Mutismo seletivo: incapacidade para falar em determinados contextos sociais, que pode afetar a produtividade escolar, profissional e social– a duração mínima desta ansiedade é de 1 mês;
  • Fobia específica: quando um objeto ou situação específica provoca uma resposta intensa de medo/ansiedade. Como por exemplo, o medo de voar, de andar de transportes públicos, locais fechados, etc. – a duração mínima desta ansiedade é de 6 meses. 

E o pânico? O que é e como se relaciona com a ansiedade?

A ansiedade antecede o pânico! O pânico consiste numa avaliação alterada e disfuncional dos sintomas do corpo, quando se encontra num estado elevado de stress. Perante um falso alerta de perigo, surge a sensação de morte e descontrolo, decorrente da descarga intensa de noradrenalina, tal como na ansiedade.

O que é um ataque de pânico?

O ataque de pânico consiste num medo súbito, intenso, incómodo, arrebatador e recorrente, que atinge um pico em minutos e pode ser identificado quando acontece uma ou mais reações como: sentimento de desproteção, ansiedade intensa, coração acelerado, palpitações, taquicardia, sensação de falta de ar ou sufoco, náuseas ou desconforto abdominal, transpiração, tremores, calafrios ou sensação de calor, tonturas ou sensação de desmaio, sensações de formigueiro, sensação de morte iminente, medo de perder o controlo ou enlouquecer, medo de morrer,  sensação de estar afastado de si e sensação de irrealidade.

Como reagir perante um ataque de pânico?

É importante ativar o sistema parassimpático, baixar a produção da noradrenalina, promovendo a comunicação do seu sistema límbico com o cortéx pré-frontal, normalizando o seu estado através da estimulação de ações que permitem ao organismo responder a situações de calma, como desacelerar o coração e diminuir a pressão arterial.

Como prevenir ataques de pânico e reduzir a ansiedade?

Diversos estudos indicam que o relaxamento, a hipnose, as técnicas de respiração e coerência cardíaca e as intervenções psicossensoriais promovem a neuro modulação dos estados ansiosos, ajudam na redução da produção da noradrenalina, na mudança de perceção e na reinterpretação dos eventos.

Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

Partilhar

Um testemunho sobre Ansiedade

Margarida sempre se caracterizou como uma pessoa muito ativa, alegre e com um gosto especial por viajar por todo o mundo. A ansiedade não escolhe idades e por volta dos seus 70 anos, Margarida começou a ter crises de ansiedade que mudaram a sua vida. Tomava muita medicação e sentia-se cada vez pior psicologica e fisicamente: não tinha equilíbrio, caía e a inatividade começou a apoderar-se de si. A Margarida entrou em contacto connosco, ainda que um pouco cética devido aos insucessos com outros tratamentos anteriores.

Partilhamos aqui o seu testemunho:

“Desde há dois anos, que sofria de crises de ansiedade que me tornavam a vida insuportável. Sentia-me pessimamente, desmotivada, sem animo, sem força para fazer o que quer que fosse, mesmo aquilo que eu mais gostava de fazer anteriormente. Depois de diversas tentativas para, pelo menos, minimizar o mal que me atormentava, revelou-se infrutífero, levando-me a um estado de desânimo total. Por sugestão, recorri à clínica PSIC. Confesso que depois de tantos insucessos anteriores, sentia-me um pouco desconfiada dos resultados. Iniciei o tratamento, com cautela, avaliando o seu efeito e após duas ou três sessões pude verificar (agora com confiança) que estava a resultar. Com o prosseguimento do tratamento comecei a sentir-me cada vez melhor, as crises de ansiedade diminuíram de intensidade e de frequência, e pude prosseguir com a minha vida normal. No final, sentia-me bem, mesmo muito bem, o pesadelo desapareceu e a vida voltou a ter cor!”

Leia também: SOS Ansiedade

Identifica-se com a história de Margarida? Tem crises de ansiedade que afetam a sua rotina diária? Na Clínica Psic estabelecemos um programa de intervenção com estratégias terapêuticas eficazes na regulação da ansiedade, promovendo o equilíbrio da sua vida. Se, tal como a Margarida quer que a sua vida volte a ter cor, contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

Partilhar

SOS Ansiedade

Sabia que 15% da população sofre de ansiedade? Talvez se insira nessa percentagem. Tem momentos em que os pensamentos não páram e se apoderam de si, a respiração começa a ficar descontrolada, fica com o corpo tenso e sem saber o que fazer, tenta relaxar a todo o custo, mas não consegue e os pensamentos negativos ficam ainda mais intensos, começa a sentir vergonha e fica sem saber o que fazer…

Veja este pequeno vídeo e verifique se se identifica com estes sintomas:

Se a ansiedade é a sua realidade, uma coisa é certa, se nada fizer, o sofrimento será cada vez maior. Aqui estão algumas sugestões para aliviar este sofrimento:

  • Em alguns momentos do seu dia, faça várias pausas de breves instantes para respirar e tirar a tensão do seu corpo
  • Tenha momentos de lazer, tanto só, como na companhia de alguém
  • Consuma alimentos que tenham aminoácidos e vitaminas, pois aumentam os níveis de serotonina responsáveis pelo prazer e bem-estar
  • Beba chá de plantas calmantes como: camomila, alecrim, cidreira, passiflora, chá de banana, chá de alface…
  • Realize atividades físicas simples como: caminhadas, andar de bicicleta, subir e descer escadas, brincar com crianças, passear animais…
  • Ao fim do dia, tenha um momento só seu, desligue-se: tire o som do telemóvel, faça uma breve meditação
  • Prepare-se, crie um ritual de recolhimento e descanse antes de ir dormir…

Caso sinta que os sintomas persistem e que continuam a perturbar a sua vida, é importante procurar ajuda especializada para que tenha um acompanhamento adequado e eficaz.

A hipnose e a psicoterapia associadas ajudam a entender as razões da sua ansiedade, trabalham com a sua mente inconsciente, dando-lhe apoio, mudam a sua programação interna, os seus hábitos inadequados e dão um novo significado às suas emoções.

Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

Partilhar

Quando a impulsividade não é saudável

Agir por impulso é inevitável. Há certos momentos na vida em que ser impulsivo é uma força motivadora, que pode estimular e melhorar alguns momentos da nossa vida – trata-se da impulsividade funcional.

Porém, quando as pessoas têm reações de raiva, desproporcionais a algumas situações, agindo de forma altiva e descontrolada, tendem a tomar decisões e agir precipitada e imprevisivelmente, sem avaliarem as consequências desse comportamento, do qual tendem a arrepender-se.

Quando há muita ansiedade, tornamo-nos mais impulsivos. Por exemplo, temos gastos compulsivos, condução imprudente, comemos compulsivamente, discutimos constantemente ou fumamos/bebemos álcool em excesso. Estas são algumas situações de impulsividade disfuncional e este tipo de impulsividade não é saudável!

Leia também:
Aproveite para ver a história “A Raposa e o Lenhador” que ilustra bem as consequências de agir sem pensar
https://youtu.be/2Q9GUApQU0w (A Raposa e o Lenhador)

Tem dificuldades em controlar as suas emoções e atitudes? Sente que a sua impulsividade não é saudável e está a afetar a sua qualidade vida e as suas relações com os outros? Saiba como podemos ajudar através do nosso website – www.psic.com.pt e contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

Partilhar