Insónia e Ansiedade: as principais queixas deste novo mundo em que vivemos

A insónia está entre as queixas mais comuns da pandemia e surge, muitas vezes, a par com a ansiedade. É uma perturbação do sono persistente que prejudica a nossa capacidade de adormecer ou, ainda, de permanecer a dormir durante toda a noite. Assim, a qualidade de vida da pessoa, em geral, costuma ficar comprometida. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a insónia e a falta de sono estão a levar as pessoas a desenvolver vários tipos de distúrbios.  Curiosamente, estudos recentes, publicados no diário de Avaliação Internacional de Imunologia, indicam uma relação entre elevados níveis de melatonina e uma maior resistência à Covid-19.  A melatonina (hormona do sono) melhora os hábitos de sono, reduz a ansiedade, estimula a imunidade e possui altas propriedades antioxidantes.

De acordo com especialistas, a dificuldade de adaptação a este novo mundo em que vivemos, desde o confinamento a todas as questões que nos preocupam ao longo deste período, proporcionam um aumento dos níveis de stress, contribuindo para o desenvolvimento de ansiedade, afetando diretamente o sono.

O que acontece quando nos deitamos para dormir e estamos ansiosos?

  1. Respiração rápida e superficial
  2. Batimento cardíaco acelerado
  3. Mente invadida por pensamentos
  4. Cansaço e impaciência para dormir

Dicas para controlar a insónia e ansiedade e dormir melhor:

  1. Diminuir a exposição à luz dos dispositivos tecnológicos ao longo do dia
  2. Praticar exercícios de respiração
  3. Desligar os dispositivos tecnológicos pelo menos 30 minutos antes de dormir
  4. Tomar um banho relaxante antes de dormir
  5. Acrescentar óleos essenciais (lavanda, vetiver e camomila)na rotina

Se sentir que as dicas mencionadas são insuficientes, é importante reforçar que os sintomas são alertas de que algo não está bem consigo e necessita de ajuda profissional.  Na PSIC, identificamos o seu modo de vida e estabelecemos um plano de mudança de acordo com as suas necessidades. Intervimos de forma sistémica e natural, sem uso de medicação ou qualquer outro processo químico, abrangendo todas as áreas da sua vida.

Para ajudar da melhor forma, marque a sua consulta informativa gratuita que pode ser presencial ou online.

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Stress e Ansiedade: a importância de identificar os fatores de gatilho

Desde 1998, na primeira quarta-feira de novembro, foi criado o Dia da Consciencialização do Stress, no Reino Unido, que este ano é comemorado a 4 de novembro. Em tempos de sobressalto com a pandemia, assuma este dia como uma oportunidade para começar a tomar conta de si mesmo. Dedique algum tempo para identificar as pressões a que está sujeito e de que forma pode reduzi-las ou até mesmo eliminá-las. Então, comece por refletir sobre como se sente em plena pandemia de COVID-19:

  • Ansioso pela escassez de convívio?
  • Sem força e energia?
  • A sua produtividade diminui?
  • Receoso pela sua família?
  • Sente culpa por ter privilégios de segurança?
  • Amedrontado com a imprevisibilidade do futuro?
  • A sua segurança está abalada?
  • Sofre com as diferentes perdas?
  • Está no limite com os seus filhos?
  • A falta de abraços contribui para a sua carência?
  • Lamenta os eventos cancelados?
  • Passa por alterações de humor?
  • Está com dificuldade de adaptação ao teletrabalho?
  • Revive traumas passados?
  • Revoltado com a condição atual?
  • Sente-se congelado?
  • Questiona-se sobre escolhas e experiências passadas?
  • Está à beira de um colapso?

Muitos destes sentimentos, quando ocorrem em baixa intensidade, são oportunos e considerados normais. Cabe salientar que estamos todos a passar pela mesma experiência, sendo que cada um reage de forma particular. No entanto, é a capacidade que cada um tem de compreender e avaliar o grau da intensidade do seu sofrimento e a perceção de que atingiu um limite que é decisivo na hora de pedir ajuda. É importante considerar também os fatores externos que contribuem para o agravamento dos sentimentos negativos que cada um vivencia:

  • Medo de ser infetado, de alguém próximo ser infetado ou da impossibilidade de receber atendimento médico
  • Redução da renda, resultando em sacrifícios no consumo ou endividamento
  • Confinamento
  • Informações conflituantes ou vagas sobre a pandemia e o seu enfrentamento
  • Inexistência de uma estratégia de saída da crise

Como controlar sentimentos negativos?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Sistema Nacional de Saúde (SNS) para além da preocupação com o contágio, também estão preocupados e ativos em proteger a saúde mental e emocional e disponibilizam alguns conselhos para combater e prevenir a ansiedade e o stress em tempo de pandemia. São sugestões que estão ao seu alcance e facilmente poderá tirar proveito:

  • Controle o acesso a informações sobre a doença
  • Use as redes sociais como aliadas
  • Seja solidário
  • Pare e preste atenção às suas necessidades e sentimentos
  • Reconheça o trabalho dos profissionais de saúde
  • Compartilhe histórias positivas
  • Conte até dez e respire fundo
  • Faça exercício físico
  • Durma bem
  • Alimente-se saudavelmente
  • Tenha pensamentos positivos
  • Ouça música instrumental
  • Assista vídeos engraçados
  • Envolva-se menos emocionalmente
  • Faça meditação

Como a PSIC – Psicologia Integrada pode ajudar?

Assim sendo, é importante esclarecer que se encontrar dificuldades em controlar os sintomas de forma autónoma, é imprescindível procurar um especialista que o possa ajudar nesse sentido. A PSIC – Psicologia Integrada disponibiliza essa ajuda, através da identificação dos fatores que lhe provocam stress, neutralizamos os estímulos stressantes e auxiliamos a obter uma maior capacidade para gerir situações adversas e as suas emoções. Fornece estratégias adaptativas para responder aos problemas: exercícios de relaxamento e meios para enfrentar e gerir o stress. Dentro da perspetiva da Consciencialização do Stress, a PSIC destaca que é importante limitar os efeitos prejudiciais do stress para manter a vitalidade, saúde e qualidade de vida.

 

Seguem algumas publicações, sobre este tema, das quais pode usufruir no nosso Blog:

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Saúde mental e doenças emocionais: a 4ª onda da pandemia

Todas as pessoas, de alguma forma, sentiram os impactos da pandemia e procuraram moldar-se ao novo normal. Os efeitos de uma realidade de restrições e de mudanças drásticas começam a tornar-se evidentes e intensificam a discussão de uma quarta onda da doença: a emergência de saúde mental, onde se destaca a depressão, ansiedade e perturbação do stress pós-traumático, como consequência da crise sanitária.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que quase 1 bilião de pessoas vive com alguma perturbação mental e que, a cada 40 segundos, morre uma pessoa por suicídio. Com os reflexos da pandemia, prevê-se que estes números piorem.

Os desequilíbrios emocionais gerados por esta crise podem ser identificados por um conjunto de causas provocados pela nova realidade:

  • Medo de contrair o vírus
  • Preocupação com pessoas próximas e vulneráveis
  • Crianças em período de desconfinamento
  • Falta de contacto físico
  • Desemprego ou ameaça de desemprego
  • Conjugação da vida familiar com o teletrabalho e telescola

Apesar de prematuro, as revisões de literatura científica sobre o impacto psicológico de infeções por coronavírus, mostram que a depressão, ansiedade, fadiga e perturbação do stress pós-traumático acompanham os infetados após a doença. Pessoas que foram infetadas com a COVID-19 podem apresentar sequelas e alguns estudos mostram que, 30 dias após testar negativo, cerca de 80% das pessoas mantém algum sintoma, entre eles a fadiga e dispneia do sono.

Mesmo sendo uma hipótese e algo para o futuro, gostaríamos de deixar um alerta para si, para que tenha um pouco mais de atenção com sua própria saúde emocional. Observe-se, observe o que está ao redor, respeite os seus limites e preste atenção às manifestações do seu corpo. Tendo em conta o nível de tensão percebido, pode tomar algumas providências: utilizar a respiração e o relaxamento e aprender a acalmar o coração. Veja abaixo os exercícios que disponibilizamos para este fim. Se precisar, peça ajuda.

Como saber quando deve procurar ajuda psicológica?

Existem sinais que indicam que, talvez seja necessário procurar ajuda especializada, nomeadamente:

  • Estar sempre em estado de alerta ou modo sobrevivência
  • Apresentar irritabilidade e impaciência
  • Ter picos emocionais
  • Sentir-se pessimista em relação ao futuro
  • Ter a sensação de estar sempre no limite
  • Ter dificuldades em parar o ruído mental
  • Ter dificuldades para adormecer ou ter pequenos despertares ao longo da noite
  • Sentir que as atividades do dia-a-dia são comprometidas
  • Sentir alterações no apetite

Como pode a Clínica PSIC – Psicologia Integrada ajudar?

A Clínica PSIC – Psicologia Integrada apresenta duas modalidades de atendimento: presencial e online. Nesse sentido, durante este período atípico, pode optar por fazer terapia online. Muitos clientes já migraram as sessões de psicoterapia do consultório presencial para o modo à distância. Esta é uma medida recomendada para prevenir o contágio e, ao mesmo tempo, disponibilizar uma ajuda possível e protegida.

Uma conversa com um profissional especializado, pode ser importante para o ajudar a lidar com o seu estado emocional que deriva do momento atual. Conte com a nossa ajuda. Previna-se e procure-nos.

Veja também outros exercícios:

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Como pode um psicólogo ajudar em momentos de crise?

A História ensina que, tal como aconteceu na I e II Guerra Mundial, depois de superada uma crise, as pessoas tendem a encontrar-se para brindar e abraçar, em forma de comemoração excêntrica. É expectável que, depois do confinamento, e com as presentes ordens de distanciamento físico e consequente proibição do abraço, a maior parte das pessoas esteja carente da proximidade do outro.

Como reagem as pessoas ao desconfinamento?

Existe uma diferença entre este momento e todos os outros exemplos que a História nos dá: a experiência digital. Após a obrigatoriedade da socialização à distância, é provável que surja um aumento de dificuldades no regresso à “normalidade”: acentuam-se certos padrões de funcionamento pré-existentes, fomentados pela tendência para o isolamento, onde se investe no contacto apenas através das redes sociais, saindo-se cada vez menos à rua.

Sem sombra de dúvida este é um período de mudanças, que ganha um novo sentido diante da revisão de valores provocada por esta crise sanitária sem precedentes. Podemos citar o impulso de valores como a solidariedade e a empatia, a redescoberta de novos significados e caminhos a seguir, a adaptação a uma nova forma de trabalhar e novos métodos de educação para os filhos.

Ao mesmo tempo, é comum observar algumas pessoas em negação da situação e que, por isso, se expõem a riscos. Já outros podem sentir medo da proximidade, experienciar sentimentos de ansiedade, como se o sistema de alerta estivesse sempre ligado. Há quem experiencie algum desamparo, solidão, carência e até mesmo depressão. Também encontramos quem sinta frustração e até apresente reações de raiva, que se espelham no aumento da violência doméstica e das separações, sem contar com a desesperança mediante a ameaça à sua sobrevivência.

Num cenário de constante mudança, pode um Psicólogo ajudar?

Sim! O psicólogo, além de ajudar a lidar com perturbações da saúde mental, ajuda a desenvolver a capacidade para ultrapassar momentos de crise como este.

Um profissional da área pode ajudá-lo a:

  • Potencializar a clareza mental e a flexibilidade necessárias para lidar com a mudança;
  • Desbloquear e limpar as emoções e comportamentos que o paralisam ou o bloqueiam;
  • Auxiliar na integração do pensar e do sentir, reorganizando os processos cognitivos e emocionais num jogo de conexão mente-corpo;
  • Ensinar a cuidar de si próprio;
  • Fornecer as ferramentas necessárias para que aprenda a fortalecer-se e a manter-se bem.

Quem pode recorrer a ajuda psicológica?

Um Psicólogo pode ajudar qualquer pessoa, em qualquer momento da vida. Seja um executivo, um estudante, um desempregado, uma criança, um adulto, uma pessoa saudável ou uma pessoa que sofra de alguma doença. Todos, por diferentes razões e em diferentes contextos, podem beneficiar da ajuda psicológica.

Que terapias podem ajudar?

A Clínica PSIC aposta no bem-estar psicológico da pessoa e, para isso, faz uso de vários tipos de intervenção. A partir do psicodiagnóstico formal e psicossensorial, fazemos uso de métodos e técnicas como a psicoterapia, hipnoterapia, aconselhamento e desenvolvimento pessoal, que permitem, em conjunto com a pessoa, aceder a questões internas, superá-las e integrá-las, de forma a restabelecer o equilíbrio emocional. Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita e conhecer as nossas modalidades. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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COVID-19: Exercício para reduzir o medo

Com a crise gerada pelo COVID-19, cresceu um sintoma emocional comum: o medo. Lembre-se que quanto mais cultivar emoções negativas, mais estas crescem. Neste momento de isolamento social físico, o excesso de informações que recebe pode estar a nutrir emoções indesejadas. Para que mantenha o equilíbrio emocional, deixamos aqui um exercício prático, que o pode ajudar.

Orientação prévia: crie um espaço só seu na sua casa. Um espaço seguro, onde pode estar a relaxar, meditar, ou simplesmente desfrutar dele.

  1. Concretize a emoção – acomode-se confortavelmente, da maneira que for mais apropriado para si. Preste atenção ao seu estado emocional. Crie uma imagem mental para o medo: qual o tamanho? (do tamanho de um berlinde, de uma bola de ping-pong, de uma bola de ténis, de futebol ou de basquete?). E a forma, qual é? Qual é a cor? Qual é o peso? E que temperatura tem? E onde se manifesta no seu corpo? Responda a estas perguntas num papel e, a partir das respostas, desenhe o medo. Observe como conseguiu concretizar aquilo que está a sentir. Agora, dobre o papel e reserve perto de si.
  2. Liberte-se – é o momento de libertar-se dos efeitos do medo no seu corpo.

Aí onde está, mantenha-se confortável. Respire calma e pausadamente. Concentre-se na sua respiração, no ar a entrar pelo nariz e a sair pela boca. Relembre as notas e a imagem do papel e permita que, ao expirar, toda essa energia vá embora juntamente com o ar e deixe que se evapore no espaço. Ao inspirar, imagine que a energia dourada do sol entra, preenche e acalma os seus pulmões e, através do oxigénio, espalha-se por todas as células do seu corpo, transformando-as numa estrelinha dourada. Repita 3 vezes.

  1. Descarte – agora, pegue nas notas que tinha reservado. Amasse o papel em forma de bola. De seguida, coloque no lixo que vai para o contentor.

Preserve as suas emoções com exercícios simples como este.

Na PSIC criámos um programa de teleapoio, o “SOS Emoções”, disponibilizado gratuitamente e cujo objetivo principal é ajudá-lo a diminuir o seu desconforto emocional, causado pelo isolamento. Inscreva-se através do link: https://forms.gle/pFLL1jqQTyizg2S89. Informamos também que continuamos com o trabalho clínico online e pode marcar as suas consultas através do número de telefone +351 968 931 541.

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Covid-19: 8 conselhos para gerir o stress e a ansiedade

A ansiedade e o stress são cenários reais em casos de emergência pública e podem causar emoções fortes, tanto nos adultos como nas crianças.

Estes sentimentos são tendencialmente negativos e desconfortáveis e deixam-no mais vigilante e predisposto a alterar os seus comportamentos, gerando ansiedade “má”. Para evitar que a “ansiedade má” vença a “ansiedade boa”, veja os oito conselhos que disponibilizamos para o ajudar:

  1. Evite o consumo de substâncias: procure uma alternativa saudável como cuidar do corpo e aliviar a tensão acumulada. Respire fundo, alongue, medite, passe creme e massageie o seu corpo… ame-se!
  2. Reforce o sistema imunitário: Faça refeições saudáveis e equilibradas, ricas em vitaminas e minerais. Exercite-se e faça a higiene do sono diariamente…privilegie o prazer!
  3. Viaje sem sair do lugar: Este é o momento ideal para ler aqueles livros que estão na prateleira há imenso tempo. Veja filmes, séries e dê preferência às comédias. Explore o melhor que o mundo virtual lhe pode dar…favoreça a alegria!
  4. Utilize os seus recursos internos: Durante a vida passou por experiências, que lhe trouxeram aprendizagens importantes para a sua sobrevivência e para o seu fortalecimento. Ao acionar esses recursos será mais fácil aceitar e ultrapassar este momento…é capaz!
  5. Pratique o desfoque: Embora seja importante manter-se informado, demasiada atenção pode ser problemática. Limite a sua exposição a notícias para evitar sentir-se sobrecarregado pela situação…mude a estratégia!
  6. Dê atenção às crianças: Neste momento, as crianças podem pedir mais colo, mostrarem-se mais dependentes, ansiosas e agitadas. Procure ser mais compreensivo e dar-lhes também uma dose extra de atenção e carinho. Brinque, jogue, faça atividades interativas…ampare!
  7. Foque-se no presente: Neste momento, poderá haver preocupação e medo em relação ao futuro, que geram o aumento da ansiedade. Procure colocar o seu foco no presente e naquilo que pode realmente fazer. Foque a sua mente numa única atividade e acalme-se…o agora é um presente!
  8. Adapte a sua rotina: procure estabelecer horários para cada momento do seu dia, respeitando o horário do trabalho, do lazer, com a família e consigo próprio…faça o possível!

 

Lembre-se, esta é uma oportunidade para realizar atividades que lhe dêem prazer e capazes de retirar o foco do tema atual. Este é o momento para atuar com confiança, aceitação e compreensão sobre o que é possível fazer diariamente, para gerir o stress e ansiedade, e dedicar-se ao presente e àquilo que pode realmente fazer para ajudar a si, aos que ama e à comunidade.

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Como deixar de procrastinar?

Na nossa última publicação, falamos do que é a procrastinação e quais as reais causas por detrás do ato de adiar tarefas. Recordamos que a procrastinação pode estar relacionada com questões internas como medo de falhar, ansiedade, baixa autoestima e até questões traumáticas, traduzindo-se em problemas de autocontrolo. Nesse sentido, as pessoas preferem o alívio a curto prazo, do que garantir os objetivos a longo prazo.

Se o problema é realizar a tarefa, é possível encontrar soluções!

É importante aprender novas estratégias para lidar de outra maneira com as tarefas que tem em mãos. Pode começar por reforçar o seu auto-controlo, definindo objetivos mais pequenos dentro dos objetivos maiores. Deixamos-lhe 6 pequenos passos para deixar de procrastinar:

  1. Definir – Torne claro na sua mente aquilo que pretende fazer e, quando fizer, faça com objetividade e clareza.
  2. Dividir em objetivos mais pequenos – Divida um grande objetivo em pequenas tarefas, mais fáceis de realizar.
  3. Determinar o tempo que vai precisar – Defina o tempo necessário para completar cada uma das tarefas e procure ser realista. Não vai conseguir correr a maratona daqui a uma semana se não treinar previamente.
  4. Priorizar – É importante que selecione as tarefas que devem ser feitas primeiro. Assim, deve começar pelas mais importantes ou por aquelas que implicam uma maior precedência.
  5. Começar a agir – Se tem uma tarefa a realizar execute-a já, antes que perca a vontade ou se distraia com algo.
  6. Diminuir a exigência – Pode falhar, mas o mais importante é como vai reagir. Pare, pense e reveja as suas ações e, se necessário, redefina prioridades.

 

Lembre-se que, independentemente da tarefa, existem sempre necessidades que precisam de atenção para que possa dar o seu melhor. Dormir a quantidade de horas necessárias, fazer exercício e ter uma alimentação saudável são pilares sobre os quais boa parte da sua saúde se baseia.

 

Se sente que está assoberbado por tarefas e existe alguma inatividade perante esse assunto, pode ser necessário recorrer a um profissional qualificado que o ajude a trabalhar as causas e eliminar os comportamentos procrastinadores. Dessa forma, poderá procurar novos rumos e priorizar a sua energia, evitando a vulnerabilidade ao stress e ansiedade.

 

A PSIC, através de intervenções específicas como hipnoterapia, terapias psicossensoriais e biofeedback, pode ajudá-lo a retirar proveito das suas capacidades e promover os seus recursos emocionais internos. Contacte-nos para uma consulta informativa gratuita.

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Porque deixo tudo para a última hora?

Apesar de parecer que as pessoas que deixam tudo para a última hora são muito descontraídas, no seu interior pode residir muito drama. Quando essas pessoas são confrontadas com uma tarefa, tendem a adiar o seu começo ou, quando a iniciam, rapidamente a largam.

Por exemplo, senta-se para fazer um trabalho e decide que vai apenas espreitar o Facebook ou Instagram por cinco minutos. Porém, descobre que se passaram três horas e agora mais vale deixar o trabalho para outra altura. Os objetivos podem ser outros, como perder peso e ficar em forma, mas vê que lhe falta a roupa de desporto e por isso, apenas depois de a comprar vai poder começar a jornada.

Então, o que se passa?

Estes comentários internos ou “desculpas” são defesas utilizadas para desviar o pensamento de algo que o deixa desconfortável, uma espécie de angústia e inquietação internas. Têm como função fazê-lo sentir-se melhor quando confrontado com uma tarefa desagradável. A isto chama-se procrastinação.

De forma genérica, as pessoas que procrastinam têm dificuldade em gerir as próprias emoções. Não se trata de uma questão de preguiça ou de problemas na gestão de tempo, mas sim uma tentativa de evitar o mal-estar causado por essas situações.

Existem ainda motivos mais específicos ligados à procrastinação, sendo deles:

  • Ansiedade
  • Baixa autoestima
  • Medo de falhar

Pessoas com ansiedade pensam demasiado sobre as situações, levando a um acréscimo da sensação de mal-estar e tornando a procrastinação algo frequente. Por outro lado, isto apenas aumenta os níveis de ansiedade, visto que a pessoa pode continuar a pensar demasiado na tarefa e/ou situação, mesmo que esteja a fazer outra coisa que lhe dê prazer.

O mesmo se aplica ao medo de falhar e à baixa autoestima, onde a pessoa não vê em si competências para realizar a tarefa e acaba por abandoná-la para iniciar algo que gosta, perpetuando assim o ciclo vicioso da procrastinação.

Ao saber que a procrastinação pode estar relacionada com outras perturbações, é importante que procure ajuda de um profissional de saúde se perceber que existem outros sintomas para além do adiamento de tarefas. Entender as razões e como lidar com a procrastinação não só pode baixar os níveis de ansiedade como também aumentar a sua produtividade, satisfação pessoal e equilíbrio emocional.

A Clínica PSIC possui modelos de intervenção integrativos que visam ajudar a recuperar o seu equilíbrio emocional. Gostaria de obter mais informações acerca dos modelos de intervenção terapêutica? Marque a sua consulta informativa gratuita aqui. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Será preocupação ou ansiedade?

Existe a tendência de utilizar os termos preocupação e ansiedade como sinónimos, quando na verdade se tratam de termos distintos e de estados psicológicos diferentes. Embora ambos estejam associados a um estado de inquietação, a forma como o experienciam é distinta.

Então, é pertinente saber distingui-los e compreender como se manifestam e associam. Isto pode facilitar uma atitude proativa aquando de sintomas mais intensos, como os de ansiedade, ao mesmo tempo que o pode preparar para lidar eficazmente com o estado de preocupação.

Quais as 4 principais diferenças entre ansiedade e preocupação?

  • A preocupação reside na mente, a ansiedade no corpo: as preocupações, estão ligadas a pensamentos repetitivos e intensos sobre uma situação com potencial negativo, enquanto que a ansiedade produz efeitos sobre o corpo que causam desconforto e angústia.
  • A preocupação é um sistema de alarme claro e a ansiedade é um falso alarme: a preocupação atua como um sistema de alarme mental interno, que o leva a lidar com as situações potencialmente negativas. Já a ansiedade, pode ser suscitada por situações sem potencial negativo, que o seu cérebro identificou como ameaça.
  • A preocupação promove a resolução dos problemas, ao contrário da ansiedade: a preocupação leva-o a pensar em soluções eficazes para lidar com determinada situação, que podem ter um ou mais resultados negativos. Já a ansiedade, tende a criar um conjunto de sintomas físicos e psicológicos que prejudicam a aquisição de soluções produtivas.
  • A preocupação gera angústia emocional suave e a ansiedade uma angústia emocional severa: a ansiedade é algo mais dominador e que o leva a um estado psicológico mais perturbador do que a preocupação.

A preocupação, embora desagradável é, na verdade, algo normal que age como um propulsor do problema que precisa de ser tratado, preparando-o para lidar com ele. Porém, pode tornar-se algo negativo quando surge desnecessariamente e se perpetua num longo período de tempo. Quando é excessiva, a preocupação pode paralisar e resultar em perturbações como a ansiedade, ou até mesmo fobias.

Como lidar eficazmente com a preocupação? Deve começar por:

  • Definir o problema – é impossível resolver todos os problemas ao mesmo tempo. Procure abordá-los um a um por grau de complexidade. Isto significa que tem de colocar algumas preocupações em espera.
  • Pensar em soluções – muitas vezes pode estar relutante a lidar com os seus problemas, pelo que deve pensar em várias formas de os resolver. Quanto mais escolhas tiver, mais hipótese tem de selecionar uma forma de resolver o problema que se ajuste a si.
  • Pensar nos prós e nos contras das soluções – colocar as coisas no papel e elaborar uma lista das opções, categorizando quais os prós e contras de cada um, vai ajudá-lo a tomar uma decisão ajustada e mais rapidamente.
  • Implementar a estratégia – pôr o plano em ação significa agir e seguir com a decisão que tomou. Transforme a sua preocupação em ação assim que possível.

Como lidar eficazmente com a ansiedade?
Se as suas preocupações assumem proporções maiores do que as descritas neste texto, pode estar a passar por algo mais profundo como ansiedade. Qualquer situação ou sintoma que fuja do seu controlo merece atenção, pelo que, é importante procurar ajuda de um profissional habilitado.

*Fonte: Frank Tallis – “Como travar as preocupações e reduzir a ansiedade”

Saiba que a Clínica PSIC possui um programa de intervenção próprio, com estratégias terapêuticas eficazes na gestão da preocupação e regulação da ansiedade. Este tem por base a hipnose clínica, técnicas de respiração e intervenções psicossensoriais, que promovem a neuro-modulação dos estados emocionais e ajudam na reinterpretação dos eventos. Para saber mais sobre esta intervenção marque a sua consulta informativa gratuita aqui. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

Leia também:
A diferença entre Ansiedade e Pânico
http://bit.ly/2XTZBCE

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Teste: sofre de Ansiedade de Separação?

A ansiedade é uma característica biológica intrínseca ao ser humano. É uma reação normal perante situações de perigo, que pode ser bastante útil. No entanto, quando é sentida em excesso e é desproporcional ao perigo real apresentado provoca muito sofrimento. No caso específico da ansiedade de separação existe um medo e ansiedade excessivos e inadequados da separação das pessoas a quem se tem um vínculo. A ansiedade de separação pode manifestar-se em crianças, adolescentes e até em adultos.

Será que sofre de ansiedade de separação? Indique com que sintomas de ansiedade de separação se identifica e descubra se este é um tema que merece ser desenvolvido na sua vida.

  • Sinto um mal-estar muito grande e recorrente que ocorre no momento (ou na antecipação do momento) da separação das pessoas de que gosto ou à saída de casa;
  • Sinto-me constantemente preocupado em que possa perder as pessoas de quem gosto ou que alguma coisa de mal lhes aconteça;
  • Fico preocupado com possibilidade de que um imprevisto – perder-me, ser raptado, ter um acidente, adoecer – leve à separação das pessoas que gosto;
  • Evito e/ou recuso-me a sair de casa para a escola, para o trabalho ou para outro local, por não conseguir ficar longe de quem gosto;
  • Recorrentemente, sinto medo de ficar em casa, ou noutros locais, sozinho ou sem as pessoas que gosto;
  • Não consigo dormir fora de casa;
  • Sonho frequentemente com o tema da separação;

Sinto, com alguma frequência, dores de cabeça, de estômago, náuseas ou vómitos quando fico, ou penso que vou ficar, longe de quem gosto.

Se assinalou 3 ou mais dos sintomas acima descritos ou se conhece alguém que está a passar por isso, é provável que esteja perante uma situação de Ansiedade de Separação e que a sua qualidade de vida esteja a ser prejudicada. Nesse caso, é importante procurar ajuda profissional. A Clínica PSIC pode ajudar no tratamento da ansiedade de separação. Saiba como, através da marcação de uma consulta informativa gratuita! As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

 

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