Como sair do papel de vítima?

Como sair do papel de vítima?

É uma daquelas pessoas que acha que as coisas nunca lhe correm bem? Ou sente que a vida tem sido injusta consigo e que o azar o persegue? Desresponsabiliza-se pelas coisas que lhe acontecem? Caso seja a sua realidade, saiba que pode estar a colocar-se inconscientemente num papel de vítima.

Ao longo da vida, todas as pessoas estão sujeitas a defrontar inúmeros desafios e dificuldades. Perante as dificuldades existem duas opções:

  1. Tornar-se vítima
  2. Transformar a dificuldade em aprendizagem e motivação

A opção a seguir parece ser óbvia, mas por vezes, a opção é tomada de forma inconsciente e ser vítima é para si um hábito. Se por um lado, o papel de vítima pode trazer alguns benefícios momentâneos como obter atenção e afeto dos que o rodeiam, a longo prazo, provoca um desgaste emocional e mental e, consequentemente, uma grande frustração. 

Então, o que deve fazer para sair do papel de vítima?

  1. Consciência – diante do desgaste emocional e da frustração faça autoanálise e descubra os seus comportamentos que promovem as suas dificuldades.
  2. Autorresponsabilização – perceba que tem o poder de decisão em todas as suas ações e reações. Responsabilize-se pela suas escolhas e história.
  3. Introspeção – perante os desafios do dia-a-dia, trabalhe no cultivo de vários momentos de reflexão para ponderar quais as aprendizagens ocultas em cada situação. Aceite que as críticas podem ser a sua oportunidade de mudança.
  4. Mudança – a mudança é natural e inevitável. Olhe para as situações como um desafio e estimule o seu lado proactivo: estabeleça objetivos e prioridades e perceba qual o caminho que quer seguir.

Ao continuar no papel de vítima, irá limitar o seu potencial e impedir o seu progresso. É necessário libertar-se do comodismo e assumir um papel autónomo e proactivo nas suas decisões. Tomar as rédeas da mudança pode ser um trabalho difícil, no entanto, o primeiro passo está em reconhecer e quebrar o ciclo da estagnação próprio da vitimização.

Conseguiu identificar-se com esta situação? Gostaria de investir mais na sua mudança mas sente que é um trabalho árduo para fazer sozinho? Comece por procurar ajuda especializada. A Clínica PSIC disponibiliza uma Consulta Informativa Gratuita onde poderá tirar todas as suas dúvidas, receber apoio e conhecer as nossas modalidades de ajuda. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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8 hábitos para deixar de sentir ciúmes

Se é uma pessoa que deseja ter uma relação de amor construída com base na confiança e equilíbrio e quer viver com tranquilidade, respeitando a privacidade e espaço do seu parceiro, então quer ter um amor saudável.
Por vezes, apesar de reconhecermos o que é um amor saudável e os seus benefícios, temos comportamentos que prejudicam a nossa relação e justificamos a nossa atitude com o ciúme.

Para a pessoa que se considera ciumenta, os comportamentos que tem são vistos como forma de amor pelo outro. No entanto, para o parceiro o mesmo comportamento é considerado como desconfiança, insegurança, controlo e chega mesmo a ser um massacre. Muitas relações acabam por ficar desgastadas devido a este padrão e terminam de formas destrutivas.

Se quer ter um amor saudável, mas sente dificuldades em se libertar do ciúme ou se, pelo contrário, é uma vítima do ciúme do seu parceiro, conheça os 8 hábitos para eliminar o ciúme*:

  • Antes de amar alguém, ame-se a si mesmo – é imprescindível aprender a gostar de si, a cuidar-se e a promover o seu bem-estar. Sem se comprometer consigo, é difícil comprometer-se com o outro.
  • Seja transparente – fale dos seus sentimentos e diga aquilo que realmente pensa e o que incomoda. Para a pessoa que está ao seu lado, é impossível saber aquilo que vai na sua cabeça.
  • Partilhe as suas ideias, sem as impor – é importante dar o seu ponto de vista e aceitar que o do seu parceiro pode ser diferente. Exponha as suas ideias e posições de forma paciente.
  • Preocupe-se verdadeiramente com o bem-estar do outro – preste atenção aos detalhes, ao que faz o outro sorrir. Um simples gesto todos os dias proporciona maior felicidade do que uma prenda cara. Elogie, admire, abrace, conforte.
  • Recicle o sentimento de culpa e a autoexigência – é um ser humano e como tal, faz parte errar. Para além de saber perdoar o outro, perdoe-se e seja o seu melhor amigo.
  • Fale consigo mesmo – às vezes, é necessário parar e fazer uma introspeção do que está a acontecer e dos seus padrões habituais: reflita e interiorize o que precisa mudar.
  • Promova o diálogo – mais do que conversar com o parceiro, apenda a ouvir, a questionar e tente conhecer ao máximo a pessoa que está a seu lado.
  • Pare de tentar mudar o outro – Relativize as divergências e aceite o seu parceiro como ele é.

O ciúme aprisiona e destrói. Esconde insegurança e falta de amor próprio. Reconhecer que adota essa postura é o primeiro passo para alterar o padrão.

Sente que é difícil mudar? Podemos ajudá-lo. Na clínica PSIC aliamos a psicoterapia, hipnoterapia e terapia psicossensorial de uma forma sistémica e integrada para ajudar a compreender a sua história e as suas necessidades emocionais, promovendo o seu bem-estar e o equilíbrio da sua relação. Disponibilizamos uma consulta informativa gratuita, para lhe apresentar a metodologia terapêutica. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

Adaptado do livro “Ciúme – o medo do abandono provoca a perda” de Augusto Cury

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Teste: está a cometer um crime contra a sua saúde emocional?

Cometer um crime é para si impensável? É alguém com valores e princípios e que nunca faria nada para se prejudicar a si próprio ou a terceiros? Pense um pouco sobre o seu dia-a-dia e pergunte-se:

  • Alimento-me de forma equilibrada e saudável?
  • Crio condições para ter um sono tranquilo e reparador?
  • Pratico exercício físico regularmente?
  • Cuido da minha espiritualidade?
  • Para além do trabalho, tenho tempo para a minha família e amigos?
  • Reservo parte do meu tempo para fazer algo que gosto?

As perguntas podiam ser infinitas. Se respondeu “não” a, pelo menos, uma destas questões, saiba que está a cometer um crime. Ao descuidar-se consigo e com a sua saúde comete um crime contra a sua saúde emocional e está a comprometer o seu único e verdadeiro bem – a sua vida.

Não acredita? Reveja que código penal considera crime e verifique como está a tratar a sua saúde emocional*:

  • Causa-efeito – o mal-estar que resulta do adoecer, apenas é atribuível a quem o causou. Por ação ou omissão, poderá estar a prejudicar a sua saúde emocional.
  • Omissão – quando ignora a possibilidade de agir e prevenir o comprometimento da saúde, estando consciente dos riscos que o seu comportamento acarreta à sua saúde emocional.
  • Tipo de crime:
  • Doloso – se age de forma livre e espontânea, sabe que é errado e assume o risco. Por exemplo: “Sei que fumar faz mal à saúde. Fumo porque quero!”;
  • Culposo – contribui para o adoecer por imprudência (por exemplo, passar o sinal vermelho); negligência (por exemplo, desleixar-se com os deveres para o seu bem-estar) ou imperícia (por exemplo, automedicar-se sem capacitação profissional).
  • Omissão de socorro – ignora os avisos que o seu corpo lhe dá e adia sempre as questões relacionadas com o cuidado da sua saúde emocional, deixando de cuidar de si e das pessoas à sua volta. É importante lembrar que os sintomas são alertas de que algo está a correr mal.
  • Infração de medida sanitária prevista – transgride leis da natureza e da sociedade que servem para impedir a propagação de doenças que se podem evitar (ex: falta de vacinação e higiene, alimentação inadequada, falta de exercício físico, falta de cuidados primários, negligência mental e emocional).
  • Exercício ilegal nos cuidados da saúde – realiza um autodiagnóstico e faz automedicação, evitando procurar ajuda específica.
    Falsidade ideológica – esconde e nega, tanto para si, como para o outro, o que realmente sente, o seu sofrimento e necessidade de ajuda especializada.
  • Penalidade – todo o crime contra a sua saúde tem consequências perante a sua qualidade de vida. Neste caso a penalidade que falamos também é uma prisão, mas uma prisão sem grades! A dor, o sofrimento, o mal-estar… é o colapso do maior bem, a sanidade! Zelar pela saúde emocional é ter respeito consigo mesmo e pela sua vida.

Se esta analogia evidenciou a sua negligência perante a saúde e considera difícil agir corretamente em benefício próprio e dos que o rodeiam, deixe de se prejudicar e procure ajuda.

A Clínica PSIC utiliza abordagens integrativas e sistémicas na área da Psicologia Clínica, para que possa refletir sobre o seu modo de vida e equilibrar as diferentes áreas implícitas na saúde emocional. Atua também com processos preventivos no sentido de desenvolvimento pessoal e autoconhecimento. Para saber mais informações, usufrua da nossa consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância.

*Adaptação do livro “Promoção da Qualidade de Vida” e homenagem ao Médico e Professor Dr. Joaquim Monte

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As 5 perguntas essenciais sobre o sentimento de culpa

Talvez seja uma pessoa que carregue culpa de situações do passado. Provavelmente, o erro até pode ter sido perdoado pelo outro, mas você não se perdoa, toma decisões para se punir, critica-se e não consegue seguir com a sua vida. O sentimento de culpa gera um peso muito grande dentro de si e para se libertar da culpa, é preciso entender como funciona o sentimento de culpa.

1 – Como surge o sentimento de culpa?

O desenvolvimento da culpa teve início na sua infância, baseada na construção das suas relações, como por exemplo, com os seus pais, familiares, professores e amigos. Essas relações guiam a forma como vai ver o mundo e como vai interpretar cada ação. O sentimento de culpa surge quando avalia um comportamento seu como reprovável e se julga de forma negativa, acreditando que não consegue viver de acordo com a sua ação passada.

2 – Como se manifesta o sentimento de culpa?

O sentimento de culpa pode manifestar-se pela vergonha e/ou raiva, aliando-se a pensamentos do tipo “Porque é que fiz isto?”, “Nunca me vou perdoar” ou “Nem acredito que agi assim”. Se não conseguir sair dessa espiral, a culpa pode dominar a sua vida e criar inúmeros problemas.

3 – Quais as consequências do sentimento da culpa?

Complexo de inferioridade, medo do fracasso e exigência exagerada em relação a si e ao outro. Por norma, pessoas perfeccionistas não abrem espaço para o erro, para possíveis fracassos, e quando isso acontece surge a culpa e aumenta a autocrítica, a autopunição e, consequentemente, o sofrimento.

4 – O sentimento de culpa pode ser positivo?

Sim! O sentimento de culpa pode ser positivo se ajudar a desenvolver melhores alternativas para situações semelhantes à que aconteceu no passado.

5 – Como lidar com o sentimento de culpa?

  • Desenvolva o autoperdão e deixe o erro onde ele aconteceu – no passado.
  • Trabalhe a sua autocompaixão: pense o que diria a um amigo que se estivesse nessa situação e diga essas palavras a si mesmo.
  • Amplie a sua consciência e perceba as melhorias na sua vida.

A Clínica PSIC ajuda na limpeza da carga emocional para ativar os recursos internos e também oferece ferramentas que possibilitam o alcance do seu bem-estar e da paz pessoal. Saiba como, através da marcação de uma consulta informativa gratuita! As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

 

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Estes são os 6 motivos para deixar de fumar

Sabemos que o tabaco cria dependência. Momentaneamente provoca euforia e prazer, o que atua como reforço positivo induzindo à repetição cada vez mais frequente do ato de fumar.  Para além disso, dá a ilusão de relaxamento, o que diminui a ansiedade e para algumas pessoas, é também um elemento mediador e facilitador no convívio social.

Reconhece estes benefícios? Se sim, possivelmente faz parte da categoria de fumadores. No entanto, os benefícios do tabaco são dramaticamente inferiores às suas consequências!

Deixamos-lhe 6 grandes motivos para deixar de fumar:

  1. Saúde: os níveis de monóxido de carbono no organismo baixam e os de oxigénio aumentam; melhora a circulação; diminuiu o risco de doenças cardiovasculares e de cancro;
  2. Vida sexual: a líbido aumenta e melhora o desempenho sexual;
  3. Boca sã: melhora o hálito, o paladar e reduz problemas dentários;
  4. Aparência: reduz o envelhecimento precoce e a celulite;
  5. Vitalidade: vai sentir-se menos cansado e conseguirá realizar atividades que antes eram um impedimento;
  6. Mais vida: um não fumador vive, em média, mais 10 anos do que um fumador.

Quer deixar de fumar, mas não sabe como? Já fez algumas tentativas, mas acaba por recair no tabaco? A clínica PSIC – Psicologia Integrada possui um programa anti tabagismo especialmente pensado para si: o programa Deixar de Fumar! Saiba como podemos ajudá-lo em apenas três passos. Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Um testemunho sobre Ansiedade

Margarida sempre se caracterizou como uma pessoa muito ativa, alegre e com um gosto especial por viajar por todo o mundo. A ansiedade não escolhe idades e por volta dos seus 70 anos, Margarida começou a ter crises de ansiedade que mudaram a sua vida. Tomava muita medicação e sentia-se cada vez pior psicológica e fisicamente: não tinha equilíbrio, caía e a inatividade começou a apoderar-se de si. A Margarida entrou em contacto connosco, ainda que um pouco cética devido aos insucessos com outros tratamentos anteriores.

Partilhamos aqui o seu testemunho:

“Desde há dois anos, que sofria de crises de ansiedade que me tornavam a vida insuportável. Sentia-me pessimamente, desmotivada, sem animo, sem força para fazer o que quer que fosse, mesmo aquilo que eu mais gostava de fazer anteriormente. Depois de diversas tentativas para, pelo menos, minimizar o mal que me atormentava, revelou-se infrutífero, levando-me a um estado de desânimo total. Por sugestão, recorri à clínica PSIC. Confesso que depois de tantos insucessos anteriores, sentia-me um pouco desconfiada dos resultados. Iniciei o tratamento, com cautela, avaliando o seu efeito e após duas ou três sessões pude verificar (agora com confiança) que estava a resultar. Com o prosseguimento do tratamento comecei a sentir-me cada vez melhor, as crises de ansiedade diminuíram de intensidade e de frequência, e pude prosseguir com a minha vida normal. No final, sentia-me bem, mesmo muito bem, o pesadelo desapareceu e a vida voltou a ter cor!”

Leia também: SOS Ansiedade

Também sofre de ansiedade?

Ao ler e ouvir este testemunho, identificou-se com a história de Margarida? Tem crises de ansiedade que afetam a sua rotina diária?

Na Clínica Psic – Psicologia Integrada estabelecemos um programa de intervenção com estratégias terapêuticas eficazes na regulação da ansiedade, promovendo o equilíbrio da sua vida. Se, tal como a Margarida quer que a sua vida volte a ter cor, contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Era uma vez uma princesa apaixonada… mas o príncipe não tinha tempo para ela

“Era uma vez uma princesa apaixonada pelo seu príncipe azul, que tinha pouco tempo para lhe dedicar. Era muito ocupado com reuniões da corte, com a caça à raposa e com viagens pelos reinos próximos. Quando a princesa lhe perguntava quando podiam ficar juntos, ele suspirava e em voz baixa dizia que, infelizmente, não podia fazer planos precisos, porque estava muito ocupado com os deveres da corte. A princesa era compreensiva e confiante. Bastava-lhe que, de vez em quando, o príncipe lhe direcionasse o olhar ou lhe prometesse uma visita futura. Com o passar do tempo, as amigas da princesa casaram-se com os seus príncipes azuis, tiveram filhos e cresceram experimentando as diferenças das várias fases da vida e das relações. A princesa sente-se jovem, à espera que a promessa do príncipe se torne real. Um dia, olha-se ao espelho e não se reconhece. Vê-se como uma velha enrugada com cabelos brancos. Olhando-se profundamente nos olhos, para ver se restava alguma coisa de princesa, apenas se depara com a ilusão que por muitos anos a impediu de ver aquilo que era evidente”.

Pergunta: ao ler esta história identificou-se com a princesa apaixonada? Se a sua resposta foi sim, talvez signifique que se encontra num relacionamento que deixou de ser saudável, que lhe provoca mais sofrimento do que alegria, onde as ações do outro são maioritariamente egoístas. Às vezes, pondera sair desse relacionamento, mas a sua passividade emocional (como no caso da princesa), impede-a de ver os factos com clareza, ficando à espera que tudo mude e quando dá por si, passaram-se anos numa relação de ilusão.

Será que, tal como a princesa apaixonada, precisa de ver o que é evidente? Aqui ficam algumas sugestões para reflexão:

Deixamos-lhe 5 dicas naturais para atenuar a dor e aumentar a sua qualidade de vida:

  • Seja honesta – É verdadeira consigo própria? Segue os seus valores e as suas opiniões? O que deixou de fazer por causa do outro?
  • Compare os seus comportamentos – recorde-se dos seus comportamentos e atitudes antes desta relação e compare-os com os de agora. Vai ajudá-la a perceber em que medida isso a mudou;
  • Meça a sua felicidade – neste momento, de 0 a 10, quão plena e satisfeita se sente na relação?
  • Peça uma opinião aos amigos e familiares mais próximos – por vezes quem está de fora e principalmente quem gosta de nós, consegue ter uma visão diferente;
  • Preste atenção aos sinais – que desvios o outro faz para não estar consigo na relação? Que utilidade tem para essa pessoa?

Tem consciência que está numa relação onde a infelicidade perdura? Sente que sair desse ciclo parece ser uma missão impossível? Então tome nota: uma relação é constituída por duas pessoas e ambas têm direito a ter um papel ativo na relação. Portanto, está também nas suas mãos agir e lutar pela sua felicidade! Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Estas são as 5 dicas essenciais para controlar a dor crónica

Sabia que cerca de 37% dos portugueses em idade adulta sofrem de dor crónica? Se pertence a este grupo, talvez já tenha consultado vários médicos e sabe que embora a dor atenue por algum tempo acaba por regressar. A dor que sente é uma dor persistente ou recorrente e afeta a sua vida tanto a nível físico, como emocional e, consequentemente, a nível relacional. Talvez tenha chegado a um ponto em que não sabe o que mais fazer!

A dor crónica pode surgir devido a uma dor física aguda prolongada e de um estado emocional negativo intenso que, mesmo sem a presença de causa física, leva à existência de memórias de dor no corpo. Mas sabia que a sua dor também pode estar relacionada com questões emocionais? Traumas e stress recorrentes, bem como emoções reprimidas libertam neuro-hormonas que prejudicam o corpo.

Deixamos-lhe 5 dicas naturais para atenuar a dor e aumentar a sua qualidade de vida:

  • Alimentação – adote uma dieta que inclua alimentos anti-inflamatórios, como alguns vegetais, frutos vermelhos ou peixes gordos, para equilibrar o seu organismo;
  • Relaxamento – ao relaxar, elimina a rigidez corporal, promovendo a calma que liberta os opióides naturais responsáveis pela analgesia da dor;
  • Exercício – o exercício, prescrito pelo seu médico de acordo com o seu problema de saúde, promove o equilíbrio articular e fortalece os músculos;
  • Invista no prazer e bem-estar – algumas inflamações no nosso corpo estão relacionadas com a raiva. Como a raiva e o prazer são incompatíveis, aposte em atividades que lhe deem prazer e que acabam por afastar a dor, como: entretenimento, meditação, relaxamento, convívio, hobby,..
  • O poder da mente e a respiração – atribua uma cor à sua dor e uma cor diferente ao alívio que deseja. Agora relaxe: inspire a cor do alívio e direcione para o local da dor e expire a cor que representa a dor, sempre imaginando apenas as respetivas cores.

Sabemos que esta dor lhe causa imenso sofrimento, pode sentir incapacidade física e uma mudança nas suas relações familiares e/ou um afastamento dos seus amigos. Pode também sentir que está dependente de outros e que a sua vida nunca mais terá alegria.

Ponha em prática estas dicas e veja se consegue sozinho atenuar a dor. Tenha em atenção que, por vezes, a dor é um S.O.S que necessita de atenção profissional. Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Porque é urgente libertar-se da mágoa (e como)

É uma pessoa que carrega uma mágoa durante muito tempo e que nunca se consegue desligar completamente dos pensamentos e sentimentos relacionados com isso? Talvez até esteja a passar por uma relação em que está magoado e parece que essa dor se apodera cada vez mais de si. Essa mágoa acaba por afetar a sua vida, perde a confiança nas pessoas, em si mesmo, sente-se inseguro e com raiva.

Peço-lhe que reflita por uns instantes na definição da sua mágoa. A maioria das pessoas caracteriza-a como um peso no peito, rancor, angústia, tristeza e culpa o outro por ferir os seus valores e expectativas, acabando por ficar à espera que o outro mude, que tenha alguma ação e que tire este peso do seu peito. Mas o que acontece é que o outro não faz nada e mesmo quando tenta, a mágoa persiste. Leia a seguinte história que poderá retratar o peso da mágoa na sua vida:

“Numa aula, o professor pediu para que cada aluno levasse várias batatas e um saco. Já na aula, pediu aos alunos que escolhessem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoa, escrevessem o respetivo nome da pessoa na batata e as guardassem no saco. Os alunos, durante uma semana, tinham de andar sempre com o saco das batatas consigo. As batatas foram-se estragando e era cada vez mais percetível o cheiro a podre que cada batata tinha. Para além disso, andar sempre com o saco era incomodativo e não lhes dava liberdade. Este exercício acabou por mostrar aos alunos o peso diário que a mágoa gera. Como eles estavam constantemente focados no saco e não o podiam deixar em nenhum lugar, os alunos deixaram de prestar atenção a outras coisas que eram importantes para eles.”

Então, o que tem de fazer para deitar fora a sua batata podre? Deixamos-lhe 4 dicas para ultrapassar a mágoa e seguir com a sua vida de uma forma inteira e positiva:

  • A responsabilidade da mágoa é sua – culpar o outro apenas o faz ficar no papel de vítima e perdura a mágoa. Tem de se responsabilizar por aquilo que sente e de assumir a sua própria vida
  • Volte à situação – pense e perceba o que faltou em si e não no outro
  • Analise o motivo da sua inação no momento – depois de identificar a ação que faltou em si, perceba o porquê. Foi o medo de perder a pessoa? Insegurança? Quais os benefícios secundários que isso lhe trouxe?
  • Transforme essa energia de inação em energia de ação – procure pensar no que pode fazer para mudar a mágoa que sente

Quando identifica a mágoa como sua inteira responsabilidade e passa da inação para a ação, alcança finalmente o sentimento de leveza. Se sente que ainda tem dificuldades em assumir a mágoa como sua responsabilidade, saiba que a ajuda psicológica facilita este processo. Saiba como através da marcação de uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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ARTIGO DO MÊS – O trabalho é a sua única paixão?

Com o desenvolvimento da nossa sociedade e exigência associada, a sobrevivência, competitividade, necessidade de provar algo a alguém ou a si próprio, leva muitas vezes ao excesso de trabalho. Um workaholic pode ser definido como uma pessoa viciada no trabalho, ou seja, que prioriza o trabalho em todas as circunstâncias e a sua única motivação são as aquisições profissionais. Mas quais são as características de um workaholic?

  • A maior parte do dia é dedicado exclusivamente ao trabalho;
  • Não completa o horário de almoço ou realiza a refeição na mesa do trabalho, trabalhando ao mesmo tempo;
  • Faz muitas horas extras e não se importa com o seu ritmo de trabalho;
  • Trabalha em qualquer situação: no carro, na casa de banho, no hospital, nas férias, etc.;
  • Evita tirar férias;
  • Dorme pouco, tendo hábitos de sono escassos e superficiais e até insónias
  • Tem dificuldade em relaxar;
  • Oferece resistência a tirar momentos de lazer, até com família e amigos.

Aliando todas estas características e com o passar do tempo, a qualidade de vida das pessoas viciadas no trabalho é afetada, podendo manifestar-se sinais de stress e esgotamento (burnout). Para além disso, perturbações como ansiedade e depressão, abuso de álcool/drogas podem estar aqui evidenciadas.

Sabia que um em cada três trabalhadores em Portugal corre risco de burnout? Este esgotamento acontece quando o seu rendimento fica limitado, devido aos fatores emocionais e físicos se sobreporem aos aspetos intelectuais, comprometendo as capacidades cognitivas.
Para além dos problemas de saúde física e mental, também os conflitos com os familiares/amigos ganham peso na vida de um viciado em trabalho. Afinal, a sua vida pessoal está sempre em segundo plano, evitando ao máximo estar presente em eventos sociais e, quando está, tem sempre o foco no trabalho. O vício do trabalho deixa a vida social e as relações familiares de parte, sendo que o autocuidado e a sua saúde também são colocados em causa.

Como mudar esta realidade? Através da mudança comportamental e do cultivar de novos hábitos, permitindo encontrar um equilíbrio em todas as áreas da sua vida. Tome atenção às nossas 8 dicas para quebrar o ciclo do vício no trabalho:

  • Faça breves pausas no trabalho – coloque despertador no telemóvel para não se esquecer da hora de almoço e para fazer pausas de 10 minutos a cada 2 horas de trabalho.
  • Trabalhe em equipa – delegue tarefas e atenue a carga de trabalho. Valorize as pessoas e confie no seu desempenho.
  • Durma bem – dormir é imprescindível para mantermos o nosso nível de produtividade. Estabeleça uma rotina com horários definidos.
  • Respeite o horário de saída – quando chegar a hora de sair, saia! Não veja os emails, não atenda chamadas do trabalho e não leve trabalho para casa.
  • Aprenda a relaxar – o nosso corpo e mente precisam de recuperar da azáfama do dia-a-dia. Aproveite as pausas no trabalho e no final do dia dedique 20 minutos para estar consigo mesmo, sem telemóveis nem distrações;
  • Encontre uma nova atividade – procure algo novo que sempre desejou fazer, como por exemplo: praticar exercício, estudar um tema novo, ler um livro, ter aulas de culinária, etc.
  • Planeie outras atividades – conviva com os seus amigos, familiares… se for mais fácil estabeleça horários para estas atividades.
  • Vá ao médico – cuide da sua saúde, tanto física como emocional.

Para esta mudança comportamental acontecer, é necessário ter consciência de que o seu estilo de vida o vai comprometer. As pessoas viciadas no trabalho consideram-no como o seu “filho único” e ficam de tal forma ligados nele que esquecem que o sentido da vida está nos motivos que o levam a trabalhar e não no trabalho em si! De que vale a dedicação extrema ao trabalho se depois acaba por não tirar benefício disso?

Por vezes, pode não ser fácil encontrar o equilíbrio desejado. Se sente dificuldade em seguir as dicas acima apresentadas, procure ajuda. A psicoterapia ajuda a ampliar as suas competências pessoais, contribui para a aprendizagem do relaxamento e a estar presente, encontrando um equilíbrio nas várias áreas da sua vida. Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

“Se você está a perder o seu lazer, cuidado! Pode estar a perder a sua alma.”

Virginia Woolf
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