ARTIGO DO MÊS – O trabalho é a sua única paixão?

Com o desenvolvimento da nossa sociedade e exigência associada, a sobrevivência, competitividade, necessidade de provar algo a alguém ou a si próprio, leva muitas vezes ao excesso de trabalho. Um workaholic pode ser definido como uma pessoa viciada no trabalho, ou seja, que prioriza o trabalho em todas as circunstâncias e a sua única motivação são as aquisições profissionais. Mas quais são as características de um workaholic?

  • A maior parte do dia é dedicado exclusivamente ao trabalho;
  • Não completa o horário de almoço ou realiza a refeição na mesa do trabalho, trabalhando ao mesmo tempo;
  • Faz muitas horas extras e não se importa com o seu ritmo de trabalho;
  • Trabalha em qualquer situação: no carro, na casa de banho, no hospital, nas férias, etc.;
  • Evita tirar férias;
  • Dorme pouco, tendo hábitos de sono escassos e superficiais e até insónias
  • Tem dificuldade em relaxar;
  • Oferece resistência a tirar momentos de lazer, até com família e amigos.

Aliando todas estas características e com o passar do tempo, a qualidade de vida das pessoas viciadas no trabalho é afetada, podendo manifestar-se sinais de stress e esgotamento (burnout). Para além disso, perturbações como ansiedade e depressão, abuso de álcool/drogas podem estar aqui evidenciadas.

Sabia que um em cada três trabalhadores em Portugal corre risco de burnout? Este esgotamento acontece quando o seu rendimento fica limitado, devido aos fatores emocionais e físicos se sobreporem aos aspetos intelectuais, comprometendo as capacidades cognitivas.
Para além dos problemas de saúde física e mental, também os conflitos com os familiares/amigos ganham peso na vida de um viciado em trabalho. Afinal, a sua vida pessoal está sempre em segundo plano, evitando ao máximo estar presente em eventos sociais e, quando está, tem sempre o foco no trabalho. O vício do trabalho deixa a vida social e as relações familiares de parte, sendo que o autocuidado e a sua saúde também são colocados em causa.

Como mudar esta realidade? Através da mudança comportamental e do cultivar de novos hábitos, permitindo encontrar um equilíbrio em todas as áreas da sua vida. Tome atenção às nossas 8 dicas para quebrar o ciclo do vício no trabalho:

  • Faça breves pausas no trabalho – coloque despertador no telemóvel para não se esquecer da hora de almoço e para fazer pausas de 10 minutos a cada 2 horas de trabalho.
  • Trabalhe em equipa – delegue tarefas e atenue a carga de trabalho. Valorize as pessoas e confie no seu desempenho.
  • Durma bem – dormir é imprescindível para mantermos o nosso nível de produtividade. Estabeleça uma rotina com horários definidos.
  • Respeite o horário de saída – quando chegar a hora de sair, saia! Não veja os emails, não atenda chamadas do trabalho e não leve trabalho para casa.
  • Aprenda a relaxar – o nosso corpo e mente precisam de recuperar da azáfama do dia-a-dia. Aproveite as pausas no trabalho e no final do dia dedique 20 minutos para estar consigo mesmo, sem telemóveis nem distrações;
  • Encontre uma nova atividade – procure algo novo que sempre desejou fazer, como por exemplo: praticar exercício, estudar um tema novo, ler um livro, ter aulas de culinária, etc.
  • Planeie outras atividades – conviva com os seus amigos, familiares… se for mais fácil estabeleça horários para estas atividades.
  • Vá ao médico – cuide da sua saúde, tanto física como emocional.

Para esta mudança comportamental acontecer, é necessário ter consciência de que o seu estilo de vida o vai comprometer. As pessoas viciadas no trabalho consideram-no como o seu “filho único” e ficam de tal forma ligados nele que esquecem que o sentido da vida está nos motivos que o levam a trabalhar e não no trabalho em si! De que vale a dedicação extrema ao trabalho se depois acaba por não tirar benefício disso?

Por vezes, pode não ser fácil encontrar o equilíbrio desejado. Se sente dificuldade em seguir as dicas acima apresentadas, procure ajuda. A psicoterapia ajuda a ampliar as suas competências pessoais, contribui para a aprendizagem do relaxamento e a estar presente, encontrando um equilíbrio nas várias áreas da sua vida. Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

“Se você está a perder o seu lazer, cuidado! Pode estar a perder a sua alma.”

Virginia Woolf
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As 5 perguntas essenciais sobre o medo do escuro

1 – O que é o medo do escuro?
O medo é uma reação natural, involuntária e protetora que nos ajuda a lidar com o perigo. A Nictofobia (medo do escuro) pode ter origem num trauma de infância ou de outro momento da nossa vida, assim como pode ser desencadeado a qualquer altura no ambiente que nos rodeia.

2 – Quais os principais sintomas físicos e emocionais do medo do escuro?

  • Depressão e ansiedade
  • Respiração rápida e superficial
  • Palpitações cardíacas, tremor, dores
  • Dores no peito ou sensação de asfixia
  • Náuseas e outros problemas gastrointestinais
  • Choro, gritos, pavor
  • Redução de apetite ou compulsão alimentar
  • Insónia
  • Sensação de estar a morrer ou fobia da morte (Tanatofobia)
  • Medo de ser atacado por seres sobrenaturais (Espectrofobia)

3 – Quais os principais comportamentos e atitudes do medo do escuro?

  • Olhar debaixo da cama ou por todo o quarto
  • Recusar-se a dormir sozinho
  • Recusar-se a sair de casa depois do anoitecer
  • Tentar ficar acordado a noite toda
  • Adiar o ato de ir para a cama para dormir
  • Ver televisão até tarde ou dormir com a televisão ligada
  • Adormecer no sofá

4 – Quais as principais consequências do medo do escuro?
O medo do escuro pode impactar negativamente a sua qualidade de vida – prejudicando o sono, mudando os hábitos alimentares, provocando maior stress ou até depressão. Estes sintomas por sua vez podem ter consequências mais graves, especialmente a relação com os outros, desentendimentos a nível social e menos produtividade no trabalho.

5 – Como perder o medo do escuro?
Se sente que o medo do escuro está a prejudicar a sua qualidade de vida, procure ajude psicológica. Na Clínica PSIC identificamos a origem da fobia e trabalhamos consigo e com o auxílio de diversas ferramentas práticas para eliminar este núcleo fóbico, aumentar a sua autoconfiança e o domínio sobre o medo.

Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Quando a impulsividade não é saudável

Agir por impulso é inevitável. Há certos momentos na vida em que ser impulsivo é uma força motivadora, que pode estimular e melhorar alguns momentos da nossa vida – trata-se da impulsividade funcional.

Porém, quando as pessoas têm reações de raiva, desproporcionais a algumas situações, agindo de forma altiva e descontrolada, tendem a tomar decisões e agir precipitada e imprevisivelmente, sem avaliarem as consequências desse comportamento, do qual tendem a arrepender-se.

Quando há muita ansiedade, tornamo-nos mais impulsivos. Por exemplo, temos gastos compulsivos, condução imprudente, comemos compulsivamente, discutimos constantemente ou fumamos/bebemos álcool em excesso. Estas são algumas situações de impulsividade disfuncional e este tipo de impulsividade não é saudável!

Leia também:
Aproveite para ver a história “A Raposa e o Lenhador” que ilustra bem as consequências de agir sem pensar
https://youtu.be/2Q9GUApQU0w (A Raposa e o Lenhador)

Tem dificuldades em controlar as suas emoções e atitudes? Sente que a sua impulsividade não é saudável e está a afetar a sua qualidade vida e as suas relações com os outros? Saiba como podemos ajudar através do nosso website – www.psic.com.pt e contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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