Saúde mental e doenças emocionais: a 4ª onda da pandemia

Todas as pessoas, de alguma forma, sentiram os impactos da pandemia e procuraram moldar-se ao novo normal. Os efeitos de uma realidade de restrições e de mudanças drásticas começam a tornar-se evidentes e intensificam a discussão de uma quarta onda da doença: a emergência de saúde mental, onde se destaca a depressão, ansiedade e perturbação do stress pós-traumático, como consequência da crise sanitária.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que quase 1 bilião de pessoas vive com alguma perturbação mental e que, a cada 40 segundos, morre uma pessoa por suicídio. Com os reflexos da pandemia, prevê-se que estes números piorem.

Os desequilíbrios emocionais gerados por esta crise podem ser identificados por um conjunto de causas provocados pela nova realidade:

  • Medo de contrair o vírus
  • Preocupação com pessoas próximas e vulneráveis
  • Crianças em período de desconfinamento
  • Falta de contacto físico
  • Desemprego ou ameaça de desemprego
  • Conjugação da vida familiar com o teletrabalho e telescola

Apesar de prematuro, as revisões de literatura científica sobre o impacto psicológico de infeções por coronavírus, mostram que a depressão, ansiedade, fadiga e perturbação do stress pós-traumático acompanham os infetados após a doença. Pessoas que foram infetadas com a COVID-19 podem apresentar sequelas e alguns estudos mostram que, 30 dias após testar negativo, cerca de 80% das pessoas mantém algum sintoma, entre eles a fadiga e dispneia do sono.

Mesmo sendo uma hipótese e algo para o futuro, gostaríamos de deixar um alerta para si, para que tenha um pouco mais de atenção com sua própria saúde emocional. Observe-se, observe o que está ao redor, respeite os seus limites e preste atenção às manifestações do seu corpo. Tendo em conta o nível de tensão percebido, pode tomar algumas providências: utilizar a respiração e o relaxamento e aprender a acalmar o coração. Veja abaixo os exercícios que disponibilizamos para este fim. Se precisar, peça ajuda.

Como saber quando deve procurar ajuda psicológica?

Existem sinais que indicam que, talvez seja necessário procurar ajuda especializada, nomeadamente:

  • Estar sempre em estado de alerta ou modo sobrevivência
  • Apresentar irritabilidade e impaciência
  • Ter picos emocionais
  • Sentir-se pessimista em relação ao futuro
  • Ter a sensação de estar sempre no limite
  • Ter dificuldades em parar o ruído mental
  • Ter dificuldades para adormecer ou ter pequenos despertares ao longo da noite
  • Sentir que as atividades do dia-a-dia são comprometidas
  • Sentir alterações no apetite

Como pode a Clínica PSIC – Psicologia Integrada ajudar?

A Clínica PSIC – Psicologia Integrada apresenta duas modalidades de atendimento: presencial e online. Nesse sentido, durante este período atípico, pode optar por fazer terapia online. Muitos clientes já migraram as sessões de psicoterapia do consultório presencial para o modo à distância. Esta é uma medida recomendada para prevenir o contágio e, ao mesmo tempo, disponibilizar uma ajuda possível e protegida.

Uma conversa com um profissional especializado, pode ser importante para o ajudar a lidar com o seu estado emocional que deriva do momento atual. Conte com a nossa ajuda. Previna-se e procure-nos.

Veja também outros exercícios:

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Como pode um psicólogo ajudar em momentos de crise?

A História ensina que, tal como aconteceu na I e II Guerra Mundial, depois de superada uma crise, as pessoas tendem a encontrar-se para brindar e abraçar, em forma de comemoração excêntrica. É expectável que, depois do confinamento, e com as presentes ordens de distanciamento físico e consequente proibição do abraço, a maior parte das pessoas esteja carente da proximidade do outro.

Como reagem as pessoas ao desconfinamento?

Existe uma diferença entre este momento e todos os outros exemplos que a História nos dá: a experiência digital. Após a obrigatoriedade da socialização à distância, é provável que surja um aumento de dificuldades no regresso à “normalidade”: acentuam-se certos padrões de funcionamento pré-existentes, fomentados pela tendência para o isolamento, onde se investe no contacto apenas através das redes sociais, saindo-se cada vez menos à rua.

Sem sombra de dúvida este é um período de mudanças, que ganha um novo sentido diante da revisão de valores provocada por esta crise sanitária sem precedentes. Podemos citar o impulso de valores como a solidariedade e a empatia, a redescoberta de novos significados e caminhos a seguir, a adaptação a uma nova forma de trabalhar e novos métodos de educação para os filhos.

Ao mesmo tempo, é comum observar algumas pessoas em negação da situação e que, por isso, se expõem a riscos. Já outros podem sentir medo da proximidade, experienciar sentimentos de ansiedade, como se o sistema de alerta estivesse sempre ligado. Há quem experiencie algum desamparo, solidão, carência e até mesmo depressão. Também encontramos quem sinta frustração e até apresente reações de raiva, que se espelham no aumento da violência doméstica e das separações, sem contar com a desesperança mediante a ameaça à sua sobrevivência.

Num cenário de constante mudança, pode um Psicólogo ajudar?

Sim! O psicólogo, além de ajudar a lidar com perturbações da saúde mental, ajuda a desenvolver a capacidade para ultrapassar momentos de crise como este.

Um profissional da área pode ajudá-lo a:

  • Potencializar a clareza mental e a flexibilidade necessárias para lidar com a mudança;
  • Desbloquear e limpar as emoções e comportamentos que o paralisam ou o bloqueiam;
  • Auxiliar na integração do pensar e do sentir, reorganizando os processos cognitivos e emocionais num jogo de conexão mente-corpo;
  • Ensinar a cuidar de si próprio;
  • Fornecer as ferramentas necessárias para que aprenda a fortalecer-se e a manter-se bem.

Quem pode recorrer a ajuda psicológica?

Um Psicólogo pode ajudar qualquer pessoa, em qualquer momento da vida. Seja um executivo, um estudante, um desempregado, uma criança, um adulto, uma pessoa saudável ou uma pessoa que sofra de alguma doença. Todos, por diferentes razões e em diferentes contextos, podem beneficiar da ajuda psicológica.

Que terapias podem ajudar?

A Clínica PSIC aposta no bem-estar psicológico da pessoa e, para isso, faz uso de vários tipos de intervenção. A partir do psicodiagnóstico formal e psicossensorial, fazemos uso de métodos e técnicas como a psicoterapia, hipnoterapia, aconselhamento e desenvolvimento pessoal, que permitem, em conjunto com a pessoa, aceder a questões internas, superá-las e integrá-las, de forma a restabelecer o equilíbrio emocional. Contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita e conhecer as nossas modalidades. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Menstruação ou depressão?

Sabia que uma depressão se pode esconder atrás dos distúrbios pré-menstruais? É comum ouvirmos comentários (normalmente sexistas) sobre a forma como a menstruação pode afetar a saúde mental, mas esta é uma área que merece maior destaque. A Clínica PSIC responde a 4 questões frequentes sobre os distúrbios pré-menstruais.

O que são distúrbios pré-menstruais?

Os distúrbios pré-menstruais apresentam sintomas que ocorrem uma a duas semanas antes da menstruação e que melhoram após o início da mesma. Os distúrbios mais frequentes são a Tensão Pré-Menstrual (TPM) e a Perturbação Disfórica Pré-Menstrual (PDPM).

Quais as causas dos distúrbios pré-menstruais?

Os distúrbios pré-menstruais resultam maioritariamente da oscilação hormonal durante o ciclo menstrual. Estas variações podem afetar os níveis de neurotransmissores que regulam o humor, como a serotonina. As pessoas que sofrem de TPM ou PDPM são mais sensíveis aos efeitos dessas hormonas, muitas vezes devido a uma predisposição genética ou pelo estilo de vida que pode potencializar as alterações oriundas das flutuações hormonais.

Quais os sintomas destes distúrbios?  

A TPM e a PDPM abrangem mais de 150 sintomas! Isto quer dizer que, de uma maneira geral, variam de pessoa para pessoa. No entanto, os mais comuns são:

  • Sintomas emocionais – ansiedade, depressão, irritabilidade, dificuldade de concentração, distúrbios do sono.
  • Sintomas físicos – inchaço abdominal, dor de cabeça, dor nos músculos ou articulações, seios doloridos, fadiga, ganho de peso, aumento do apetite.

A retenção de líquido, sentida neste período, também pode afetar o cérebro, gerando edema e causando dores de cabeça.

A TPM e a PDPM compartilham muitos dos mesmos sintomas. Porém, o PDPM acarreta mudanças de humor mais severas e debilitantes, que podem afetar a qualidade de vida.

 

Os sintomas da PDPM que mais se destacam* são:

  • Alterações de humor extremas ou crises de choro repentinas
  • Raiva ou irritabilidade excessiva ou aumento dos conflitos interpessoais
  • Humor deprimido, desesperança ou auto-reprovação
  • Tensão, ansiedade e/ou sensação de excitação ou de estar enervada

Qual o tratamento para os distúrbios pré-menstruais?

É importante referir que os distúrbios pré-menstruais são um assunto sério e merecem a devida atenção, devendo evitar-se a tendência para generalizar (e desvalorizar) sintomas e para a automedicação.

O PDPM é um tipo de depressão cíclica e, como tal, deve procurar soluções de longo termo e evitar soluções temporárias – que somente mascaram o problema, condicionam o organismo a deprimir e podem tornar o caso crónico.

Nos quadros leves e moderados de PDPM, a atenção psicológica é importante no tratamento preventivo e curativo dos estados depressivos, oriundos das alterações hormonais, equilibrando os estados emocionais e a melhorando a sua qualidade de vida. A Clínica PSIC estabelece um programa singular com estratégias terapêuticas eficazes na regulação das emoções, fornecendo recursos para uma atitude consciente, domínio das emoções e equilíbrio na vida. Aproveite para marcar uma Consulta Informativa GratuitaMens, onde poderá tirar as suas dúvidas e conhecer as nossas modalidades. As consultas podem ser presenciais ou à distância.

 

 

*Fonte: Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais – DSM V.

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5 dicas rápidas para lidar com a autocrítica

No nosso último artigo Teste: ser autocrítico é um defeito? falámos sobre em que situações é que a autocrítica pode ser negativa.

Ser excessivamente crítico com os outros pode ser complicado, mas ser demasiado crítico consigo mesmo pode ser ainda pior. Um dos problemas de se autocriticar em demasia é cair em depressão. Quando dá mais valor ao que está errado do que o que faz corretamente, gera uma carga emocional e de cobrança muito grande e difícil de suportar. É por isso que lhe apresentamos 5 dicas que podem ajudar a lidar melhor com a sua autocrítica:

  1. Sempre que se criticar, faça também um elogio. Aprender a reconhecer as suas qualidades é essencial para promover uma vida saudável.
  2. Evite comparações. Cada pessoa tem as suas habilidades, bem como pontos que necessitam ser desenvolvidos.
  3. Desfoque-se do negativo. Focar nos pontos negativos apenas faz com que se tornem maiores. Avalie e reflita se vale a pena criticar-se por problemas pequenos.
  4. Seja tolerante com seus erros. É a errar que aprendemos e evoluímos. Todos têm falhas e elas fazem parte da jornada da vida
  5. Treine sempre a sua autoadmiração ao lembrar-se de situações que o deixem orgulhoso de si mesmo.

Estas dicas podem ajudar a amenizar a sensação de cobrança e autojulgamento desnecessárias, contudo, caso permaneçam e perturbem as suas emoções, é recomendado procurar a ajuda profissional que trabalhe a fundo as questões que o levam a pensar dessa forma.

Na Clínica PSIC podemos ajudar através da aprendizagem de estratégias que o levem a reencontrar o bem-estar e a tranquilidade. Atuamos na redução dos níveis de tensão interna e fornecemos ferramentas para a reeducação de um estilo de vida saudável. Saiba mais através da nossa consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser realizadas online ou presencialmente.

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Como estar de bom humor

Como estar de bom humor

Há dias em que tudo corre bem e a boa disposição é a palavra do dia. Estes são indícios de que a molécula da felicidade está a atuar no seu corpo da melhor maneira possível. Esta molécula é a serotonina que atua no cérebro e é responsável por estabelecer a comunicação entre as células nervosas. A serotonina pode ser encontrada por todo corpo, nomeadamente, no cérebro, no sistema digestivo e nas plaquetas. Quando existe uma baixa concentração de serotonina, diversas funções psicológicas e corporais podem ser afetadas, o bom humor pode desaparecer e favorecer o desenvolvimento de um quadro depressivo, causando sintomas como:

  • Mau humor;
  • Dificuldade em adormecer;
  • Dificuldade em memorizar informações;
  • Sensação constante de cansaço;
  • Problemas de concentração;
  • Irritação excessiva.

Já sentiu algum destes sintomas? Então as próximas dicas são para si.

Sabia que uma das formas de estar de bom humor é aumentando a produção de serotonina? E sabia que isso se pode fazer de uma forma natural? Continue a ler e descubra como com estes 4 elementos chave:

  1. Alimentos – já se apercebeu que quando está com o humor alterado tende a consumir mais doces? Isso acontece porque os seus níveis de serotonina estão baixos e torna-se necessário ingerir hidratos de carbono. Para prevenir, é importante ingerir alimentos que são fontes de triptofano. A captação de triptofano é o primeiro passo para a síntese de serotonina e como o nosso corpo é incapaz de produzir o triptofano é necessário ingeri-lo por meio da alimentação, investindo numa dieta rica em proteínas – grão de bico, ovo, peixes, banana, frutos secos, entre outros.
  2. Exercício – durante a atividade física, o corpo produz naturalmente mais serotonina e endorfina, que ajudam a reduzir o stress e a ansiedade. Praticar algum desporto que goste pode ser uma das formas mais saudáveis para aumentar a produção de serotonina, além de proteger o seu sistema cardiovascular, entre tantos outros benefícios.
  3. Sol – existem pessoas que sofrem de um tipo de depressão sazonal, que ocorre nos meses mais frios. Isto acontece porque o sol é umas principais fontes de vitamina D, importante na ativação e transformação do triptofano que é essencial para a síntese de serotonina. Desta forma, ao apanhar sol, pelos menos 20 minutos por dia, estará a aumentar os seus níveis de serotonina.
  4. Momentos de lazer – os compromissos e a vida profissional ocupam a maior parte do seu tempo, mas é essencial dedicar tempo às atividades que lhe dão mais prazer. Tente organizar o seu tempo em função da família e amigos, e aproveite para ler, passear, viajar e tudo aquilo que possa contribuir para aumentar a sua qualidade de vida e boa disposição.

É importante referir que a felicidade é mais do que a simples dosagem de uma molécula no nosso corpo, e que por vezes pode sentir que, apesar do seu esforço para manter uma vida saudável, a falta de energia e os momentos de tristeza controlam toda a sua dinâmica diária e promovem desconforto emocional e físico. Se isso acontece consigo, saiba que a Clínica PSIC possui modelos de intervenção próprios para a depressão, com base numa abordagem sistémica e integrada que o podem ajudar a alcançar o seu bem-estar. Se pretender obter mais informações acerca das intervenções da PSIC, pode marcar a sua consulta informativa gratuita aqui. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Os sintomas físicos da Depressão

Sabe-se que em todo o mundo, milhões de pessoas vivem com depressão e este é um cenário que se tem agravado nos últimos tempos. As incertezas sobre este tema e o estigma social impedem as pessoas que sofrem de depressão de falar sobre como se sentem, passando por vezes anos sem procurar ajuda e sentindo-se cada vez pior.

Já abordamos aqui alguns temas relacionados com esta temática e que pode reler:
Teste: sente-se com depressão?
A história do viajante cansado e a depressão
Estas são as 6 causas mais comuns para a depressão
Depressão ou apenas tristeza?

Embora se fale muitos dos sintomas da depressão, é importante saber que para além dos sintomas emocionais, existem também sintomas físicos, como por exemplo:

  • Tensão muscular
  • Dor de costas
  • Dor de cabeça
  • Dor generalizada no corpo
  • Fadiga extrema
  • Agitação ou lentidão psicomotora
  • Mudança no apetite
  • Insónias e hipersónias

Quando se encontra depressivo, existe uma diminuição da produção dos neurotransmissores responsáveis pela modulação da dor (serotonina e noradrenalina), que leva a um desequilíbrio emocional e a uma maior sensibilidade à dor. Para além disso, o seu sistema imunitário também é afetado, pois há um impedimento da libertação de neurohormonas fundamentais para a regulação da dor e do seu bem-estar. O facto de se sentir constantemente cansado e desmotivado pode contribuir para que desenvolva comportamentos pouco saudáveis para si e para a sua saúde.

Para vencer a depressão e não sofrer recaídas é importante procurar ajuda. Com ajuda especializada liberte-se dos sintomas físicos e recupere o equilíbrio emocional, a sua energia, motivação e entusiasmo pela vida.

Na Clínica PSIC disponibilizamos um programa específico e indicado para casos de Depressão: o Programa Intensivo Detox Emocional. O programa reúne estratégias psicoterapêuticas, hipnoterapêuticas, psicossensoriais e de Biofeedback, aliadas às terapêuticas orientais, sendo um poderoso complemento às intervenções convencionais.

Saiba como funciona este programa através da marcação de uma Consulta Informativa Gratuita.  As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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A história do viajante cansado e a depressão

Já aqui falámos dos vários sintomas da depressão – releia o artigo Teste: sente-se com depressão? – e podemos resumir a depressão como uma alteração do estado de espírito de uma pessoa, com uma duração mínima de 2 semanas consecutivas, sendo caracterizada por diversos sintomas, como por exemplo:

– Humor depressivo durante a maior parte do dia
– Perda do prazer ou interesse em todas, ou quase todas, as atividades
– Insónia ou hipersónia quase todos os dias
– Agitação ou lentificação motoras
– Fadiga ou perda de energia
– Diminuição da capacidade de concentração e indecisão

Os sintomas associados à depressão provocam mau estar, sofrimento e afetam as diferentes áreas da sua vida.

A OMS considera a depressão “o mal do século”! Sabia que em Portugal quase 8% da população sofre de depressão*. A analogia com a história do viajante cansado pode ajudá-lo a compreender o mecanismo desta epidemia:

 “Um homem caminhava, cansado, pela estrada e levava uma pedra numa das mãos e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra, em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada. Pelo caminho encontrou um pedestre que lhe perguntou:
– Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?
– É estranho, respondeu o viajante, mas eu nem sabia que a carregava.
Então, ele deitou a pedra fora e sentiu-se muito melhor. Em seguida veio outro pedestre que lhe perguntou:
– Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?
– Ainda bem que me fez essa pergunta, disse o viajante, porque eu não me tinha apercebido o que estava a fazer comigo mesmo.
Então, deitou a abóbora fora e continuou o seu caminho com passos muito mais leves. Um por um, os pedestres foram avisando-o a respeito das suas desnecessárias cargas. E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.” 

Qual era realmente o problema deste homem que caminhava cansado pela rua? Era o peso que carregava? Não! Era a falta de consciência que ele tinha da carga que suportava. Quando ganhou consciência do quanto aquela carga o estava a impedir de caminhar e avançar, rapidamente se livrou dela.

Isto pode ser o que está a acontecer consigo – carrega um peso excessivo sem se aperceber, sente-se cansado e sem forças e pode até nem saber o motivo ou não saber como tirar essa carga de si.

É absolutamente necessário observar com atenção o peso que suporta e que que rouba a sua energia e perceber a sua dimensão. Quando este peso tem uma raiz mais profunda, como na depressão, a ajuda psicológica profissional é fundamental. Na Clínica PSIC ajudamos no tratamento da depressão. Saiba como podemos ajudar aqui ou através da marcação de uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Como enfrentar a depressão

Quando sintomas como maior suscetibilidade à frustração, impaciência, desânimo, falta de energia e tristeza constantes se tornam muito frequentes e prolongados, é provável que se encontre perante uma depressão. Neste contexto, é natural que sinta que tudo ao seu redor lhe é indiferente, que nada tem importância e que perdeu todo o seu valor.

O  acompanhamento psicológico é fundamental para conseguir enfrentar as causas da depressão, os conflitos internos e o sofrimento pessoal. Durante o processo psicoterapêutico, são trabalhadas estratégias psicológicas que o ajudam a sair do autoabandono, a eliminar o sentimento de autoanulação, a ultrapassar as dificuldades e extinguir o sofrimento e com isso priorizar-se e a melhorar a qualidade de vida.

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Na PSIC, a consulta de psicologia é uma intervenção individual e confidencial, permitindo que ocorra um restabelecimento emocional, uma mudança nos seus comportamentos e/ou crenças, que o façam ter um novo olhar do mundo e de si mesmo. Saiba como podemos ajudar no tratamento da depressão e contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=jpH0RfWGTZQ

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Estas são as 6 causas mais comuns para a depressão

A depressão afeta os pensamentos, comportamentos, sentimentos e o bem-estar da pessoa, causando sintomas como ansiedade, tristeza, preocupação, sentimento de inutilidade e vazio. Mas o que provoca esta doença psicológica e este estado de melancolia? Estas são as 6 causas mais comuns da depressão:

  • Acontecimentos inesperados
    As situações inesperadas como por exemplo luto, divórcio ou perda de um emprego podem precipitar a depressão. Quando ocorrem, é natural que as pessoas demorem algum tempo até serem capazes de aceitar o acontecimento. No entanto, algumas pessoas, são incapazes de lidar com os acontecimentos sozinhas e por isso ficam fragilizadas emocionalmente. Em casos mais graves, além de ficarem com humor deprimido severo, deixam de conseguir realizar as atividades de vida diárias.
  • Situações angustiantes
    Fatores como a solidão, ausência de amigos ou familiares, saudade, stress constante, preocupações ou o facto de estar fisicamente esgotado, podem originar a depressão.
  • Doença física
    As doenças físicas que possam colocar em causa a vida e sobrevivência da pessoa, tais como: o cancro, tuberculose, HIV, doenças cardíacas, fadiga crónica, deficiência de nutrientes, sistema imunológico enfraquecido, doenças crónicas e/ ou prolongadas podem levar ao desenvolvimento da depressão.
  • Personalidade
    Algumas pessoas são mais vulneráveis à depressão do que outras. Isto pode dever-se aos nossos genes, às nossas experiências nos primeiros anos de vida ou ambos. O ambiente em que crescemos e onde estamos inseridos, também pode interferir com a nossa personalidade e com a forma como encaramos as situações da vida.
  • Álcool
    Consumir uma elevada quantidade de álcool regularmente pode contribuir para o desenvolvimento da depressão.
  • Genética
    Existem famílias, com casos em que a depressão é uma doença crónica, e por esse motivo, há uma grande probabilidade de ser transgeracional, ou seja, se um dos pais esteve gravemente deprimido, há uma maior probabilidade do filho ficar igualmente deprimido numa dada fase da vida.

Estas são algumas das causas que contribuem para que as pessoas permaneçam em ciclos intermináveis de tristeza profunda, sentimentos de desamparo, medo e mágoa. Muitas pessoas sentem-se incapazes de sair desse estado e desistem de si mesmas.

Se está a passar por esta situação ou se conhece alguém próximo a si, a ajuda profissional é aconselhável e urgente para ultrapassar algumas destas causas, que estão a limitar o seu bem-estar e liberdade para ser feliz. Saiba como podemos ajudar no tratamento da depressão e contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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Teste: sente-se com depressão?

Estes são os 15 sinais de alerta para uma depressão que podem ocorrer de forma sucessiva no dia-a-dia. Assinale os sintomas com os quais se identifica e saiba se estará a atravessar uma depressão.

  1. Tristeza, ansiedade ou “vazio” persistente;
  2. Desesperança e pessimismo;
  3. Sentimento de culpa, de inutilidade e de desamparo;
  4. Dificuldade de atenção, concentração e memória;
  5. Perda de interesse na vida;
  6. Incapacidade de retirar prazer da vida;
  7. Dificuldade em tomar decisões e lidar com situações do dia-a-dia;
  8. Sensação de cansaço, exaustão, inquietação e agitação;
  9. 9. Alterações de sono: acordar muito cedo ou dormir demais;
  10. Perda de apetite e peso ou ganho de peso;
  11. Perda de interesse pela vida sexual;
  12. Dores de cabeça, problemas digestivos ou dor crónica sem causa física;
  13. Perda de autoconfiança;
  14. Afastamento de outras pessoas;
  15. Ideias suicidas e/ou tentativa de suicídio.

Se assinalou 5 ou mais sintomas ou se conhece alguém que está a experienciar estes sintomas, a ajuda profissional é aconselhável e urgente.
Saiba como podemos ajudar no tratamento da depressão e contacte-nos para marcar uma consulta informativa gratuita. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

Leia também este testemunho: Depressão, medo e ansiedade

“Decidi procurar ajuda porque me sentia sem energia e com pouca motivação para as coisas do dia-a-dia. Esperava que o programa de tratamento me ajudasse a ser uma pessoa mais feliz e satisfeita com a vida. Durante o tratamento com o DOS e com o acompanhamento da Dra Jatir senti que a minha vida ganhou nova energia e aprendi a lidar com os medos que até então tentava não trazer à luz do dia. O tratamento permitiu-me tomar consciência dos meus medos e dessa forma, através de técnicas que aprendi, poder trabalhá-los de forma a que passem a fazer a pessoa que sou sem me bloquearem e limitarem a minha vida. Aconselho a quem precisa de reencontrar que procure a ajuda da Dra Jatir, que nos guia no conhecimento de nós próprios e nos dá ferramentas para que nos tornemos autónomos na busca de bem-estar.” M.P.

Outros testemunhos em https://www.psic.com.pt/testemunhos/

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