Como deixar de procrastinar?

Na nossa última publicação, falamos do que é a procrastinação e quais as reais causas por detrás do ato de adiar tarefas. Recordamos que a procrastinação pode estar relacionada com questões internas como medo de falhar, ansiedade, baixa autoestima e até questões traumáticas, traduzindo-se em problemas de autocontrolo. Nesse sentido, as pessoas preferem o alívio a curto prazo, do que garantir os objetivos a longo prazo.

Se o problema é realizar a tarefa, é possível encontrar soluções!

É importante aprender novas estratégias para lidar de outra maneira com as tarefas que tem em mãos. Pode começar por reforçar o seu auto-controlo, definindo objetivos mais pequenos dentro dos objetivos maiores. Deixamos-lhe 6 pequenos passos para deixar de procrastinar:

  1. Definir – Torne claro na sua mente aquilo que pretende fazer e, quando fizer, faça com objetividade e clareza.
  2. Dividir em objetivos mais pequenos – Divida um grande objetivo em pequenas tarefas, mais fáceis de realizar.
  3. Determinar o tempo que vai precisar – Defina o tempo necessário para completar cada uma das tarefas e procure ser realista. Não vai conseguir correr a maratona daqui a uma semana se não treinar previamente.
  4. Priorizar – É importante que selecione as tarefas que devem ser feitas primeiro. Assim, deve começar pelas mais importantes ou por aquelas que implicam uma maior precedência.
  5. Começar a agir – Se tem uma tarefa a realizar execute-a já, antes que perca a vontade ou se distraia com algo.
  6. Diminuir a exigência – Pode falhar, mas o mais importante é como vai reagir. Pare, pense e reveja as suas ações e, se necessário, redefina prioridades.

 

Lembre-se que, independentemente da tarefa, existem sempre necessidades que precisam de atenção para que possa dar o seu melhor. Dormir a quantidade de horas necessárias, fazer exercício e ter uma alimentação saudável são pilares sobre os quais boa parte da sua saúde se baseia.

 

Se sente que está assoberbado por tarefas e existe alguma inatividade perante esse assunto, pode ser necessário recorrer a um profissional qualificado que o ajude a trabalhar as causas e eliminar os comportamentos procrastinadores. Dessa forma, poderá procurar novos rumos e priorizar a sua energia, evitando a vulnerabilidade ao stress e ansiedade.

 

A PSIC, através de intervenções específicas como hipnoterapia, terapias psicossensoriais e biofeedback, pode ajudá-lo a retirar proveito das suas capacidades e promover os seus recursos emocionais internos. Contacte-nos para uma consulta informativa gratuita.

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Porque deixo tudo para a última hora?

Apesar de parecer que as pessoas que deixam tudo para a última hora são muito descontraídas, no seu interior pode residir muito drama. Quando essas pessoas são confrontadas com uma tarefa, tendem a adiar o seu começo ou, quando a iniciam, rapidamente a largam.

Por exemplo, senta-se para fazer um trabalho e decide que vai apenas espreitar o Facebook ou Instagram por cinco minutos. Porém, descobre que se passaram três horas e agora mais vale deixar o trabalho para outra altura. Os objetivos podem ser outros, como perder peso e ficar em forma, mas vê que lhe falta a roupa de desporto e por isso, apenas depois de a comprar vai poder começar a jornada.

Então, o que se passa?

Estes comentários internos ou “desculpas” são defesas utilizadas para desviar o pensamento de algo que o deixa desconfortável, uma espécie de angústia e inquietação internas. Têm como função fazê-lo sentir-se melhor quando confrontado com uma tarefa desagradável. A isto chama-se procrastinação.

De forma genérica, as pessoas que procrastinam têm dificuldade em gerir as próprias emoções. Não se trata de uma questão de preguiça ou de problemas na gestão de tempo, mas sim uma tentativa de evitar o mal-estar causado por essas situações.

Existem ainda motivos mais específicos ligados à procrastinação, sendo deles:

  • Ansiedade
  • Baixa autoestima
  • Medo de falhar

Pessoas com ansiedade pensam demasiado sobre as situações, levando a um acréscimo da sensação de mal-estar e tornando a procrastinação algo frequente. Por outro lado, isto apenas aumenta os níveis de ansiedade, visto que a pessoa pode continuar a pensar demasiado na tarefa e/ou situação, mesmo que esteja a fazer outra coisa que lhe dê prazer.

O mesmo se aplica ao medo de falhar e à baixa autoestima, onde a pessoa não vê em si competências para realizar a tarefa e acaba por abandoná-la para iniciar algo que gosta, perpetuando assim o ciclo vicioso da procrastinação.

Ao saber que a procrastinação pode estar relacionada com outras perturbações, é importante que procure ajuda de um profissional de saúde se perceber que existem outros sintomas para além do adiamento de tarefas. Entender as razões e como lidar com a procrastinação não só pode baixar os níveis de ansiedade como também aumentar a sua produtividade, satisfação pessoal e equilíbrio emocional.

A Clínica PSIC possui modelos de intervenção integrativos que visam ajudar a recuperar o seu equilíbrio emocional. Gostaria de obter mais informações acerca dos modelos de intervenção terapêutica? Marque a sua consulta informativa gratuita aqui. As nossas consultas podem ser presenciais ou à distância (online).

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