Stress e Ansiedade: a importância de identificar os fatores de gatilho

Desde 1998, na primeira quarta-feira de novembro, foi criado o Dia da Consciencialização do Stress, no Reino Unido, que este ano é comemorado a 4 de novembro. Em tempos de sobressalto com a pandemia, assuma este dia como uma oportunidade para começar a tomar conta de si mesmo. Dedique algum tempo para identificar as pressões a que está sujeito e de que forma pode reduzi-las ou até mesmo eliminá-las. Então, comece por refletir sobre como se sente em plena pandemia de COVID-19:

  • Ansioso pela escassez de convívio?
  • Sem força e energia?
  • A sua produtividade diminui?
  • Receoso pela sua família?
  • Sente culpa por ter privilégios de segurança?
  • Amedrontado com a imprevisibilidade do futuro?
  • A sua segurança está abalada?
  • Sofre com as diferentes perdas?
  • Está no limite com os seus filhos?
  • A falta de abraços contribui para a sua carência?
  • Lamenta os eventos cancelados?
  • Passa por alterações de humor?
  • Está com dificuldade de adaptação ao teletrabalho?
  • Revive traumas passados?
  • Revoltado com a condição atual?
  • Sente-se congelado?
  • Questiona-se sobre escolhas e experiências passadas?
  • Está à beira de um colapso?

Muitos destes sentimentos, quando ocorrem em baixa intensidade, são oportunos e considerados normais. Cabe salientar que estamos todos a passar pela mesma experiência, sendo que cada um reage de forma particular. No entanto, é a capacidade que cada um tem de compreender e avaliar o grau da intensidade do seu sofrimento e a perceção de que atingiu um limite que é decisivo na hora de pedir ajuda. É importante considerar também os fatores externos que contribuem para o agravamento dos sentimentos negativos que cada um vivencia:

  • Medo de ser infetado, de alguém próximo ser infetado ou da impossibilidade de receber atendimento médico
  • Redução da renda, resultando em sacrifícios no consumo ou endividamento
  • Confinamento
  • Informações conflituantes ou vagas sobre a pandemia e o seu enfrentamento
  • Inexistência de uma estratégia de saída da crise

Como controlar sentimentos negativos?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Sistema Nacional de Saúde (SNS) para além da preocupação com o contágio, também estão preocupados e ativos em proteger a saúde mental e emocional e disponibilizam alguns conselhos para combater e prevenir a ansiedade e o stress em tempo de pandemia. São sugestões que estão ao seu alcance e facilmente poderá tirar proveito:

  • Controle o acesso a informações sobre a doença
  • Use as redes sociais como aliadas
  • Seja solidário
  • Pare e preste atenção às suas necessidades e sentimentos
  • Reconheça o trabalho dos profissionais de saúde
  • Compartilhe histórias positivas
  • Conte até dez e respire fundo
  • Faça exercício físico
  • Durma bem
  • Alimente-se saudavelmente
  • Tenha pensamentos positivos
  • Ouça música instrumental
  • Assista vídeos engraçados
  • Envolva-se menos emocionalmente
  • Faça meditação

Como a PSIC – Psicologia Integrada pode ajudar?

Assim sendo, é importante esclarecer que se encontrar dificuldades em controlar os sintomas de forma autónoma, é imprescindível procurar um especialista que o possa ajudar nesse sentido. A PSIC – Psicologia Integrada disponibiliza essa ajuda, através da identificação dos fatores que lhe provocam stress, neutralizamos os estímulos stressantes e auxiliamos a obter uma maior capacidade para gerir situações adversas e as suas emoções. Fornece estratégias adaptativas para responder aos problemas: exercícios de relaxamento e meios para enfrentar e gerir o stress. Dentro da perspetiva da Consciencialização do Stress, a PSIC destaca que é importante limitar os efeitos prejudiciais do stress para manter a vitalidade, saúde e qualidade de vida.

 

Seguem algumas publicações, sobre este tema, das quais pode usufruir no nosso Blog:

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Saúde mental e doenças emocionais: a 4ª onda da pandemia

Todas as pessoas, de alguma forma, sentiram os impactos da pandemia e procuraram moldar-se ao novo normal. Os efeitos de uma realidade de restrições e de mudanças drásticas começam a tornar-se evidentes e intensificam a discussão de uma quarta onda da doença: a emergência de saúde mental, onde se destaca a depressão, ansiedade e perturbação do stress pós-traumático, como consequência da crise sanitária.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que quase 1 bilião de pessoas vive com alguma perturbação mental e que, a cada 40 segundos, morre uma pessoa por suicídio. Com os reflexos da pandemia, prevê-se que estes números piorem.

Os desequilíbrios emocionais gerados por esta crise podem ser identificados por um conjunto de causas provocados pela nova realidade:

  • Medo de contrair o vírus
  • Preocupação com pessoas próximas e vulneráveis
  • Crianças em período de desconfinamento
  • Falta de contacto físico
  • Desemprego ou ameaça de desemprego
  • Conjugação da vida familiar com o teletrabalho e telescola

Apesar de prematuro, as revisões de literatura científica sobre o impacto psicológico de infeções por coronavírus, mostram que a depressão, ansiedade, fadiga e perturbação do stress pós-traumático acompanham os infetados após a doença. Pessoas que foram infetadas com a COVID-19 podem apresentar sequelas e alguns estudos mostram que, 30 dias após testar negativo, cerca de 80% das pessoas mantém algum sintoma, entre eles a fadiga e dispneia do sono.

Mesmo sendo uma hipótese e algo para o futuro, gostaríamos de deixar um alerta para si, para que tenha um pouco mais de atenção com sua própria saúde emocional. Observe-se, observe o que está ao redor, respeite os seus limites e preste atenção às manifestações do seu corpo. Tendo em conta o nível de tensão percebido, pode tomar algumas providências: utilizar a respiração e o relaxamento e aprender a acalmar o coração. Veja abaixo os exercícios que disponibilizamos para este fim. Se precisar, peça ajuda.

Como saber quando deve procurar ajuda psicológica?

Existem sinais que indicam que, talvez seja necessário procurar ajuda especializada, nomeadamente:

  • Estar sempre em estado de alerta ou modo sobrevivência
  • Apresentar irritabilidade e impaciência
  • Ter picos emocionais
  • Sentir-se pessimista em relação ao futuro
  • Ter a sensação de estar sempre no limite
  • Ter dificuldades em parar o ruído mental
  • Ter dificuldades para adormecer ou ter pequenos despertares ao longo da noite
  • Sentir que as atividades do dia-a-dia são comprometidas
  • Sentir alterações no apetite

Como pode a Clínica PSIC – Psicologia Integrada ajudar?

A Clínica PSIC – Psicologia Integrada apresenta duas modalidades de atendimento: presencial e online. Nesse sentido, durante este período atípico, pode optar por fazer terapia online. Muitos clientes já migraram as sessões de psicoterapia do consultório presencial para o modo à distância. Esta é uma medida recomendada para prevenir o contágio e, ao mesmo tempo, disponibilizar uma ajuda possível e protegida.

Uma conversa com um profissional especializado, pode ser importante para o ajudar a lidar com o seu estado emocional que deriva do momento atual. Conte com a nossa ajuda. Previna-se e procure-nos.

Veja também outros exercícios:

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Porque deixam os homens crescer a barba em novembro?

O que é o Dia Internacional do Homem?

Este evento internacional foi iniciado por Jerome Teelucksingh, com o apoio da Organização das Nações Unidas e vários grupos de defesa dos direitos masculinos da Europa, América do Norte, África e Ásia. Está diretamente ligado ao “Movember”, um evento mundial que se realiza todos os anos em Novembro. Neste mês, os homens deixam crescer a barba com o intuito de alertar a sociedade para os problemas de saúde masculinos, incluindo os do foro mental.

 

Quais os objetivos do Dia Internacional do Homem?

Estes são alguns dos objetivos que se pretendem promover na comunidade masculina neste dia:

  • melhorar a saúde física e psicológica
  • melhorar as relações entre os géneros
  • destacar papéis positivos dos homens
  • promover a igualdade entre géneros

 

Qual o tema principal do Dia Internacional do Homem?

De todos os pontos acima referidos, aquele que assume um papel principal é a saúde pois, este movimento nasceu devido à tendência do homem em evitar procurar ajuda para doenças em geral, e em específico para as de foro mental.

Para melhor entendermos esta tendência, devemos recuar um pouco no tempo pois, os papéis de género estereotipados de séculos passados, ainda têm relevância hoje. Estes papéis definem gestos, comportamentos e atitudes que levam os homens a apresentar resistência em procurar ajuda e dificuldade em falar das suas próprias emoções e sentimentos, acreditando que isso demonstrará sinal de fraqueza. Esta perceção de fraqueza está ligada às crenças enraizadas do tipo “homens não choram”. Como resultado, os meninos e homens aprenderam a conter as suas emoções pois “ele não pode chorar, não pode pedir ajuda, nem pode demonstrar fragilidade”.

É cada vez mais importante incentivar os homens a falar sobre as suas emoções, a aprender a reconhecer os seus sentimentos e romper o silêncio, evitando a postura de recolhimento e abraçando outras atitudes face à saúde e aos papéis sociais, uma vez que as consequências desse recolhimento e, consequente marginalização masculina devido ao esforço em manter uma postura inabalável, são desastrosas.

 

Quais as consequências do recolhimento emocional masculino?

Alguns homens, inconscientes da importância de viverem e exprimirem de forma correta as suas emoções, acabam por desenvolver mecanismos de fuga como o consumo de álcool e outras drogas. Isto acontece porque desde sempre são encorajados a agir de maneira a exteriorizar o seu stress elevado e isso pode apresentar ligações com comportamentos antissociais, uso de substâncias e suicídio.

De acordo com o estudo de 2018 do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, os homens são mais propensos a morrer por suicídio do que as mulheres. Desta forma, também são os homens que apresentam maiores taxas de ideação suicida.

 

Quais as exigências que colaboram para o desequilíbrio emocional masculino?

As doenças podem-se manifestar em maior ou menor grau de acordo com a fase em que o homem se encontre e das exigências que tem de enfrentar. As exigências podem incluir:

  • Pressão no trabalho
  • Procura de estabilidade financeira
  • Responsabilidades familiares
  • Parentalidade
  • Relações amorosas

Estas demandas do quotidiano e a “masculinidade tradicional” têm tido um grande impacto na saúde masculina, por exemplo, perder o emprego pode ser mais severo e impactante para muitos homens devido à ideia de homem “provedor do lar”.

 

Qual a importância do Dia Internacional do Homem para a saúde mental masculina?

É com base em tudo isto que o Dia Internacional do Homem se tornou um evento importante para dar início à discussão sobre as fragilidades e fortalezas do homem.  Este dia alerta para a necessidade de incrementar os cuidados de saúde física e mental e ressalta que ser homem é mais do que seguir padrões estereotipados impostos pela sociedade. Ser homem é ser pessoa e poder expressar as suas emoções, reconhecer as suas responsabilidades, assumir os seus atos e, acima de tudo, ter respeito por si mesmo.

 Uma das maneiras para iniciar esta jornada de conquista do respeito pela saúde masculina é começar a trabalhar sobre as emoções do homem com vista a promover o desenvolvimento pessoal, para que possam utilizar da melhor maneira possível os seus recursos que durante tanto tempo estiveram retraídos.

A PSIC acredita que intervir para ativar os recursos naturais retidos é uma boa forma de ressignificar vivências e mudar a postura perante os aspetos que possam causar desconforto ou que interfiram nas suas relações. Lembre-se que construir a autonomia emocional implica investimento, principalmente quando, até então, o trabalho foi invertido.

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7 perguntas sobre saúde mental

Encontrar o equilíbrio em todas as áreas da vida é algo que todos desejamos. No dia 10 de outubro celebra-se o Dia Mundial da Saúde Mental. Nesta Newsletter, destacamos a importância da saúde mental na caminhada rumo ao equilíbrio e mostramos como, na Clínica PSIC, ajudamos os nossos clientes a atingir este objetivo.

ARTIGO DO MÊS

7 perguntas sobre saúde mental

1 – O que é a saúde mental?
Foi a 10 de outubro de 1992 que se assinalou pela primeira vez o Dia Mundial da Saúde Mental. Segundo o Serviço Nacional de Saúde (SNS), no conceito de saúde mental inclui-se:

  • Aptidão para se moldar a mudanças e novos acontecimentos
  • Conseguir identificar os seus limites e indícios de mal-estar
  • Ter a capacidade para superar crises, privações afetivas e desavenças emocionais
  • Possuir uma visão realista e crítica, mas, ao mesmo tempo, assegurar a criatividade e o humor
  • Criar relações plenas e ter projetos definidos para a sua vida

2 – Qual é o estado atual da saúde mental?
Embora o despoletar das doenças mentais seja comum, muitos não procuram ajuda pois existe uma baixa literacia em saúde mental, que pode atrasar o reconhecimento precoce da perturbação e os comportamentos de procura de ajuda. Assim, o acesso aos cuidados da saúde mental em Portugal é ainda escasso e os dados do relatório de Primavera 2019 do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, revelam que a taxa de prescrição de psicofármacos em Portugal é a mais elevada da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), existindo ainda uma prescrição incorreta de antidepressivos.

3 – Os medicamentos ajudam no tratamento da saúde mental?
Na maioria das vezes a utilização de psicofármacos induz dependência e tolerância, tendo apenas um efeito redutor na expressividade de sintomas, pois não atuam na origem do sofrimento psíquico. A venda exacerbada de ansiolíticos e antidepressivos em Portugal deve-se à ausência de outras respostas para as doenças do foro psicológico, estimando-se que mais de 80% dos utentes do SNS, procura ou já procurou acompanhamento para doenças do foro psicológico através do seu médico de família, mas apenas uma pequena parte consegue consultar um psicólogo ou psiquiatra. Na Clínica PSIC acreditamos que a promoção da saúde mental não medicamentosa pode prevenir complicações futuras e promover o bem-estar holístico do indivíduo.

4 – Como é que a Clínica PSIC pode ajudar?
A Clínica PSIC é apologista da psicologia inclusiva, disponibilizando para além do atendimento privado, o programa Pro-Social destinado a pessoas que se encontrem em situação de fragilidade económica.

No que diz respeito à ação terapêutica, esta é integrada e interativa através do seu próprio modelo, que tem como objetivo atingir resultados rápidos, eficazes, duradouros e sem medicamentos. O modelo da PSIC reúne abordagens convencionais na área da Psicologia Clínica, como estratégias psicoterapêuticas e hipnoterapêuticas, mas também utiliza abordagens não convencionais como coadjuvantes: a Terapia Psicossensorial e Terapia de Biofeedback. Este conjunto de técnicas terapêuticas que auxiliam no tratamento das perturbações mentais, são por vezes utilizadas de forma combinada com o objetivo de potencializar os resultados, influenciando o bem-estar do indivíduo como um todo.

5 – O que é a Terapia Psicossensorial?
A Terapia Psicossensorial é utilizada com o intuito de equilibrar o sistema energético. Ao entrar em contacto com esse sistema são resolvidas possíveis perturbações existentes, através da eliminação das causas e estabelecendo um equilíbrio. É através da ativação e estimulação das estruturas cerebrais, que auxiliam a libertação e produção de neurotransmissores e neurohormonas que atuam na regulação de respostas emocionais. Desta forma, é possível ativar o potencial de auto cura do organismo de forma natural, pois a intervenção possibilita utilizar a nossa energia vital na superação dos problemas físicos, emocionais e energéticos.

6 – O que é a Terapia de Biofeedback?
No que toca à Terapia de Biofeedback, esta centra-se no método de treino psicofisiológico concretizado através de equipamentos que são passíveis de identificar e trabalhar desequilíbrios energéticos e de saúde, através dos sinais emitidos pelo corpo, sob a forma de descargas elétricas, temperatura, stress e tensão muscular. Estes sinais são amplificados pelos instrumentos e convertidos em informação útil para a intervenção.

7 – Porquê procurar a ajuda de um psicólogo?
Recorrer a um psicólogo é mais do que apenas um ato remediativo pois, assim como recorre a outros profissionais para cuidar de si (ex: nutricionistas; personal trainers), é possível procurar um psicólogo como ação preventiva e de manutenção, com o intuito de promover o seu desenvolvimento pessoal.

“Quando todas as pessoas no mundo cuidarem melhor de si mesmas, todas se sentirão mais bem cuidadas e poderemos finalmente começar a cuidar mais um do outro”.
Spencer Johnson, M.D.

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